A resposta da UE às tarifas de Trump – Notícias


Bruxelas, 22 Jun 2018 (AFP) – A União Europeia (UE) taxará a partir desta sexta-feira dezenas de produtos americanos, entre eles o tabaco, o uísque bourbon, as calças jeans e as motos, em resposta às tarifas alfandegárias impostas por Washington sobre o aço (25%) e o alumínio (10%).

Esta lista já havia sido enviada pela UE à organização Mundial de Comércio (OMC) no dia 18 de maio, prevendo a decisão de Washington.

A Comissão Europeia se encarregará de reatualizá-la em função das medidas precisas decididas pelos americanos.

A lista de artigos emblemáticos estabelecido pela Comissão afetam em alguns casos estados dos EUA, vários deles agrícolas, que votaram em Trump em 2016.

São produtos fabricados no território americano e não vendidos pelas marcas desse país – que podem ser fabricados em várias partes do mundo.

Esses produtos integram a lista de acordo com uma nomenclatura aduaneira muito precisa, que não dá nenhum nome de marca ou empresa, embora o presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, no começo de março mencionou a Harley-Davidson e a Levi’s.

A União Europeia exportou 5,3 bilhões de euros em aço e 1,1 bilhão em alumínio para os Estados Unidos em 2017.

As contra-medidas europeias sobre os produtos da lista buscam compensar em 2,8 bilhões de euros os prejuízos que as tarifas americanas causarão à sua indústria americana, uma cifra “calculada”, segundo a Comissão, que quer que este procedimento respeite plenamente as regras da OMC.

No futuro, outros produtos poderão ser taxados pela UE, no valor de 3,6 bilhões de euros, caso o bloco vença a disputa com os Estados Unidos na OMC.

– AçoVárias dezenas de produtos, como alguns aços laminados, as barras em aço inoxidável, os tubos sem soldadura, fios de aço, portas, janelas, ferramentas, talheres etc.

– Agricultura e alimentaçãoFeijões, milho, arroz (processado ou não), cranberries, suco de laranja, manteiga de amendoim, uísque bourbon, cigarros e cigarros e tabaco.

– TêxtilAs camisetas e malhas de algodão, lã ou tecido sintético, calças jeans ou de algodão, shorts, roupa de cama de algodão e determinados sapatos de couro.

– VeículosMotos com cilindrada superior a 500 cm3, veleiros, de passeio ou esportivos, com ou sem motor, botes de remos e canoas.

– OutrosBatons, maquiagem para os olhos, esmaltes para unhas e base de maquiagem e cartas de baralho.

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Trump planeja novas tarifas contra China e Pequim denuncia ‘chantagem’ – Notícias


Pequim, 19 Jun 2018 (AFP) – China e Estados Unidos estavam, nesta terça-feira (19), mais perto do que nunca de uma guerra comercial, depois que a China prometeu adotar “represálias” contra as ameaças de Donald Trump de impor novas e proibitivas tarifas a produtos chineses importados.

As Bolsas da China encerraram a terça-feira (horário local) com forte queda em consequência dessas ameaças do presidente americana: Xangai terminou em baixa de 3,78%, assim como Shenzhen (-5,77%), enquanto Hong Kong, a uma hora do fechamento das operações, perdia 3%.

Tóquio também terminou com perdas (-1,77%), enquanto as principais Bolsas europeias abriram suas sessões de hoje com queda acentuada.

Com as duas maiores economias mundiais já mergulhadas em um duelo temido pelos mercados e pela indústria, Trump disse que adotará novas medidas punitivas contra a “inaceitável” decisão de Pequim de aumentar suas próprias taxas.

Ele advertiu que, “se a China aumentar suas tarifas mais uma vez”, Washington retaliará bens chineses com taxas de 10%, equivalentes a US$ 200 bilhões, para um possível total de US$ 450 bilhões, ou seja, quase todas as importações chinesas.

A reação da China foi quase imediata. O Ministério chinês do Comércio classificou a decisão de Trump como “chantagem”.

“Se os Estados Unidos perderem o bom senso e publicarem uma lista [de produtos afetados pelas sobretaxas], a China se verá obrigada a adotar uma mistura de medidas quantitativas e qualitativas sob a forma de vigorosas represálias”, disse o Ministério em uma nota.

– Novas ações -Em um comunicado, Trump disse que “novas ações deverão ser tomadas para pressionar a China a mudar suas práticas desleais, abrir seu mercado aos bens dos Estados Unidos e admitir uma relação comercial mais equilibrada”.

