BB faz permuta de imóveis com Ministério do Planejamento; operação terá impacto positivo de R$73 mi no 2º tri – Notícias


SÃO PAULO (Reuters) – O Banco do Brasil anunciou nesta sexta-feira que fez uma permuta de imóveis com a Secretaria do Patrimônio da União, do Ministério do Planejamento.

Na troca, o BB recebeu um terreno avaliado em 162 milhões de reais e transferiu imóveis situados em Brasília, Campo Grande, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

“Estima-se que a permuta impactará positivamente o resultado do segundo trimestre em 73 milhões de reais, líquidos de impostos”, afirmou o banco em comunicado.

(Por Aluísio Alves)

Desverticalização de ativos da Eletrobras Amazonas terá condições definidas pela Aneel – Notícias


SÃO PAULO (Reuters) – O governo federal decidiu atribuir à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a responsabilidade de estabelecer as condições para a chamada desverticalização de ativos da unidade da Eletrobras no Amazonas, a Amazonas Distribuidora, segundo publicação no Diário Oficial da União desta quinta-feira.

A medida, da Secretaria-Geral da Presidência da República, altera resolução anterior do Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que havia definido que a operação de desverticalização deveria ser concluída até 2 de março.

A desverticalização envolve a separação dos ativos de geração e transmissão de energia da empresa, que ficarão com a Eletrobras, por meio da chamada Amazonas GT, dos negócios de distribuição de eletricidade, que a companhia pretende privatizar em um leilão previsto para ocorrer ainda em julho.

A Eletrobras Amazonas Distribuidora é uma das seis empresas de distribuição que a estatal pretende vender no próximo mês. As subsidiárias atuam em Estados do Norte e Nordeste e são fortemente deficitárias.

Para a conclusão da desverticalização, a Eletrobras precisa fechar negociações com a Petrobras sobre dívidas da Amazonas Distribuidora com a petroleira devido ao fornecimento de gás para termelétricas. Também é necessário um acerto com a Cigás, estatal do Amazonas que intermedia as operações com gás no Estado junto à Petrobras.

A Eletrobras anunciou no final de abril um acordo com a Petrobras para parte das dívidas da Amazonas Energia junto à petroleira, mas uma cobrança de cerca de 3 bilhões de reais permanece em discussão entre as companhias.

A medida do governo publicada nesta quinta-feira também muda ligeiramente valores de dívidas da Ceron, distribuidora de Rondônia, que serão assumidos pela Eletrobras, bem como os valores de um aumento de capital obrigatório que deverá ser realizado na empresa por um eventual novo controlador após a privatização.

O montante das dívidas foi fixado em 1,832 bilhão de reais, ante 1,872 bilhão anteriormente. Já o aumento de capital foi definido em 253 milhões de reais, frente a 241 milhões antes.

(Por Luciano Costa)

ENTREVISTA-Refino de petróleo terá mais competidores, diz coordenador de programa de Ciro; câmbio deve ter mais previsibilidade – Notícias


Por Iuri Dantas e Brad Haynes

SÃO PAULO (Reuters) – O programa de governo do principal pré-candidato de centro-esquerda nas eleições presidenciais deste ano, Ciro Gomes (PDT), prevê abertura do setor de refino de petróleo à concorrência, com alienação de ativos da Petrobras e permissão para que empresas privadas construam novas refinarias, bem como prevê que o BNDES volte a ter perfil de banco de fomento com taxa de juro mais barata.

Além disso, segundo o economista Nelson Marconi, coordenador do programa de governo de Ciro, a plataforma prevê uma atuação do Banco Central no mercado de câmbio que gere mais previsibilidade, em intervenções para que a cotação fique em torno de um determinado patamar, além de um rearranjo de receitas e despesas com o objetivo de reduzir rapidamente a dívida pública.

Os tópicos foram destacados à Reuters pelo coordenador de programa do pré-candidato, que vem despontando como a alternativa dos eleitores mais de esquerda em pesquisas quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há mais de dois meses, fica fora dos cenários.

