Macri demite dois ministros influentes na Argentina – Notícias


Buenos Aires, 17 Jun 2018 (AFP) – O presidente da Argentina, Mauricio Macri, demitiu dois ministros influentes, anunciou no sábado à noite a agência estatal Télam.

A imprensa considera as demissões dos ministros Juan José Aranguren (Energia) e Francisco Cabrera (Produção) mais uma consequência da crise cambial e financeira que obrigou o país a pedir o auxílio do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Macri anunciou na quinta-feira a demissão do presidente do Banco Central, Federico Sturzenegger, e o substituiu pelo então ministro das Finanças, Luis Caputo. A pasta das Finanças foi absorvida pelo ministério da Fazenda, a cargo de Nicolás Dujovne, que negociou um crédito ‘stand by’ com o FMI de 50 bilhões de dólares a três anos.

Além da intenção de modificar o gabinete, a imprensa recordou que os dois ministros demitidos estão sob investigação judicial por conflitos de interesses, pois mantinham negócios privados supostamente incompatíveis com os cargos públicos.

Para o lugar de Aranguren, um acionista da petroleira anglo-holandesa Shell, o presidente escolheu o engenheiro Javier Iguacel.

O posto de Cabrera, acionista de uma grande rede de farmácias, será ocupado pelo economista Dante Sica, um especialista em Mercosul.

A Argentina receberá em 20 de junho uma primeira parcela de 15 bilhões de dólares do FMI. Em troca, o país deverá realizar um ajuste fiscal equivalente a 3,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em três anos.

Aranguren foi questionado na justiça por administrar as tarifas de gás e petróleo, vinculadas a seus interesses pessoais. Cabrera foi denunciado nos tribunais por tentativa de ampliar seus negócios farmacêuticos.

A Argentina está sofrendo uma corrida cambial que desvalorizou sua moeda em mais de 30% desde janeiro. O país perdeu 14 bilhões de dólares de reservas do Banco Central, cujas reservas caíram a 48 bilhões.

A projeção oficial de inflação para 2018 disparou para a margem de 27% a 32%, de acordo com um memorando de entendimento com o FMI.

Organizações sociais e centrais sindicais convocaram uma greve para o dia 25 de junho, um protesto contra a política econômica do macrismo.

STF amplia restrição de foro a ministros de Estado com decisão sobre Blairo Maggi – Notícias


BRASÍLIA (Reuters) – A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ampliar o entendimento que restringiu o alcance do foro privilegiado para ministros de Estado e conselheiros de Tribunal de Contas do Estado (TCEs), ao analisar o questionamento sobre uma denúncia contra o ministro da Agricultura e senador licenciado, Blairo Maggi (PP-MT).

O colegiado foi na linha do entendimento adotado, no início do mês passado, pelo plenário do STF de que o alcance dessa prerrogativa para os parlamentares servia apenas para os crimes cometidos no exercício do cargo e que tinham relação direta com a função.

O novo entendimento da 1ª Turma ocorreu na análise de questionamento sobre se uma denúncia contra Maggi deveria ficar no Supremo ou ser remetida a instâncias judiciais inferiores.

Maggi foi acusado criminalmente de corrupção ativa sob a acusação de participar –quando era governador de Mato Grosso, em 2009– de um esquema de compra e venda de cadeiras no Tribunal de Contas do Estado.

A maioria da Turma decidiu remeter o caso de Blairo para a Justiça Federal de Mato Grosso.

Em nota, a assessoria de Maggi disse que quando o ministro decidiu abrir mão de disputar à reeleição ao Senado, antes do julgamento do STF restringindo o foro, mostrou “desconsiderar qualquer hipótese de se valer de foro privilegiado em julgamentos”.

“A remessa do caso à Justiça de Mato Grosso é um desdobramento natural da investigação. O ministro reafirma sua confiança na Justiça, onde provará sua inocência”, acrescenta a nota.

Um conselheiro do TCE do Mato Grosso, Sérgio Ricardo de Almeida, denunciado com Maggi, também responderá na primeira instância, com a adoção do mesmo entendimento da Turma do STF.

(Por Ricardo Brito; Edição de Alexandre Caverni)

Ministros do G7 apontam isolamento dos EUA em crítica a imposição de tarifas – Notícias


Seis ministros das Finanças, representando alguns dos mais próximos aliados dos Estados Unidos, emitiram uma severa repreensão às políticas protecionistas do governo do presidente Donald Trump, sinalizando uma forte rachadura nas relações que se desenharam no comércio mundial após a Segunda Guerra Mundial.

