‘Minha dificuldade era aceitar ficar de fora do controle’, diz dono da Sapore sobre fusão – 17/06/2018 – Mercado


Foram seis meses de intensa negociação, mas na sexta-feira (15), a IMC (International Meal Company), dona das redes Viena e Frango Assado, e a Sapore, que produz refeições corporativas, assinaram o acordo para unir suas operações, conforme antecipou a Folha.
 
As duas empresas, de cara, percebiam que o negócio criaria valor para a operação de ambas, mas as dificuldades vieram em fechar o percentual que cada uma teria no novo negócio. Isso fica evidente no formato da operação. Daniel Mendez, empresário uruguaio dono da Sapore, queria ter participação de controle (50% mais uma ação), mas a atual administração e os acionistas da IMC não cederam a esse percentual.
 
O negócio é anunciado com Mendez ficando com 35% do capital da nova empresas e os acionistas da IMC, com 65%. No entanto, ao mesmo tempo será lançada, pela Sapore, uma oferta pública de aquisição de ações para 25% do capital da IMC, a um preço que envolve prêmio de 20% sobre a cotação atual da empresa em bolsa.

 

Se mais de 25% dos acionistas da IMC quiserem entregar seus papéis, haverá um rateio entre todos. Se menos de 25% dos acionistas concordarem, haverá uma operação de redução de capital da IMC.

Tudo isso foi pensado para que ao final do processo, Mendez tenha cerca de 42% da nova empresa, e não os 35% inicialmente divulgados, transformando-se no principal acionista da companhia. A conta dessa oferta por 25% pelas ações da IMC ficará com os atuais acionistas da empresa –a Sapore vai emitir uma dívida, calculada em R$ 387 milhões, que será depois abraçada pela IMC. Isso só foi possível porque a IMC era uma empresa sem endividamento relevante.
 
“Eu sempre fui dono da minha empresa, por isso a minha dificuldade em aceitar ficar de fora do controle”, afirma Mendez. “Mas no decorrer desse processo, eu entendi todo o aprendizado que existe para ser uma companhia aberta e todo o valor que isso tem. Por isso, concordei em ficar com os 42%”, diz o executivo.
 
Mendez será o presidente do conselho de administração da IMC. “Eu já exerço essa função na Sapore. Há mais um ano, convivo com uma gestão independente na empresa”, diz. Além dele, o conselho terá três indicados da Sapore e três da IMC.
 
Newton Maia, presidente da IMC, desde 2016, continuará no comando da nova empresa por um período de dois anos, ao lado da atual diretoria. A presença de Maia, responsável por uma reestruturação de muito sucesso na IMC, era uma exigência dos fundos que são acionistas da companhia.
 
Mendez e Maia avaliam que a convivência entre ambos será positiva. “A IMC nunca teve um conselho de perfil passivo. Nós sempre quisemos um envolvimento direto dessas pessoas no negócio”, diz. 
 
Por um período de três anos, para que essa gestão tenha a tranquilidade e a estabilidade necessárias, diz Mendez, o direito de voto de qualquer acionista da IMC será limitado a 15% das ações, mesmo que ele possua mais do que isso. A IMC, desde que o fundo Advent vendeu ações da empresa e reduziu sua fatia de 80% para 10%, em novembro do ano passado, não possui um controlador definido.
 
Os executivos não quiseram falar em números de sinergias estimadas para a junção das companhias. No mercado, primeiro se falou em R$ 150 milhões, mas nos últimos dias, esse número foi reduzido para entre R$ 50 milhões e R$ 90 milhões.
 
“Somos uma empresa com ações negociadas em bolsa e ainda não decidimos se vamos divulgar essa estimativa ao mercado”, afirma Maia. “Mas hoje o que podemos dizer é que conforme vamos conversando cada vez mais descobrimos novas possibilidades de sinergias”, diz o executivo.
 
As sinergias possíveis, diz Maia, são do ponto de vista de logística, distribuição e cozinhas inteligentes  —esse que seria um novo foco de desenvolvimento da IMC, mas que já funciona a pleno vapor na Sapore e será totalmente absorvido. Por outro lado, a Sapore poderá aprender com a IMC como potencializar seus negócios no varejo —no início deste ano, ela lançou a marca Yurban, uma espécie de loja de conveniência de comida fresca. Juntas, também pretendem ampliar a presença internacional.
 
Os executivos afirmam que, no momento, a empresa não prevê demissões. Os negócios, dizem, são distintos e complementares. “O time que faz compras hoje tem uma cabeça na IMC e outra na Sapore. Não podemos abrir mão disso nesse momento de integração”, diz Maia.

“Precisamos manter os diferenciais que levaram as empresas chegarem onde estão nesse momento. O que queremos é buscar as sinergias e fazer o negócio andar o mais rápido possível. Para isso, precisamos de gente”, afirma Mendez, destacando que a sua empresa cresceu muito em pessoal depois de servir as refeições na Copa e Olimpíada no Brasil e muitas dessas pessoas continuam por lá até hoje.

A operação ainda precisará ser aprovada pelos acionistas em assembleia e os executivos avaliam que a maioria deles já se mostrou favorável à operação. 