“˜Refino, pelo amor de Deus, não precisa ser monopólio da Petrobras, que não deixa ninguém entrar neste mercado”, afirmou na noite de terça-fera Marconi, de 53 anos, doutor em economia e professor da Fundação Getúlio Vargas.

“Do ponto de vista do refino, a gente quer absolutamente aumentar a competição… Você fica menos dependente de petróleo refinado importado”, acrescentou.

Prevista em lei desde 1997, a abertura do setor de refino nunca aconteceu na prática, levando a Petrobras a exercer um monopólio que define preços para todas as distribuidoras de combustíveis do país.

“A tecnologia que as refinarias usam na Petrobras está meio defasada”, disse Marconi. “Então tem que estimular de alguma forma o surgimento de outras refinarias com tecnologia que, inclusive, baixam os custos de produção.”

A Petrobras pretende vender 60 por cento de sua capacidade de refino no país e no fim de abril lançou o projeto de se desfazer de quatro unidades, para criar dois pólos de refino no Nordeste e Sul do país. A venda de ativos da estatal, porém, enfrenta protestos de petroleiros e foi alvo do Tribunal de Contas da União (TCU).

Marconi disse ainda que a proposta para uma nova política de preços da Petrobras não está fechada, mas adiantou como pressupostos a remuneração do capital e cobertura de custos, além da decisão de que a estatal não deve transferir para o consumidor as flutuações dos preços do petróleo e do câmbio no dia a dia.

A política de preços da Petrobras, com aumentos mais frequentes em linha com a cotação internacional do petróleo, foi apresentada pelo governo como uma forma de atrair investimentos para o setor, após forte intervenção estatal durante a gestão Dilma Rousseff. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) abriu consulta pública sobre os repasses ao consumidor, numa tentativa de regular o tema.

O alto preço do diesel foi o estopim de uma greve de caminhoneiros que durou 11 dias, em maio, e provocou desabastecimento no país todo. A crise levou o então presidente da empresa, Pedro Parente, a pedir demissão do cargo.

Maior estatal do país, a Petrobras pode impulsionar o crescimento econômico também via política de compras governamentais de produção local, citou ele, elencando também o setor de saúde como outro caminho para a iniciativa.

Ele também defendeu que as reservas de petróleo são ativo estratégico e devem ficar com a Petrobras e que contratos fora do modelo de partilha serão revistos e indenizados.

CÂMBIO

A forte turbulência no mercado cambial levou o dólar a um patamar “relativamente certo”, “ao redor de 3,80 reais”, na visão do economista, e um eventual governo Ciro buscaria dar mais previsibilidade sobre esse mercado com atuações do BC e criação de um fundo soberano para suavizar os fluxos comerciais.

“Sobre o tripé (econômico), os vértices podem não ser os mesmos… o câmbio não é mais tão flutuante”, disse Marconi, que na década de 1990 foi assessor econômico do Ministério da Administração e Reforma do Estado e depois coordenou a área de recursos humanos no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

“Tem que ter uma certa previsibilidade, tem que diminuir essa variância do câmbio.”

Outra forma de conter a volatilidade cambial no Brasil seria reduzir os atrativos para o capital especulativo por meio de um menor diferencial da taxa de juros nacional em relação à internacional. Na avaliação de Marconi, o caminho mais indicado é adotar instrumentos conhecidos, como swap cambial, leilão de linha e uso de reservas e evitar medidas pouco usuais.

“A gente está buscando não usar controle de capitais, esse tipo de coisa, porque aí sim dá ruído no mercado”, afirmou. “A gente prefere que o BC faça intervenção.”

A solução para atingir um câmbio “competitivo” para exportadores seria um controle rígido das contas públicas e da dívida nacional, explicou o economista. “Nossa variável de ajuste vai ser o fiscal, tem que ser o fiscal, este modelo todo funciona se tiver o fiscal em ordem.”

Ainda na esfera do BC, o economista defende pessoalmente a adoção de duplo mandato, com meta de emprego e inflação, mas que o sistema de metas permita absorção mais racional de choques de preços. Isso poderia ocorrer, explica Marconi, alterando o horizonte de convergência da inflação para o objetivo e estabelecendo o alvo como a evolução acumulada em 12 ou 24 meses, em vez do ano calendário como é feito hoje.