“Aparentemente, a China não tem nenhuma intenção de mudar suas práticas ilegais de aquisição de propriedade intelectual e tecnologia americana”, afirmou.

“A relação comercial entre Estados Unidos e China deveria ser mais equilibrada”, insistiu Trump, que estabeleceu como meta reduzir em US$ 200 bilhões o déficit comercial com o gigante asiático.

Esta grave ameaça de guerra comercial preocupa o mercado e demais agentes econômicos.

“Nesta perigosa escalada (…) o Congresso deve intervir e exercer sua autoridade sobre a política comercial” afirmou a National Retail Federation (NRF), um lobby americano do varejo, em um comunicado.

Cerca de 455.000 empregos americanos estão ameaçados pelas últimas medidas punitivas contra a China, calculou a NRF, que estima que outra consequência será uma alta dos preços dos produtos de base.

Em 2017, os Estados Unidos exportaram para a China, segunda potência econômica mundial, US$ 130,4 bilhões em bens e mercadorias. No mesmo período, os EUA importaram US$ 505,6 bilhões, ou seja, um déficit de mais de US$ 375 bilhões.

– Medidas e represálias -Na última sexta-feira, a Casa Branca anunciou a imposição de taxas aduaneiras de 25% a bens importados da China, da ordem de US$ 50 bilhões, para compensar o que Washington denuncia como roubo de propriedade intelectual e de tecnologia por parte de Pequim.

O governo chinês respondeu, anunciando represálias equivalentes contra produtos americanos.

“Tenho uma excelente relação com o presidente Xi (Jinping) e continuaremos trabalhando juntos em muitos temas. Mas nem a China nem outros países se aproveitarão mais dos Estados Unidos em comércio”, disse Trump.

O presidente americano deu sinal verde para as medidas punitivas depois de meses de um instável processo diplomático, no qual a promessa dos chineses de comprar mais bens americanos não aplacou as queixas de Trump sobre o desequilíbrio comercial bilateral.

A China prometeu aumentar a importação de bens americanos em US$ 70 bilhões para reduzir o déficit comercial americano, enquanto Trump pedia um corte do déficit em US$ 200 bilhões.

A disputa com a China é apenas uma das frentes comerciais abertas pelo protecionismo de Trump. Desde 1º de junho, as importações de aço e de alumínio de União Europeia, México e Canadá pagam tarifas de 25% e 10%, respectivamente.

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Assessor que Coordou Vitória de Trump Planeja Investir em Criptomoedas


Steve Bannon está de momento com Donald Trump (Foto: Gage Skidmore / Flickr)

Steve Bannon, ex-estrategista-chefe do governo de Donald Trump e antigos responsáveis ​​pelo site ultraconservador Breitbart News demonstrou em 1977, 1990 O bitnonin não revelando sobre os investimentos pessoais. <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> <br> Iniciativa de Moeda (ICO, em inglês), por meio de sua empresa, uma Bannon & Company.

Um pequeno encontro na Universidade de Harvard para falar de uma possibilidade de criar uma nova proposta de moeda, chamada de uma moeda de referência, em analogia à definição de candidato democrata, Hillary Clinton, sobre os apoiadores do presidente americano, Donald Trump.

Questionário do New York Times sobre sua visão sobre as criptomoedas,

É um populismo disruptivo. Ele pega o poder de volta das centrais de segurança. O ex-conselheiro de Trump não revela publicamente seus investimentos em seu nome, em polêmicas, afete decisões de colaboradores em potencial. Como investir, seu foco é ajudar a localizar as novas criptomoedas, especialmente fora dos Estados Unidos.

Trajetória conturbada

Stephen Bannon tem 64 anos e, enquanto se levanta o direito de Donald Trump, participou do Comitê de Diretores do Estado Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, sendo demitido em abril de 2017.

Antes de entrar para uma política, trabalhava como banqueiro e, em 2012, assumiu a liderança do Breitbart News, hum jornal classificado pelo próprio Bannon como uma “plataforma da alternativa”. Os jornalistas da época referenciavam o veículo como sexista, racista, e xenófobo,

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Brasil sai perdendo com guerra comercial de Trump – Notícias


A guerra comercial travada entre Estados Unidos e China terá mais efeitos negativos do que positivos para o Brasil, na avaliação de analistas ouvidos pelo ‘Estado’. Além de o País ser frontalmente afetado pela restrição à siderurgia, o aumento da tensão internacional pode reduzir os preços das commodities, atingindo em cheio economias dependentes desses produtos, como a brasileira.