Quanto maiores ficam as criptomoedas, pior é sua performance, diz BIS – 17/06/2018 – Mercado


Criptomoedas não são escaláveis e têm mais chance de sofrer uma quebra de confiança e eficiência quanto maior o número de pessoas usando elas, disse o BIS (Banco de Compensações Internacionais) neste domingo, em seu mais recente alerta sobre o avanço de moedas virtuais.

Para que qualquer tipo de dinheiro funcione em diferentes redes, é preciso confiança na estabilidade de seu valor e em sua habilidade de escalar eficientemente, disse o BIS, um grupo guarda-chuva para os bancos centrais do mundo, em seu relatório anual.

Mas a confiança pode desaparecer instantaneamente por causa da fragilidade de redes descentralizadas das quais dependem as criptomoedas, disse o BIS.

Essas redes também são propensas a congestionamento à medida que ficam maiores, de acordo com o BIS, que citou as altas taxas de transação da moeda digital mais conhecida, o bitcoin, e o limitado número de transações por segundo com que eles podem lidar.

“A confiança pode evaporar a qualquer momento, por causa da fragilidade do consenso descentralizado por meio do qual as transações são registradas”, disse o grupo baseado na Suíça em seu relatório.

“Isso não apenas coloca em xeque a finalidade de pagamentos individuais, também significa que a criptomoeda pode simplesmente parar de funcionar, resultando em completa perda de valor.”

O chefe de pesquisa do BIS, Hyun Song Shin, disse que dinheiro soberano tem valor porque possui usuários, mas muitas pessoas possuem criptomoedas puramente por razões especulativas.

“Sem usuários, seria simplesmente um token sem valor. Isso é verdade no caso de ser um pedaço de papel com um rosto ou um token digital”, disse ele, comparando moedas virtuais a cartões de baseball ou Tamagotchi.

Nenhum banco central emitiu moeda digital, embora o Riksbank na Suécia, onde o uso de dinheiro vivo caiu, esteja estudando uma e-krona para uso em pequenos pagamentos.

O BIS também disse em seu relatório anual que uma regulação efetiva de moedas digitais precisaria ser global, mirando tanto instituições financeiras reguladas como também empresas oferecendo serviços relacionados às criptomoedas.

Microfranquias ganham força e abrem mercados para grandes negócios – 17/06/2018 – Mercado


O crescimento das microfranquias garantiu a elas, pela primeira vez, um espaço próprio na ABF Franchising Expo, feira que começa em 27 de junho. Serão 27 marcas das cerca de 600 redes que atuam nesse modelo, diz Adriana Auriemo, da ABF.

A expansão das micro deve-se, em parte, ao aumento de profissionais fora do mercado formal de trabalho. Mas também é motivada pela necessidade das grandes redes de conquistar mercados em cidades de até 15 mil habitantes.

O modelo está amadurecendo e se adequando ao padrão das maiores marcas. “É preciso entender que microfranquia não é vender microsserviço nem oferecer microssuporte”, diz Paulo Ancona, que atua há mais de 20 anos na área de franchising. “O que define uma microfranquia não é ter rede pequena ou lucrar pouco, mas ter investimento inicial que não passe dos  R$ 90 mil”, completa Auriemo.

Os investidores buscam novos nichos junto com a garantia de marcas estabelecidas.

Um food truck de hambúrguer foi a oportunidade vista por Dharlan Nicoletti Neves, 48, que já tinha um trailer próprio de crepes e se tornou franqueado da Los Ogros.

O franqueamento na empresa começou há pouco mais de um ano. São 14 trailers de hambúrguer na capital e no interior de São Paulo, mais seis em fase experimental. As próximas unidades serão abertas em Fortaleza e no Rio.

“O investimento padrão é  de R$ 80 mil, com opção de investir 50% do valor e diluir o restante pagando R$ 1,50 a mais de royalties a cada lanche vendido”, conta Bruno Queiroz, 28, sócio da marca.

Já o faturamento médio é de R$ 25 mil a R$ 30 mil. Em dois meses, Neves diz já ter alcançado os R$ 25 mil. Como o empreendimento é enxuto —só trabalham ele e um chapeiro—, consegue atingir a meta de 30% de rentabilidade.

A OdontoCompany, rede de clínicas odontológicas há mais de 30 anos no mercado, criou um produto micro para cidades de até 15 mil habitantes.

“O investimento pode ser dividido em 36 parcelas, e garantimos a estrutura de marketing, mídia, treinamento e projeto arquitetônico”, afirma Paulo Zahar, 53, presidente da marca. O investimento inicial é de R$ 30 mil, e o faturamento mensal pode chegar aos R$ 55 mil, segundo Zahar. 

A projeção é baseada no desempenho de duas unidades-piloto abertas há três anos. A meta de Zahar é abrir cinco nos próximos meses.

Outra oportunidade está no setor de reparos para celulares. A ideia de Lucas Linhares, sócio-diretor da HashTec, é oferecer um serviço autorizado pelos fabricantes de aparelhos em cidades menores.

