Com influência externa e boatos internos, mercado leva a melhor – 15/06/2018 – Nelson de Sá


O jornal econômico francês Les Échos e o inglês Financial Times avisaram nos últimos dias que o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, “ex-economista do maior banco do Brasil, Itaú Unibanco”, um nome “pró-mercado”, partiria para o “contra-ataque aos mercados”.

Seria “a prova de sua carreira”. Um teste de “poder de fogo” para mostrar quem manda no câmbio.

Os mercados não se calaram. De Paul Greer, diretor do portfólio de dívida dos emergentes no Fidelity, de Londres, para o FT: “Acreditamos que a movimentação do BC é imprudente [ill-advised], eles estão agindo sem apoio de política monetária ou fiscal”.

Na quinta-feira, fim do dia, o dólar voltou a passar de R$ 3,80. E Mohamed El-Erian, economista-chefe do grupo alemão Allianz, voltou a tuitar sobre o país:

“A liquidação [selloff] de hoje nas moedas tecnicamente mais vulneráveis dos mercados emergentes —inclusive o Brasil, apesar dos ‘swaps’ consideráveis do BC— são um lembrete do desequilíbrio persistente e da maior sensibilidade às influências externas e aos boatos internos.”

Referia-se também à Argentina, onde, no destaque do jornal La Nación, “O dólar voltou a subir e alcançou novo recorde”.

‘BAD NEWS, BRAZIL’

No Wall Street Journal, sob o título “Má notícia, Brasil”:

“É hora de Copa do Mundo. Claro, a sua seleção é a favorita. Mas pode ser ruim para a sua economia. A Suttle Economics escreve que, nas últimas três Copas, a produção industrial do Brasil caiu uma média de 0,9% em junho, em relação ao mês anterior” —o que se somaria às outras “preocupações sobre a saúde do Brasil”.

 

TRUMP LÁ

Ecoando por Deutsche Welle e New York Times, o jornal estatal norte-coreano Rodong Sinmun publicou a manchete “O encontro do século” (acima, à esq.). E a também estatal KCTV, com locução entusiasmada da célebre apresentadora Ri Chun-hee, mostrou em longo documentário, entre outras coisas, o pastelão de Donald Trump com um general norte-coreano (abaixo).



Abcam leva proposta de tabela de frete à ANTT e diz que não convocará greve – Notícias


A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) informou nesta quinta-feira, 14, que apresentou nesta data à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) uma proposta de tabela com preços mínimos de frete para o transporte rodoviário de cargas do País. Em nota, a entidade diz que o documento foi elaborado pela equipe técnica da Abcam, “pensando no transportador autônomo de cargas” e com o objetivo de subsidiar a agência na elaboração de nova tabela.

A Abcam afirma, ainda, que não pretende convocar uma nova paralisação de caminhoneiros caso não haja aprovação da tabela. “Não queremos trazer mais prejuízos para o País. Esperamos que a manifestação geral que já realizamos sirva como aprendizado para que o governo aprenda a dialogar conosco”, disse o presidente da entidade, José da Fonseca Lopes.

Segundo a associação, a tabela apresentada mantém a cobrança por faixa quilométrica percorrida e, diferentemente da tabela vigente, propõe a diferenciação de tarifa por tipo de veículo. O texto “também corrige as discrepâncias existentes entre certos tipos de carga, a exemplo da carga frigorificada e perigosa que estão com valores inferiores aos da carga geral”.

“O preço mínimo proposto considera um mínimo necessário para que o motorista possa sobreviver sem fragilidade do serviço prestado e de sua condição de trabalho”, destaca a Abcam na nota. Os preços levam em consideração: o tipo de carga transportada (geral, granel, perigosa, frigorificada, etc.); o tipo de veículo (quantidade de eixos); e os consumos específicos dos veículos (combustível, lubrificante e manutenção).

A Abcam explica que a proposta não inclui o lucro do transportador, “pois deverá ser negociado livremente entre as partes”, que o pedágio já deve ser pago pelo contratante, conforme Lei 10.209/01, e que os preços sugeridos também não abrangem as despesas com impostos, com seguro, diárias e alimentação. “Na proposta, a carga geral ficou, em média, 20% abaixo que a tabela vigente. Entretanto, não houve nenhuma redução brusca por tipo de veículo, como ocorreu na resolução já revogada.”

