Petrobrás pode perder R$ 15 bi com ação trabalhista – Notícias


A maior ação trabalhista da história Petrobrás será julgada na quinta-feira, 21, no plenário Tribunal Superior do Trabalho (TST). Se a empresa perder, terá de desembolsar mais de R$ 15 bilhões e a folha de pagamento ainda aumentará em até R$ 2 bilhões por ano.

Aberto pelos trabalhadores, o processo pede recálculo de um acordo coletivo de 2007 que concedeu adicionais ao salário, como trabalho noturno, por sobreaviso e confinamento. Os extras têm sido pagos, mas milhares de empregados querem outra conta que, grosso modo, dobra os adicionais. A estatal classifica como “possível” perder a ação.

A disputa entre Petrobrás e os trabalhadores tem origem em um acordo coletivo firmado há mais de dez anos. Em 2007, a estatal e os empregados chegaram a um entendimento para reajuste salarial que previa, entre outros benefícios, a adoção de uma política para equalizar salários com uma remuneração mínima por cargo e região – é a chamada remuneração mínima por nível e regime (RMNR).

Com a nova regra, em alguns casos o salário mais que dobrou em relação à remuneração básica. Um exemplo são os petroleiros que atuam em plataformas no regime de 12 horas. O grupo passou a ganhar 30% mais por periculosidade, 26% extras por adicional noturno, 39% por hora de repouso, 30% por confinamento e 4% de um complemento negociado. Assim, o salário passou a ser 125% maior que o salário básico dos petroleiros.

No início da década, porém, alguns trabalhadores passaram a questionar a metodologia de cálculo dessa remuneração. Empresa e petroleiros citam que há cerca de 50 mil empregados da ativa e aposentados que questionam o tema em ações individuais e coletivas.

O principal argumento usado nos processos é que a redação do acordo coletivo dá a entender que a conta para a nova remuneração pode ignorar extras e adicionais que já estavam no salário – o que aumenta expressivamente o montante a ser recebido pelos trabalhadores. No processo, é citado o exemplo de um petroleiro que atua confinado em plataforma, cujo salário aumentaria de R$ 21.750,09 para R$ 31.029,02 pela nova conta, conforme valores de 2014.

O tema já foi debatido por duas comissões no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Uma deu vitória para a Petrobrás e outra para os trabalhadores. Sem consenso, o processo subirá ao plenário que agendou o julgamento para quinta-feira.

Impacto

Se a Petrobrás perder, o impacto imediato seria de R$ 15,2 bilhões, conforme balanço do primeiro trimestre de 2018. O valor, porém, não foi separado no caixa porque a empresa classifica a hipótese de perder o processo como “possível” – o que não exige provisionamento. A reserva dos valores só ocorreria caso a perspectiva de derrota fosse considerada “provável”.

Além desse impacto imediato, a folha de pagamento cresceria até R$ 2 bilhões por ano.

No plenário, advogados dos trabalhadores defenderão que a redação do acordo é imprecisa e permite dupla interpretação. Nesse caso, argumentarão que, de acordo com a jurisprudência da Justiça do Trabalho, deve prevalecer a versão que beneficia o trabalhador.

Já os advogados da estatal manterão a defesa de que não há dupla interpretação e que os próprios sindicalistas concordaram, na época, com as condições defendidas pela empresa. Além disso, citarão que eventual decisão favorável aos trabalhadores criará insegurança jurídica nos acordos coletivos – mecanismo que ganhou força na reforma trabalhista.

Se a empresa perder, é possível entrar com recurso no próprio TST. Caso os ministros mantenham a decisão, a estatal poderia, em seguida, questionar o tema no Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto questiona o assunto em uma das duas instâncias, não seria necessário fazer nenhum desembolso que só seria feito com a extinção da possibilidade de apelação.

