BC do Japão mantém política monetária inalterada – Notícias


O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) manteve inalteradas as diretrizes de política monetária na reunião que chegou ao fim nesta sexta-feira. Por oito votos a um, o banco central japonês manteve a taxa de depósito de curto prazo em -0,1% e deixou inalterada a meta para os juros dos bônus do governo japonês (JGBs) de 10 anos em torno de zero. Além disso, a autoridade monetária manteve o compromisso de comprar JGBs em um ritmo anual de 80 trilhões de ienes, num movimento visto por muitos investidores como uma indicação de que o BoJ deve manter o compromisso com o afrouxamento monetário.

No comunicado que seguiu a decisão de política monetária, o banco central aponta que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) excluindo alimentos frescos está, atualmente, na faixa entre 0,5% e 1,0%. O BoJ também comenta que as expectativas de inflação estão “mais ou menos inalteradas”. Para a autoridade monetária do Japão, a economia do país deve continuar em trajetória de expansão moderada enquanto a inflação continua em tendência de alta e deve subir para a meta de 2% “principalmente devido a uma melhora no hiato do produto e a um aumento nas expectativas de inflação a médio e longo prazo”.

O BoJ, no entanto, aponta diversos fatores como riscos à sua política. São eles: as políticas econômicas nos Estados Unidos e o impacto nos mercados financeiros globais; os desenvolvimentos nas economias emergentes e exportadoras de commodities; as negociações entre Reino Unido e União Europeia sobre o Brexit e seus efeitos; e os riscos geopolíticos.

‘Política de preços da Petrobras interessa a ela, não ao Brasil’, diz ANP – 14/06/2018 – Mercado


O diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), Décio Oddone, diz que solução para minimizar novos choques nos preços dos combustíveis no país passa por maior competição no refino, operação hoje concentrado na Petrobras, ou por mudanças no sistema tributário.

Ele defende, porém, que enquanto isso não ocorre, a ANP tem a atribuição de atuar para proteger o consumidor do que chama de “mercado imperfeito”. “Temos uma companhia estatal, que tem o monopólio do refino de fato e que atua com um mandato de maximizar o valor do acionista.”

Na semana passada, Oddone anunciou a abertura de uma consulta pública para estudar prazos mínimos para reajustes de combustíveis no país, proposta questionada pelo mercado e dentro da própria agência.

É a primeira intervenção da ANP nos preços desde 2003, quando a então ministra de Minas e Energia Dilma Roussef determinou que a agência fiscalizasse os postos.

Ex-empregado da Petrobras, ele diz que não quer interferir na definição dos preços. “Eu não sei a resposta, mas eu gostaria de sair dessa consulta pública com uma solução que fosse a menos intervencionista possível”, disse em entrevista à Folha. O ideal, acrescenta, é que não houvesse divulgação dos reajustes.

Desde outubro de 2016, a Petrobras passou a praticar preços internacionais, mas com reajustes mensais.

Em julho de 2017, decidiu que as alterações poderiam ser diárias, alegando que estava perdendo mercado para importações de companhias privadas.

Com a escalada do preço do petróleo e da taxa de câmbio, os frequentes reajustes passaram a ser questionados e motivaram a paralisação dos caminhoneiros que levou o governo a conceder subvenções ao preço do diesel.

Oddone adiantou à Folha que a ANP está implantando um novo sistema de coleta de preços dos postos para fiscalizar o repasse às bombas das subvenções concedidas pelo governo ao preço do diesel. Para o diretor-geral da ANP, uma solução estrutural para o tema envolve mudança no sistema tributário, que alavanca os repasses das oscilações internacionais.

 

Houve ingerência política na decisão de estudar a prazos mínimos para reajustes dos combustíveis?

Nenhuma. Não houve nem instrução, nem ordem, nem pedido, nem insinuação. O que houve foi uma decisão unânime da diretoria da agência de não nos omitirmos em relação a um assunto tão importante, que estava na ordem do dia da sociedade brasileira.

O que motivou a ANP a tomar essa decisão?

O artigo 8º da Lei do Petróleo diz que a ANP tem responsabilidades de proteger o consumidor em relação ao abastecimento e preço. Em um momento em que há uma discussão dessa magnitude ocorrendo, entendemos que é necessária a ação regulatória. Nós saímos de um modelo em que havia, segundo a Petrobras, controle dos preços, para um modelo de livre mercado. Num cenário de competição imperfeito, porque a Petrobras tem o monopólio de fato no refino.

Mas a definição de um prazo mínimo para reajustes não é interferência na política comercial da empresa?

O processo é de diálogo, transparente e aberto, envolvendo todos os agentes que devem ser envolvidos. Agora, a Petrobras conviveu durante um ano com um processo de precificação que tinha reajustes mensais. E ela mesma dizia que não trazia prejuízo.

A Petrobras alega que, com reajustes mensais, estava perdendo mercado para importações privadas.

A política da Petrobras visa os interesses da Petrobras, não necessariamente os interesses da sociedade brasileira. Temos uma companhia estatal, que tem o monopólio de refino de fato e que atua com um mandato de maximizar o valor do acionista. Uma companhia que tem como mandato maximizar os lucros para seus acionistas não pode ser um monopólio. Vamos discutir como conciliar o interesse da sociedade com o interesse dos agentes. Eu não sei a resposta, mas gostaria de sair dessa consulta pública com uma solução que fosse a menos intervencionista possível. Algo, por exemplo, como: não existe periodicidade para reajustes de combustíveis no Brasil. Nem diário, nem semanal, nem quinzenal.

 

A decisão de intervir não contradiz o discurso de que a liberdade preços é fundamental para a atração do investimento?

De forma alguma. A gente não quer interferir na liberdade para formação de preços. Estamos abrindo diálogo para a periodicidade do repasse dos combustíveis. No caso do GLP [o gás de cozinha], por exemplo, a Petrobras faz reajustes trimestrais para o botijão de 13 quilos e mensais para o industrial. A Petrobras praticou durante um ano, sob a mesma administração, a periodicidade mensal para gasolina e diesel e dizia que não estava perdendo com isso. O ideal, no nosso entendimento, é que não haja periodicidade, não haja divulgação de periodicidade.

Então, na sua opinião, o problema não é a periodicidade em si, mas a maneira como isso é divulgado?

Sim, a maneira de uma companhia de petróleo, que hoje tem 98% da capacidade de refino, divulgar diariamente os seus reajustes de preço. Nenhuma companhia do mundo divulga suas políticas comerciais. A sociedade se manifestou contrária a esse modelo. Quando a Petrobras não divulgava os seus preços diariamente, a gente não estava vivendo esse tipo de dificuldade.

Mas a sociedade questiona também a prática de preços internacionais.

Todo mundo quer pagar um preço mais barato, mas precisamos ter responsabilidade de fazer uma política adequada. Eu quero lembrar que a ANP não faz política, ela regulamenta as políticas e, como agente regulador, identificou a necessidade de não se omitir nesse caso.

O sr. conseguiu já convencer o quadro técnico disso?

Eu diria que sim. Há uma discussão antiga na ANP sobre até onde vai a responsabilidade na questão de preços e não há dúvida nenhuma de que em condições normais o mercado funciona. Mas é uma situação particular. E isso faz com que essa medida excepcional seja amplamente compreendida aqui na agência.

Sempre há questionamento quando há um choque de preços. Não há maneira de impedir choques?