A tabela entregue à ANTT nesta quinta pela Abcam é de autoria somente da entidade, que ressalta na nota estar disposta a dialogar com todas as entidades que dependem do transporte rodoviário de cargas para chegar a um entendimento sobre a tabela.

Impasse

A instituição do tabelamento do frete, por medida provisória e pela tabela da ANTT, criou um impasse no governo, que há dias vem tratando do assunto em sucessivas reuniões. Nesta semana, a ANTT publicou no Diário Oficial da União (DOU) resolução para formalizar a anulação da tabela com preços mínimos do frete rodoviário editada na última quinta-feira, 7, com revisões em relação à primeira, do dia 30 de maio.

A tabela foi revisada pelo governo depois de grande pressão do setor produtivo, que alegou que a primeira versão da tabela gerou aumentos de até 150% nos preços do frete e ameaçou até ir à Justiça para barrar o tabelamento. A segunda tabela procurou aliviar o custo ao agronegócio e à indústria, mas contrariou os caminhoneiros, por trazer um corte médio de 20% nos preços.

O impasse obrigou o ministro dos Transportes, Valter Casimiro, a revogar a segunda tabela no mesmo dia, poucas horas depois de ter sido divulgada na noite da quinta-feira. Porém, o ato que anulou oficialmente os efeitos da tabela revisada só foi publicado no início desta semana.

Uma terceira versão dos preços está em discussão desde a semana passada e pode ser elaborada em substituição à primeira, que continua em vigor.

Na quarta-feira, 13, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux deu 48 horas para o presidente Michel Temer, a ANTT, a Secretaria de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência (vinculada ao Ministério da Fazenda) e a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) se manifestarem sobre a medida provisória que estabeleceu o preço mínimo dos fretes.

A decisão de Fux foi tomada no âmbito de uma ação direta de inconstitucionalidade movida pela Associação do Transporte Rodoviário de Cargas do Brasil (ATR Brasil) contra a medida provisória.

A associação alega que a tabela “decreta o fim da livre iniciativa e da concorrência para ‘acalmar’ uma categoria furiosa, e irá, ao fim e ao cabo, liquidar as empresas de transporte rodoviário de ‘commodities'”.

Banco do Brasil Fecha Conta da Atlas e Associação de Criptomoedas Leva Caso ao Cade


A história completa sobre o caso (Foto: Shutterstock)

Assim como as exchanges brasileiras de criptomoedas, a Atlas também vem sofrendo pressão dos bancos. O Banco do Brasil não hesitou em fechar a sua conta corrente e o caso, além de parar no judiciário, deu início a uma batalha no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

A empresa, que é a mantenedora da ABCB (Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain), foi notificada da decisão do Banco do Brasil em 21 de maio. Além de informar a Atlas do encerramento de sua conta, o banco deu 30 dias para que o responsável pela fintech fosse até a agência devolver os cartões e cheques.

A Atlas, em contrapartida, moveu uma ação judicial. O processo judicial está tramitando na 5ª Vara Cível da comarca de São Paulo.

Apesar do juiz Gustavo Coube de Carvalho ter negado a tutela de urgência (uma espécie de pedido liminar) para que o banco não encerrasse a conta corrente da Atlas enquanto se discutia judicialmente o caso, a situação foi revertida por uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que concedeu a liminar.

A vitória foi divulgada no último dia 30 por meio de uma nota no Facebook do escritório Malgueiro Campos Advocacia, que representa a Atlas.

“Hoje conseguimos uma importante liminar no TJSP, em uma ação contra um banco que pretendeu encerrar a conta de um dos nossos clientes no segmento de criptomoedas. O relator concedeu a liminar negada em primeira instância (…)”, diz a postagem.

Apesar de o post não especificar quem era esse “cliente no segmento de criptomoedas”, a advogada Emília Malgueiro Campos, sócia do escritório, revelou ao Portal do Bitcoin se tratar do caso da Atlas contra o Banco do Brasil.