Procuradas, a Petrobrás e a Frente Única dos Petroleiros (FUP) não se pronunciaram sobre o tema. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Justiça nega pedido de liminar e permite venda de ativos da Petrobras em Sergipe – Notícias


O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) negou pedido de liminar que requeria a suspensão do processo de venda pela Petrobras de dez campos terrestres de petróleo em Sergipe, informou a petroleira estatal em nota.

A medida manteve a decisão anterior da 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Sergipe, que já havia manifestado entendimento nesse sentido, ressaltou a empresa.

Os campos em questão que estão à venda são Angelim, Aguilhada, Aruari, Brejo Grande, Ilha Pequena, Atalaia Sul, Siririzinho, Castanhal, Mato Grosso e Riachuelo.

“A Petrobras reafirma que o processo em questão está de acordo com a Sistemática para Desinvestimentos da Petrobras e está alinhado às orientações do Tribunal de Contas da União (TCU)”, disse a empresa em nota.

Petrobras conclui cessão de 25% do campo de Roncador para Equinor e recebe US$2 bi – Notícias


SÃO PAULO (Reuters) – A Petrobras concluiu a cessão de 25 por cento de participação do campo de Roncador para a norueguesa Equinor e recebeu na quinta-feira 2 bilhões de dólares pela transação, informou a petroleira brasileira em fato relevante nesta sexta-feira.

A Petrobras permanece como operadora do campo, com 75 por cento de participação.

“Além desse valor, a Equinor realizará pagamentos contingentes, referentes aos investimentos nos projetos que visam ao aumento do fator de recuperação desse campo, carregando a Petrobras na proporção 2:1…limitados a 550 milhões de dólares”, disse a estatal.

“O objetivo é aumentar o fator de recuperação em pelo menos 5 por cento, podendo trazer um volume adicional de aproximadamente 500 milhões barris de óleo equivalente (boe)”.

(Por Raquel Stenzel)

‘Política de preços da Petrobras interessa a ela, não ao Brasil’, diz ANP – 14/06/2018 – Mercado


O diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), Décio Oddone, diz que solução para minimizar novos choques nos preços dos combustíveis no país passa por maior competição no refino, operação hoje concentrado na Petrobras, ou por mudanças no sistema tributário.

Ele defende, porém, que enquanto isso não ocorre, a ANP tem a atribuição de atuar para proteger o consumidor do que chama de “mercado imperfeito”. “Temos uma companhia estatal, que tem o monopólio do refino de fato e que atua com um mandato de maximizar o valor do acionista.”

Na semana passada, Oddone anunciou a abertura de uma consulta pública para estudar prazos mínimos para reajustes de combustíveis no país, proposta questionada pelo mercado e dentro da própria agência.

É a primeira intervenção da ANP nos preços desde 2003, quando a então ministra de Minas e Energia Dilma Roussef determinou que a agência fiscalizasse os postos.

Ex-empregado da Petrobras, ele diz que não quer interferir na definição dos preços. “Eu não sei a resposta, mas eu gostaria de sair dessa consulta pública com uma solução que fosse a menos intervencionista possível”, disse em entrevista à Folha. O ideal, acrescenta, é que não houvesse divulgação dos reajustes.

Desde outubro de 2016, a Petrobras passou a praticar preços internacionais, mas com reajustes mensais.

Em julho de 2017, decidiu que as alterações poderiam ser diárias, alegando que estava perdendo mercado para importações de companhias privadas.

Com a escalada do preço do petróleo e da taxa de câmbio, os frequentes reajustes passaram a ser questionados e motivaram a paralisação dos caminhoneiros que levou o governo a conceder subvenções ao preço do diesel.

Oddone adiantou à Folha que a ANP está implantando um novo sistema de coleta de preços dos postos para fiscalizar o repasse às bombas das subvenções concedidas pelo governo ao preço do diesel. Para o diretor-geral da ANP, uma solução estrutural para o tema envolve mudança no sistema tributário, que alavanca os repasses das oscilações internacionais.