É claro que o preço alto é o gerador da insatisfação. A solução passa por duas questões: competição ou um sistema tributário adequado. Existem no mundo algumas maneiras de precificar combustíveis. O modelo americano é de livre mercado, com muitas empresas competindo. No modelo europeu, os impostos são parcela significativa do preço, mas não um percentual como no Brasil. E, por isso, ajudam a atenuar as variações das commodities. No Chile, um fundo funciona como um colchão para atenuar as variações. É claro que na Europa o combustível subiu bastante agora, mas a tributação não alavanca os preços como aqui.

Como se garante que a subvenção dada ao preço do diesel será repassada integralmente ao consumidor?

Estamos visitando os postos, a ANP e os outros órgãos. O Procon está na linha de frente disso. Estamos também criando um sistema que vai receber os preços dos postos cada vez que houver mudança. Nesse início, será informado também o preço do dia 21 de maio para que possamos acompanhar o repasse dos descontos. Deve começar a operar no próximo dia 20.

A última pesquisa mostra que o preço médio caiu apenas R$ 0,11 por litro em relação a antes da greve.

A gente tem que levar em conta uma série de fatores: o Brasil tem dimensões continentais, o abastecimento não é simples, companhias e postos têm estoques já adquiridos. Além disso, tem questões relacionadas ao biodiesel, que é 10% do produto final e tem o ICMS que é diferente por estado. Vai levar cerca de 15 dias para que esse desconto chegue na ponta.

Os tributos, principalmente o ICMS, tiveram influência no aumento. É possível mudar isso?”O ICMS trabalha para aumentar a ineficiência no Brasil. As alíquotas diferenciadas nos estados geram uma série de distorções, até estímulo à evasão fiscal. O mercado de combustíveis é só um exemplo.

China como um primeiro exemplo da política de “Blockchain antes do Bitcoin”


Na semana passada, o presidente da China, Xi Jinping, levou a política interna orientada por blockchain para outro nível: o líder do país mencionou o blockchain como “uma parte da revolução tecnológica”. O opinião foi então captado pela maior emissora de TV da China, quando foi dito aos telespectadores que “o valor do blockchain é 10 vezes maior que o da internet”.

Além dos altos elogios vindos do alto do estado, também há ação: nos últimos dias, o banco central chinês desenvolveu um sistema para emitir cheques baseados em blockchain ao invés de cheques de papel, enquanto a empresa de seguros afiliada ao Alibaba promoveu o uso de blockchain no setor de saúde. Veja como a China chegou lá e como a adoção de blockchain suportada pelo estado pode coincidir com a regulamentação severa de criptomoedas.

Mercado forte, mas conturbado

Mineração

A China é um participante importante no mercado de Bitcoin, hospedando uma fatia substancial dos mineradores de Bitcoin (em 2017, estimava-se que 50 a 70% da mineração de Bitcoin ocorreu no país) e o volume de comércio do Bitcoin , embora ambos os fatores tenham sido mais impressionantes antes de uma onda de supressão regulatória. No momento, o comércio de criptomoedas é proibido no país: depois da repressão do último outono as corretoras locais e às ICOs, as pessoas na China podem ter moedas digitais, mas não podem trocá-las legalmente por moeda fiduciária.

Além disso, o notório setor de mineração da China também foi atingido por órgãos regulamentadores, forçando os mineradores locais a se mudarem. Devido à repressão, a fabricante chinesa de chips ASIC, Bitmain, a mineradora mais lucrativa do mundo, decidiu transformar em inteligência artificial como uma fonte de receita alternativa. “Como uma empresa chinesa, temos que estar preparados”, explicou o co-diretor executivo da Bitmain, Jihan Wu.

Tendências repressivas do Estado foram certamente notadas pelo mercado global: Por exemplo, em janeiro, quando a China introduziu outra ofensiva contra as criptomoedas, o Bitcoin (BTC) caiu rapidamente para seu nível mais baixo em mais de um mês, com Ethereum (ETH) caindo 19% e Ripple ( XRP) em colapso de 29%.

Breve histórico do relacionamento da China com criptomoedas e ICOs

A China parece bastante cética sobre as criptomoedas em si. O início de seu relacionamento complexo com o Bitcoin pode ser rastreado até 2013, quando o Banco do Povo da China (PBOC) percebeu que a moeda estava ganhando popularidade no país. Em dezembro de 2013, o órgão de fiscalização, juntamente com outros cinco órgãos governamentais, emitiu um comunicado chamado “Aviso sobre a Prevenção do Risco Financeiro do Bitcoin”, apontando vários fatores para alertar os investidores: ou seja, baixa segurança devido à falta de uma entidade centralizada por trás da moeda.

Assim, todos os bancos e organizações financeiras foram proibidos de realizar qualquer operação relacionada à criptomoeda, e todas as empresas que oferecem serviços envolvendo o Bitcoin foram obrigadas a registrar-se junto às autoridades relevantes e a acompanhar seus clientes (KYC ) procedimentos para impedir o branqueamento de capitais, a evasão fiscal, etc. Como resultado do aviso, o Bitcoin se tornou uma mercadoria virtual na China, como créditos de jogo. Essencialmente, pode ser negociado em sua forma original, mas não pode ser trocado por moeda fiduciária, nem pode servir como meio de pagamento.

A relação da China com a criptomoeda: linha do tempo

Depois de alguns anos, o governo chinês veio ainda mais devero atrás das criptomoedas. No início de setembro de 2017, o estado cessou todas as ICOs e ordenou o fechamento de bolsas de criptomoedas, especificamente aquelas que ofereciam o comércio de criptomoedas por fiats. Em resposta, mais de 15 players, incluindo as três maiores bolsas OkCoin, Huobi e BTCChina, fecharam seus negócios locais, mudando seus escritórios para o exterior (por exemplo, os maiores players, Huobi e OKEX, realocados para Hong Kong) cessaram todas as operações ou tornaram-se livres de fiat, não aceitando mais depósitos em dinheiro, mas fornecendo troca e compra de cripto juntamente com alguns derivativos (ou seja, futuros).

No entanto, o mercado criptoa da China sobreviveu à primeira onda de regulamentação direta, uma vez que muitos traders mudaram para mercados peer-to-peer e over-the-counter, ou mudaram para bolsas no exterior. Por exemplo, como relatou a Reuters, a popular plataforma de negociação peer-to-peer Localbitcoins experimentou o impacto da proibição chinesa em primeira mão, como os traders entraram, produzindo volumes recordes, que em setembro (o mês em que a proibição foi introduzida) chegou a 115. mln yuan (aprox. $17.8 milhões) por semana.

No entanto, em 2018, Pequim decidiu consolidar sua postura restritiva em relação à cripto, primeiro banindo recursos P2P e de balcão em janeiro, e então acrescentando corretoras offshore e sites de ICO ao seu Great Firewall em fevereiro. Finalmente, em 6 de março, os vigias bloquearam os canais de troca de mensagens no aplicativo de mensagens sociais número um da China, o WeChat, forçando-os a realocar suas contas de mídia social para mensageiros criptografados como Telegram . Neste ponto, todo o comércio de criptomoeda-moeda fiduciária no país está sob um embargo geral.

No entanto, as ações mais recentes do governo em relação às criptomoedas pareciam educativas e não restritivas. Em 18 de maio, o IFCERT, um comitê nacional de especialistas em segurança financeira da Internet iniciado pelo Ministério da Indústria e TI da China, publicou um estudo que supostamente detectou 421 moedas digitais falsas e anotou a pesquisa com características-chave de moedas falsas. essencialmente alertando os potenciais investidores, apesar da existência da proibição de ICO no país. As características do IFCERT de uma cripto falsa parecem ser notavelmente similares àquelas detectadas pelos EUA. A Securities and Exchange Commission (SEC), uma agência que tem tentado proteger os investidores norte-americanos de maus atores sem usar métodos de regulamentação rigorosos até o momento. Da mesma forma, um dia antes do relatório da IFCERT, em 17 de maio, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China liberou seus índices oficiais de criptomoeda.