Linhares afirma que, com um investimento inicial de R$ 30 mil (para quiosque) ou R$ 40 mil (loja), o franqueado pode ter um faturamento médio de R$ 50 mil mensais.

A marca é ligada ao PLL, grupo credenciado por fabricantes de celulares, para ter peças e garantia do serviço. Com isso, Linhares espera chegar, em três anos, a 200 franquias. 

Outra área a ser explorada pelas micros é a dos negócios B2B (serviços prestados de uma empresa para a outra).

Richard Freitas, 42, criou uma microfranquia para donos de franquias ou micro e pequenas empresas. A Protect Soluções oferece consultoria de gestão e seguros para esses empreendimentos. 

Freitas diz ter descoberto o nicho trabalhando em grandes seguradoras. “Pequenos empresários não têm o atendimento que precisam nem produtos adequados.” A marca dá treinamento, aconselhamento e lista de clientes potenciais, além da parceria com grandes empresas, a franqueados que trabalham de casa.

O investimento inicial é de cerca de R$ 26 mil, e os R$ 16 mil da taxa de franquia podem ser divididos em 12 meses. A projeção de faturamento é de R$ 8.000 por m

Kroton busca crescer e atrair investidor após cortes no Fies – 17/06/2018 – Mercado


Quem segue a Kroton, maior empresa de educação do Brasil, assistiu nos últimos dez anos a uma história de crescimento acelerado.

Em relação às concorrentes, ela foi a que mais aproveitou oportunidades.

Dominou sozinha o chamado EAD, o ensino a distância, porque já era líder quando o segmento ficou fechado para a abertura de novos polos.

Cresceu a oferta de vagas quando o Fies, financiamento estudantil, era prioridade do governo. E foi capaz de fazer aquisições que a permitiram dobrar de tamanho.

Para boa parte dos investidores, a Kroton foi brilhante ao antecipar os potenciais do ensino a distância e do Fies. Mas parte relevante do mercado agora tem dúvidas sobre a fortaleza Kroton.

A incerteza cresceu após o balanço do primeiro trimestre, com queda no lucro, na base de alunos e a estimativa da empresa de que seu desempenho, em 2018, ficará abaixo do de 2017.

No pregão pós-resultado, as ações caíram 15%. No ano, acumulam queda de 44% —o Ibovespa perde 7,5%.

Quem ficou preocupado avalia que a Kroton se beneficiou de situações exteriores a seu negócio e que não existem mais: a abertura de polos de EAD está liberada e o Fies, que concedeu financiamentos sem critérios nem acompanhamento, diminuiu de tamanho.

Para completar, as aquisições transformacionais não são mais possíveis desde que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) vetou a compra da Estácio.

“O mercado acostumou-se com a Kroton com um crescimento de dois dígitos. A expansão, nos próximos anos, não será tão forte porque será feita de forma orgânica, com a abertura de novos campi”, afirma Carlos Lazar, diretor de relações com investidores da Kroton.

“A empresa segue robusta, embora, assim como as concorrentes, não esteja imune às questões macro do país, como o desemprego”, diz.

O escrutínio do mercado recai em particular sobre o uso do Fies. Há dois anos, os valores das mensalidades desses alunos ficaram públicos e mostraram distorções.

Analistas apontaram que a Kroton —e outras do setor— cobrava mais desses alunos do que daqueles que não tinham o financiamento.

A tese era que, como o aluno Fies não tinha sensibilidade a preço durante o curso, uma vez que só pagaria depois de formado, elevações de preços eram menos combatidas. O aluno Fies chegou a responder por 60% da base da Kroton, enquanto nas concorrentes era cerca de 40%.

Um relatório do TCU (Tribunal de Contas da União) mostrou que, sem o controle das mensalidades pelo governo, as redes de ensino superior cresceram muito.

De 2010 a 2015, o lucro da Estácio subiu 565%; o da Ser Educacional, 483%; e da Ânima, 819%. O lucro da Kroton, impulsionado também pelas aquisições, avançou 22.130%.

Lazar diz que as mensalidades são maiores porque era objetivo do Fies dar acesso a cursos mais caros, como medicina ou engenharia. Mas houve casos, como em Cuiabá, em que cursos de educação física custavam R$ 2 mil mensais, quatro vezes mais do que a concorrência.

O executivo afirma ainda que a Kroton usou o Fies dentro das regras e jamais foi questionada pelo Ministério da Educação. Teve grande percentual de alunos com o benefício porque tem sido mais eficiente.

“Quem questiona esses dados são investidores que estão querendo ganhar dinheiro com a queda de nossas ações”, afirma Lazar.

Mais alunos Fies na carteira significavam receitas garantidas, uma vez que as empresas recebiam do governo, que concentrou a inadimplência do aluno, que está em 50%.

Bem nesse momento em que o peso do Fies diminuiu, também pelas formaturas dos estudantes, os resultados da empresa desaceleraram.

As companhias passaram a financiar os alunos.

A Kroton lançou o PEP (Parcelamento Estudantil Privado). O aluno paga um percentual, como 50%, enquanto estuda e deixa o restante para depois de formado. A Kroton faz provisão de 50% para o PEP —mesmo nível de inadimplência do Fies.