BNDES

A equipe do pedetista também avalia que é preciso retomar a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), recentemente substituída pela Taxa de Longo Prazo (TLP) como referência nos empréstimos do BNDES, para estimular investimentos em infraestrutura, e reduzir o ritmo de desembolsos do banco de fomento para o Tesouro Nacional.

A TJLP é uma taxa de juros subsidiada e, assim, menor do que as praticadas pelos mercados. Já a nova TLP tem uma estrutura parecida com os juros de mercado, vinculada a títulos públicos atrelados à inflação, e foi uma medida adotada e bastante comemorada pelo governo do presidente Michel Temer.

“Colocar uma taxa de juros associada a um título da dívida, que oscila, para quem vai fazer investimento, não tem lógica”, afirmou Marconi.

Ele defendeu também que é preciso reduzir os repasses do BNDES ao Tesouro e que o banco capte recursos via debêntures e outro mecanismos para se sustentar. Só neste ano, o BNDES antecipará o pagamento de 130 bilhões de reais à União para ajudar no ajuste fiscal.

A candidatura Ciro representa uma iniciativa “progressista” e de “centro-esquerda”, afirma Marconi, ressaltando a importância de aprovar a reforma da Previdência, as mudanças fiscais e tributárias, ao mesmo tempo em que retoma investimentos públicos em áreas típicas de Estado, como educação e saneamento. No ano passado, foram comprometidos 357,4 bilhões de reais em subsídios no Orçamento.

FISCAL

Marconi explica que o eventual governo de Ciro faria um corte de despesas correntes e tributação de lucros e dividendos, além da criação de novo imposto sobre movimentação financeira para transações acima de um determinado valor, que ainda está sob estudo na campanha.

“A gente vai colocar um imposto sobre lucros e dividendos e reduzir a tributação na pessoa jurídica para compensar, mas provavelmente vai ter algum ganho líquido de arrecadação”, afirmou. “E a gente vai fazer algum imposto também sobre movimentação financeira, até reduzir a dívida e chegar num determinado patamar.”

Outra iniciativa será o corte dos subsídios no Orçamento federal em 15 por cento já em 2019, criando espaço para retomada de investimentos públicos na construção de escolas e saneamento básico. A área de logística e infraestrutura também deve receber aportes do poder público, mas em menor medida, uma vez que serão retomados projetos de concessão à iniciativa privada paralisados durante o governo Temer, disse Marconi.

Os mercados financeiros não veem Ciro com bons olhos, com avaliações de que ele poderia adotar medidas populistas e com pouca preocupação fiscal. Para Marconi, que mantém contato frequente com economistas do mercado, ao fortalecer a esfera produtiva, o mercado financeiro também será beneficiado.

“O Ciro é uma pessoa que tem experiência administrativa grande, foi governador (do Ceará), prefeito (de Fortaleza), ministro”, afirmou ele. “Tem experiência e nunca fez nenhuma loucura, pelo contrário”, acrescentou.

“Acho que (a visão sobre Ciro) tem mudado mais rápido em relação ao meio empresarial. Eles percebem que estamos falando o tempo todo que estamos defendendo eles”, disse. “Não estamos fazendo aqui uma revolução socialista, pelo contrário, queremos que gerem mais emprego.”

GPA terá novo supermercado para competir com micro mercado regional – 13/06/2018 – Mercado Aberto


 

O Grupo Pão de Açúcar vai lançar um modelo de micro mercados regionais com foco nos públicos B e C. Para isso, a companhia reativará a marca Compre Bem, adquirida tempos atrás, e reformará supermercados Extra.

“Temos 187 lojas do Extra. Entre 80 e 100 delas são adequadas a esse perfil para competir com os supermercados de bairro”, diz Peter Estermann, presidente do Grupo Pão de Açúcar, indicado em fevereiro para o cargo.

Antes à frente da Via Varejo, que continua à venda, o executivo substituiu Ronaldo Iabrudi, atual co-vice-presidente do conselho de administração do grupo.