Independentemente das proibições acima mencionadas, atualmente, as 20 maiores criptomoedas no mercado global em termos de avaliação incluem três moedas estabelecidas e desenvolvidas por equipes localizadas na China: Qtum, VeChain and NEOclassificadas na 19ª, 16ª e 11ª posições respectivamente.

Blockchain sobre Bitcoin

Apesar da regulamentação rigorosa das criptomoedas, a China tem sido significativamente mais otimista sobre Blockchain. De fato, a China é um dos primeiros países do mundo a mencionar a tecnologia em uma política estadual: em 2016, o blockchain foi adicionado ao 13º Plano Quinquenal, um roteiro para o desenvolvimento nacional de 2016 a 2020.

Recentemente, em 28 de maio, a tecnologia desfrutou ainda mais do endosso do governo, como o Presidente Xi Jinping declarou:

“A nova geração de tecnologia da informação representada pela inteligência artificial, informação quântica, comunicação móvel, internet das coisas e blockchain está acelerando avanços em sua gama de aplicações.”

A China continua a comunicar sua apreciação ao Blockchain em nível nacional: em 4 de junho, a China Central Television (CCTV), a principal emissora estatal do país, publicou uma especial de uma hora sobre o Blockchain, com funcionários do governo e especialistas estrangeiros em cripto. Durante o programa, foi dito que o Blockchain é “10 vezes mais do que a da internet” em termos de valor econômico, enquanto a tecnologia também foi apelidada de “a máquina que gera confiança”. A mesma emissora, a CCTV, mancharia projetos de cripto durante as repressões, como Quartz aponta.

A relação do país com o Blockchain está intimamente ligada a Hangzhou, a cidade de e-commerce da China, onde o Alibaba foi fundado. Em fevereiro, tornou-se a primeira cidade na China a mencionar o Blockchain em seu relatório de trabalho do governo, enfatizando a importância da tecnologia para a cidade. Logo depois disso, no início de abril, o Blockchain Industrial Park foi inaugurado em Hangzhou. Durante a abertura, foi anunciado um fundo de inovação blockchain de $1,6 bilhão, com 30% do total de recursos provenientes do governo local, bem como um instituto de pesquisa criado para fornecer apoio acadêmico para o desenvolvimento da tecnologia blockchain na cidade.

Em maio, o Blockchain Industrial Park anunciou uma nova política, que inclui subsídios para startups no valor de milhões de dólares. Assim, o centro tecnológico tem como objetivo atrair o talento espacial do blockchain, oferecendo aos indivíduos e startups incentivos generosos. Especialistas em blockchain altamente qualificados, por exemplo, estão recebendo subsídios de reassentamento de até $490.000 e subsídios de manutenção de MA e PhD.

Gigantes da tecnologia e agentes do governo em jogo

Um número significativo de jogadores cruciais no mercado chinês e os jogadores do governo têm experimentado Blockchain. Por exemplo, o Alibaba detém mais patentes Blockchain globalmente, como o titã de e-commerce até agora obteve cerca de 49 licenças,como a chinesa Xinhua Finance observa, que são, principalmente orientadas para a aplicação e foram aplicadas em áreas de bem-estar público, saúde e cadeias de suprimentos.

No entanto, tal envolvimento com blockchain não impede que o fundador do Alibaba, Jack Ma, chame o Bitcoin de “uma bolha”, e isso parece ecoar a dualidade do governo em relação ao Bitcoin e outras moedas também: enquanto a China baniu as ICOs e o comércio cripto no país, parece entusiasmada com o Blockchain.

Outros jogadores importantes na China incluem a gigante automobilística Wanxiang Holdings que co-fundou a Wanxiang Blockchain Labs com Vitalik Buterin, os projetos Blockchain acima mencionados, como VeChain e NEO, a maior varejista online da China JD.com, que recentemente anunciou As primeiras quatro startups do seu programa de incubação Al Catapult Blockchain e Baidu, o “Google chinês”, que recentemente anunciou seu protocolo de supercadeia.

Portadores de patentes Blockchain em todo o mundo

Assim, em 2017, a China epositou o maior número de patentes Blockchain na Organização Mundial da Propriedade Intelectual (WIPO). De fato, os dados mostraram que mais da metade das 406 patentes daquele ano vieram da China: o país apresentou 225 patentes Blockchain, seguidas pelos EUA (91) e Austrália (13). Enquanto a análise da Academia de Informação e Comunicações da China (CAICT) concluiu que o tempo médio de vida de um projeto de blockchain é de apenas 1,22 anos, eles argumentam que as startups de blockchain locais são mais duráveis

“Estabelecemos programas de blockchain verificáveis na China e quase 200 empresas privadas manifestaram interesse em participar. (Isso) ajudará a tecnologia blockchain e a indústria a se tornarem mais transparentes e abertas. ”

Um extenso Livro Branco da Indústria Blockchain publicado pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China em 21 de maio parece confirmar que a indústria doméstica de blockchain teve um crescimento “exponencial” em 2017. O relatório mostrou que 178 novas startups blockchain foram lançadas na China naquele ano, elevando o número total para 456, enquanto em 2016 havia apenas 136 novas startups.

Perspectivas futuras: padrões de blockchain nacionais

Este ano, o futuro do Blockchain na China parece ainda mais brilhante: com a nomeação do novo chefe pró-mercado do PBoC, o país provavelmente liberará mais legislações que impulsionam o Blockchain. Além disso, ultimamente, o diretor do Instituto de Moeda Digital no PBoC tem sido otimista sobre a tecnologia também.

Enquanto isso, os agentes do governo também tentam pegar o trem de blockchain: no final de maio, a Secretaria Municipal de Shenzhen se juntou a uma startup blockchain para combater a fraude fiscal, enquanto o Escritório Nacional de Auditoria da República Popular da China está considerando uma solução Blockchain para enfrentar o “ciclo interminável de armazenamento e gerenciamento de dados”. Até mesmo o próprio PBoC tem experimentado o Blockchain: em 2016, o banco central anunciou seu interesse em uma moeda digital baseada em blockchain (não descentralizada, no entanto). O PBoC também acaba de revelar um sistema acionado por blockchain para digitalizar as verificações de cheques de papel.

Parece que até o final de 2019, a China irá tão longe a ponto de liberar os padrões de blockchain nacionais, de modo que a tecnologia se tornará parte essencial do avanço tecnológico do país.



China como primeiro exemplo da política "Blockchain Before Bitcoin"


Na semana passada, o presidente da China, Xi Jinping, levou a política interna orientada por Blockchain a outro nível: o líder do país mencionou o blockchain como "uma parte da revolução tecnológica" . O sentimento foi então captado pela maior emissora de TV da China, quando foi dito aos telespectadores que “ o valor do blockchain é 10 vezes maior que o da internet ”.

Além dos altos elogios vindos do topo o estado também tem ação: nos últimos dias, o banco central chinês desenvolveu um sistema para emitir cheques baseados em blockchain em vez dos de papel, enquanto a empresa de insurgências afiliada ao Alibaba promoveu o uso de blockchain na indústria da saúde. Aqui está como a China chegou lá, e como a adoção blockchain suportada pelo estado pode coincidir com o severo regulamento de criptomoedas.

