Governo quer reduzir multa por distratos – Notícias


O governo quer reduzir pela metade a multa a ser paga por quem comprar imóvel na planta e, depois, desistir do negócio. O Palácio do Planalto trabalha para que a penalidade seja de 25% do valor já pago e não 50% como aprovou a Câmara na semana passada. O tema está em debate no Senado, onde o texto começa a tramitar.

O Planalto articula a retirada de um parágrafo do projeto de lei aprovado pelos deputados. Esse trecho estabelece uma multa de 50% nos casos de devolução de imóveis construídos no chamado regime de afetação – regime da maioria dos empreendimentos, pelo qual cada prédio tem CNPJ próprio para proteger interesses dos compradores.

Sem o parágrafo, a multa será de 25% para todos os casos de devolução do imóvel. Assim, a penalidade ficará mais próxima de decisões recentes da Justiça que estabeleceram valor de 10% a 25% do valor pago à construtora.

A mudança terá impacto no bolso do consumidor. Para se ter uma ideia, é possível tomar como exemplo um edifício com apartamentos de dois quartos lançado recentemente em São Paulo. O empreendimento, com preços a partir de R$ 580 mil, fica pronto em 2021. Se o comprador assinar o contrato hoje e desistir do negócio um ano antes da entrega das chaves, terá pago R$ 101,5 mil com a soma da entrada, parcelas mensais e intermediárias. Pela regra aprovada na Câmara, a desistência geraria multa de R$ 50,7 mil. Com a mudança defendida pelo governo, o valor cai pela metade, para R$ 25,3 mil.

Suficiente

Um dos argumentos do governo é que o novo porcentual é suficiente para cobrir custos das empresas. Construtoras reconhecem que o valor cobre os gastos na maioria dos casos, mas desde que a multa seja apenas destinada à empresa e não pague despesas adicionais, como a corretagem do imóvel.

Para mudar o texto, existem duas possibilidades: que o Senado tire esse trecho do projeto ou que o presidente vete o parágrafo. As duas opções não exigem retorno do projeto à Câmara e permitem uma solução rápida. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), não se opõe à derrubada do parágrafo.

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), confirmou a perspectiva de mudança. “Se o Senado entender que há necessidade, vamos adequar para que o assunto tenha um final feliz para todos”, disse, na terça-feira, 12, após reunião com representantes do setor imobiliário.

O presidente da Confederação Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), José Carlos Martins, disse que não solicitou alteração no texto e salientou que a prioridade é uma conclusão rápida desse processo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

BNDES vai reduzir prazo final de pagamento da dívida com Tesouro, diz Dyogo – Notícias


O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Dyogo Oliveira, disse nesta segunda-feira, 11, que o banco antecipará o prazo final para o pagamento da dívida com o Tesouro Nacional em 10 a 15 anos. O limite para quitar o saldo devedor é 2060, mas a antecipação desse prazo está sendo negociada com o governo.

Segundo Oliveira, após a antecipação de mais R$ 100 bilhões em 2018, o BNDES ainda terá R$ 250 bilhões a serem pagos. “Estamos negociando com o Tesouro para reduzir esse prazo. Os pagamentos eram concentrados nos últimos cinco anos. Estamos acertando um processo mais linear de devolução”, afirmou.

Desde 2016, o BNDES vem antecipando pagamentos ao Tesouro Nacional. Nos últimos dois anos, foram pagos R$ 150 bilhões.

Neste ano, já foram devolvidos R$ 30 bilhões e outros R$ 100 bilhões serão pagos até agosto, o que ajudará o Tesouro a cumprir a chamada “Regra de Ouro”, que impede que o governo se endivide acima do patamar que investe.

Para 2019, no entanto, Oliveira disse que o montante a ser pago será bem menor. “O volume de 2018 é muito alto, foi feito um esforço do banco para colaborar com o Tesouro. Para 2019, a lógica é o fluxo normal de pagamentos que iria até 2060”, afirmou.

Governo estuda reduzir benefícios de exportadores para cobrir gasto de R$ 13,4 bi com diesel – 29/05/2018 – Mercado


O governo estuda reduzir benefícios tributários oferecidos a exportadores para compensar o gasto de R$ 13,4 bilhões que terá com a redução do preço do diesel em R$ 0,46 por litro até o fim do ano.

A escolha por mirar os exportadores deve-se à alta do dólar, que favorece o setor, pois torna os produtos brasileiros mais baratos no mercado internacional. 