A maior parte das unidades do novo formato ficarão em São Paulo.

“A competição regional muito forte no estado [onde estão muitas lojas Extra] reforçaram a escolha da marca Compre Bem, que estava estacionada, e tem percepção de preços acessíveis”, segundo Estermann.

O projeto começará com 20 unidades. Até o último trimestre deste ano, dez lojas Extra serão convertidas em Compre Bem: cinco na Grande São Paulo, quatro no interior e uma no litoral do Estado. 

Outras dez serão adaptadas até o final do primeiro trimestre de 2019. Estermann ainda não abre dados de investimentos, nem de estimativa de faturamento adicional.

“Estamos fazendo os orçamentos. A transformação começará até o final de julho. Essas lojas reabrirão com novo visual, outras cores.” Supermercados menores de bairros cresceram durante a crise.

“São mais ágeis, tem bom atendimento em certas categorias e portfólio mais adequado à cada região.” As novas unidades seguirão a receita.

O sortimento será reduzido de 10 mil produtos (do Extra)para 7 mil, numa área de cerca de 1.500 m2. 

“Será uma oferta adaptada às demandas daquela micro região, mais flexível a mudanças de hábitos.”
O modelo atuará com ênfase em frutas, verduras e legumes, padaria e açougue, categorias vinculadas à maior frequência na loja.

No próximo ano, o grupo terá um projeto de expansão do Minuto Pão de Açúcar. “Estamos ajustando a companhia para, quando passar a crise, investir em outros modelos.” 

A paralisação dos caminhoneiros não “afetou muito”, apesar de ter impactado nos últimos dias de maio e começo de junho, diz. “Nossa equipe foi muito rápida, já praticamente voltamos à normalidade e não afetará o desempenho no trimestre.” 

Apesar da piora da expectativa para o PIB deste ano, Estermann não reviu números do GPA. “Estamos preparados para entregar os resultados que nos propusemos a entregar.” A companhia não informa quanto deverá crescer. 

Grupo GPA

R$ 12,3 bilhões
Foi a receita bruta no primeiro tri, alta de 7,6% em relação a 2017

R$ 591 milhões
Foi o Ebidta nesse período, uma melhora de 17,4%

R$ 3,12 bilhões
É a divida; o custo dela melhorou com a redução do CDI ao longo do ano passado

 

Indústria de calçados pode fechar 2018 com números negativos

A produção de calçados neste ano caiu 1,7% no acumulado até o mês de abril, segundo a Abicalçados, que representa os fabricantes.

“A demanda está reprimida, e a entrega de produtos para exportação já se encerrou, pelo menos para a América Latina, o que derruba bastante a atividade”, diz Heitor Klein, presidente da entidade.

A tendência é de um agravamento da retração nos próximos meses, principalmente devido aos efeitos da paralisação dos caminhoneiros. O movimento afetou cerca de 90% das linhas fabris analisadas pela associação.

Ainda há plantas trabalhando em ritmo mais lento, mas toda a operação deverá se normalizar até o final desta semana, afirma o executivo.

“Algumas empresas ainda estão por receber ou por distribuir insumos, particularmente na região Nordeste, em que plantas são parcialmente abastecidas por fornecedores localizados no Sul.”

A alta recente do câmbio, que favorece exportadores, não teve impacto na indústria porque encomendas feitas por compradores estrangeiros só começarão de forma mais acelerada a partir de setembro, segundo Klein.

 

Sorte… A receita com vendas de títulos de capitalização nos primeiros quatro meses foi 8,1% maior neste ano que em 2017. Em valores nominais, foram R$ 6,8 bilhões. Os dados são da FenaCap.

…ou revés A alta é resultado de uma combinação de melhora discreta da economia com incertezas, que fazem com que grandes decisões de consumo sejam postergadas, diz Marco Antonio Barros, presidente da entidade.

 

Acima de zero

A recuperação de crédito —quantidade de inadimplentes que quitaram suas dívidas e limparam seus nomes— medida pelo Boa Vista melhorou em 3,2% em maio deste ano, em relação a abril.