“Sim, isso traz um risco maior, mas estamos confortáveis com o valor provisionado, com base, inclusive no aumento de receita que nosso aluno tem depois de formado”, diz Lazar.

Os alunos PEP se formam a partir de 2020, quando haverá mais clareza sobre o tema.

O mercado fez contas e viu que a inadimplência dos 20% de alunos PEP pode alcançar em dois anos o valor atual da geração de caixa da empresa. Isso pode não levar em conta as outras frentes abertas pela empresa, mas pode explicar o mau humor com as ações.

Caminhão usa canavial para fugir de protesto e fazer entregas no interior de SP – 17/06/2018 – Mercado


Formada quase que exclusivamente por imigrantes japoneses ou descendentes, uma cooperativa agrícola de Guatapará (SP) conseguiu escapar dos impactos da paralisação dos caminhoneiros graças à reserva de itens para a ração das galinhas e às entregas de suprimentos que chegaram por meio da fuga de caminhoneiros por canaviais do interior paulista.

No auge da crise, caminhões de entrega de farelo de soja driblaram bloqueios de motoristas percorrendo estradas menos movimentadas ou até mesmo vias de terra em lavouras de cana-de-açúcar, segundo o gerente da cooperativa, Luiz Carlos Sinhorelli.

“O motorista vinha apavorado, dizendo ‘só tinha meu caminhão na estrada’, com medo de que algo ocorresse com ele. O que ele fazia? Desviava, passando em estrada pequenas, até no meio de canaviais”, contou Sinhorelli.

Essas entregas, uma por dia, contribuíram para que a cooperativa não enfrentasse nenhum problema durante a paralisação, que causou uma crise de desabastecimento no país, diferentemente do que ocorreu com outras do setor.

A Coag (Cooperativa Agrícola de Guatapará) tem dez associados, nove deles japoneses, que não ficaram nem uma hora sequer sem ração para as galinhas durante os protestos de maio, quando os caminhoneiros bloquearam parcialmente estradas contra a política de reajuste do litro do óleo diesel.

Isso ocorreu porque os estoques estavam elevados. Havia milho para três meses e calcário para uma semana. O farelo de soja, que foi transportado na fuga dos protestos, normalmente dura quatro dias.

Como é uma cooperativa com atuação regional —especialmente Araraquara, São Carlos e Ribeirão Preto—, também conseguiu entregar as mercadorias com o uso de caminhões sem parar em bloqueios.

A cooperativa produz por dia 850 caixas de ovos com 30 dúzias cada uma. 

“Conseguimos passar sem problemas, mas, se durasse mais alguns dias, poderíamos ter dificuldades”, disse o produtor Choichi Saito, presidente da cooperativa.

Agora, superado o ápice da crise, Saito contou que a alta nos preços tem ajudado a recuperar o prejuízo acumulou até abril.

“Os preços estavam muito baixos, até dando prejuízo”, disse ele, que produz 14 mil caixas de ovos por mês —tem 220 mil galinhas em sua granja.

O mercado de ovos, apesar da situação mais confortável dos produtores de Guatapará, é um dos setores que tentam se recuperar após a paralisação nas estradas e dias marcados pela produção de ovos sem casca e morte de aves.

Na primeira quinzena de junho, conforme o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, as cotações foram impulsionadas por causa da menor oferta de ovos, reflexo dos protestos.

O preço da caixa com 30 dúzias de ovos brancos subiu de R$ 75,44, no dia 1º, para R$ 89,29, na semana seguinte.
 

Produção de leite só volta ao normal no ano que vem

As vacas da propriedade rural de Cássio Vieira Vilela, em Passos (MG), deixaram de produzir pelo menos 20% do leite esperado nas duas últimas semanas.

Sem ter alimentação adequada durante a paralisação dos caminhoneiros, ele precisou racionar o concentrado dos animais, que podem produzir menos por até um ano por causa de alterações no funcionamento fisiológico.

Desde maio, o prejuízo acumulado para Vilela chega a R$ 28 mil, incluindo seis dias em que jogou fora toda sua produção diária, de 3.000 litros de leite.

O caso, porém, está longe de ser o único no setor.

Só na região em que atua, os 54 produtores que integram a Aproleite (Associação dos Produtores de Leite do Sudoeste de Minas) tiveram perda diária de 170 mil litros.

“Calculamos que, em junho, perderei de R$ 18 mil a R$ 20 mil. A vaca, para produzir bem, precisa ser conquistada diariamente, com o concentrado, as proteínas. Para voltar, vão uns meses, até o próximo parto”, disse.

Gerente da associação, Rubens de Melo Vaz afirmou que a queda de faturamento dos produtores deve atingir 5%, na média, pois alguns conseguiram ter perdas menores. Apesar disso, o prejuízo é certo, em sua avaliação.

“Foram até 11 dias sem captação de leite e a margem era mínima, no máximo 10%. Esses 5% representam muito, principalmente porque o prejuízo será colhido em alguns casos até o começo do ano que vem”, afirmou Vaz.

