Com diesel subsidiado, gasto com obras públicas deve ser o pior em 12 anos – Notícias


Os investimentos do governo federal (como obras públicas), que já são baixos, serão sacrificados e deverão registrar em 2018 o pior resultado em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos 12 anos.

Entre as razões, estão as concessões aos caminhoneiros, como subsídio ao diesel, e a desaceleração recente da economia.

Fontes internas do governo estimam que os gastos federais com investimentos deverão ficar perto de 0,6% do PIB, ou de R$ 40 bilhões, no fechamento do ano.

Se concretizado, o resultado será o menor da série histórica iniciada pelo Tesouro Nacional em 2007, representando mais uma trava para o crescimento do país.

Os números do Tesouro mostram que, em 2017, os investimentos do governo federal foram de 0,7% do PIB ou R$ 45,7 bilhões. Esse já foi o pior desempenho da série histórica, atrás apenas do registrado em 2007. Naquele ano, os investimentos representaram 0,8% do PIB ou R$ 21,8 bilhões.

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Os investimentos federais se traduzem em obras públicas, por exemplo, e são cruciais para o crescimento da economia. De um lado, eles ajudam o país a recompor a sua infraestrutura. De outro, aumentam a confiança dos empresários e incentivam os investimentos na área privada.

Veja os investimentos federais ano a ano*:

  • 2007: 0,8% do PIB (R$ 21,8 bi)
  • 2008: 0,9% do PIB (R$ 28,1 bi)
  • 2009: 1,0% do PIB (R$ 34,0 bi)
  • 2010: 1,2% do PIB (R$ 44,7 bi)
  • 2011: 1,2% do PIB (R$ 52,6 bi)
  • 2012: 1,2% do PIB (R$ 59,4 bi)
  • 2013: 1,2% do PIB (R$ 63,2 bi)
  • 2014: 1,3% do PIB (R$ 77,5 bi)
  • 2015: 0,9% do PIB (R$ 55,5 bi)
  • 2016: 1,0% do PIB (R$ 64,8 bi)
  • 2017: 0,7% do PIB (R$ 45,7 bi)*

Fonte: Tesouro Nacional

* Valores não atualizados pela inflação

Subsídio para o diesel reduz dinheiro para obras

Geralmente, em ano de eleições, como os candidatos querem agradar as suas bases nos estados, há uma aceleração nos desembolsos para a realização de obras, por exemplo.

No entanto, com a crise econômica e a promessa do governo de tirar R$ 9,5 bilhões do próprio bolso para subsidiar a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel nas refinarias, economistas ouvidos pelo UOL afirmam que o espaço para a realização de investimentos será praticamente zero.

Na prática, como as regras do Orçamento público são rígidas e o governo não tem opções para cortar gastos, o investimento, que não é obrigatório, acaba sacrificado.

“O Orçamento tem muitos gastos obrigatórios. Num governo fraco, as pressões são por mais populismo, como no caso do subsídio para combustíveis, e não por maiores investimentos. Nessa política, a postura do governo é a de cortar migalhas”, disse o especialista em contas públicas Raul Velloso.

“O investimento, que já era um preso na direção da cadeira elétrica, é destruído de vez”, afirmou Velloso.

Investimentos devem cair até dezembro

Nos quatro primeiros meses deste ano, os investimentos públicos federais somaram R$ 12,1 bilhões. Sem considerar a inflação, o valor representa uma alta de 48,3% na comparação com o total de R$ 8,1 bilhões registrado no mesmo período de 2017. Na comparação com o desempenho da economia, no entanto, os gastos passaram de 0,12% do PIB para 0,17% do PIB.

“No começo deste ano, os investimentos cresceram, mas devido ao grande represamento que aconteceu no ano passado por conta do elevado contingenciamento [corte de gastos promovido pelo governo para permitir a meta de economia para o ano]”, disse o economista Manoel Pires, coordenador do Observatório de Política Fiscal do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

“A tendência para o restante do ano é de queda. É possível que o investimento fique próximo do valor do ano passado, que foi um valor muito baixo”, afirmou Pires.

O economista disse que, na ausência de reformas que possam reduzir despesas obrigatórias, como a da Previdência, o governo vai cortar gastos “até onde for possível”. “Esse enredo está traçado para este e para o próximo ano”, afirmou.

Gastos no setor privado devem subir menos

A greve dos caminhoneiros também levou a uma queda nas projeções para os investimentos privados em 2018.

Depois dos protestos, os economistas que produzem o Boletim Macro, do Ibre/FGV, reduziram de 4,3% para 4% a estimativa para o crescimento da chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). No início do ano, a projeção era de uma alta de 5,4%.

O indicador representa a soma dos investimentos públicos e privados no país, que ficou perto de R$ 1,03 trilhão no ano passado. O valor representou 15,6% do PIB em 2017 e deve chegar perto de 16% este ano.

“Apesar de a nova projeção de crescimento, de 4%, ser pequena, deve ser a primeira alta após quatro anos de queda nos investimentos”, disse o pesquisador do Ibre Marcel Balassiano.