O caso não parou por aí. Como a Atlas é a principal responsável pela ABCB, ela usou a associação como mais uma forma de pressionar o banco estatal.

Fernando Furlan, o presidente da ABCB e ex-presidente do Cade, nove dias após a notificação da Atlas, afirmou que entraria com uma ação contra os bancos no Cade, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica. “Temos confiança de que se transforme em inquérito administrativo, que se tornará ação afirmativa com possível punição aos bancos”, disse Furlan na ocasião.

A Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain entrou com o processo no dia 1º de junho. Assim como no processo judicial a Atlas requereu uma decisão liminar, a ABCB pediu ao Cade “a imediata concessão de medida preventiva” para que os bancos e demais instituições financeiras se abstenham de encerrar contas que possibilitem “o acesso  ao sistema financeiro as operadoras de criptomoedas (corretoras, exchanges, fintechs, etc.)”, bem como reabram imediatamente “todas as contas encerradas dessas operadoras do mercado de criptoativos”.

Além da medida preventiva, a associação requereu em especial que o Banco do Brasil seja condenado a pagar multa de 20% do valor de seu faturamento bruto no ano de 2017 em face da prática de condutas anticompetitivas.

A advogada Emília Malgueiro Campos, que também representa a ABCB, explicou ao Portal do Bitcoin que a Associação só teria legitimidade para atuar junto a Cade caso houvesse problema com alguma empresa associada: “Foi essa ação do Banco do Brasil que deu legitimidade para a associação poder se manifestar”.

A advogada esclareceu que apesar de existir duas associações (ABCB e ABCripto), a decisão do Cade vai abranger qualquer companhia do segmento de criptomoedas.

“Se o Cade entender que essa é uma medida efetivamente anticompetitiva, ele vai resolver o assunto para todo mundo – para quem é membro da associação e para quem não é membro da associação”.

Banco do Brasil na Justiça

A ação judicial começou com um pedido de liminar negado pelo juiz Gustavo Coube de Carvalho. Ele sustentou que o Banco do Brasil agiu dentro da legalidade ao cancelar unilateralmente o contrato de conta corrente e por esse motivo não vislumbrava “a probabilidade do direito”, um dos requisitos essenciais para que a tutela antecipada seja concedida.

“O contrato de conta corrente, via de regra, tem vigência indeterminada, podendo ser denunciado a qualquer tempo pelas partes, tendo, o banco, o dever de notificar o titular na forma regulada pela Resolução 2.747/2000 do Banco Central do Brasil, o que parece ter sido feito”.

Como a decisão liminar não é a resposta definitiva de um juiz como é a sentença; a pessoa que teve seu pedido negado pode levar a questão para ser analisada pelo tribunal que vincula diretamente o juízo que negou o pedido liminar, através de um recurso chamado agravo de instrumento e foi isso que fez a Altas nesse processo.

“A gente agravou para o tribunal (TJSP). No tribunal, o relator do agravo concedeu o efeito ativo do agravo (em outros termos, o relator além de suspender a decisão dada pelo juiz da 5ª Vara Civel do TJSP , concedeu a liminar que fora negada) e a tutela de urgência para manter a conta aberta” relata a Emília Campos.

A liminar foi concedida pelo TJSP sob a fundamentação de que, mesmo que os bancos não sejam obrigados a manter contas correntes de alguns clientes, não devem utilizar desse direito para exercer práticas abusivas anticoncorrenciais:

“Há indícios de rejeição orquestrada pelas instituições financeiras quanto às corretoras de criptomoedas com potenciais reflexos anticoncorrenciais, o que caracteriza o exercício abusivo do direito reconhecido pela jurisprudência (…)”.

Da justiça para o Cade

A ação judicial individual da Atlas contra o BB, por exemplo, se abstém a “dizer o direito” naquele caso em si e não resolve o problema que envolve os bancos e as chamadas plataformas de inovações financeiras. Caso a decisão liminar seja convertida em algo definitivo, a solução será apenas entre os envolvidos naquele imbróglio.

Por outro lado, o procedimento levado ao Cade, explica Campos, irá resolver a questão em si, mesmo que o motivo tenha sido do cancelamento da conta corrente por parte do Banco do Brasil.