O Executivo sabe que o momento é delicado e busca tirar incentivos daqueles que estão obtendo margem de lucro maior, no atual cenário econômico. 

Os estudos estão sendo feitos com cautela para que a retirada de benefícios de um setor específico não produza uma nova reação com potencial de desgastar ainda mais o governo. 

Outro ponto que vem sendo trabalhado é uma forma de evitar que as mudanças precisem de aval do Congresso. Há um temor de que parlamentares fiquem sensíveis ao lobby de setores da indústria e se recusem a votar medidas encaminhadas pelo governo.

Desde domingo (27), quando o presidente Michel Temer anunciou em cadeia nacional medidas para atender às demandas dos caminhoneiros, técnicos das equipes política e econômica se debruçam em números e relatórios para encontrar uma saída.

A elevação de impostos, possibilidade mencionada pelo ministro Eduardo Guardia (Fazenda) na segunda-feira (28), foi descartada por Eliseu Padilha (Casa Civil), nesta terça (29). Questionado sobre quais seriam os caminhos, ele se limitou a dizer que benefícios serão reduzidos para compensar os custos do governo. 
O governo vem fazendo mistério sobre a fonte de compensação até o término da votação do projeto de reoneração da folha de pagamento, concluída pelo Senado na noite desta terça-feira.

Espartilho promete reduzir cintura; médica nega efeito e aponta riscos – Notícias


A Madame Sher Corsets, em São Paulo, produz corsets (espécie de espartilho) que prometem afinar a cintura em até 20 cm em um ano, com uso diário. Ouvida pelo UOL, médica da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia nega essa possibilidade e aponta riscos, como prejuízo à respiração, dor nas costas e varizes.

A prática do uso diário de corset com o objetivo de reduzir medidas de forma permanente é conhecida como “waist training” (treino de cintura).

Leia também:

A empresária e estilista Leandra Rios, 36, a Sher, dona da grife, diz que a redução abdominal varia de acordo com o manequim.

“Num plus size, é possível alcançar até 20 cm de redução da cintura por ano, com uso diário de corsets elásticos (peças híbridas entre cinta modeladora e corset). Em manequins menores, as reduções não passam de 10 cm por ano”, relata.

Segundo ela, os corsets estimulam maior consciência corporal, forçando o corpo a uma postura ereta. “Eles são mais eficientes que cintas na redução local do tecido adiposo”, declara.

Sher diz, porém, que não há estudos no Brasil que comprovem cientificamente a redução de medidas com o uso de corsets. “Contamos com milhares de depoimentos (antes e depois) de clientes”, diz.

A médica Cintia Cercato, 44, diretora do Departamento de Obesidade da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, afirma, no entanto, que nenhuma cinta modeladora, corset ou espartilho é capaz de fazer a pessoa perder peso ou reduzir cintura de forma permanente.

O que faz reduzir cintura é perder peso com base em dieta alimentar e atividade física. Do ponto de vista médico, é a redução de gordura e do tecido adiposo que leva à redução de medidas. Uma cinta pode até modelar a cintura da mulher, mas somente enquanto ela usar esta peça de vestuário.

Cintia Cercato, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

A médica afirma que cintas, corsets ou espartilhos muito apertados podem limitar a expansão do pulmão e prejudicar a respiração.

“Podem também aumentar a pressão no abdômen, prejudicando o retorno venoso e assim aumentando o risco de varizes e inchaço nas pernas. Além disso, a mulher deixa de trabalhar os músculos da coluna (paravertebrais) e pode ter dor nas costas e problemas posturais”, relata.

Corsets custam a partir de R$ 410

Além dos corsets elásticos (para uso por baixo da roupa), a Madame Sher Corsets produz corsets tradicionais, que são usados como peças de moda e que, ajustados ao corpo, servem para afinar a cintura no momento do uso.

Segundo Sher, os corsets têm a base interna feita em fibras naturais, como algodão, e a sustentação, com barbatanas metálicas resistentes a ferrugem.

A peça mais barata é um corset elástico, que custa a partir de R$ 410. Já o corset modelo Ursula Thiess (exclusivo para noivas) sai por R$ 4.500. A empresa já fez, no entanto, peças que ultrapassaram R$ 10 mil, para noivas e celebridades.

Todo o processo de modelagem e confecção da peça pode durar de dois a sete dias. A base da peça é costurada à máquina, e os detalhes são trabalhados à mão.

Para que o corset seja confortável, a peça precisa respeitar a anatomia do corpo de cada uma.