Mercado forte, mas problemático

 Mineração "src =" http://cointelegraph.com/storage/uploads/view/ 0ef1a80518317ae470c7a02961b0d349.png "title =" Mineração "/> </p>
<p> A China é um participante importante no mercado Bitcoin, hospedando uma parte substancial dos mineradores Bitcoin (em 2017, estima-se que <a href= 50 a 70 por cento do Bitcoin ] Mineração teve lugar no país) e volume de negociação Bitcoin, embora ambos os fatores utilizados para ser mais impressionante antes de uma onda de supressão regulamentar.No momento, o comércio de criptomoedas é proibido no país: após a repressão do ano passado em bolsas locais e ICOs, as pessoas na China podem ter moedas criptografadas, mas não podem legalmente trocá-las por moeda fiduciária.

Além disso, a famosa indústria de mineração da China também foi atingida por órgãos reguladores, empurrando os mineradores locais . loja . Devido à repressão, a fabricante chinesa de chips ASIC Bitmain, a mineradora mais lucrativa do mundo, decidiu usar a inteligência artificial como fonte de receita alternativa. “Como empresa chinesa, temos que estar preparados”, explicou o co-diretor executivo da Bitmain, Jihan Wu.

As tendências repressivas do Estado certamente foram notadas pelo mercado global: por exemplo, em janeiro Quando a China introduziu outra ofensiva contra as criptomoedas, o Bitcoin (BTC) caiu rapidamente para seu nível mais baixo em mais de um mês, com Ethereum (ETH) caindo 19% e Ripple (XRP) caindo 29%

Breve histórico do relacionamento da China com criptocorrências e ICOs

A China parece bastante cética sobre as criptomoedas em si. O início de seu relacionamento complexo com o Bitcoin pode ser rastreado até 2013, quando o Banco do Povo da China (PBOC) percebeu que a moeda estava ganhando popularidade no país. Em dezembro de 2013, o órgão de fiscalização, junto com outros cinco órgãos governamentais, emitiu um comunicado chamado “ Aviso sobre a Prevenção do Risco Financeiro do Bitcoin ”, apontando vários fatores para alertar os investidores: baixa segurança devido à falta de uma entidade centralizada por trás da moeda

Assim, todos os bancos e organizações financeiras estavam proibidos de realizar quaisquer operações relacionadas com criptografia e todas as empresas que oferecessem serviços envolvendo Bitcoin eram obrigadas a registar-se autoridades locais e seguir procedimentos do tipo "conheça seu cliente" (KYC) para evitar lavagem de dinheiro, evasão fiscal, etc. Como resultado do aviso, o Bitcoin tornou-se uma commodity virtual na China, como créditos no jogo. Essencialmente, pode ser negociado em sua forma original, mas não pode ser trocado por moeda fiduciária, nem pode servir como meio de pagamento.

 Relação da China com a criptografia: linha do tempo "src =" http: // cointelegraph.com/storage/uploads/view/568af9006724b2ce605fb86b436173c6.png "title =" O relacionamento da China com a criptografia: linha do tempo "/> </p>
<p> Depois de alguns anos, o governo chinês veio depois de criptomoedas ainda mais difícil. o estado cessou todas as OICs e ordenou o fechamento de bolsas de criptomoedas, especificamente aquelas que ofereciam o comércio de moedas criptografadas por fiatos. Em resposta, mais de 15 jogadores, incluindo as três maiores bolsas OkCoin, Huobi e BTCChina, fecharam seus negócios locais, mudando seus escritórios para outros países (por exemplo, os maiores participantes, Huobi e OKEX, transferidos para a vizinha Hong Kong), cessaram todas as operações, ou se tornaram livres de fiat, não aceitando mais depósitos em dinheiro, mas fornecendo trocas de criptografia a criptografia, juntamente com algumas exceções. vantes (ou seja, No entanto, o mercado de criptografia da China <a href= sobreviveu à primeira onda de regulamentação direta uma vez que muitos traders mudaram para mercados peer-to-peer e over-the-counter, ou mudaram para bolsas no exterior. Por exemplo, como relatou a Reuters, a popular plataforma de negociação peer-to-peer Localbitcoins experimentou o impacto da proibição chinesa em primeira mão, como os traders entraram, produzindo volumes recordes, que em setembro (o mês em que a proibição foi introduzida) chegou a 115. Milhões de yuans (aproximadamente US $ 17,8 milhões) por semana

No entanto, em 2018, Pequim decidiu consolidar sua postura restritiva em relação à criptografia, primeiro banindo recursos P2P e de balcão em janeiro e acrescentando as bolsas de criptomoedas offshore e os sites da OIC ao Great Firewall em fevereiro. Finalmente, em 6 de março, os cães de guarda bloquearam os canais de trocas no aplicativo de mensagens sociais número um da China, o WeChat, exortando-os a transferir suas contas de mídia social para mensageiros criptografados como Telegram . . Nesse ponto, todo o comércio de criptografia por moeda no país está sob um embargo generalizado.

No entanto, as ações mais recentes do governo em relação às criptomoedas parecem mais educativas do que restritivas. Em 18 de maio, o IFCERT, um comitê nacional de especialistas em segurança financeira da Internet iniciado pelo Ministério da Indústria e TI da China, publicou um estudo que supostamente detectou 421 criptocorrências falsas e anotou a pesquisa com características-chave de moedas falsas. essencialmente alertando os potenciais investidores, apesar da existência da proibição da OIC no país. As características do IFCERT de uma criptografia de fraude parecem ser notavelmente similares àquelas detectadas pela Securities and Exchange Commission (SEC) dos Estados Unidos, uma agência que tem tentado proteger investidores americanos de maus atores sem recorrer a métodos rígidos de regulamentação até agora. Da mesma forma, um dia antes do relatório da IFCERT, em 17 de maio, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China divulgou seus índices oficiais de criptografia

Independentemente das proibições mencionadas, atualmente, as 20 maiores criptomoedas em o mercado global em termos de avaliação inclui três moedas estabelecidas e desenvolvidas por equipes localizadas na China: Qtum VeChain e NEO se classificam no 19º, 16º e 11º.

Blockchain over Bitcoin

Apesar da regulamentação rigorosa das criptocorrências, a China tem sido significativamente mais otimista sobre Blockchain. De fato, a China é um dos primeiros países do mundo a mencionar a tecnologia em uma política estadual: em 2016, Blockchain foi adicionado ao o 13º Plano Quinquenal um roteiro para o desenvolvimento nacional a partir de 2016 a 2020.

Recentemente, em 28 de maio, a tecnologia teve ainda mais apoio do governo de topo, como o presidente Xi Jinping declarou

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<p> “A nova geração de tecnologia da informação representada pela inteligência artificial , informações quânticas, comunicação móvel, internet das coisas e blockchain está acelerando avanços em sua gama de aplicações. ”</p>
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<p> A China continua a comunicar sua apreciação da Blockchain em nível nacional: em 4 de junho, a China Central Television (CCTV), a principal emissora estatal do país, publicou uma especial de uma hora sobre o Blockchain, com funcionários do governo e especialistas estrangeiros em criptografia. Durante o show, foi <a href= disse que Blockchain é "10 vezes mais que o da internet" em termos de valor econômico, enquanto a tecnologia também foi apelidada de "a máquina que gera confiança". A mesma emissora, a CCTV, iria espalhar projetos de criptografia durante as repressões, como [Quarteirão aponta .