Seis dos países do grupo das sete nações industrializadas, o G7, emitiram um comunicado conjunto excluindo os Estados Unidos. No comunicado, Canadá, França, Alemanha, Reino Unido, Itália e Japão, expressam “preocupação e desapontamento unânime” com a decisão dos Estados Unidos de impor tarifas ao aço e ao alumínio importados da União Europeia, Canadá e México.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, afirmou a repórteres após reuniões entre os ministros das Finanças do G7 que “houve claro consenso por parte do resto deles” na questão do comércio. Ele acrescentou que havia discutido as reuniões na sexta-feira com Trump. Apesar da divergência na questão comercial, no entanto, Mnuchin afirmou que “há muitas, muitas áreas, em que não apenas concordamos mas estamos completamente unidos”.

Raramente o G7 emitiu tão forte condenação contra um de seus membros. Ainda mais improvável é o fato de que o alvo das críticas seja os Estados Unidos, que historicamente fez mais do que qualquer outro país para estabelecer os princípios do livre comércio sobre os quais a economia global funciona hoje.

Um tema frequente entre os representantes dos outros seis países que compõem o G7 era o descontentamento com a forma como Washington justificou a imposição de tarifas: alegando questões de segurança nacional. A Casa Branca afirmou que as tarifas impostas semana passada – de 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio – foram desenhadas para endereçar o papel que as importações tiveram para minar a viabilidade da indústria de aço norte-americana, sem a qual o país tem dificuldade para mobilizar sua defesa.

A administração de Trump sinalizou sua intenção para utilizar um argumento similar de segurança para afixar tarifas contra carros vindos da Alemanha e do Japão, e contra matérias-primas industriais vindas da China. O argumento da segurança nacional também foi usado para impor tarifas sobre o aço importado do Canadá, o país vizinho ao norte.

“Nossa visão absoluta é que é absurdo pensar que o Canadá poderia ser, de qualquer forma, um risco à segurança dos Estados Unidos, afirmou o ministro das Finanças canadense, Bill Morneau.

O comunicado dos seis membros do G7, divulgado pelo país anfitrião Canadá, diz que a “colaboração e a cooperação têm sido colocadas em risco por ações de comércio contra outros membros”. Para os seis países, o objetivo do encontro deveria ser “restaurar as parcerias comerciais para promover comércio livre, justo, previsível e mutualmente benéfico”.

A linguagem forte antecipa um ambiente difícil para a reunião da próxima semana, quando os chefes de Estado do G7 vão se encontrar em Charlevoix, no Canadá, com a clara intenção de confrontar o presidente norte-americano Donald Trump.

Para o ministro das Finanças da França, Bruno Le Maire, a reunião desta semana foi composta de “G6 mais um”. Ele deixou claro que os Estados Unidos estavam fora.

Mnuchin rechaçou que os EUA tenham ficado de fora do consenso em todas as questões. Ele insistiu que Washington tem tido um papel central no grupo. “Eu não acho que, de nenhuma forma, os EUA estejam abandonando sua liderança na economia global”, afirmou.

“Estes são nossos mais importantes aliados”, afirmou o norte-americano. “Temos relacionamentos duradouros com esses países, que são muito importantes por diferentes aspectos”.

O ministro das Finanças de Portugal, Mário Centeno, participou do encontro por ser o presidente do Eurogrupo. “Podemos dizer que os Estados Unidos entraram no tema das tarifas sozinhos e permanecem sozinhos na mesa”, declarou. Fonte: Dow Jones Newswires.

Padilha, Marun, Guardia e outros ministros participam de reunião com Temer – Notícias


O presidente Michel Temer está reunido com dez ministros e um secretário há mais de uma hora para tratar da paralisação dos caminhoneiros em todo o País, que chega ao sétimo dia neste domingo, 27. Os ministros fizeram uma reunião inicial de acompanhamento da crise por cerca de duas horas antes da chegada de Temer e, depois, por volta das 11h15, seguiram para o gabinete do presidente.

A expectativa é que as novas reivindicações dos manifestantes sejam discutidas no encontro. A categoria pede agora a ampliação de 30 para 60 dias no prazo de congelamento do preço do diesel, com desconto de 10%.