Em São Paulo, as cotações de leite UHT (longa vida) subiram 20,37% entre os dias 4 e 8, em relação à semana anterior, seguindo o reflexo do movimento dos caminhoneiros. 

Além da demanda, houve comprometimento do fornecimento de matéria-prima para laticínios e o transporte de derivados.

O queijo muçarela, no período, subiu 8,12%.

A Viva Lácteos (Associação Brasileira de Laticínios) calculou prejuízo de R$ 1,3 bilhão ao setor —do produtor à indústria—, com 360 milhões de litros de leite desperdiçados no país.

Paralisação de caminhoneiros levou a aumento de frete grátis – 17/06/2018 – Mercado Aberto


Mais empresas de ecommerce passaram a oferecer frete grátis a seus clientes durante a paralisação dos caminhoneiros.

Antes da crise, cerca de 37% das empresas diziam isentar o cliente das entregas. Em 25 de maio, quando estradas tinham pontos de bloqueio, esse índice saltou para 46%, segundo a Ebit, que coleta dados sobre ecommerce.

“Foi para incentivar os consumidores a comprar, mesmo com prazos mais longos. A espera média de 12 dias em abril saltou a 32 dias no início de junho”, diz o diretor Pedro Guasti.

“As vendas caíram 3,6% nos dez dias da greve, em relação aos dez anteriores”, afirma Gastão Mattos, da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico.

“Parece pouco, mas no varejo online é significativo. Sobretudo as empresas maiores, que conseguem negociar com fornecedores, fazia sentido abrir mão de lucro e tentar retomar os pedidos.”

No Magazine Luiza, que deu frete grátis, a situação já se normalizou, diz Eduardo Galanternick, diretor-executivo de ecommerce da marca. 

“Houve um impacto em nossas margens, mas pelo menos seguimos com as vendas.”

A Via Varejo, dona das marcas Casas Bahia e Ponto Frio, escolheu incentivar a retirada de compras nas lojas físicas durante a paralisação e diz já ter voltado ao padrão anterior de entrega gratuita. 

Cerca de cinco dias após o fim da greve, as empresas retomaram a cobrança usual.

Procuradas, a Saraiva e a B2W, das marcas Lojas Americanas, Submarino e Shoptime, não quiseram se manifestar.

 

O que estou lendo
Ciro Gomes (PDT),
pré-candidato à presidência 

Atualmente em campanha, Ciro Gomes conta que está lendo a biografia de Winston Churchill, “Uma Vida”, escrita por Martin Gilbert.

“Churchill foi o maior estadista do século 20. Quase sozinho denunciava o nascimento perigoso da Alemanha de Hitler. Demoraram para entender que tinha razão e o convocaram para enfrentar o que seria a maior ameaça ao mundo.”

Para o ex-governador e ministro dos governos Lula e Itamar, o líder britânico “conseguiu segurar os alemães e construiu as alianças necessárias para derrotá-lo.”

Por que essa leitura? “Em tempos de crescimento do fascismo, é sempre importante ler sobre a vida de quem contribuiu tão fortemente para a derrota do nazismo”, afirma.

Ciro, que oscila entre 10% e 11% na pesquisa do Datafolha, está tecnicamente empatado com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 7%. 

Os dois pré-candidatos estão atrás do deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), que tem 19% das intenções de voto, e da ex-senadora Marina Silva (Rede), com 15%, nos cenários que não consideram o ex-presidente Lula (PT).

 

Medicina popular brasileira

As redes de clínicas populares, que oferecem atendimento médico e odontológico de baixo custo, concentrarão seus investimentos em treinamento e tecnologia em 2018.

As franquias OdontoCompany e PartMed receberão R$ 23 milhões neste ano em recursos próprios. Parte se destinará a uma plataforma de agendamento online e a melhorias nos sistemas de gestão.

O restante será aplicado em treinamentos práticos. “Tivemos uma melhora significativa no faturamento depois que adotamos os treinamentos presenciais”, afirma Paulo Zahr, fundador das duas empresas.

A Orthodontic planeja investir R$ 6 milhões em tecnologia da informação e outros R$ 7 milhões só em inteligência artificial.

“Estimamos que 70% dos pacientes precisam de implantes. Queremos poder identificá-los por meio de análises automatizadas de radiografias”, diz Fernando Massi, fundador.

A GlobalMed, de atendimento médico especializado, investirá R$ 10 milhões também em tecnologia e treinamento de suas equipes. Mais R$ 4 milhões irão para a abertura de seis unidades próprias.

 

Bolão executivo
Paulo Caffarelli,
presidente do Banco do Brasil

O torcedor do Coritiba Paulo Caffarelli, que também é presidente do Banco do Brasil, diz considerar que o país ainda é traumatizado pelo 7 a 1, mas que a Copa de 2018 é uma oportunidade para deixar isso para trás.

“O Tite assumiu e deu segurança. Hoje somos um dos favoritos, e espero que já a partir do primeiro jogo isso seja ratificado. Aposto em 3 a 0 contra a Suíça”, diz o executivo.

Se o Brasil não for o campeão do torneio na Rússia, as  apostas dele são em Alemanha, Espanha ou Portugal.