Leandra Rios, a Sher, dona da Madame Sher Corsets

Sher diz que a empresa evita trabalhar com coleções sazonais e tendências de moda. “A maioria dos modelos é pensada para ser atemporal”, relata.

A empresa tem 20 funcionários. A informação sobre quantidade de peças vendidas por mês é confidencial, diz Sher.

Abertura da primeira loja

Em dezembro de 2017, a Madame Sher Corsets abriu sua primeira loja física, na Vila Mariana (zona sul de São Paulo). O investimento foi de R$ 200 mil.

São peças em formatos diversos para pronta-entrega e também sob medida. As vendas eram realizadas somente pelo e-commerce e no próprio ateliê. A loja foi aberta junto ao ateliê.

“No ateliê o atendimento acontecia apenas com hora marcada, o que era incompatível com o perfil da crescente clientela em busca de peças prontas para uso”, relata Sher.

Para abrir a empresa em 2004, Leandra diz não ter feito investimento inicial. “No início eu me propunha a fazer peças quase a preço de custo para clientes que comprassem os materiais necessários”, declara.

O faturamento e o lucro do ano passado não foram revelados.

Empresa deve evitar confusão dos produtos

Taís Remunhão, 41, especialista em processos e produtos têxteis, professora da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, e CEO da Têxteis & Tais (plataforma colaborativa de moda), diz que o corset faz parte da história da moda feminina nos últimos 200 anos.

A proposta da Madame Sher Corsets é bastante interessante, por focar num produto único e atemporal, num mercado onde todos fazem um pouco de tudo para seguir as tendências da moda.

Taís Remunhão, especialista em processos e produtos têxteis

Para ela, esse foco da empresa traz um conhecimento aprofundado do seu público, que é bem específico.

A especialista, no entanto, diz que a empresa deve ficar atenta para que seu produto não seja confundido com cintas modeladoras comuns.

“Os corsets envolvem investimento em matérias-primas nobres, como cetim e Jacquard, e aviamentos específicos. Já as cintas modeladoras comuns são feitas com tecidos próprios do universo fitness, como poliéster e poliamida. São tecidos sintéticos e resistentes$escape.getQuote().Onde encontrar:

Madame Sher Corsets – https://www.madamesher.com/store/

Ring girl Jhenny Andrade mostra que afina a cintura com bambolê

Meirelles não descarta subsídio para reduzir preço do gás de cozinha – Notícias


BRASÍLIA (Reuters) – O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não descartou nesta sexta-feira a possibilidade de haver subsídios para baixar os preços do gás de cozinha, que subiram com força recentemente por conta da nova política de preços da Petrobras.

“Ainda não há decisão”, afirmou Meirelles a jornalistas ao ser questionado sobre a possibilidade de subsídios.

O ministro afirmou que estava a caminho de um encontro com o presidente Michel Temer para tratar sobre os preços do gás de cozinha, entre outros.

(Reportagem de Marcela Ayres)

Saiba por que “visualizar” o processo do negócio pode reduzir riscos para as startups e empreendedores


Dar início a um empreendimento não é simples, mas muita coisa pode ser feita para que o negócio prospere e sobreviva, especialmente na fase inicial, o período mais crítico.
Um estudo recente da Fundação Dom Cabral revelou que 25% das startups encerram sua operação antes do primeiro ano de vida. Esse trabalho direcionado para analisar o empreendedor e as condições do ambiente e características do negócio, pesquisou fundadores de 221 startups, das quais 91 foram descontinuadas e 130 permaneceram no mercado. O levantamento concluiu que diferentes fatores explicam a mortalidade das empresas, entre os quais se destacam o número excessivo de sócios, o volume do capital investido e a localização do empreendimento, mas há outras razões a serem analisadas.

No entanto, a boa notícia é que há novas abordagens empenhadas em ajudar a estruturar o negócio como, por exemplo, a “Gestão Visual de Projeto”.
De acordo com o Lean Institute Brasil (2012) a Gestão Visual é um sistema de planejamento, controle e melhoria contínua que integra ferramentas visuais simples que possibilitam o entendimento, e permitem com uma rápida visualização compreender a situação atual.

O professor de Design da Universidade Federal de Santa Catarina e autor do livro “Gestão Visual de Projetos: utilizando a Informação para inovar”, Júlio Monteiro Teixeira, há anos pesquisa e trabalha com o tema. Durante a sua tese de doutorado em Engenharia de Produção pela UFSC, que foi desenvolvida em parceria com a Universidade de Wuppertal na Alemanha, ele elencou e desenvolveu princípios e ferramentas, que culminaram em um modelo inovador de Gestão Visual de Projetos, que após algumas pesquisas de campo em empresas brasileiras e europeias, foi desdobrado em novos modelos e ferramentas, que foram aplicados nos mais variados contextos.