Isso se deve a dois fatores: a renda das pessoas, que subiu com queda do desemprego e com uma inflação abaixo da meta, e às taxas de juros mais baixas, segundo o economista da agência, Flávio Calife.

A comparação dos últimos 12 meses com o mesmo período antecedente é desfavorável, mas tende a ser positiva no futuro próximo, diz Califa. O número é 2,6% negativo.

“Se a recuperação econômica for mais dinâmica, a recuperação de crédito deve mudar de sinal. Uma queda de spread bancário deve ter um efeito parecido”, afirma.

Números de inadimplência têm um efeito nos valores dos juros —portanto, pode haver uma espiral positiva.  

 

 

com Felipe Gutierrez, Igor Utsumi, Ivan Martínez-Vargas e Diana Lott ​ 

Governo terá de adotar medidas de compensação – Notícias


O Tribunal de Contas da União (TCU) deu prazo de 15 dias para que os ministérios da Fazenda e do Planejamento, a Casa Civil e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional se manifestem sobre os riscos que a derrubada dos vetos aos programas de parcelamento de dívidas tributárias de produtores rurais e de empresas do Simples Nacional trazem para as contas públicas.

O ministro do TCU, Vital do Rêgo, quer mais informações sobre como os programas afetam o cumprimento da “regra de ouro” do Orçamento, que impede a emissão de dívidas para pagar despesas correntes. O governo tem um rombo de R$ 181,9 bilhões para cobrir neste ano e abrir mão de receitas agrava a necessidade de financiamento e, consequentemente, as condições de cumprimento da regra.

Após ouvir os órgãos envolvidos, o TCU deve indicar como o governo deverá proceder em relação aos parcelamentos. A cobrança maior é para que o governo adote com urgência medidas de compensação, para não violar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O TCU estabelece desde 2010 que os únicos meios de compensação são corte de subsídios, aumento de tributos ou elevação de base de cálculo de impostos.

Diante de tal exigência, a expectativa na área econômica é conseguir barrar os benefícios, uma vez que “é difícil achar compensação” no Orçamento já estrangulado de 2018, segundo uma fonte. A Procuradoria-Geral da República (PGR) também recebeu comunicação do TCU.

Compensação

Paralelamente ao TCU, a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco) intensificou a pressão contra a falta de compensação das receitas com o Refis e quer barrar na Justiça os parcelamentos já feitos.

A Unafisco já pediu informações à Receita com base na Lei de Acesso à Informação cobrando as perdas previstas. Para o diretor técnico da associação, Mauro Silva, a LRF tem sido desrespeitada porque ela exige a compensação da perda de arrecadação com o aumento de alíquotas de outros impostos ou a criação de novo tributo, o que não tem acontecido.

Procurada, a Casa Civil disse que o governo ainda “está analisando o ofício do TCU”. O Ministério da Fazenda não respondeu até a noite de sexta-feira e o Planejamento informou que não vai se manifestar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Cazaquistão terá data center da gigante de mineração Genesis Mining



O popular serviço de mineração em nuvem Genesis Mining assinou um contrato com a empresa KZ Systems, do Cazaquistão, para a construção de centros de processamento de dados em Pavlodar. O volume de investimentos foi de cerca de 1 milhão de euros.

Vale destacar que o equipamento de computação será localizado no site do Centro de Processamento de Dados “Kazakhtelecom”, que recebeu o certificado de conformidade com o nível de tolerância a falhas Nível III.

“O projeto pretende testar, demonstrar e desenvolver ainda mais as capacidades do Cazaquistão no campo das novas tecnologias de computação. O sistema atenderá clientes globais em termos de solicitações de computação para inteligência artificial, renderização e soluções em nuvem” , disseram representantes dos sistemas KZ.

De acordo com as estimativas preliminares, o lançamento do centro de dados em Pavlodar vai atrair investimentos estrangeiros para a construção de centros de dados e equipamentos na taxa de execução de 2500 MW de energia excedente, 2,62 mil milhões de receitas de “exportação de dados”, bem como 29 bilhões em moeda local (Tenge) de receita fiscal anual.