O primeiro impacto das barreiras levantadas pelo governo Trump no Brasil se deu nas restrições à importação de aço e de alumínio. Essa decisão foi tomada sob o argumento de defesa nacional, e os países que exportam para os Estados Unidos tiveram de se submeter a cotas ou aplicação de taxações.

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de aço. No ano passado, o país foi o comprador de um terço das vendas ao exterior – quase cinco vezes mais que o segundo principal parceiro, a Alemanha. A maior parte dos embarques é de semiacabados, para a fabricação de laminados.

“A restrição veio na pior hora possível. O setor opera com 68% da capacidade, quando o normal é operar com 80%. O mercado interno ainda não reagiu, e as exportações ficaram mais relevantes”, diz Marco Polo de Mello Lopes, presidente do Instituto Aço Brasil. Ele estima queda de 10% no volume de aço exportado este ano.

No início do mês, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) havia estimado um prejuízo de US$ 3 bilhões para as exportações de aço e de US$ 144 milhões para as de alumínio.

Não compensa

Em resposta ao protecionismo de Trump, a China ameaçou com tarifas sobre a soja americana, o que poderia abrir espaço para outros produtores, principalmente do Brasil. “Pode ocorrer uma vantagem momentânea para a soja brasileira, mas que não se sustenta. O Brasil até tem potencial para produzir mais grãos, mas não da noite para o dia, e há barreiras que emperram as exportações, como a infraestrutura precária”, diz Bartolomeu Braz Pereira, da Aprosoja Brasil.

Ele diz que os embarques já foram afetados pelos 11 dias da greve dos caminhoneiros, que travou o escoamento de grãos.

“Nossa soja na fazenda é mais barata que outras, mas quando ela vai para o caminhão, encarece. Não adianta culpar só fatores externos pela dificuldade de exportar, o que segura o País é a falta de competitividade”, diz Welber Barral, ex-secretário do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic).

Para José Augusto de Castro, da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB), o aumento da instabilidade no comércio exterior já pôde ser percebido na redução dos preços de commodities, como a soja e o petróleo, na última sexta-feira, o que atinge o Brasil. Ele também avalia que o País costuma perder janelas de oportunidade por não fazer o dever de casa.

O Brasil poderia negociar o fim da barreira antidumping imposta pela China ao frango e vender mais aos chineses, para suprir o que eles deixariam de comprar dos americanos, exemplifica. “Mas demora: da criação ao embarque são 90 dias. E além da questão logística, sem reformas, como a tributária, a competitividade não se sustenta.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Trump promove diretora do Orçamento ao Departamento do Consumidor – Notícias


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende nomear Kathy Kraninger, diretora associada do Escritório de Administração e Orçamento (OMB, na sigla em inglês), para a agência de fiscalização dos direitos do consumidor.

Segundo a Casa Branca, Kathy vai levar “uma nova perspectiva e experiência necessária” para o Departamento de Proteção Financeira ao Consumidor.

O chefe do orçamento de Trump, Mick Mulvaney, divide o comando do OMB com o da agência desde o final de novembro. Fonte: Associated Press.

Trump deve participar na segunda-feira de reunião do conselho aeroespacial – Notícias


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve participar pela primeira vez nesta segunda-feira de uma reunião pública do principal conselho de política espacial da Casa Branca, destacando um compromisso pessoal com a exploração humana da lua e, eventualmente, com Marte.

A participação de Trump, de acordo com pessoas familiarizadas com os detalhes, tem como objetivo ajudar a impulsionar os esforços conjuntos de exploração do governo e da indústria aeroespacial.

Mas a vem ao mesmo tempo que o ex-presidente da Câmara dos Representantes Newt Gingrich e o general aposentado da Força Aérea Simon “Pete” Worden – dois partidários sinceros de empreendimentos no espaço – foram deixados de lado em um painel consultivo sobre o tema.

Ambos foram nomeados meses atrás para participar do painel, mas agora foram removidos da lista final de membros do conselho. Segundo fontes, questões jurídicas e comerciais prejudicaram o ingresso deles do grupo.