“O procedimento no Cade vai abranger todas as empresas do segmento e todos os bancos. Para evitar que qualquer banco faça o mesmo tipo de prática anticompetitiva contra qualquer empresa de segmento de criptomoeda”.

Assim como o judiciário terá de analisar a defesa por parte do Banco do Brasil, o próximo passo do Cade será também de ouvir a instituição financeira.

Procurado, o Banco do Brasil, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não foi notificado e que caso seja prestará esclarecimentos ao órgão responsável.

A fome dos bancos

“O mundo mudou. O dinheiro também”. O slogan da Atlas parece dizer muito sobre o interesse dos bancos no universo de moedas criptografadas. Isso é traduzido na sua voracidade.

Desde 2015, as instituições financeiras vêm cancelando as contas correntes de corretoras brasileiras que trabalham com moedas criptografadas, o que tem forçado as exchanges incorrerem em verdadeiras batalhas judiciais.

Em nota enviada pelo escritório Malgueiro Campos, a advogada relata que “a decisão do Banco do Brasil configura uma prática abusiva, uma vez que as plataformas de inovações financeiras, como as fintechs e as corretoras de criptomoedas, precisam do acesso ao sistema financeiro tradicional para sobreviverem.”

A prática, contudo, não tem ocorrido só no Brasil. Há dois meses, a corretora chilena Buda teve de recorrer ao Tribunal de Defesa de Livre Concorrência para que não tivesse usas contas correntes fechadas em cinco bancos diferentes.

 

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Crise na borracha leva a demissões e corte de árvores no interior de SP – 10/06/2018 – Mercado


Os anos de crise no setor de borracha natural mudaram a paisagem na fazenda do produtor rural Marcelo Pereira, em Barretos. Onde antes havia funcionários espalhados por toda a propriedade atualmente há somente metade deles em ação.

A queda do preço do látex no mercado tem feito produtores de São Paulo, principal estado produtor, demitir funcionários e até eliminar árvores em produção.

Já são quatro anos de preços baixos, especialmente devido ao excesso de produção em países asiáticos que dominam o mercado mundial, como Indonésia, Tailândia e Malásia, segundo a Apabor (Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha).

“O cenário está péssimo, e a mão de obra tem migrado para a construção civil ou outras culturas. Estou operando com só 50% dos sangradores [trabalhadores que fazem a coleta nas árvores]”, disse Pereira, que tem 27 mil árvores.

Outros produtores já tomaram medidas mais radicais, como a extração de árvores para substituir a cultura. Uma propriedade em Pitangueiras eliminou 19 mil seringueiras. Outra, em Colômbia, próxima à divisa com Minas, extraiu 80 mil árvores. Cana e soja são algumas das culturas adotadas por quem tem deixado o setor.

Segundo ele, a produção da fazenda Park Seringais de Iracema, que em março do ano passado era vendida por R$ 3,20 o quilo, hoje é cotada a R$ 2,20. Para ele, o mínimo teria de ser R$ 4,20. Quando a família entrou na atividade, em 1980, o quilo era comercializado por US$ 2,50 (o equivalente hoje a R$ 9,50).

“Ela não ficou com preço mais baixo só aqui, mas no mundo inteiro. O que piora nossa situação é o custo de produção, maior porque os outros países produzem como subsistência; 90% da borracha do mundo é produzida em regime familiar”, disse Diogo Esperante, diretor-executivo da Apabor.

O preço baixo preocupa ainda mais porque a Malásia passa por um momento de entressafra e nem isso foi suficiente para os preços reagirem.

Apesar dos problemas, a previsão é que a safra brasileira atinja 190 mil toneladas de borracha, ante as 183 mil toneladas do ano passado, das quais 58% estão em São Paulo.

O Brasil, que está entre os dez maiores consumidores, produz só 40% do que consome —entre 400 mil e 420 mil toneladas por ano, num mercado que tem como principais compradores China e Índia.

A safra do látex começa em outubro e vai até julho/agosto, quando ocorre a queda das folhas. Após um mês de descanso, a produção é novamente retomada. O auge é o período de abril a julho, tradicionalmente mais frio e sem chuva.