Brasil

PIB: R$ 1,7 tri
Inflação: 2,95%
Desemprego: 11,8%
Balança Comercial: R$ 67 bi

Principais Exportações:
Soja, Petróleo, Minérios

Principais Importações:
Manufaturas, Combustíveis, Medicamentos

Fonte: IBGE e Mdic. Dados de 2017.

 

Decolagem chinesa de luxo

O mercado de luxo deverá crescer de 6% a 8% globalmente neste ano após um primeiro trimestre de evolução acelerada, segundo a consultoria Bain & Company.

Houve uma alta de 6% no faturamento das empresas do setor de janeiro a março, impulsionada principalmente pela China e pelos segmentos de jóias, sapatos e couro.

A previsão é que o mercado chinês tenha um incremento de 20% a 22% em 2018, de acordo com a consultoria, devido a um movimento de redução de preços e ao aumento da base de consumidores da categoria luxo.

 

com Felipe Gutierrez, Igor Utsumi, Ivan Martínez-Vargas e Diana Lott

Atualização dos mercados: SEC adiciona um breve pico de mercado – mas será que vai durar?


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<p>                 Market Updates<br />
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<p><b> Os mercados de criptomoedas estão em constante desaceleração depois de sofrerem algumas oscilações de baixa volatilidade na semana passada. Nas últimas 24 horas, a maioria das criptomoedas ainda está nas perdas vermelhas entre 1-3%, e algumas estão no verde em algumas porcentagens. No momento da publicação, o preço do bitcoin cash (BCH) está em torno de US $ 850 por moeda. Enquanto isso, os valores centrais do bitcoin estão vagando pouco acima da região de US $ 6.500. </b></p>
<p><em><strong> Também lê: </strong><a href= William Shatner se junta ao projeto de mineração Bitcoin, admite que ele não consegue recebê-lo

Anúncio SEC acrescenta o segundo vento às velas do mercado Cryptocurrency

Desde o mercado de criptomoedas do 'Bloody Sunday' da semana passada houve uma pequena recuperação, mas não muito. Os mercados estavam caindo muito baixo até que a Securities and Exchange Commission (SEC) dos EUA revelou que moedas criptográficas descentralizadas não são valores mobiliários. Depois que o chefe da Divisão de Finanças Corporativas da SEC, William Hinman, fez essas declarações os mercados de ativos digitais tiveram uma pequena recuperação e essa pressão manteve os mercados menos atraentes, pelo menos por um curto período de tempo. A avaliação geral do mercado para todas as criptomoedas de 1600+ vale atualmente em torno de US $ 280 bilhões e o volume de transações de 24 horas para o lote inteiro de moedas digitais é de US $ 10,8 bilhões.

BCH Market Action [1965907] Os mercados de dinheiro em Bitcoin mantiveram-se firmemente acima da região de $ 840- $ 855 nas últimas horas, com cerca de $ 303Mn em volume de 24 horas. Assim como antes da lixeira da semana passada, o volume de transações é bastante baixo e a ação tem diminuído no último dia. As principais trocas que mais trocam o BCH hoje são Okex, Exx, Hitbtc e Bitz. Atualmente, o núcleo de Bitcoin (BTC) representa 48,8% dos negócios negociados com o BCH. Isto é seguido por amarras (USDT 28,8%), USD (13%), KRW (4%) e ETH (2%). Até o momento, um BCH equivale a 0,1309 BTC e o bitcoin cash é o quinto maior volume de transações.

 Markets Update: SEC adiciona um breve pico de mercado - mas será que vai durar?

BCH / USD Technical Indicators [19659007] Os gráficos diários e de 4 horas no Bitfinex mostram que os touros BCH têm alguma resistência à frente para que os mercados progridam para cima. As duas médias móveis simples (SMA) no gráfico BCH / USD de 4 horas mostram que o 100 SMA de curto prazo está acima da linha de tendência 200 de longo prazo.

 Markets Update: SEC adiciona um breve pico de mercado - mas será que vai durar?

Os dois SMAs recentemente cruzaram os cabelos e isso indica que um movimento para o lado positivo pode estar nos cartões. Tanto o oscilador do Índice de Força Relativa (RSI) (54) quanto o MACd mostram consolidação profunda e um toque de incerteza. Observando os livros de pedidos, os touros da BCH têm uma resistência sólida além da marca de US $ 870 e outros entre US $ 900 e US $ 950. Na parte de trás, fundações mais fortes foram construídas nos últimos dias e os ursos BCH terão algumas paradas em torno de US $ 825 e US $ 775.

 Markets Update: SEC acrescenta um breve pico de mercado - mas será que vai durar?

BTC Ação de Mercado

Como mencionado acima, os mercados centrais de bitcoin têm pairado pouco acima do território de $ 6.500 para a maioria das sessões de negociação de hoje. O volume de transações nas últimas 24 horas para a BTC está em torno de US $ 3,1 bilhões e a capitalização geral de mercado hoje é de US $ 111 bilhões. As cinco principais bolsas de valores negociadas pela BTC em 16 de junho são Bitfinex, Coinbase, Bitstamp, Kraken e Neraex. O iene japonês hoje está dominando os negócios da BTC hoje em mais de 71% . Segue-se a tensão (USDT 14,3%), USD (9,1%), KRW (1,6%) e o EUR (1,3%). Atualmente, o predomínio de BTC entre todos os outros mercados é de 39,9%.