Gingrich, que informalmente assessorou a Casa Branca em uma ampla gama de tópicos, confirmou em um email no sábado que vai participar da próxima reunião do conselho espacial apenas “como cidadão público”, porque “meus advogados ficaram muito desconfortáveis com outro papel”. O ex-deputado confirmou que lhe foi oferecida uma posição mais oficial, que ele disse ter recusado.

O general Worden se recusou a comentar o assunto.

Um porta-voz do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que é o presidente do conselho espacial, também não se pronunciou. Fonte: Dow Jones Newswires.

Empresas dos EUA criticam barreiras de Trump – Notícias


Empresas americanas e o governo da China se uniram ontem nas críticas à decisão de Donald Trump de impor tarifas sobre a importação de US$ 50 bilhões em produtos do país asiático. Mas a medida deve agradar à base do presidente, a cinco meses da eleição crucial que definirá o controle do Congresso e o futuro de seu governo.

“No presente momento, lançar uma guerra comercial não é do interesse do mundo”, disse nota divulgada pelo Ministério do Comércio da China. “Nós conclamamos todos os países a atuarem em conjunto para frear com firmeza esse movimento ultrapassado e retrógrado.”

Presidente da principal entidade empresarial americana – a Câmara de Comércio dos Estados Unidos -, Thomas Donohue divulgou declaração contrária à medida. “A imposição de tarifas coloca o custo das práticas comerciais desleais da China diretamente sobre os ombros dos consumidores, fabricantes, fazendeiros e rancheiros americanos. Essa não é a abordagem correta.”

Arthur Kroeber, da consultoria Gavekal, disse ver chance “zero” de Pequim modificar as políticas industriais previstas no programa Made in China 2025 em razão das tarifas de Trump. Segundo ele, setores importantes de ambos os lados serão prejudicados, mas as economias como um todo não sofrerão tanto.

Como exporta mais para o mercado americano do que importa, a China tem mais a perder em um primeiro momento, observou Kroeber. Mas a continuidade da guerra comercial deve afetar a imagem dos EUA e reduzir no longo prazo a sua credibilidade internacional.

Em sua avaliação, as restrições a investimentos no setor de tecnologia que deverão ser impostas por Trump dentro de duas semanais serão mais prejudiciais para a China do que as tarifas. “Investimentos chineses no setor de tecnologia nos EUA, na Europa e no Japão são um dos elementos da estratégia de Pequim para avançar no setor tecnológico”, observou Kroeber.

Estratégia. Monica de Bolle, do Peterson Economic Institute, também não vê possibilidade de a guerra comercial forçar a China a mudar sua política industrial. Em sua opinião, o que o governo Trump chama de “roubo” de tecnologia é uma estratégia legítima de desenvolvimento adotada por um país emergente. “A China exige que certas empresas americanas que queiram entrar em seu mercado façam parcerias com empresas locais e transfiram tecnologia. A empresa tem a escolha de entrar ou não.”

Trump usou a necessidade de proteger o setor tecnológico dos EUA como justificativa da medida protecionista anunciada ontem. “Nós temos o poder de grandes cérebros no Vale do Silício, e a China e outros roubam esses segredos e nós vamos proteger esses segredos. Eles são as joias da coroa deste país”, declarou o presidente em entrevista à rede Fox News.

Mas representantes desse setor supostamente beneficiado também criticaram a imposição de barreiras às importações. “Tarifas são a resposta errada às práticas comerciais discriminatórias e prejudiciais da China. Ao impor sanções sobre bens de consumo e componentes essenciais desses bens, o presidente vai tirar dinheiro do bolso dos americanos de maneira desnecessária, prejudicando as pessoas que ele espera ajudar, não punindo a China”, declarou Dean Garfield, presidente do Information Techology Industry Council, que reúne grandes empresas do setor, entre as quais Amazon, Apple e Google.

Com uma cadeia de produção que se estende dos Estados Unidos à China e abrange outros países asiáticos, a Apple foi uma das empresas que se manifestaram de maneira mais aberta contra as tarifas no período anterior ao anúncio de Trump. O presidente da companhia, Tim Cook, se reuniu com o presidente na Casa Branca em abril, e disse ter levantado a questão do protecionismo.

“Eu falei sobre o comércio e a importância do comércio e como eu acredito que dois países realizando comércio entre eles tornam a torta maior”, disse Cook no mês seguinte em entrevista à Bloomberg Television. “Eu senti que tarifas não eram a abordagem certa. Eu mostrei a ele (Trump) algumas coisas analíticas que demonstravam o por quê.”