Embora tenha havido erradicação de árvores no país, a safra vai crescer porque estão começando a produzir látex seringueiras plantadas no mais recente boom do setor, entre 2010 e 2012. As árvores demoram em média sete anos para iniciar a produção, têm vida útil de 30 a 35 anos e, por ano, produzem de 7 a 10 quilos de látex.

“O pessoal que está saindo impacta pouco, pois há muita área nova entrando. Mas, para um país que quer aumentar sua participação no consumo nacional, não poderíamos perder nada”, disse Esperante. Já o plantio de novas áreas caiu muito, o que se refletirá na produção na próxima década.

Também produtor rural, o engenheiro-agrônomo Paulo Fernando de Brito disse que o cenário poderia ser outro se houvesse barreiras tarifárias mais fortes para os importados.

“O Imposto de Importação chegou a ser de 14% em um ano, mas voltou a 4%. Com isso, a borracha do Sudeste Asiático entra no país num preço que atrapalha muito o mercado”, disse ele, que também chefia o EDA (Escritório de Defesa Agropecuária) de Barretos, órgão da Secretaria da Agricultura paulista.

Brito afirmou que consegue receber R$ 2,35 por quilo do látex extraído de suas 7.000 seringueiras plantadas em Pirajuba (MG), mais que o valor pago em São Paulo.

“Mas é muito baixo o valor, o que explica a saída de muitos produtores da atividade ou a venda de seus seringais.”

58%
da safra de látex do país vem do estado de São Paulo

190 mil
toneladas de borracha é a previsão para a safra brasileira

400 mil a 420 mil
toneladas ao ano é o consumo do país

35 anos
é o tempo máximo de vida útil de uma seringueira

7 a 10 kg
de látex uma seringueira produz anualmente

País aposta em rastreio de produção para ganhar mercado

Para tentar reverter o cenário dos últimos anos, o setor prega um reposicionamento estratégico e a propagação das vantagens de consumir o látex produzido no Brasil.

“O custo é maior porque temos melhores níveis de responsabilidade social e de sustentabilidade ambiental. Devemos usar isso para valorizar e nos reposicionar. As maiores indústrias pneumáticas, os principais consumidores, têm fábrica aqui e podem aumentar no exterior seus escores de sustentabilidade usando mais borracha de procedência”, disse Esperante, da Apabor.

Segundo ele, os custos de produção do país incluem condições trabalhistas e ambientais que não existem nas mesmas proporções no Sudeste Asiático e a rastreabilidade.

“Garantimos que ela não está manchada pelo desmatamento ou exploração do trabalho”, disse. Esperante afirmou ainda que, enquanto o ganho médio dos empregados do setor varia de US$ 500 a US$ 600 no Brasil, no Sudeste Asiático os salários são de US$ 100.

Embora em baixa hoje, no último bimestre produtores foram beneficiados pelo câmbio, na avaliação do diretor. Os custos de produção são pouco sensíveis à moeda americana, diferentemente de outras culturas.

Cautela antes do Carnaval leva Bolsa brasileira a fechar em baixa – 09/02/2018 – Mercado


A preocupação em se proteger de oscilações nos mercados internacionais levou investidores a adotarem uma cautela maior na Bolsa brasileira nesta sexta-feira (9), enquanto o dólar se valorizou em linha com o mundo.

O Ibovespa, índice das ações mais valorizadas, fechou em queda de 0,78%, para 80.898 pontos. Na semana, a queda foi de 3,74%, a maior desde a encerrada em 19 de maio do ano passado, marcada pelo vazamento da delação do empresário Joesley Batista, da JBS.

O volume financeiro foi de R$ 12,4 bilhões –a média de fevereiro está em R$ 12,1 bilhões.

O dólar comercial subiu 0,67%, para R$ 3,303. O dólar à vista, que fecha mais cedo, se valorizou 0,52%, para R$ 3,311. Na semana, a valorização foi de, respectivamente, 2,74% e 2,96% –a maior também desde a semana encerrada em 19 de maio de 2017.