Espera-se também que a implementação bem-sucedida do projeto piloto tenha um impacto positivo sobre o desempenho socioeconômico do Cazaquistão, criando mais de 1.500 empregos modernos em regiões remotas.

Fonte

Guia do Bitcoin

Com teto de gastos, governo terá dificuldade para manter máquina funcionando – Notícias


Mesmo que não faça qualquer investimento, o governo terá dificuldades para manter a máquina pública funcionando já em 2021 sob a restrição imposta pelo teto de gastos, alerta nota técnica das consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado. Como as despesas totais não podem crescer mais do que a inflação, as chamadas despesas discricionárias acabarão sendo comprimidas pelos gastos obrigatórios, sobretudo benefícios previdenciários.

Nas contas dos técnicos, o governo e o Congresso Nacional terão liberdade efetiva para alocar apenas R$ 30,3 bilhões do Orçamento de 2019. É esse dinheiro que poderá ser direcionado a investimentos ou outras ações consideradas prioritárias pelos congressistas e pelos gestores do governo. O valor já desconta o montante que é necessário para manter a atividade administrativa do governo federal (R$ 43,8 bilhões), as emendas parlamentares individuais (R$ 9,1 bilhões) e o complemento para cumprir a aplicação mínima em saúde (R$ 15,2 bilhões).

Essa margem nas despesas discricionárias ficará cada vez menor e acabará em certo momento. Em 2021, segundo os cálculos das consultorias, haverá espaço de R$ 52,4 bilhões para contemplar despesas discricionárias, contra uma necessidade de R$ 73,6 bilhões.

“Sob outro ponto de vista, como os montantes relativos às emendas individuais e à saúde decorrem de obrigações constitucionais, seria necessário comprimir o custeio administrativo em R$ 21,2 bilhões, o equivalente a 45% do total desse gasto projetado para 2021”, alerta a nota técnica.

“Dessa maneira, sob a égide do novo regime (do teto de gastos), não restaria alternativa senão aprofundar cortes em despesas obrigatórias, decisão que depende fundamentalmente do Poder Legislativo, para viabilizar o funcionamento do governo federal nos próximos anos”, acrescenta o texto.

Monteiro terá que se livrar de ‘fantasma’ da ingerência na Petrobras – 02/06/2018 – Mercado


A indicação de Ivan Monteiro como novo presidente da Petrobras foi bem recebida pelo mercado financeiro, mas investidores ainda não estão seguros de que a política de preços atual da estatal será mantida, apontam analistas e economistas. 

O maior temor de acionistas neste momento é que a empresa deixe de ter autonomia para definir o valor dos combustíveis em paridade com o preço praticado no exterior, uma das marcas da gestão anterior.

Após a notícia de que Pedro Parente havia renunciado, na sexta (1º), o nome de Monteiro já circulava e ganhava “torcida” entre investidores.

Até então diretor financeiro da Petrobras, Monteiro esteve à frente de ajustes nas finanças da companhia nos últimos anos. É também nome conhecido no mercado financeiro: foi vice-presidente de gestão financeira e de relações com investidores do Banco do Brasil, além de gerente executivo da diretoria internacional do banco.

“É uma pessoa já de trato longo com os analistas de mercados de capitais e que tem uma expressão positiva no cenário externo. O fato de ser uma solução doméstica certamente é positivo”, diz Alvaro Bandeira, economista-chefe da Modalmais. 

“Por ter sido braço direito do Parente no equacionamento da dívida da Petrobras, traz certa segurança”, afirma Otto Nagami, professor de economia do Insper. 

André Perfeito, economista-chefe da Spinelli Corretora, também diz que as impressões no mercado são de que o nome de Monteiro é bom e transmite confiança.

A dúvida que paira é se ele dará continuidade à política de preços, já que a pressão para mudar esse sistema levou à queda de Parente.

“Pelo discurso do Planalto ontem [sexta], foi dado esse aval [para manter a política], mas a queda de Parente é um fato destoante”, diz Nagami.