 

Houve ingerência política na decisão de estudar a prazos mínimos para reajustes dos combustíveis?

Nenhuma. Não houve nem instrução, nem ordem, nem pedido, nem insinuação. O que houve foi uma decisão unânime da diretoria da agência de não nos omitirmos em relação a um assunto tão importante, que estava na ordem do dia da sociedade brasileira.

O que motivou a ANP a tomar essa decisão?

O artigo 8º da Lei do Petróleo diz que a ANP tem responsabilidades de proteger o consumidor em relação ao abastecimento e preço. Em um momento em que há uma discussão dessa magnitude ocorrendo, entendemos que é necessária a ação regulatória. Nós saímos de um modelo em que havia, segundo a Petrobras, controle dos preços, para um modelo de livre mercado. Num cenário de competição imperfeito, porque a Petrobras tem o monopólio de fato no refino.

Mas a definição de um prazo mínimo para reajustes não é interferência na política comercial da empresa?

O processo é de diálogo, transparente e aberto, envolvendo todos os agentes que devem ser envolvidos. Agora, a Petrobras conviveu durante um ano com um processo de precificação que tinha reajustes mensais. E ela mesma dizia que não trazia prejuízo.

A Petrobras alega que, com reajustes mensais, estava perdendo mercado para importações privadas.

A política da Petrobras visa os interesses da Petrobras, não necessariamente os interesses da sociedade brasileira. Temos uma companhia estatal, que tem o monopólio de refino de fato e que atua com um mandato de maximizar o valor do acionista. Uma companhia que tem como mandato maximizar os lucros para seus acionistas não pode ser um monopólio. Vamos discutir como conciliar o interesse da sociedade com o interesse dos agentes. Eu não sei a resposta, mas gostaria de sair dessa consulta pública com uma solução que fosse a menos intervencionista possível. Algo, por exemplo, como: não existe periodicidade para reajustes de combustíveis no Brasil. Nem diário, nem semanal, nem quinzenal.

 

A decisão de intervir não contradiz o discurso de que a liberdade preços é fundamental para a atração do investimento?

De forma alguma. A gente não quer interferir na liberdade para formação de preços. Estamos abrindo diálogo para a periodicidade do repasse dos combustíveis. No caso do GLP [o gás de cozinha], por exemplo, a Petrobras faz reajustes trimestrais para o botijão de 13 quilos e mensais para o industrial. A Petrobras praticou durante um ano, sob a mesma administração, a periodicidade mensal para gasolina e diesel e dizia que não estava perdendo com isso. O ideal, no nosso entendimento, é que não haja periodicidade, não haja divulgação de periodicidade.

Então, na sua opinião, o problema não é a periodicidade em si, mas a maneira como isso é divulgado?

Sim, a maneira de uma companhia de petróleo, que hoje tem 98% da capacidade de refino, divulgar diariamente os seus reajustes de preço. Nenhuma companhia do mundo divulga suas políticas comerciais. A sociedade se manifestou contrária a esse modelo. Quando a Petrobras não divulgava os seus preços diariamente, a gente não estava vivendo esse tipo de dificuldade.

Mas a sociedade questiona também a prática de preços internacionais.

Todo mundo quer pagar um preço mais barato, mas precisamos ter responsabilidade de fazer uma política adequada. Eu quero lembrar que a ANP não faz política, ela regulamenta as políticas e, como agente regulador, identificou a necessidade de não se omitir nesse caso.

O sr. conseguiu já convencer o quadro técnico disso?

Eu diria que sim. Há uma discussão antiga na ANP sobre até onde vai a responsabilidade na questão de preços e não há dúvida nenhuma de que em condições normais o mercado funciona. Mas é uma situação particular. E isso faz com que essa medida excepcional seja amplamente compreendida aqui na agência.

Sempre há questionamento quando há um choque de preços. Não há maneira de impedir choques?