 Markets Update: SEC adiciona um breve pico de mercado - mas será que vai durar?

BTC / USD Technical Indicators

gráficos de 4 horas e diários para GDAX e os mercados BTC / USD do Bitstamp também mostram um pouco de consolidação. Podemos ver neste gráfico que os dois SMAs também se cruzaram com o 100 SMA logo acima da linha de tendência 200 SMA. Isso indica que o caminho de menor resistência será para o lado positivo, mas muito parecido com o gráfico de 4 horas do BCH / USD, o intervalo é pequeno, e os dois podem facilmente cruzar novamente.

 Markets Update: SEC adiciona um breve pico de mercado - mas será que vai durar?

Os níveis de RSI também são os mesmos (52) e o MACd parece estar indo para o sul em breve. A atual zona de resistência para os touros BTC está entre US $ 6650 e US $ 6775 (20 e 50 MA) no momento da impressão. No lado de trás, os ursos vão encontrar resistência entre 6400 e 6200 e suporte de compra fundamental significativo além disso. Se as coisas fossem para a região abaixo de US $ 6 mil, a região de US $ 5 mil provavelmente duraria muito tempo. No entanto, a qualquer momento entre este ponto de vista e essa região teórica, podemos ver uma forte impulsão para cima

 Markets Update: SEC adiciona um breve pico de mercado - mas será que vai durar?

No sábado, 16 de junho, o segundo mercado de maior valor detido pela ethereum (ETH) subiu 1,7% e uma ETH está em média em torno de US $ 500. Os valores de Ethereum nos últimos sete dias caíram 14%. Os mercados Ripple XRP caíram 0,4% nas últimas 24 horas e 18% no decorrer da semana. Um XRP está sendo negociado por US $ 0,53 centavos por token. O quinto maior mercado, EOS subiu 0,12% e 23% nos últimos sete dias. O token EOS está sendo negociado por US $ 10,67 e a moeda detém o quarto maior volume de transações hoje.

 Markets Update: SEC adiciona um breve pico de mercado - mas será que vai durar?

O veredicto: ceticismo continua forte

Este fim de semana ainda se inclina para o lado pessimista, levando em consideração os gráficos atuais, mas principalmente os volumes de mercado têm sido consideravelmente baixos. As notícias da SEC ajudaram a adicionar alguma positividade a uma semana extremamente sombria no que se refere aos mercados. É provável que os traders permaneçam céticos por enquanto até que alguns sinais de alta apareçam. A boa notícia é que os mercados encontraram apoio mais uma vez, mas é difícil dizer aonde isso nos levará daqui.

Onde você vê o preço de BCH, BTC e outras moedas daqui? Deixe-nos saber nos comentários abaixo

Disclaimer: Artigos de preços e atualizações de mercados são destinados apenas para fins informativos e não devem ser considerados como conselhos de negociação. Nem o Bitcoin.com nem o autor são responsáveis ​​por quaisquer perdas ou ganhos, uma vez que a decisão final de conduzir uma negociação é feita pelo leitor. Lembre-se sempre de que apenas aqueles que possuem as chaves privadas controlam o “dinheiro”.


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Conselho da IMC, dona da rede Frango Assado, aprova fusão com Sapore – 16/06/2018 – Mercado


​O conselho de administração da IMC (International Meal Company),  dona das redes Viena e Frango Assado, aprovou por unanimidade acordo de fusão com a empresa de refeições corporativas Sapore, de acordo com ata de reunião realizada na véspera e divulgada neste sábado (16).

Na quarta-feira (13), as ações da IMC encerraram com alta de 7,7%, a R$ 8,25, após a Folha noticiar que as duas empresas tinham chegado a um acordo após seis meses de negociações.

Na ocasião, a IMC informou, por meio de fato relevante, que mantinha tratativas com a Sapore, mas nenhum acordo havia sido alcançado até o momento.

A operação envolve uma oferta pública de aquisição de até 25% das ações da IMC ao preço de R$ 9,30, sujeita à aprovação da incorporação da Sapore pela companhia e eventual redução do capital, de modo que os acionistas da Sapore sejam detentores de 41,79% do capital social da companhia.

A Sapore foi responsável pelos serviços de refeições na Vila Olímpica, nas Olimpíadas do Rio em 2016, e nas sedes da Copa do Mundo de 2014.

US$ 10 trilhões: Bilionário Prevê Bitcoin Com 10% do Mercado Financeiro Global em Dez Anos


(Foto: Shutterstock)

O bilionário investidor americano Tim Draper reiterou sua previsão de US$ 250 mil para o preço do Bitcoin até 2022 e falou sobre a situação atual do mercado de criptomoedas em uma entrevista ao The Street em maio, quando participava da conferência de tecnologia Collision em Nova Orleans (EUA).

