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Socialista Pedro Sánchez toma posse como presidente do governo da Espanha – Notícias


Madri, 2 Jun 2018 (AFP) – O líder do Partido Socialista, Pedro Sánchez, tomou posse neste sábado com presidente do governo espanhol, um dia depois de uma histórica moção contra o conservador conservador Mariano Rajoy.

Sánchez, economista de 46 anos e sem experiência de governo, prestou juramento ante o rei Felipe VI no Palácio de Zarzuela, perto de Madri.

“Prometo por minhs consciência e honra cumprir fielmente as obrigações do cargo de presidente do governo com lealdade ao rei e fazer respeitar a Constituição como norma fundamenal do Estado”, afirmou.

A grande novidade da cerimônia foi que, pela primeira vez desde a restauração da democracia em 1977, o novo presidente jurou sem símbolos religiosos, como a bíblia e o crucifixo.

Na véspera, com o apoio de uma intrincada maioria, o que permite prever um mandato complicado, Sánchez derrubou Rajoy em uma moção de censura no Parlamento, e se tornou o novo primeiro-ministro da Espanha.

Na votação na Câmara, Sánchez reuniu o apoio da maioria dos deputados (180 de 350) para a moção de censura, apresentada depois que a Justiça condenou o Partido Popular (PP) de Rajoy em um caso de corrupção.

Sánchez já iniciou contatos para formar seu gabinete.

Para destituir Rajoy, Sánchez organizou uma complexa coalizão formada pela esquerda radical do partido Podemos, os separatistas catalães e os nacionalistas bascos. No total, oito forças políticas votaram na sexta-feira.

Não confunda modelo nórdico com socialista


Dinamarca Europa

Todos os dias sou confrontada em minha página pessoal onde exponho meus pensamentos sobre economia e política com a ideia de que o modelo nórdico é o socialismo que deu certo e isso não poderia estar mais errado.

Não é à toa que muita gente gostaria de ter uma Dinamarca para chamar de sua. Visitei o país recentemente e pude comprovar com meus próprios olhos a beleza do país que se estende desde a cultura e educação até as belezas naturais. O País é regido sob monarquia constitucional com sistema parlamentar, tem uma das maiores rendas per capta da Europa (USD 37,900), a inflação está abaixo de 1% ao ano, o desemprego é de aproximadamente 7%. O nível de corrupção é baixíssimo, empatando com a Nova Zelândia em primeiro lugar no ranking de 177 países que compõe o “Corruption Perception Index” de 2013. O ambiente regulatório do país continua a ser um dos mais transparentes e eficientes do mundo, além de ser um país bastante aberto para investimentos estrangeiros. Tudo isso com uma população de apenas 5,6 milhões. A agricultura é extremamente desenvolvida, com excedentes de produção exportados, além de uma indústria avançada principalmente no setor de medicamentos e indústria metalúrgico, além do tradicional comércio de navios. Importações e exportações representam em torno de 33% e 36% do PIB, respectivamente. As exportações industriais são 4 vezes maiores que a agrária. Também há boa produção de petróleo e gás natural.

O que geralmente os defensores do socialismo argumentam para usar o modelo nórdico como exemplo, é o fato de haver uma carga tributária bastante alta, com um estado mais pesado. De fato, a alíquota máxima de imposto de renda na Dinamarca chega a 56%, sendo que é estimado que os impostos sobre o PIB sejam de aproximadamente 48%. O foco dos socialistas fica nessa parte, esquecendo-se do fundamental para analisar como uma economia socialista de fato funcionaria. Apenas concentrar seus argumentos no tamanho dos impostos, mas não em como é a liberdade econômica, o mercado de trabalho, as regulações e o sistema tributário, mostra a incapacidade de análise macroeconômica de quem acredita que o modelo nórdico é de fato socialista. Vejamos.

Para entender se um país é mais livre ou não economicamente é preciso entender alguns pontos. Qual é o tamanho do Estado, como funciona o sistema jurídico e o direito de propriedade, a solidez da política monetária, a liberdade do comércio internacional e as regulações dos mercados de trabalho, comércio e crédito. O único ponto que poderia ser considerado mais direcionado ao socialismo é o tamanho do Estado e, com as outras políticas, ele não atrapalha.

A primeira coisa é entender a questão dos impostos que tanto se fala. Apesar do imposto sobre a renda e o consumo serem bastante elevados, para a pessoa jurídica é um dos menores do mundo, além das inúmeras deduções que podem ser feitas. Isso estimula bastante o empreendedorismo, sem contar a regulamentação dos setores privados que é bastante simples, além de requisitos mínimos de capital baixos. Outra coisa que ajuda muito é a regulamentação do mercado de trabalho. Simplesmente não há salário mínimo, assim como não há rescisão quando um funcionário é demitido. Além disso, os contratos trabalhistas são bastante flexíveis, podendo o empregado negociar com o empregador o tanto de horas trabalhadas, os dias da semana, sendo que geralmente o valor do salário é estabelecido por hora, sem limite de horas extras.

Na questão da propriedade privada, outro ponto em direção à liberdade. Na Dinamarca a propriedade é massivamente assegurada, sendo um dos pontos chave do ranking de liberdade econômica medido pela Heritage Foundation, que lista a Dinamarca como 11º país em seu índice. Existe também um índice que mede os direitos de propriedade, com a Dinamarca na 10ª posição, sendo que curiosamente o primeiro lugar é da Finlândia, o segundo lugar da Noruega e o terceiro lugar da Suécia, todos os países nórdicos utilizados como modelo de socialismo bem implementado. O direito à propriedade é um dos pontos mais importantes quando se fala de liberdade econômica, sendo totalmente contrário ao princípio socialista de coletivização.

Na questão monetária, outro ponto bastante importante, a Dinamarca possui políticas bastante ortodoxas. A inflação é baixíssima, a moeda é forte e o banco central é independente. Além de tudo isso, a economia da Dinamarca depende bastante do comércio exterior, tendo baixas barreiras tarifárias e pouca restrição ao investimento direto estrangeiro.

 

A economia do país é considerada como “welfare state” por conta de elevados gastos públicos e cargas tributárias, mas também pela contrapartida gerada a partir destes. Não se pode ter um país funcionando dessa forma sem grande produtividade per capta e outras liberdades econômicas importantes. O país tem elevado grau de eficiência nas empresas, flexibilidade em suas regulamentações e há um sistema judicial justo.

Apesar do Estado, e não por causa dele, a Dinamarca funciona muito bem. Por favor não a chamem de Socialista novamente. Um país maravilhoso como é, não merece tal tratamento.

 

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Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.