É claro que o preço alto é o gerador da insatisfação. A solução passa por duas questões: competição ou um sistema tributário adequado. Existem no mundo algumas maneiras de precificar combustíveis. O modelo americano é de livre mercado, com muitas empresas competindo. No modelo europeu, os impostos são parcela significativa do preço, mas não um percentual como no Brasil. E, por isso, ajudam a atenuar as variações das commodities. No Chile, um fundo funciona como um colchão para atenuar as variações. É claro que na Europa o combustível subiu bastante agora, mas a tributação não alavanca os preços como aqui.

Como se garante que a subvenção dada ao preço do diesel será repassada integralmente ao consumidor?

Estamos visitando os postos, a ANP e os outros órgãos. O Procon está na linha de frente disso. Estamos também criando um sistema que vai receber os preços dos postos cada vez que houver mudança. Nesse início, será informado também o preço do dia 21 de maio para que possamos acompanhar o repasse dos descontos. Deve começar a operar no próximo dia 20.

A última pesquisa mostra que o preço médio caiu apenas R$ 0,11 por litro em relação a antes da greve.

A gente tem que levar em conta uma série de fatores: o Brasil tem dimensões continentais, o abastecimento não é simples, companhias e postos têm estoques já adquiridos. Além disso, tem questões relacionadas ao biodiesel, que é 10% do produto final e tem o ICMS que é diferente por estado. Vai levar cerca de 15 dias para que esse desconto chegue na ponta.

Os tributos, principalmente o ICMS, tiveram influência no aumento. É possível mudar isso?”O ICMS trabalha para aumentar a ineficiência no Brasil. As alíquotas diferenciadas nos estados geram uma série de distorções, até estímulo à evasão fiscal. O mercado de combustíveis é só um exemplo.

Impasse entre governo e Petrobras no pré-sal envolve disputa por R$ 6,5 bilhões – Notícias


Apontada como uma das grandes prioridades do governo federal para este ano, a revisão do contrato que transferiu à Petrobras o direito de explorar, sem necessidade de licitação, 5 bilhões de barris em seis áreas do pré-sal da Bacia de Santos – operação que ficou conhecida como cessão onerosa – travou na questão de o pagamento de todas obrigações estar atrelado à moeda norte-americana. O acordo é pré-requisito para o megaleilão do pré-sal, que pode arrecadar até US$ 100 bilhões, pela estimativa do governo. Segundo cálculos preliminares, somente no caso das dívidas tributárias da Petrobras com a União, a diferença em utilizar dólar ou real seria de R$ 6,5 bilhões.

“Só resta superar a divergência em torno da moeda de referência”, confirmou o ministro das Minas e Energia, Moreira Franco, sem entrar em detalhes. O MME, o Ministério da Fazenda e a Advocacia Geral da União tentam resolver o impasse. O ministro admite que as negociações estão, “no momento, em ritmo mais lento”. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), explicou que o total de reservas de petróleo nos seis blocos da cessão onerosa deve atingir 17 bilhões de barris. Além dos 5 bilhões já em exploração pela Petrobras, outros 2 bilhões de barris seriam repassados pela União à empresa no encontro de contas. Os 10 bilhões de barris restantes seriam ofertados à iniciativa privada no leilão que o governo tenta fazer ainda na gestão de Michel Temer.

A reportagem apurou que, em relação à parte do pagamento da União à Petrobras, o entendimento está avançado. O repasse à empresa dos barris adicionais tem cotação em dólar. No mercado internacional, o barril de petróleo está em queda, mas a cotação internacional serve apenas como referência. No acordo celebrado em 2010, por exemplo, o preço do barril variava em cada campo, indo de US$ 5,82 a US$ 9,04. Já a taxa de câmbio usada na época foi R$ 1,7588 para cada dólar.