Estão presentes os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Torquato Jardim (Justiça), Carlos Marun (Secretaria de Governo), Sergio Etchegoyen (Gabinete de Segurança Institucional), Moreira Franco (Minas e Energia), Raul Jungmann (Segurança Pública), Eduardo Guardia (Fazenda), Esteves Colnago (Planejamento), a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o ministro interino Eumar Roberto Novacki (Agricultura). Também participa o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid.

Pelo Twitter, o General Villas Boas, comandante do Exército, disse há pouco que participa de uma reunião paralela, sob a coordenação do general Silva e Luna, ministro Defesa, para uma vídeo-conferência com os responsáveis pelas áreas de atuação na solução da greve.

Durante a noite de sábado, 26, entre balanço das 19h e das 22h divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), aumentou o número de pontos de manifestação identificados em rodovias federais de 1.163 para 1179. Desse total, 625 pontos foram desbloqueados entre o início das manifestações até as 22h de ontem. O número de pontos bloqueados de acordo com o último balanço é de 554.

Mais cedo, o general Santos Cruz, Secretário Nacional de Segurança Pública, participou da primeira reunião com os ministros, sem Temer. Antes de entrar, ele afirmou que a Força Nacional é um contingente pequeno, que está distribuído pelo País, e não é suficiente para “influir decisivamente em qualquer ação” para tentar acabar com a greve dos caminhoneiros.

Ele também afirmou que não existe o mínimo risco” das Forças Armadas cometerem algum tipo de erro ao requisitar veículos particulares, medida que foi autorizada ontem por meio de decreto. “Nosso pessoal é muito bem preparado. Não existe o mínimo risco de cometer qualquer erro, de cometer qualquer coisa fora da lei, qualquer coisa que seja condenável do ponto de vista não só legal, da própria educação.”

Questionado se uma possível greve dos petroleiros poderia representar um efeito cascata de paralisações no País, o general disse que “é preciso tomar cuidado com a exploração do movimento por interesses partidários”.

Temer recebe ministros e relator da Previdência no Jaburu – Notícias


O presidente Michel Temer se reúne neste domingo com os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), além do deputado Arthur Maia (PPS-BA). Na pauta, a última tentativa do governo de votar o projeto de reforma da Previdência.

Maia, que é relator do projeto na Câmara, chegou neste fim de semana de uma viagem internacional e foi chamado por Temer para tratar da reforma, que deve voltar a ser discutida na Câmara na próxima terça-feira.

O deputado já deixou o Palácio do Jaburu, mas Temer permanece com os três ministros. Em seguida, o presidente deve receber o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, para tratar da decisão judicial que proibiu a exportação de animais vivos.

Mesmo sem verba, ministros vão mais a seus Estados


Mesmo em ministérios sem verba para distribuir aos Estados, ministros-candidatos dão um jeito de privilegiar seus redutos eleitorais. O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), por exemplo, esteve 18 vezes em cidades paulistas, mais do que em Brasília, quase sempre divulgando a prefeitos o programa Internet para Todos, de baixo investimento, mas alta popularidade.

Há casos também de ministros que cumpriram agenda diferente da divulgada oficialmente. O ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa (PR), passou a maior parte de janeiro “sem compromissos oficiais”, conforme sua agenda. Ele, no entanto, concedeu entrevistas, despachou com prefeitos de municípios alagoanos e vistoriou, em três sextas-feiras do mês, obras de rodovias no Estado. Quintella é deputado federal licenciado e se articula para disputar o Senado pela primeira vez ou a reeleição à Câmara.

O chanceler Aloysio Nunes (PSDB), por sua vez, tem uma agenda pública voltada para a política externa brasileira, mas aproveita para tentar conciliar com os interesses de seu mandato de senador por São Paulo, do qual se licenciou. Ele vai se candidatar à reeleição. Quando possível, o ministro despacha do escritório de representação do Itamaraty na capital paulista.

Fim de semana

À exceção das agendas de trabalho, os ministros também passaram a intensificar os fins de semana de folga fora de Brasília, em articulações políticas. Em Pernambuco, uma frente governista de oposição ao governo Paulo Câmara, do PSB, tem reunido os ministros de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB), e da Educação, Mendonça Filho (DEM). Mendonça visitou cidades de Pernambuco em agenda oficial nove vezes nos últimos dois meses. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.