Controlador da Mt. Gox não Poderá mais Despejar Bitcoins no Mercado


Queda no mercado pode ter relação com a decisão (Foto: Shutterstock)

Uma decisão da Justiça japonesa poderá permitir que os usuários que perderam seus Bitcoins na exchange Mt. Gox recuperem suas criptomoedas. A sentença foi divulgada nesta sexta-feira (22) pela corte distrital de Tóquio, a capital do país.

No documento, consta que foi aprovada uma petição dos antigos clientes da corretora para mover a empresa da esfera criminal para a reabilitação civil. Na prática, o efeito é que os credores poderão receber de volta seus BTCs em BTCs, não em moeda fiat japonesa. O plano envolve fazer os pedidos até outubro deste ano. Os pagamentos começarão na primeira metade de 2019.

O efeito pode ser que uma grande quantidade de bitcoin entrará no mercado e talvez sejam despejados, dado que são bitcoins adquiridos pelos usuários em 2014 ou antes.

A decisão pode ter afetado o preço das criptomoedas no mercado. No momento, as carteiras da Mt. Gox registram 137,891 BTC, num valor aproximado de US$ 878 milhões.

Volume de Bitcoins

É bom lembrar que a Mt Gox a abriu falência em 2014 e levou consigo 850 mil BTC de seus usuários. Fundada em 2010, três anos mais tarde já era responsável por 70% das transações em Bitcoin em todo o mundo. Quando quebrou a empresa declarou o BTCs como desaparecidos que, na época, valiam aproximadamente US$ 450 milhões.

Mesmo após cerca de 200 mil BTC serem encontrados, as circunstâncias do desaparecimento — roubo, fraude, falha humana, etc., — continuam incógnitas. Em abril de 2015, entretanto, a agência de segurança WizSec, em Tóquio, divulgou estudo indicando que “a maior parte de todos os bitcoins perdidos foram roubados diretamente da carteira da Mt. Gox”.

Movimentos do controlador

Até essa decisão, responsável pela massa de criptoativos da defunta Mt. Gox vinha fazendo vendas pontuais dos ativos. Vendeu cerca de US$ 400 milhões em bitcoin e bitcoin cash entre setembro de 2017 e fevereiro de 2018.

No final de abril, a detentora da carteira de Bitcoins mais valiosa do mundo, tirou 16 mil bitcoins de seu caixa por volta de e outros 16 mil bitcoins cash. Todo esse montante foi direcionado a somente duas contas, uma para cada variação da criptomoeda.

Todas as vezes em que a empresa fez transferências o volume de circulação de volta ao mercado foi tão grande que as criptomoedas sofreram expressiva redução de valor, em resposta ao aumento de oferta.

Leia mais: Bitcoin Volta a Cair; Criptomoedas Sofrem Queda Maior Ainda

 

BitcoinTrade

A BitcoinTrade é a melhor solução para compra e venda de criptomoedas.
Negocie Bitcoin, Ethereum e Litecoin com total segurança e liquidez.
Acesse agora ou baixe nosso aplicativo para iOs ou Android:
https://www.bitcointrade.com.br/

Fique tranquilo: o governo jamais poderá controlar o Bitcoin


O Bitcoin é uma famosa criptomoeda descentralizada, um sistema de armazenamento de valor e um meio de transação um pouco menos eficaz. Ele permite transferências quase instantâneas em todo o mundo sem um intermediário ou órgão regulador, dando-lhe sinal verde. Os fãs de criptomoeda temem que a regulamentação do governo possa arruiná-lo, mas eles não devem se preocupar. Qualquer tentativa de controlar o bitcoin não funcionará.

Nem governos, nem órgãos reguladores podem interferir: O Bitcoin é livre

Além das dificuldades apresentadas pela descentralização do bitcoin em si, os governos e os órgãos reguladores mostraram que eles não compreendem os tópicos tecnológicos, e o bitcoin é um dos mais complexos. Enquanto os governos lutam para banir tecnologias como o Tor e a criptografia, parece impossível imaginá-los ganhando a capacidade de realmente impactar o bitcoin – e seus contemporâneos de moedas alternativas – de uma maneira que poderia impedir seu progresso.

É impossível supervisionar o Bitcoin

Existem vários componentes-chave para o bitcoin e as altcoins, que os tornam bem-sucedidos como métodos de transação e armazenamentos de valor. Eles são fáceis de transferir, não é necessário um intermediário e não podem ser vinculados a proprietários que não querem ser identificados. Todos esses são grandes problemas para qualquer governo que queira ter uma opinião maior sobre como eles operam.

O Bitcoin não está vinculado a nenhum território ou instituição financeira. Existem dezenas de exchanges populares e, mesmo que não existam, tudo o que você precisa é de carteiras e uma conexão de rede para poder realizar transações de bitcoin. O blockchain sobre o qual ele é construído não requer nenhuma instituição para operá-lo e, de fato, é a antítese completa de tal idéia, operando como um livro público em vez de privado.

Sem essa localização central para fechar, qualquer repressão significativa teria que ser um esforço global. Mesmo que, de alguma forma, um país impedisse que as transações de bitcoin ocorressem dentro de suas fronteiras, um sistema simples de VPN ou Proxy permitiria que os usuários operassem internacionalmente com poucos problemas.

Se governos pudessem interferir, o torrent não existiria mais

Se os governos pudessem efetivamente parar uma rede ponto a ponto, eles desativariam as práticas ilegais de sites de torrent há mais de uma década. Até mesmo o sucesso dos sites de torrent tipo hydra não é uma analogia perfeita para o bitcoin, porque o status legal das criptomoedas é muito fácil de ser debatido.

Previous:

3 importantes usos de blockchain

Postado em junho 20, 2018

Onecoin é um esquema claro de pirâmide, diz polícia indiana

Aumenta repressão da polícia contra a OneCoin na Índia, um suposto esquema de moeda digital amplamente conhecido como uma farsa. As autoridades indianas apresentaram acusação contra 30 indivíduos acusados ​​de…




Atualização do código de mineração poderá atrair investimentos ao Brasil, diz Ibram – Notícias


RIO DE JANEIRO (Reuters) – Decretos assinados nesta terça-feira pelo presidente Michel Temer, que atualizam o código de mineração que estava em vigor desde a década de 60, poderão estimular mais investimentos no setor e recuperar a segurança jurídica necessária para negócios de longo, disse o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

O novo código traz regras ambientais mais rígidas, além da obrigatoriedade de execução de fechamento de minas e incentivos a financiamentos para o desenvolvimento do setor, segundo Temer.

O Ibram, que representa as mineradoras no país, disse que irá acompanhar a aplicação das novas medidas.

(Por Marta Nogueira)