O relacionamento do país com a Blockchain está intimamente ligado a Hangzhou, a cidade de e-commerce da China, onde o Alibaba foi fundado. Em fevereiro, tornou-se a primeira cidade na China a mencionar Blockchain em seu relatório de trabalho do governo enfatizando a importância da tecnologia para a cidade. Logo depois disso, no início de abril, o Blockchain Industrial Park foi aberto em Hangzhou. Durante a abertura, foi anunciado um fundo de inovação blockchain de US $ 1,6 bilhão, com 30% do total de fundos provenientes do governo local, bem como um instituto de pesquisa estabelecido para fornecer apoio acadêmico para o desenvolvimento da tecnologia blockchain na cidade.

Em maio, o Blockchain Industrial Park anunciou uma nova política que inclui subsídios para startups no valor de milhões de dólares. Assim, o centro tecnológico tem como objetivo atrair o talento espacial do blockchain, oferecendo aos indivíduos e startups incentivos generosos. Especialistas em blockchain altamente qualificados, por exemplo, recebem subsídios de reassentamento de até US $ 490.000 e subsídios de manutenção de MA e PhD.

Gigantes da tecnologia e agentes governamentais em jogo

Um número significativo de jogadores cruciais no mercado chinês e jogadores do governo tem experimentado com Blockchain. Por exemplo, o Alibaba detém mais patentes Blockchain globalmente, como o titã de e-commerce até agora obteve cerca de 49 licenças, que são, na maioria das vezes, orientadas para aplicações e aplicadas em áreas como a China Xinhua Finance . No entanto, tal envolvimento com a blockchain não impede que o fundador do Alibaba, Jack Ma, chame [Bitcoin] de uma “bolha”, e isso parece ecoar a dualidade do governo em relação à cadeia. Bitcoin e outras moedas também: enquanto a China proibiu ICOs e cripto comércio no país, parece entusiasmado para blockchain.

Outros jogadores importantes na China incluem auto behemoth Wanxiang Holdings que co-fundou Wanxiang Blockchain Labs com Vitalik Buterin, o projetos Blockchain acima mencionados, como VeChain e NEO, o maior varejista on-line da China JD.com, que anunciou recentemente as primeiras quatro startups para o seu Al Catapult B programa de incubação lockchain, e Baidu, "o chinês Google", que anunciou recentemente o seu protocolo "super cadeia".

 Blockchain patentes proprietários em todo o mundo "src =" http: // cointelegraph. com / storage / uploads / view / 963cd4cd38ef6dfacba438a91fd64bca.png "title =" Proprietários de patentes Blockchain em todo o mundo "/> </p>
<p> Assim, em 2017, a China <a href= depositou as mais patentes Blockchain na Organização Mundial de Propriedade Intelectual (WIPO) ). De fato, os dados mostraram que mais da metade das 406 patentes daquele ano vieram da China: o país apresentou 225 patentes da Blockchain, seguidas pelos EUA (91) e Austrália (13). Embora a análise da Academia de Informação e Comunicações da China (CAICT) tenha concluído a expectativa de vida média de um projeto de blockchain em apenas 1,22 anos, eles argumentaram que as startups de blockchain locais são mais duráveis:

Estabeleceu programas blockchain verificáveis ​​na China, e quase 200 empresas privadas manifestaram interesse em participar. (Isto) ajudará a tecnologia blockchain e a indústria a se tornarem mais transparentes e abertas. ”

Um extenso Livro Branco da Indústria Blockchain publicado pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China em 21 de maio parece confirmar que o mercado doméstico A indústria blockchain viu um crescimento "exponencial" em 2017. O relatório mostrou que 178 novas startups blockchain foram lançadas na China naquele ano, elevando o número total para 456, enquanto em 2016 havia apenas 136 novas startups.

Perspectivas futuras: blockchain nacional standards

Este ano, o futuro da Blockchain na China parece ainda mais brilhante: com a nomeação do novo chefe pró-mercado do PBoC, o país deverá lançar mais legislações para aumentar o Blockchain. Além disso, ultimamente, o diretor do Instituto de Moeda Digital em PBoC tem sido otimista sobre a tecnologia também.

Enquanto isso, os agentes do governo continuam a subir na onda blockchain também: no final de maio O Escritório Municipal de Shenzhen uniu-se a uma blockchain-startup para combater a fraude fiscal, enquanto o Escritório Nacional de Auditoria da República Popular da China está considerando uma solução Blockchain para enfrentar o problema. ciclo interminável de armazenamento e gerenciamento de dados ”. Até mesmo o próprio PBoC tem experimentado o Blockchain: em 2016, o banco central anunciou seu interesse em uma moeda digital baseada em blockchain (não descentralizada, no entanto). PBoC também acaba de revelar um sistema alimentado por blockchain para digitalizar cheques de papel.

Parece que até o final de 2019, a China irá tão longe quanto liberar padrões de blockchain nacionais , para que a tecnologia se torne parte essencial do avanço tecnológico do país.

Em carta, Lula promete rever política de Temer para a Petrobras – Notícias


Em carta escrita da prisão em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu que, em um novo governo petista, serão revistas as políticas adotadas no governo de Michel Temer (MDB) para a Petrobras, Eletrobras e outras estatais e também serão retomados programas das gestões petistas.

“A Petrobras não foi criada para gerar ganhos para os especuladores de Wall Street, em Nova Iorque, mas para garantir a autossuficiência de petróleo no Brasil, a preços compatíveis com a economia popular”, escreveu Lula em carta postada em sua conta no Twitter e lida na noite desta sexta-feira pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em um ato de lançamento da pré-candidatura do petista ao Planalto.

Mesmo depois de começar a cumprir pena de 12 anos e 1 mês, condenado por crime de corrupção passiva, Lula segue liderando todas as pesquisas de intenção de voto.

“A Petrobras tem de voltar a ser brasileira. Podem estar certos que nós vamos acabar com essa história de vender seus ativos. Ela não será mais refém das multinacionais do petróleo”, continua a carta.

Sobre a intenção do governo Temer de privatização da Eletrobras, Lula afirma na carta: “Podem estar certos também de que impediremos a privatização da Eletrobras, do Banco do Brasil e da Caixa, o esvaziamento do BNDES e de todos os instrumentos de que o País dispõe para promover o desenvolvimento e o bem-estar social”.

No texto, Lula retoma os argumentos de que sua condenação em segunda instância por corrupção passiva não teve nenhuma prova para sustentá-la e que por isso se considera um “preso político”.

Lula também trata na carta de políticas e ações de seu governo e diz que sonha em ser presidente novamente para retomar os resultados de suas gestões.

“Nós sabemos qual é o caminho para concretizar esses sonhos. Hoje ele passa pela realização de eleições livres e democráticas, com a participação de todas as forças políticas, sem regras de exceção para impedir apenas determinado candidato”, sustenta o ex-presidente.

“Só assim teremos um governo com legitimidade para enfrentar os grandes desafios, que poderá dialogar com todos os setores da nação respaldado pelo voto popular. É a esta missão que me proponho ao aceitar a candidatura presidencial pelo Partido dos Trabalhadores.”

O ato do PT foi realizado na cidade de Contagem (MG) e reuniu vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governadores do partido.

A intenção do partido é registrar sua candidatura em agosto e tentar que a Justiça eleitoral aceite sua postulação apesar da lei da ficha limpa.