A Petrobras, por sua vez, será tributada sobre todos os ativos. O governo quer que essa dívida também seja atrelada ao dólar, com conversão feita no momento do pagamento do tributo, outro entrave. O ex-presidente da estatal, Pedro Parente, vinha tentando fechar um acordo desde que assumiu o cargo, em 2016. As conversas evoluíram a ponto de o executivo declarar, há dois meses, que estavam bem perto do entendimento. Pela Petrobras, a questão será agora negociada com Ivan Monteiro, que substituiu Parente na presidência da empresa, onde é também diretor financeiro.

Segundo fontes que acompanham o impasse, a Petrobras alega que a legislação brasileira não prevê tributação em moeda estrangeira e, com o argumento de que a lei se sobrepõe aos acordos, propôs que a dívida seja fixada em reais. Procurada, a Petrobras diz que não comenta negociações em curso.

A equipe econômica estuda um mecanismo para pagar à Petrobras sua parte na revisão do contrato sem passar pelo teto de gasto – o limitador de despesas da União atrelado à variação da inflação. O problema para o governo é registrar no Orçamento a despesa do pagamento devido à restrição do teto, que impõe um limite fixo de despesas no ano. Como os valores são muito elevados, o registro do pagamento tomaria o espaço de outras despesas, exigindo novos cortes em outras áreas.

Um dos mecanismos em análise é considerar o pagamento como dívida existente e registrá-la como gasto financeiro, que não entra na conta. Alguns integrantes da área econômica avaliam que é possível enquadrar a revisão nos moldes do que acontece numa concessão, por exemplo as de rodovias.

No caso da Petrobras, a solução poderá ser autorização para um volume maior de extração de óleo – uma negociação que não passaria pelo Orçamento, mas que exigiria mudança legal. A possibilidade de dividir o pagamento em três parcelas também está em análise. O pagamento à Petrobras “por fora” do Orçamento não é bem visto por um grupo grande de técnicos do Ministério da Fazenda que veem nesse modelo uma tentativa de “contabilidade criativa”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Em carta, Lula promete rever política de Temer para a Petrobras – Notícias


Em carta escrita da prisão em Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu que, em um novo governo petista, serão revistas as políticas adotadas no governo de Michel Temer (MDB) para a Petrobras, Eletrobras e outras estatais e também serão retomados programas das gestões petistas.

“A Petrobras não foi criada para gerar ganhos para os especuladores de Wall Street, em Nova Iorque, mas para garantir a autossuficiência de petróleo no Brasil, a preços compatíveis com a economia popular”, escreveu Lula em carta postada em sua conta no Twitter e lida na noite desta sexta-feira pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em um ato de lançamento da pré-candidatura do petista ao Planalto.

Mesmo depois de começar a cumprir pena de 12 anos e 1 mês, condenado por crime de corrupção passiva, Lula segue liderando todas as pesquisas de intenção de voto.

“A Petrobras tem de voltar a ser brasileira. Podem estar certos que nós vamos acabar com essa história de vender seus ativos. Ela não será mais refém das multinacionais do petróleo”, continua a carta.

Sobre a intenção do governo Temer de privatização da Eletrobras, Lula afirma na carta: “Podem estar certos também de que impediremos a privatização da Eletrobras, do Banco do Brasil e da Caixa, o esvaziamento do BNDES e de todos os instrumentos de que o País dispõe para promover o desenvolvimento e o bem-estar social”.

No texto, Lula retoma os argumentos de que sua condenação em segunda instância por corrupção passiva não teve nenhuma prova para sustentá-la e que por isso se considera um “preso político”.

Lula também trata na carta de políticas e ações de seu governo e diz que sonha em ser presidente novamente para retomar os resultados de suas gestões.

“Nós sabemos qual é o caminho para concretizar esses sonhos. Hoje ele passa pela realização de eleições livres e democráticas, com a participação de todas as forças políticas, sem regras de exceção para impedir apenas determinado candidato”, sustenta o ex-presidente.

“Só assim teremos um governo com legitimidade para enfrentar os grandes desafios, que poderá dialogar com todos os setores da nação respaldado pelo voto popular. É a esta missão que me proponho ao aceitar a candidatura presidencial pelo Partido dos Trabalhadores.”