A julgar pela decisão de ontem, Cook não foi convincente o bastante. No fim, Trump foi fiel à sua retórica de campanha e à sua promessa de confrontar a China quando chegasse à Casa Branca. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Trump anuncia tarifa sobre US$50 bi em produtos chineses e China promete retaliar – Notícias


Por Ben Blanchard e David Lawder

WASHINGTON/PEQUIM (Reuters) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou tarifas sobre 50 bilhões de dólares em importações chinesas nesta sexta-feira e Pequim prometeu retaliar do mesmo modo, em uma medida que deve inflamar uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Trump afirmou em um comunicado que uma tarifa de 25 por cento será imposta a uma lista de importações estrategicamente importantes da China. Ele também prometeu mais medidas se Pequim reagir.

“Os Estados Unidos buscarão tarifas adicionais se a China adotar medidas retaliatórias, como a adoção de novas tarifas sobre bens, serviços ou produtos agrícolas dos Estados Unidos; levantando barreiras não tarifárias ou adotando ações punitivas contra exportadores americanos ou empresas americanas que operam na China”, disse Trump em comunicado.

Poucos minutos depois, o Ministério do Comércio da China afirmou que adotaria medidas tarifárias de tamanho e intensidade similares às novas tarifas norte-americanas em resposta ao anúncio do governo dos EUA.

“A China não quer uma guerra comercial, mas o lado chinês não tem opção a não ser se opor fortemente a isso, devido ao comportamento míope dos Estados Unidos que afetará ambos os lados”, disse o Ministério do Comércio em seu site.

Trump já havia dito que os EUA visariam mais 100 bilhões de dólares em importações chineses se Pequim retaliasse.

Washington e Beijing pareciam cada vez mais propensos a uma guerra comercial após várias rodadas de negociações falharem em resolver as reclamações dos Estados Unidos em relação à política industrial e acesso ao mercado da China, além de um déficit comercial de 375 bilhões de dólares. 

“Se os Estados Unidos tomarem medidas unilaterais, protecionistas, ferindo os interesses da China, nós reagiremos rapidamente e tomaremos os passos necessários para proteger nossos direitos justos e legítimos”, disse Geng Shuang em um pronunciamento diário à imprensa. 

A lista inicial de Trump inclui 818 produtos no valor de 34 bilhões de dólares em bens chineses. O restante dos 50 bilhões de dólares ainda serão decididos.

Trump já provocou uma guerra comercial com Canadá, México e União Europeia devido a aço e alumínio, e ameaçou impor taxas sobre carros europeus.

Washington também completou uma segunda lista de possíveis tarifas sobre outros 100 bilhões de dólares em bens chineses, na expectativa de que a China iria responder à lista tarifária dos Estados Unidos, disseram fontes à Reuters. 

A China já publicou sua própria lista de tarifas sobre 50 bilhões de dólares em bens dos EUA, incluindo soja, aeronaves e automóveis, e disse que contra-atacaria se Washington continuasse com outras medidas. 

Trump aprova tarifas de US$ 50 bilhões sobre produtos chineses – Notícias


Washington, 15 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou na quinta-feira a imposição de tarifas no valor de US$ 50 bilhões aos produtos chineses, uma medida que ameaçava há meses e que Pequim prometeu responder, informou a imprensa americana.

O presidente tomou a decisão em reunião na Casa Branca com seu secretário de Comércio, Wilbur Ross; seu secretário do Tesouro, Steven Mnuchin; e responsável do Comércio Exterior, Robert Lighthizer.

Segundo os veículos de imprensa que vazaram a notícia citando fontes conhecedoras da decisão, a Casa Branca poderia anunciar nesta sexta as tarifas, que entrariam em vigor “em breve”.

Trump avançou em março seus planos de impor as tarifas de US$ 50 bilhões aos chineses pelo déficit comercial de Washington em relação a Pequim, e iniciou desta forma um período de confronto comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O governo de Trump identificou cerca de 1,3 mil produtos chineses que planejava taxar em uma lista que incluía dispositivos de última geração das indústrias aeroespacial e robótica.

Estas tarifas seriam adicionadas àquelas já impostas por Trump em nível mundial as importações de aço (25%) e alumínio (10%).

A China, por sua vez, disse que responderia aos encargos de Washington com tarifas de 25% sobre um total de 106 produtos importados dos Estados Unidos, incluindo a soja, automóveis e aviões, no valor de US$ 50 bilhões.