Analistas ficaram desconfiados com a frase “não serei empecilho para que alternativas sejam discutidas” na carta de demissão de Parente. 

“Quando ele diz que não quer ser empecilho, dá um recado de que essas discussões estão na mesa”, avalia Ana Carla Abrão Costa, economista e ex-secretária de Fazenda de Goiás.

Para a consultoria de risco Eurasia, a saída de Parente é um sinal claro de que o ex-presidente da estatal achava que o governo não conseguiria bancar de forma sustentada o subsídio prometido ao diesel, especialmente se considerada a pressão política por mais descontos.

“A questão é menos Monteiro e mais como será a dinâmica da empresa. Não sei se existe muito espaço político para a Petrobras continuar com seu sistema de preços”, diz Bandeira, da Modalmais.

Costa destaca que o recado das autoridades sobre o futuro da empresa não foi claro.

“Teve uma preocupação de acalmar o mercado, colocando alguém com credibilidade, mas é ambíguo, porque o governo dá declarações populistas, de que vai segurar os preços”, diz a economista, apontando que pode até não haver interferência direta, mas podem ser usadas “soluções criativas” de controle de preços.

O “fantasma” da ingerência do governo na Petrobras será um dos maiores desafios para Monteiro.

“Ele vai ter que mostrar que não vai ceder às pressões do governo para sustentar preços em um nível muito baixo”, diz Alexandre Wolwacz, sócio-fundador do Grupo L&S. 

Ele observa ainda que Monteiro terá que lidar com a escalada dos preços do petróleo no exterior e com a forte valorização do dólar ante o real (13,4% em 2018).

Segundo Nagami, Monteiro tem uma característica mais operacional, com “grande capacidade de negociar, mas para por aí.” Em termos de estilo de gestão, diz, Parente “está anos-luz à frente”. 

Em comentário a clientes divulgado após a saída de Parente, a equipe de análise do Itaú apontou que, entre os desafios do novo presidente da Petrobras, estão executar o programa de venda de ativos iniciado na gestão anterior, dar continuidade ao programa de desalavancagem e gestão da dívida da estatal e assegurar que a atual política de preços seja mantida.

Na sexta, o conselho de administração da Petrobras indicou Monteiro para assumir interinamente e, poucas horas depois, o presidente Michel Temer anunciou que o indicaria para o cargo em definitivo. Cabe agora ao conselho de administração da Petrobras aprovar a indicação do governo, mas ainda não há previsão de quando isso deve acontecer.

Você terá que reivindicar sua criptografia?


 Tax Season

O mercado de criptografia cresceu acima de 3200 % em 2017 sozinho. No final do ano, houve um influxo de investidores inundando o mercado. Como a temporada de impostos acaba de começar, alguns ficaram imaginando como eles precisam relatar sua criptografia com seus impostos. Se é você, você veio ao lugar certo.

Os Estados Unidos da América geralmente tratam a criptografia como propriedade. Não é tratado como uma moeda como o dólar dos EUA, mas mais de um capital social, como ações, títulos ou outras propriedades de investimento. Devido ao fato de ser tratado como propriedade como imóveis ou ouro está sujeita a imposto sobre ganhos de capital a curto e longo prazos quando mantido como um investimento. Se você faz qualquer coisa, exceto "HODL", sua cryptocurrency você certamente deve o imposto de curto prazo sobre ganhos de capital. Deixe-me explicar isso um pouco mais.

Eventos tributáveis ​​

  • Negociação cryptocurrency a moeda fiat mais especificamente USD.
  • Trading cryptocurrency para cryptocurrency . É preciso calcular o valor justo de mercado em USD no momento da negociação.
  • Usando cryptocurrency para comprar bens ou serviços. Neste caso, é preciso calcular o valor de mercado justo em USD no momento da negociação e você também pode pagar o imposto sobre vendas.

Eventos não tributáveis ​​

  • Dando cryptocurrency como presente.
  • Carteira para transferências de carteira.
  • Comprar cryptocurrency com USD. Se você aguentar mais de um ano, você pode obter ganhos de capital a longo prazo.