O ato do PT foi realizado na cidade de Contagem (MG) e reuniu vereadores, prefeitos, deputados, senadores e governadores do partido.

A intenção do partido é registrar sua candidatura em agosto e tentar que a Justiça eleitoral aceite sua postulação apesar da lei da ficha limpa.

ANP intervém em reajustes da Petrobrás – Notícias


Quatro dias após Pedro Parente deixar o comando da Petrobrás, a política de preços da estatal deve passar por mudanças. Na terça-feira, 5, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) anunciou que vai passar a controlar o prazo dos reajustes dos combustíveis, hoje feitos quase diariamente pela empresa. A decisão foi tomada em conjunto com o Ministério de Minas e Energia.

A Petrobrás – e as distribuidoras de combustíveis – continuarão a ter liberdade para definir seus preços e margens de lucro, mas não mais os prazos em que vão repassar as variações aos consumidores. A medida atende a uma demanda da sociedade, disse o diretor-geral da ANP, Décio Oddone.

O tema será tratado em uma consulta pública, que será aberta em 11 de junho e vai até 2 de julho. Nesse período, a agência reguladora ouvirá propostas de todos os agentes públicos, incluindo a própria Petrobrás. A nova regra deve ser concluída e passar a valer entre o fim de julho e início de agosto.

Ele negou, porém, que as novas medidas signifiquem intervenção na política de preços de qualquer empresa, e disse que a regulamentação não terá impacto no fluxo de caixa das companhias. “A agência não vai interferir na formação dos preços, que é livre”, disse Oddone. “Estamos respondendo a uma demanda da sociedade, regulando um mercado imperfeito.”

A Petrobrás adotou a política de reajustar diariamente os seus preços nas refinarias em julho do ano passado, com o argumento de que, se continuasse a esperar um mês para revisá-los, perderia competitividade frente aos importadores. Desde então, repassa as variações do câmbio e do preço do petróleo para o consumidor, a não ser que a competição com importadores a impeça. Como neste ano houve uma convergência de aumentos dos dois fatores – da cotação da commodity e do dólar -, os preços da gasolina e do óleo subiram rapidamente, praticamente todo dia, o que levou caminhoneiros à paralisação que bloqueou estradas e provocou desabastecimento em todo o País.

Mercado

Em nota, a estatal afirmou que “vai colaborar com as discussões”. Diz ainda que a proposta de regulamentação do prazo de reajuste dos preços dos combustíveis poderá garantir mais previsibilidade ao setor, o que contribui para atrair investidores e gerar competição. Ao mesmo tempo, ressalta a importância de que as revisões de preços estejam em linha com as condições de mercado e que seja mantida “a liberdade de formação de preços da Petrobrás e dos demais atores”, como propõe o governo.

Segundo Oddone, as novas regras serão criadas para proteger o consumidor de derivados de petróleo em um ambiente de monopólio de fato no refino, já que a petroleira estatal responde por quase a totalidade da produção de derivados no País. Por isso, irão valer até que seja estabelecido um ambiente de competição, com a venda do controle de quatro refinarias estatais – duas na região Nordeste e outras duas no Sul.

“Uma solução estrutural para a volatilidade no preço dos combustíveis só virá com o aumento da competição no setor de refino ou com alguma alteração na tributação”, afirmou Oddone, complementando que “para que ocorra uma maior competitividade no setor de refino e abastecimento, é necessário que o programa de desinvestimentos e parcerias das refinarias da Petrobrás anunciado em abril seja concluído”. E que, enquanto o segmento de refino estiver concentrado na estatal e o atual sistema tributário for mantido, “medidas regulatórias são necessárias”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Petrobras vai colaborar com ANP na definição de prazo de reajuste de combustíveis – Notícias


A Petrobras afirmou em nota que “vai colaborar com as discussões” sobre a regulamentação do prazo de reajuste dos combustíveis, que será colocada em audiência pública pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) da próxima segunda-feira, 11, até o dia 2 de julho. O anúncio da nova regulamentação foi feita há pouco pelo diretor-geral da ANP, Décio Oddone, em coletiva de imprensa.