A baixa desta sessão foi a forma que os investidores encontraram de se proteger de eventuais quedas nos mercados internacionais na segunda e na terça-feira, quando a Bolsa brasileira ficará fechada, afirma Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

“Tem o Carnaval, e o investidor tem que ficar zerado, porque se houver um problema lá fora e você estiver com uma aposta errada, tem espaço para se dar mal”, avalia.

Lá fora, o dia foi melhor nos Estados Unidos, mas Europa e Ásia não capturaram a recuperação, porque fecham mais cedo. 

Dow Jones, S&P 500 e o índice de tecnologia Nasdaq fecharam em terreno positivo, embora ainda acumulem queda no ano. As Bolsas europeias fecharam com queda de cerca de 1%, enquanto na Ásia as desvalorizações foram mais intensas, de cerca de 2%.

Apesar da alta no dia, os principais índices americanos tiveram a pior semana desde a encerrada em 8 de janeiro de 2016, quando os mercados globais sofreram fortes turbulências arrastados pela crise nas Bolsas chinesas.

O Dow Jones acumulou queda de 5,2% e o S&P 500 recuou 4,86%. A  Nasdaq perdeu 5,06%, maior queda semanal desde a semana encerrada em 5 de fevereiro de 2016.

Ainda nos Estados Unidos, o presidente Donald  Trump sancionou uma lei de financiamento provisório, encerrando uma breve paralisação do governo federal norte-americano iniciada depois que o Congresso perdeu um prazo na meia-noite de quinta.

A lei amplia o financiamento do governo até 23 de março para manter as agências federais funcionando e, separadamente, eleva os gastos militares e internos em quase US$ 300 bilhões por dois anos financiados através de empréstimos. A medida também estende o teto de dívidas federal até março de 2019.

AÇÕES

Dos 64 papéis do Ibovespa, 49 caíram, 13 subiram e dois ficaram estáveis.

A maior queda foi registrada pela EcoRodovias, com perda de 5,92%. A Renner caiu 4,63%, e a Via Varejo teve queda de 3,52%. 

Na ponta positiva, as ações da Gerdau lideraram as altas do índice, com ganho de 1,96%. A Bradespar se valorizou 1,56%, e a Hypera (ex-Hypermarcas) subiu 1,39%.

As ações da Petrobras caíram mais de 1%, acompanhando a queda de mais de 3% dos preços do petróleo. A commodity se desvalorizou após a forte produção nos Estados Unidos aumentar a perspectiva de crescimento acentuado dos estoques globais. Foi a maior queda semanal do preço do petróleo em dois anos.

Os papéis preferenciais da estatal caíram 1,47%, para R$ 18,77. As ações ordinárias 1,28%, para R$ 20,09.

As ações ordinárias da mineradora Vale subiram 0,99%, para R$ 42.

No setor financeiro, as ações do Itaú subiram 0,26%. As ações preferenciais do Bradesco recuaram 1,14%, e as ordinárias tiveram baixa de 0,37%. O Banco do Brasil avançou 1,87%. As units –conjunto de ações– do Santander Brasil perderam 1,56%.

CÂMBIO

O dia foi de valorização do dólar no mundo. A moeda americana ganhou força ante 23 das 31 principais divisas do mundo.

O Banco Central vendeu a oferta de 9.500 contratos de swap cambial tradicional (e que equivalem à venda de dólares no mercado futuro), para rolagem do vencimento de março. A autoridade monetária já rolou US$ 1,9 bilhão dos US$ 6,154 bilhões que vencem no mês que vem.

O CDS (credit default swap, termômetro de risco-país) do Brasil avançou 6,11%, para 174,9 pontos, maior nível desde novembro do ano passado.

No mercado de juros futuros, os contratos mais negociados tiveram resultados mistos. O contrato com vencimento em abril de 2018 subiu de 6,633% para 6,640%. Já o contrato para janeiro de 2019 caiu de 6,740% para 6,715%.

A resposta da China ao Ethereum leva o mercado pela tempestade


 Rise of NEO

O "ano das altcoins" está em pleno andamento. Atualmente, altcoins possui 66,5 % do total do limite de mercado de criptografia. Apenas um ano atrás, Bitcoin (BTC) realizou 85,16 % por cento do mercado total. A ascensão do NEO é algo que vale a pena prestar atenção. O altcoin tem vindo a tomar o mercado pela tempestade no ano passado, e ainda mais hoje.