Na avaliação do economista, o maior impacto da greve foi no sentido de gerar incerteza. Menos confiantes, famílias consomem menos e empresas cortam investimentos.

“Já existia uma dúvida natural com as eleições. A greve trouxe incerteza”, afirmou.

Taxa anual de crescimento dos investimentos (FBCF = públicos + privados):

  • 2013: 5,8%
  • 2014: -4,2%
  • 2015: -13,9%
  • 2016: -10,3%
  • 2017: – 1,8%
  • 2018: 4,0%

Fonte: Projeções do Ibre/FGV

Governo diz atuar para que empresas ampliem gastos

O Ministério do Planejamento disse em nota que os investimentos, por se tratarem de despesas “menos rígidas”, estão mais sujeitos a “ajustes em período de restrições fiscais mais fortes, como o que ocorre atualmente”.

Mesmo nesse cenário, o Planejamento disse que o governo tem atuado para trazer mais eficiência para os investimentos em infraestrutura. Esses esforços, segundo o órgão, incluem a conclusão de obras já iniciadas e a retomada de outras que estavam paralisadas.

“Além disso, há atuação no sentido de tornar o setor privado protagonista no investimento em infraestrutura, com melhorias regulatórias e programas de parcerias em concessões”, disse o órgão, em nota.

Cada vez mais empresas públicas japonesas entram no espaço das criptomoedas


Após os relatos de seis empresas listadas publicamente lançando suas próprias exchanges de criptomoedas no Japão, três outras empresas listadas na Bolsa de Valores de Tóquio anunciaram planos para entrar no espaço com várias ofertas de criptomoedas.

Empresas de capital aberto no Japão estão cada vez mais buscando entrar no espaço das criptomoedas para oferecer vários serviços relacionados à mesmas. Recentemente foi informado que seis empresas públicas planejam lançar suas próprias exchanges de criptomoedas, incluindo Money Forward, que opera um dos aplicativos de finanças pessoais mais populares do Japão. Outras três empresas também anunciaram seus planos de entrar no espaço com diferentes ofertas de produtos.

A Samurai & J Partners (TYO: 4764), fundada em 1996, oferece serviços de banco de investimento, tecnologia financeira e TI. Em seu negócio principal, a empresa “investe em companhias listadas usando o método chamado investimento PIPE (investimento privado em capital público)”, descreve seu website.

Uma subsidiária da empresa opera uma plataforma de crowdfunding que “conecta pessoas que querem gerenciar ativos e empresas que precisam de dinheiro”. A plataforma, chamada Samurai, já lista um fundo relacionado à criptomoedass chamado Virtual Currency Mining Fund. Em seu site, a empresa também indica um novo serviço para ofertas de token.

Além disso, a empresa anunciou recentemente seus planos de entrar em um “negócio de empréstimo de dinheiro para detentores de moedas virtuais”.

A Appbank Inc (TYO: 6177) planeja, produz e gerencia a distribuição de conteúdo, como por meio de vídeos e transmissões ao vivo de jogos sociais. Ela opera um site de mídia relacionado a jogos e smartphones chamado Appbank.net. Lançado em outubro de 2008, o site afirma ser o “maior serviço de mídia do iPhone do Japão”.

Na semana passada, a empresa anunciou o lançamento de sua plataforma de distribuição de moeda virtual chamada @Blast, com o evento de inauguração planejado para este mês.

“A @Blast é uma plataforma de serviços web que distribui moedas virtuais através de vários conteúdos centrados em jogos e entretenimento.”

Usando essa plataforma, a empresa planeja “promover a disseminação de moedas virtuais, oferecendo aos usuários um lugar para interagir com moedas virtuais por meio desse serviço”.

A I-Freek Mobile Inc (TYO: 3845) fornece conteúdo móvel para usuários de telefones celulares. A empresa anunciou recentemente que modificou seu Estatuto Social para adicionar “negócios de moedas virtuais”. Espera-se que os Artigos alterados sejam adotados na assembleia geral de acionistas da companhia em 27 de junho.

A publicação de Minkabu citou o detalhamento da empresa:

Nós adicionamos negócios de câmbio virtual … [para expandir] o negócio de conteúdo da empresa e suas subsidiárias e [preparar] para o desenvolvimento de negócios futuros.

Você acha que mais empresas japonesas deveriam oferecer serviços relacionados à criptomoedas? Deixe-nos saber na seção de comentários abaixo.

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Mais empresas públicas japonesas entrando no espaço criptográfico



Após os relatos de seis empresas listadas publicamente lançando suas próprias trocas de criptomoedas no Japão, três outras empresas listadas na Bolsa de Valores de Tóquio anunciaram planos para entrar no espaço com várias ofertas de criptografia. Leia também: Yahoo! Japão confirma entrada no espaço Crypto Empresas de capital aberto no Japão estão procurando cada vez mais entrar no crypto […]
Fonte: Mais empresas públicas japonesas entrando no espaço Crypto
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