Em termos simples, se você está fazendo algo além de comprar, transferir ou manter moedas digitais, é um evento tributável. Você percebe perdas de capital ou ganha um valor de mercado justo no momento específico de quando você negociou, vendeu ou usou sua criptografia.

Meu conselho? Comece a colecionar seus documentos agora. Para alguns, isso pode ser um processo demorado e requer a ajuda de um profissional licenciado.

ÁREA CINZENTA

As reivindicações de troca de propriedade tipo "Like-Kind" estão zumbindo em torno do espaço de criptografia. Muitos estão tentando evitar que os negócios cripto-cripto são um evento tributável, mas ainda não está claro se é possível fazê-lo. Se você pretende reivindicar isso, eu recomendo um profissional de imposto licenciado e serão necessários formulários adicionais.

Diretrizes do IRS dizem:

"o caráter do ganho ou perda geralmente depende sobre se a moeda virtual é um bem de capital nas mãos do contribuinte. "

Pontos-chave

Cryptocurrency é tratada como uma propriedade para fins fiscais. Está sujeito a impostos sobre ganhos de capital curtos e longos. Negociar, vender e usar cryptocurrency é um evento tributável.

Ao encontrar um profissional de impostos, certifique-se de que eles estão bem versados ​​em cryptocurrency, pois isso será algo novo para muitos profissionais de impostos. Se você optar por excluir seus negócios de criptografia em seus impostos, devo avisá-lo, no ano passado o IRS foi depois Coinbase e ganhou . A empresa teve que divulgar informações em mais de 14.000 contas no ano passado que negociaram ou trocaram mais de US $ 20.000 USD. Eu só cobrimos os EUA, mas aqui estão mais diretrizes em vários países ou as últimas notícias em relação à regulamentação tributária.

>> IRS Crack Down on Coinbase

Canadá [19659003] Reino Unido

Índia

Austrália (o site gov australiano está no momento da publicação)

NOTA : Não sou um profissional de impostos e não oferece qualquer conselho fiscal. Esta é apenas uma compilação da minha própria pesquisa sobre criptografia e leis tributárias. Vou anexar o aviso oficial do IRS abaixo e entre em contato com um profissional de impostos se você negociou um montante significativo no ano de 2017.

U.S. Cryptocurrency IRS Notice 2014-21 >>

Imagem em destaque: Dallas

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Netshoes terá de avisar 2 milhões de clientes de vazamento de dados


O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou na quinta-feira que o site de compras Netshoes, especializado em artigos esportivos, avise, por telefone ou correspondência, quase 2 milhões de clientes a respeito de um vazamento de dados, ocorrido a partir de uma falha de segurança na empresa. No pedido, o promotor Frederico Meinberg diz se tratar de “um dos maiores incidentes de segurança já registrados no Brasil”.

Segundo a Procuradoria, a brecha, revelada no início deste mês, fez com que informações pessoais como nome, CPF, e-mail, data de nascimento e histórico de compras fossem revelados a hackers – o órgão recomendou ainda que a empresa não faça nenhum tipo de pagamento aos cibercriminosos que se aproveitaram da falha de segurança.

Aviso. O MP deu à Netshoes prazo de três dias úteis para avisar os consumidores sobre o vazamento. Segundo o pedido, a comunicação só será considerada válida com confirmação de recebimento pelos usuários. Caso isso não aconteça, a empresa poderá ser acionada na Justiça por danos morais e materiais por seus clientes.

Procurada pelo Estado, a Netshoes respondeu que está “em contato com o Ministério Público a fim de avaliar as medidas cabíveis ao caso dentro do prazo estabelecido”. A empresa disse ainda que “tem a proteção de dados como um de seus mais sólidos compromissos”.

Entre os usuários afetados, diz o MP, há e-mails de servidores públicos, como da Presidência da República e da Polícia Federal. “Com isso, o vazamento também pode permitir acesso a e-mails institucionais de assuntos sensíveis”, diz Rafael Zanatta, pesquisador em telecomunicações do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Para ele, os clientes devem pressionar a empresa a tomar atitudes e mitigar danos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.