Segundo Teixeira, a Gestão Visual sugere que protótipos e testes sejam realizados o quanto antes para que se descubra os erros também o quanto antes. Neste sentido, criar relatos visuais desde a fase informacional do projeto ajuda a testar se as informações de projeto possuem nexo visualmente, pois ao agruparmos informações, nosso cérebro tende a procurar sentido. Funciona como uma espécie de experimentação conceitual das informações. Além disso, nossa tendência é responder visualmente quando somos estimulados de forma visual. Para isso, ele sugere o uso de ferramentas que permitam visualizar característica do produto e negócio em um único plano.

Aplicando a Gestão Visual de Projeto em startups e novas empresas

Júlio encontrou na Gestão Visual caminhos para fortalecer as novas empresas num mercado cada vez mais competitivo e dinâmico.

Teixeira e mais dois consultores foram convidados pelo SEBRAE-SC, por meio do programa nacional Sebraetec, junto ao Instituto de Design, Inovação e Tecnologia, para prestarem consultorias em inovação digital. Ao total foram 27 empresas atendidas, 18 delas com foco em Inbound e Outbound Marketing e nove delas com foco em User Experience.

Neste processo, Júlio combinou diferentes ferramentas de desenvolvimento e visualização de processos, entre elas cabe destacar o Fluxograma para Interfaces Digitais, que foi bastante utilizado nas consultorias de User Experience. Uma ferramenta visual para análise dos usuários, que visa transformar as informações coletadas em requisitos de interface. Para isso, reúne informações de projeto por meio de um fluxo lógico e visual e reduz a complexidade durante a tomada de decisão. O fluxograma, foi peça chave para conectar etapas e entender melhor a importância e relação de cada informação durante tomada de decisão.

Entre as empresas que tinham interesse de melhorar a experiência do usuário, percebeu-se que a utilização do fluxograma para interfaces digitais possibilitou uma visualização facilitada de cada uma das etapas.

Em 2016, ele e mais um professor foram mentores de 90 startups que participaram do Programa Sinapse da Inovação promovido pela Fundação CERTI (Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras) em Florianópolis, Santa Catarina. Essas mentorias tinham como objetivo de auxiliar os empreendedores no processo de desenvolvimento de seus produtos. Para tal ocasião, visando facilitar o processo de mentoria, resolveu-se utilizar os princípios de Gestão Visual de Projetos na criação de um painel que permitisse a visualização do produto e do negócio da empresa em um único plano.

O painel visual pode ser dividido em 3 partes. O professor Teixeira explica as três partes dessa ferramenta visual:
1. Intuição – nesta parte deve-se descrever o status atual da proposta de valor, mesmo que ainda seja apenas um insight ou lampejo criativo.
2. Observação – nesta parte deve-se lançar um olhar para fora do negócio, relacionando concorrentes e clientes, consumidores e usuários sob diferentes aspectos.
3. Interação – esta parte refere-se ao momento no qual se interage com o mercado. Esta parte tem o intuito de permitir a visualização condensada e sintetizada do que é preciso fazer para lançar a solução no mercado.

A mentoria possibilitou uma visão mais ampla do negócio e do desenvolvimento do produto, além de contribuir para encontrar soluções e perceber oportunidades. O projeto apresentou excelentes resultados.

Os Painéis Visuais e os Fluxogramas criados e utilizados por Teixeira nas consultorias mencionadas acima são apenas algumas das várias ferramentas que podem ser utilizadas na Gestão Visual de Projetos, pois a metodologia dispõe de diferentes técnicas e recursos. Existe uma gama de possibilidades, tanto que o professor elencou as diversas aplicações desta metodologia no livro “Gestão Visual de Projetos: utilizando a Informação para inovar”.

“A aplicação da Gestão Visual de Projetos é muito ampla, ela pode contribuir tanto para o desempenho das novas empresas como das empresas já estabelecidas. Traz benefícios para gestores e também para os membros da equipe, pois permite obter uma visão global e simplificada do processo, elucida dúvidas, ajuda na tomada de decisão. Além disso, ajuda o profissional a entender o seu papel e dos colegas de equipe, incentivando processos colaborativos. É uma forma de tonar o projeto mais prático, efetivo, democrático e participativo”, enfatiza Júlio Teixeira.