 Rise of NEO

Fonte: CoinMarketCap

O surgimento do NEO

Um projeto que começou em pé Entre o resto do pacote mais recentemente, é NEO (NEO). A equipe por trás do projeto nomeou a moeda após um personagem do filme popular, o Matrix. Em apenas um ano, a moeda é um escalonamento 123,000 %. Agora, está segurando o 7º lugar no limite total do mercado de criptografia, apenas sob Stellar (XLM). Na hora da imprensa, NEO está vendendo US $ 160,00 por moeda, 7,21%, em 24 horas.

>> Ethereum vs. NEO >>

Muitos estão chamando NEO "Ethereum of China" e rapidamente se tornou a maior cryptocurrency no país. Apesar da tentativa do país de reprimir fortemente em trocas de criptografia e mineração de Bitcoin recentemente, juntamente com a tentativa de proibição de proibição de ofertas iniciais de moedas (ICOs), a moeda digital continuou a aumentar. O fundador da NEO, Da Hongfei, é um codificador autodidacta e recentemente disse Bloomberg que ele acredita que Pequim é "principalmente feito" com suas medidas de repressão e agora se concentrará no desenvolvimento de sua tecnologia subjacente .

O NEO é projetado para ser o rival de Ethereum e pretende ser um livro-razão descentralizado que permite às empresas emitir tokens e criar contratos inteligentes. Ambos os projetos se concentram em "economia inteligente" e são uma plataforma ICO. Com a posição da China sobre as OIC, o fato de o governo ainda ter feito alguma ação no NEO é um grande sinal de que está em conformidade com as regras do país. Atualmente, o NEO tem vários ICOs lançados em sua plataforma, como RedPulse e Medchain .

DEV COMP

Atualmente, NEO está segurando seu primeiro desenvolvedor concorrência dentro de sua comunidade. A explicação sobre o site principal do projeto é vaga, mas lê:

"Como a primeira competição de devolução da NEO, essa é uma oportunidade inigualável para liberar sua criatividade, paixão e ambição. Esta reunião global de desenvolvedores da comunidade NEO lhe dará a chance de inspirar os outros enquanto estiver motivada pelo intelecto e grão de seus concorrentes. Junte-se a nós. Inspire-se. "

Apesar do objetivo não claro da competição, atualmente possui 372 inscrições e permite equipas. Os prêmios em dinheiro da competição serão recompensados ​​na moeda corrente na rede NEO, GAS. O grande prêmio será recompensado para 1 equipe e será $ 150,000 USD, convertido em GAS. O segundo prêmio é recompensado para 2 equipas e será de US $ 50,000. O terceiro prêmio é dado a três equipes em US $ 30.000 e estão dando dez equipes de "prêmio de mérito" em US $ 15.000. Esta iniciativa da NEO é enorme e mostra o maior potencial para o projeto.

À medida que o CEO continua a construir na plataforma e as OIC continuam a escolher NEO sobre o Ethereum, este pode ser um ano monumental para a moeda. Não tenho certeza de como você supera mais de 120.000% de crescimento em um ano novamente, mas se houver um projeto que possa fazê-lo, é NEO. Atualmente, o GAS (GAS) é o maior ganhador do mercado de hoje e está vendendo US $ 64,22 por moeda, 26,54% em 24 horas.

>> Mais notícias da NEO >>

Noam Levenson, CEO de Eden Block disse:

"Ethereum fez isso primeiro. Foi revolucionário e emocionante e levou o mundo dos criptografos pela tempestade. Hoje, quase todas as ICO são construídas na plataforma ERC20 do Ethereum e Vitalik Buterin é uma das maiores mentes do nosso tempo. No entanto, se aprendemos alguma coisa com o fato de a Alibaba se aproximar do limite de mercado da Amazon e WeChat domina a cena das redes sociais da China, é que a China desempenha suas próprias regras. "

Quais são seus pensamentos? no NEO? Poderia potencialmente passar pelo Ethereum pela estrada? Deixe seus comentários na caixa abaixo.

Imagem em destaque: TheMerkle

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