DIs têm forte alta com cena política, mesmo após Tesouro anunciar nova intervenção – Notícias


Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) – Diante do quadro fiscal preocupante e o cenário eleitoral incerto, as taxas dos contratos futuros de juros davam continuidade nesta quarta-feira à trajetória de forte alta, a despeito de o Tesouro Nacional ter anunciado nova intervenção no mercado.

“Claramente o humor mudou. Há uma visão negativa com o Brasil, com o cenário eleitoral e com a economia”, afirmou o economista-sênior do banco Haitong, Flávio Serrano.

Pesquisas eleitorais têm mostrado dificuldades dos candidatos que o mercado considera como mais comprometidos com ajustes fiscais de ganhar tração. Na véspera, levantamento do DataPoder360 mostrou que o candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) estava na segunda posição, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), com Geraldo Alckmin (PSDB), visto pelos investidores com perfil reformista, sem decolar.

Além disso, a pesquisa mostrou ainda o ex-prefeito de São Paulo João Doria, também do PSDB, como um dos possíveis candidatos, mas também sem força.

O mercado já estava desconfortável após a greve dos caminhoneiros, que levou o governo a usar recursos públicos para bancar redução nos preços do diesel neste ano, afetando ainda mais a já apertada margem fiscal do país.

Assim, a taxa do DI com vencimento em janeiro de 2027, que já havia avançado 0,54 ponto percentual na véspera, chegou a subir 0,88 ponto percentual na máxima desta sessão, antes de arrefecer um pouco o ritmo de alta.

Numa tentativa de tentar aliviar essa pressão sobretudo sobre os DIs os mais longos, o Tesouro anunciou que fará outros três leilões de compra de Notas do Tesouro Nacional – Série F (NTN-F) “frente à manutenção do cenário de volatilidade do mercado”. Os DIs, entretanto, seguiram pressionados após o anúncio.

O primeiro leilão aconteceu nesta sessão, com oferta de até 1,5 milhão de NTN-F com vencimentos em 2025, 2027 e 2029. O Tesouro recomprou apenas 449 mil papéis, a maioria com vencimento em 2025, que saiu com taxa de 11,65 por cento, ante consenso de 11,59 a 11,64 por cento.

O Tesouro já realizou seis leilões de compra desses papéis para tentar trazer mais equilíbrio, quando se dispôs a comprar 7,75 milhões de títulos, mas adquiriu 2,5 milhões, com volume financeiro total de 2,48 bilhões de reais.

Com tanta volatilidade, a curva a termo de juros passou a embutir mais prêmio e a precificar apostas majoritárias (cerca de 60 por cento) de aumento de 0,25 ponto percentual da Selic em junho, com o restante indicando manutenção, segundo dados da Reuters.

Na véspera, as apostas estavam praticamente divididas. Atualmente, a Selic está na mínima histórica de 6,50 por cento ao ano.

“Antes, o mercado estava muito alocado no cenário de centro-direita vencendo e isso está sendo reavaliado. Isso causa mal-estar, aversão forte (ao risco) e ‘stop loss’ (quando o investidor desmonta a posição para interromper perdas)”, afirmou Serrano.

O temor com a cena política também influenciava o mercado de câmbio, onde o dólar já chegou a encostar em 3,85 reais nesta sessão, movimento que também afetava o mercado de DIs. O Banco Central também tem atuado com mais força no mercado de câmbio.

Espanha introduz regulamento de cripto voltado para inovação, mas agitação política pode causar um revés


Em 30 de maio, o congresso espanhol apoiou por unanimidade o projeto de lei que regularia favoravelmente a tecnologia blockchain e as criptomoedas no país. Embora o movimento marque tendências pró-cripto entre os políticos locais, há complicações que a reforma pode encontrar, nomeadamente as leis de conformidade da UE e a recente derrubada do primeiro-ministro Mariano Rajoy.

O conceito de “sandbox”

Atualmente não há estrutura regulatória para criptomoedas na Espanha. O Bitcoin não é, portanto, considerado moeda legal no país. De acordo com a Biblioteca do Congresso, no entanto, ela pode ser vista como um “bem digital” e pode, portanto, cumprir as regras de permuta no código civil da Espanha.

Devido à ausência de um quadro de supervisão, o projecto pede uma revisão dos regulamentos relativos a bitcoins e altcoins, bem como ao blockchain, propondo a introdução da tecnologia no mercado espanhol através de “ambientes de testes controlados”, normalmente referidos como “sandboxes regulamentares”.

As sandboxes supostamente ajudarão a fomentar as startups fintech, que foi uma das principais áreas discutidas pelo Congresso na última quarta-feira. “Uma empresa não pode esperar anos para que a lei regule sua nova atividade, mas ao mesmo tempo tem que ter certeza de que não será sancionada por inovar mesmo que seus desdobramentos sejam desconhecidos no momento”, explica Marta Plana, presidente da Foro Fintech, uma organização local que defende as necessidades de empresas inovadoras no setor financeiro.

A Espanha parece estar se inspirando no sucesso do Reino Unido com os campos de testes orientados para fintech. Em março, a Autoridade de Conduta Financeira da Grã-Bretanha (FCA, na sigla em inglês) anunciou o lançamento de uma sandbox de proteção regulamentar de fintech global, após o lançamento bem-sucedido em 2016 de uma sandbox britânica. Ao longo de três anos, o Reino Unido aprovou cerca de 80 novas licenças, enquanto mais de 250 empresas testaram seus negócios na área de impulso a fintech Recentemente, a Bielorrússia tem mostrado tendências semelhantes, criando o chamado High-Tech Park (HTP), que oferece uma série de benefícios para atrair profissionais de fintech de todo o mundo.

Rodrigo García de la Cruz, presidente da Associação Espanhola de Fintech e Insurtech, confirmou que eles se inspiraram em práticas internacionais em um comentário para o La Vanguardia:

“É uma experiência que está dando resultados muito positivos e que levou muitos países a estudarem sua implementação. Se nos apressarmos aqui na Espanha, poderemos nos tornar um pólo de atração para inovação financeira”.

Como resultado da audiência, o Congresso também concordou em promover o blockchain como um sistema eficiente de custos e sem intermediários para pagamentos e transferências, o que não é nenhuma surpresa, considerando as tendências pró-blockchain recentes no país. Uma semana atrás, Barcelona revelou que lançaria um espaço especializado em blockchain no centro de tecnologia da cidade para promover o crescimento e a inovação no ecossistema digital local, enquanto em abril o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) se tornou o primeiro banco global a emitir um empréstimo usando blockchain. Além disso, em março, até mesmo o governador do Banco da Espanha saiu em defesa das possibilidades do blockchain, embora lembrando que “a tecnologia ainda não está madura”.

Supervisão da UE

Além disso, o projeto de lei aumenta a necessidade de “mecanismos proporcionados” para garantir que todas as partes envolvidas na cripto cumpram as obrigações de divulgação de informações para o Tesouro espanhol e arquivem devidamente suas declarações fiscais. Também destaca possíveis armadilhas associadas aos ativos financeiros de “alto risco”, argumentando que “a disseminação adequada de informações” é importante para proteger os investidores de maus atores.

Para este fim, o projeto propõe então que o governo coopere com a Comissão Nacional do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV) e o Banco de Espanha para coordenar uma posição regulamentar comum em relação às criptos no contexto europeu mais amplo.

No entanto, ao mesmo tempo em que se une ao blockchain, o clima regulatório da UE em relação às criptomoedas até agora tem sido mais cauteloso. Em 14 de maio, a União Europeia aprovou uma nova legislação antilavagem de dinheiro (AML) visando anonimamente o mercado de criptomoedas.