Segundo a Petrobras, a proposta poderá garantir mais previsibilidade ao setor, o que contribui para atrair investidores e gerar competição. Ao mesmo tempo, ressalta que serão mantidas as revisões de preços em linha com as condições de mercado, assim como “a liberdade de formação de preços da Petrobrás e dos demais atores”.

Segundo Oddone, a nova regulamentação não vai mexer no fluxo de caixa das empresas. As novas regras serão criadas para proteger o consumidor de derivados de petróleo em um ambiente de monopólio de fato no refino, já que a petroleira estatal responde por quase a totalidade da produção de derivados no País. Por isso irão valer até que seja estabelecido um ambiente de competição, com a venda do controle de quatro refinarias estatais – duas na região Nordeste e outras duas no Sul.

“Uma solução estrutural para a volatilidade no preço dos combustíveis só virá com o aumento da competição no setor de refino ou com alguma alteração na tributação”, afirmou Oddone, complementando, em seguida, que “para que ocorra uma maior competitividade no setor de refino e abastecimento, é necessário que o programa de desinvestimentos e parcerias das refinarias da Petrobrás anunciado em abril seja concluído”. E que, enquanto o segmento de refino estiver concentrado na estatal e o atual sistema tributário for mantido, “medidas regulatórias são necessárias”.

Petrobras anuncia recompra de US$4 bi em títulos – Notícias


SÃO PAULO (Reuters) – A Petrobras informou nesta terça-feira o resultado da mais recente oferta de recompra de títulos, que atingiu o limite estipulado de 4 bilhões de dólares, de um total ofertado antecipadamente de 12,835 bilhões de dólares, segundo comunicado divulgado ao mercado.

A oferta de recompra, anunciada em 21 de maio, deveria expirar em definitivo dia 18 de junho, mas como o total entregue antecipadamente superou o limite estabelecido, não serão aceitas novas ofertas.

Conforme a petroleira, o pagamento aos investidores que tiveram os seus títulos entregues e aceitos para recompra até a data de expiração antecipada está previsto para ocorrer no próximo dia 6 de junho.

(Por José Roberto Gomes)

Conselho da Petrobras aprova Ivan Monteiro como novo CEO da estatal, diz fonte – Notícias


Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO (Reuters) – O Conselho de Administração da Petrobras aprovou nesta segunda-feira o nome de Ivan Monteiro como novo presidente-executivo da estatal, disse à Reuters uma fonte com conhecimento do assunto.

O executivo, indicado para comandar a petroleira estatal pelo presidente Michel Temer, após renúncia de Pedro Parente, irá acumular o cargo com o de diretor da Área Financeira e de Relações com Investidores, enquanto um novo executivo para a importante área financeira não for escolhido, segundo a fonte.

Monteiro havia sido aprovado pelo Conselho da companhia como presidente interino na sexta-feira, mesmo dia em que Parente renunciou ao cargo, em meio a fortes discussões e pressões políticas relacionadas a sua política de preços dos combustíveis.

A escolha de Monteiro como efetivo por Temer, anunciada na noite de sexta-feira, foi bem recebida pelo mercado financeiro. As ações preferenciais da Petrobras fecharam em alta de quase 8,5 por cento nesta segunda-feira, após tombo de cerca de 15 por cento no pregão de sexta, com analistas repercutindo positivamente a indicação.

Monteiro foi um nome forte na gestão de Parente, responsável por implementar diretrizes financeiras do atual plano de negócios da companhia, que trouxeram melhorias para indicadores financeiros nos balanços trimestrais da empresa.

Procurada pela Reuters, a Petrobras não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.