O primeiro discurso sobre esta previsão foi feito na Draper University, Califórnia, e foi transmitido ao vivo no Youtube em meados de abril deste ano, quando ele disse que “estava pensando em US$ 250 mil por Bitcoin até 2022” e que não ligaria se o “chamassem de louco, mas que seria incrível”.

Draper tem sido um dos maiores entusiastas das criptomoedas, mesmo durante o período de maior baixa no preço do Bitcoin. Ele também é conhecido por ter comprado em torno de 30.000 BTCs do Silk Road, leiloados pelo Marshals Services dos EUA, a US$ 650 dólares a unidade.

Confiança continua forte

Ao The Street, Draper disse que a recente desaceleração do mercado não fez com que sua confiança nessa previsão mudasse.

“Em termos de preço, continuaremos a ver o Bitcoin subir. Eu revisei minha estimativa para US$ 250 mil em quatro anos, então veremos o Bitcoin negociando a marca de US$ 250 mil em 2022”.

O investidor disse, ainda, que ele se baseou no mercado tradicional, onde o mercado global de divisas (dinheiro), segundo ele, atingirá US$ 140 trilhões na próxima década.

“Espero que, uma vez que as criptomoedas aumentem à velocidade do dinheiro, o atual mercado global de moeda de US$ 86 trilhões crescerá para cerca de US$ 140 trilhões nos próximos 10 anos, e esse crescimento será em criptomoedas. Na verdade, eu estimo que as moedas fiduciárias vão diminuir em uso, e que as criptografadas vão representar até US$ 100 trilhões desse mercado. Espero que o Bitcoin seja cerca de 10% desse mercado, ou US$ 10 trilhões. Há muito espaço para crescer até lá”.

O bilionário está envolvido num plano da elite americana que tem como objetivo dividir a Califórnia em três estados e, segundo ele, uma forte mudança deve acontecer em relação à adoção do meio de pagamentos por criptomoedas, bem como usá-las como reserva de valor.

“Acredito que em cerca de quatro anos haverá uma grande mudança quando as pessoas começarem a pagar em criptomoedas. A lentidão nos blocos do Bitcoin o deixava em condição de reserva de valor, mas isso mudou e as tecnologias agora estão facilitando seu uso para pequenos pagamentos”.

Draper se referiu a soluções de escalonamento de segunda camada, como a Lightning Network que resolve a maleabilidade das transações. Ele acredita que “a moeda fiduciária acabará se tornando tão ultrapassada quanto tentar pagar pelo café com moedas de um centavo”.

Independente do preço do Bitcoin, Draper diz que não tem intenção de se desfazer deles, pois segundo ele, estaria voltando ao passado.

“Estou pensando a longo prazo, vou usá-lo, gastá-lo, investi-lo ou apenas mantê-lo, concluiu Draper.

Tim Draper é o sócio-fundador da Draper Associates e da DFJ. Ele teve papel relevante no sucesso do Hotmail, Skype e fez investimentos em empresas emergentes como Twitch.TV e Tesla.

 

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Abastecimento de gás de cozinha caminha para normalidade, diz associação – 16/06/2018 – Mercado


O abastecimento de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), conhecido como gás de cozinha, caminha para a normalização no país, informou a Abragás (Associação Brasileira de Entidades de Classe das Revendas de Gás LP) neste sábado (19).

“As entregas de GLP da Petrobras para as distribuidoras seguem em ritmo acelerado e os estoques logo deverão estar normalizados”, disse a entidade em nota.

As distribuidoras deixaram de envazar em torno de 11 milhões de botijões durante a paralisação dos caminhoneiros, o que deixou as revendas com os estoques zerados. E duas semanas após o fim da paralisação dos caminhoneiros, nove estados e (DF) Distrito Federal ainda enfrentavam desabastecimento parcial de gás de cozinha.

Citado informações da petroleira, a Abragás afirma que em junho serão entregues ao mercado 709 mil toneladas de GLP —11,5% a mais que as 637 mil toneladas inicialmente previstas para o mês.

“Os estados do Centro-Oeste, Nordeste, Minas Gerais e interior de São Paulo, que estavam vivendo uma situação bastante crítica, já estão recebendo maiores quantidades de GLP, as revendas já iniciam as reposições de estoques e, nas demais regiões do país, os estoques já estão parcialmente abastecidos”, afirma a associação.

O Brasil comercializa em média 620 mil toneladas de GLP por mês, sendo cerca de 430 mil toneladas via 33 milhões de botijões envasados. Outras 190 mil toneladas são comercializadas a granel nos tanques que abastecem condomínios, comércios e indústrias.

​A Abragás pede para que consumidores não comprem botijões acima de suas reais necessidades. Segundo a entidade, um botijão dura, em média, 42 dias para uma família de quatro pessoas. Armazenar mais de um botijão de gás em casa, diz a associação, pode ainda colocar em risco a segurança dos moradores se não for feito da forma adequada.

A entidade reforça a recomendação para que consumidores adquiram gás de cozinha apenas de revendas autorizadas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), “evitando a compra do produto em comerciantes clandestinos, já que podem não oferecer segurança e ainda cobrar preços desproporcionais”.

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