Assim que entrar em vigor, os jogadores, como as casas de câmbio de cripto, terão que cumprir as diretrizes da AML, que provavelmente incluirão a verificação completa do cliente, de acordo com o conteúdo do pacote aprovado em abril. As novas regras serão publicadas no Diário Oficial da UE e os Estados membros terão 18 meses para transferi-las para a legislação nacional. Vale a pena notar que as autoridades europeias estão especificamente visando o anonimato no uso de criptomoedas.

Agitação política

As notícias sobre os regulamentos de cripto voltados para a inovação na Espanha foram ofuscadas pela destituição do anterior PM Mariano Rajoy. Em 1º de junho foi votado que Rajoy deixasse o cargo e foi substituído pelo chefe socialista Pedro Sanchez, em uma moção de desconfiança desencadeada por um extenso caso de corrupção envolvendo membros de seu partido, o Partido Popular de centro-direita.

Como aponta a CNBC, a saída de Rajoy poderia desencadear outra crise política no sul da Europa, “ainda mais mercados financeiros irritadiços começaram mal com tentativas fracassadas de formar um governo na Itália três meses depois de uma eleição nacional”.

Além disso, o La Vanguardia menciona que o voto de desconfiança iniciado por Pedro Sanchez pode atrasar a reforma pró-cripto. De acordo com a mídia local, o esboço estava aberto à consulta pública até 7 de junho, enquanto o texto final seria revisado por volta de 7 de julho. No entanto, agora que Rajoy foi substituído, pode haver uma convocação para novas eleições se Sanchez não consegui formar um governo.

Uma convocação para eleições, por sua vez, pode atrasar o projeto “por mais de meio ano”, fazendo com que os países europeus interessados optem por outras opções, como a versão do Reino Unido. O La Vanguardia argumenta que o projeto “sandbox” “já sofreu um grande golpe” com a saída de um de seus principais inovadores, Luis de Guindos, que saiu em 8 de março.

Enquanto isso, Malta pode interceptar as ambições da Espanha, como em 28 de março, a Malta Gaming Authority (MGA) publicou um documento de consulta que “forneceu orientação sobre o uso da tecnologia de Livro-razão Distribuído e sobre a aceitação de moedas virtuais através da implementação de um ambiente Sandbox”. Embora a proposta se refira à indústria de jogos, se comprovada sua eficácia, a iniciativa pode se estender ainda mais para a área de tecnologia de ponta, como Jaime Bofill, sócio da Hogan Lovells, empresa que assessora empresas de Fintech em todo o mundo, explicou:

“[Notadamente, em Malta] a aprovação das leis não está tão atrasada quanto na Espanha. [Portanto], eles poderiam aproveitar e conseguir que as empresas que estão pendentes venham à Espanha”.



Espanha introduz regulamento de criptografia voltado para inovação, mas agitação política pode causar um revés


Em 30 de maio, o Congresso espanhol, por unanimidade, apoiou projetos de legislação que regulam favoravelmente a tecnologia blockchain e as criptomoedas no país. Embora o movimento marque tendências pró-criptografia entre os políticos locais, há complicações que a reforma pode encontrar, nomeadamente as leis de conformidade da UE e a recente derrubada do primeiro-ministro Mariano Rajoy.

O conceito de “sandbox”

não há um marco regulatório para as criptomoedas na Espanha. O Bitcoin não é, portanto, considerado moeda legal no país. De acordo com a Biblioteca do Congresso entretanto, pode ser vista como um “bem digital” e pode, portanto, cumprir as regras de escambo no código civil da Espanha.

Devido à ausência de uma estrutura de supervisão O projeto pede uma revisão dos regulamentos relativos ao bitcoin e altcoins, bem como ao blockchain, propondo a introdução da tecnologia no mercado espanhol através de “ambientes de testes controlados”, comumente referidos como “sandboxes regulatórios”.

As sandboxes supostamente ajudarão a fomentar as startups de fintech, que foi uma das principais áreas discutidas pelo Congresso na última quarta-feira. “Uma empresa não pode esperar anos para que a lei regule sua nova atividade, mas ao mesmo tempo tem que ter certeza de que não será sancionada por inovar, mesmo que seus desenvolvimentos sejam desconhecidos no momento”, explica . ] Marta Plana, presidente da Foro Fintech, uma organização local que defende as necessidades de empresas inovadoras no setor financeiro.

A Espanha parece estar se inspirando no sucesso do Reino Unido com os campos de testes orientados para a fintech. Em março, a Autoridade de Conduta Financeira da Grã-Bretanha (FCA) anunciou o lançamento de uma caixa de proteção regulamentar de fintech global, após o lançamento bem-sucedido em 2016 de uma caixa de areia britânica. Ao longo de três anos, o Reino Unido aprovou cerca de 80 novas licenças, enquanto mais de 250 empresas testaram seus negócios na área de fintech-boosting. Recentemente, a Bielorrússia mostrou tendências similares ao criar o chamado High-Tech Park (HTP), que oferece uma série de benefícios para atrair profissionais de fintech de todo o mundo.

Rodrigo García de la Cruz , presidente da Associação Espanhola de Fintech e Insurtech, confirmou que eles foram inspirados por práticas internacionais em um comentário para La Vanguardia :

"É uma experiência que está dando resultados muito positivos e que levou muitos Se nós nos apressarmos aqui na Espanha, poderíamos nos tornar um pólo de atração para a inovação financeira. "

Como resultado da audiência, o Congresso também concordou em promover blockchain como um custo-eficiente e desintermediário. sistema de pagamentos e transferências, o que não é surpresa, considerando as recentes tendências pró-blockchain no país. Uma semana atrás, Barcelona revelou que lançaria um espaço especializado em blockchain no centro de tecnologia da cidade para promover o crescimento e inovação no ecossistema digital local, enquanto em abril, o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) tornou-se o primeiro banco global a emitir um empréstimo usando blockchain. Além disso, em março, até mesmo o governador do Banco da Espanha saiu a favor das possibilidades de blockchain embora observando que "a tecnologia ainda não está madura".

Supervisão da UE

, o projeto de lei aumenta a necessidade de “mecanismos proporcionados” para garantir que todas as partes envolvidas na criptografia cumpram as obrigações de divulgação de informações para o Tesouro espanhol e arquivem suas declarações fiscais. Também destaca possíveis armadilhas associadas a ativos financeiros de “alto risco”, argumentando que “a disseminação adequada da informação” é importante para proteger os investidores de maus atores.

Para este fim, o esboço propõe que o governo coopere com o National Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CNMV) e do Banco de Espanha para coordenar uma posição regulamentar comum em relação à criptografia no contexto europeu mais amplo.

No entanto, ao mesmo tempo em que se une ao blockchain, o clima regulatório da UE em relação às criptomoedas tem sido até agora mais cauteloso. Em 14 de maio, a União Européia aprovou novas leis anti-lavagem de dinheiro (AML) visando parcialmente o anonimato no mercado de criptomoedas.

Uma vez em vigor, jogadores como cripto cambiais terão que cumprir Diretrizes de AML, que provavelmente incluirão a verificação completa do cliente, de acordo com o conteúdo do pacote aprovado em abril. As novas regras serão publicadas no Jornal Oficial da UE e os Estados membros terão 18 meses para transferi-las para a legislação nacional. Vale a pena notar que as autoridades européias estão objetivando especificamente o anonimato no uso de criptomoedas.

Agitação política

As notícias sobre os regulamentos de criptografia voltados para a inovação na Espanha foram ofuscadas pela destituição do atual PM Mariano Rajoy. Em 1º de junho, Rajoy foi escolhido para ser eliminado e substituído pelo chefe socialista Pedro Sanchez, em uma moção de desconfiança desencadeada por um extenso caso de corrupção envolvendo membros de seu partido, o Partido Popular de centro-direita. Como a CNBC aponta a saída de Rajoy poderia desencadear outra crise política no sul da Europa, “mais irritantes mercados financeiros já errados por tentativas fracassadas de formar um governo na Itália três meses depois de uma eleição nacional”

Além disso, La Vanguardia menciona que o voto de desconfiança iniciado por Pedro Sanchez pode atrasar a reforma pró-criptografia. De acordo com a mídia local, o esboço estava aberto à consulta pública até 7 de junho, enquanto o texto final seria revisado por volta de 7 de julho. No entanto, agora que Rajoy foi eliminado, pode haver uma convocação para novas eleições se Sanchez falhar.

Uma convocação para eleições, por sua vez, pode atrasar o projeto “por mais de meio ano”, fazendo com que os países europeus interessados ​​optem por outras opções, como a versão do Reino Unido. La Vanguardia argumenta que o projeto "sandbox" "já sofreu um grande sucesso" com a saída de um dos seus principais inovadores Luis de Guindos, que saiu em 8 de março.

Enquanto isso, Malta pode interceptar as ambições da Espanha, como em março 28, a Malta Gaming Authority (MGA) publicou um documento de consulta que “forneceu orientações sobre o uso da tecnologia Distributed Ledger e sobre a aceitação de moedas virtuais através da implementação de um ambiente Sandbox”. Embora a proposta se refira à indústria de jogos, se comprovadamente eficaz, a iniciativa pode se estender ainda mais para a área de tecnologia de ponta, como Jaime Bofill, sócio da Hogan Lovells, uma empresa que assessora empresas de Fintech em todo o mundo, explicou :

"[Reportedly, in Malta] a aprovação de leis não está atrasada tanto quanto na Espanha. [Therefore]eles poderiam aproveitar e obter os negócios que estão pendentes para vir para a Espanha"

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Divergências sobre política de preços levam Parente a deixar Petrobras – 02/06/2018 – Mercado


Pedro Parente, presidente da Petrobras, pediu demissão na manhã desta sexta (1º), em reunião com o presidente Michel Temer. Para substituí-lo o conselho de administração da estatal indicou como interino o nome de Ivan Monteiro, diretor financeiro.

Temer não apenas aceitou a sugestão como indicou Monteiro para ser sucessor permanente. Pelos trâmites, essa nova indicação deve passar pelo crivo do conselho em uma nova reunião, mas Monteiro já é considerado novo presidente da Petrobras.

Parente estava na estatal desde junho de 2016. Apesar de ter recuperado as finanças e a credibilidade da Petrobras após os escândalos de corrupção investigados na Operação Lava Jato, ele vinha sendo criticado.

No governo e no Congresso desagradava a sua insistência em manter a política de reajustes de preços dos combustíveis implantada durante sua gestão, em julho do do ano passado, e que levou a aumentos expressivo no valor do gás de cozinha, da gasolina e do diesel, que culminaram com a paralisação dos caminhoneiros.

Antes mesmo da mobilização nas estradas, Temer já vinha discutindo com Parente a flexibilização da política da estatal diante da alta elevada dos preços para a população. Mesmo assim, o governo diz que Parente se recusava a entender que era preciso dar uma folga. No governo, Parente já era chamado de “cabeça-dura”.

Na avaliação de investidores e analistas a saída de Parente foi interpretada como uma apoio à manifestação dos caminhoneiros e um retorno a velha política, baseada em populismo.

Pesquisa Datafolha identificou que 87% dos brasileiro s apoiam o movimento dos caminhoneiros. A conceituada revista inglesa The Economist aborda o tema em sua edição desta semana e diz que viu a reação da população “com perplexidade”.

 

Segundo a publicação, o que explica o sentimento favorável às manifestações é o fato de que os brasileiros ainda pagam impostos altos e não recebem serviços de qualidade em troca e, devido aos escândalos de corrupção, têm um sentimento de indignação generalizada contra a classe política.

Segundo a Folha apurou, o estopim para o pedido de demissão de Pedro Parente da presidência da Petrobras foi a percepção de que a política de preços da estatal já está sofrendo uma “intervenção branca” da administração de Michel Temer.

O executivo –que acabou concordando com a redução temporária do preço de óleo diesel para apaziguar os caminhoneiros em greve –percebeu que também teria de aceitar a política de subvenção do governo para gasolina e para o gás de cozinha.

Os efeitos sobre o caixa da Petrobras no médio e longo prazo tendem a ser nocivos. O cenário é que a estatal volte a operar no vermelho. Diante dessa perspectiva, Parente, que foi o responsável por recuperar a Petrobras após o escândalo da Lava Jato e a interferência política do governo Dilma sobre as operações da estatal, preferiu sair.

Segundo pessoas que acompanham o assunto de perto, a “intervenção branca” na política de preços da Petrobras seria feita por um artifício técnico na fórmula de cálculo da subvenção a ser paga pelo governo à estatal pela redução do preço do óleo diesel.

A subvenção será determinada pela diferença entre o preço de referência, definido com base na cotação internacional do petróleo, e o preço de comercialização, que será praticado nas refinarias. Se o preço de comercialização for inferior ao de referência, o governo vai subsidiar até o limite de R$ 0,30 por litro – acima disso autorizará o repasse.

O embate entre a Petrobras e o Ministério de Minas e Energia girou em torno do preço de referência. A Petrobras pleiteou o direito de estabelecer ela mesma esse valor, enquanto a Fazenda defendeu que essa é uma atribuição da Agência Nacional de Petróleo (ANP). A posição do ministério prevaleceu.

Sob condição de anonimato, pessoas próximas à estatal dizem que basta a ANP não repassar corretamente a variação do petróleo para que o governo – que controlaria na prática os preços de comercialização e de referência – determine o tamanho da subvenção conforme sua disponibilidade de caixa.

Além disso, o preço do petróleo no mercado internacional é apenas um dos itens que a Petrobras considera para definir seus preços. Também estão embutidos no seu cálculo variáveis como despesas administrativas, investimentos e margens de lucro. Na prática, a empresa perdeu autonomia na sua política de preços e sofreu um tabelamento indireto.

Auxiliares do presidente Michel Temer dizem que a intenção do governo é manter a atual diretoria e não alterar a política de preços da empresa, muito embora haja forte pressão para isso, inclusive na base aliada do governo.

O ministro Moreira Franco (Minas e Energia) diz que nem ele, nem a Fazenda, nem o presidente Michel Temer fizeram qualquer tipo de pressão sobre Pedro Parente para alterar a política de preços da Petrobras.

“Da mesma maneira que o governo não interfere na política de preços da Shell, da Esso, não vai interferir na política de preços da Petrobras. Posso garantir que sobre esse tema não nenhum tipo de pressão nem minha, nem do ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, nem do presidente da República sobre o Pedro”, disse o ministro.

Moreira ressaltou que, o que vem propondo é a criação de alternativas para aliviar o impacto do preço para o consumidor. “O que eu venho propondo –publicamente– é que o governo tenha uma política para mitigar a volatilidade dos preços dos combustíveis”, explicou, repetindo tese dita em entrevista à Folha.


Raquel Landim
, Julio Wiziack
, Nicola Pamplona
, Talita Fernandes
, Daniela Lima
, Angela Boldrini
e Daniel Carvalho