General Electric sairá do Dow Jones após mais de um século no índice – Notícias


(Reuters) – A General Electric perdeu o lugar que ocupava no índice Dow Jones há mais de um século, em mais um revés para a companhia que já liderou o cenário corporativo norte-americano e que enfrenta dificuldades para seguir como uma potência industrial.

A S&P Dow Jones Indices afirmou que a ação da GE, um membro original do Dow quando foi formado por Charles Dow em 1896 e integrante contínuo desde 1907, será substituída pelo papel da rede de farmácias Walgreens Boots Alliance a partir do pregão de 26 de junho.

Uma década e meia atrás a GE era a companhia listada em bolsa mais valiosa do mundo. Mas a companhia enfrentou dificuldades em uma série de importantes setores nos últimos anos e um ingresso no mercado de serviços financeiros arrastou o conglomerado industrial para o centro da crise financeira internacional de 2008.

A GE hoje é a sexta menor integrante do Dow Jones em valor de mercado e tem o menor preço de ação do índice, o que torna o papel um componente menos influente do indicador.

Enfrentando resultados fracos e pedidos para se dividir em mais empresas, a companhia criada há 126 anos está cortando custos, vendendo ativos e tentando fortalecer seu balanço sob uma nova gestão.

A ação da GE acumula queda de quase 80 por cento em relação ao pico atingido na década dos anos 2000. No mês passado, o presidente-executivo, John Flannery, alertou que a GE pode não conseguir pagar dividendos em 2019.

“Ela foi em um momento talvez uma das quintessências das companhias norte-americanas e como outras que saíram do Dow, é um reflexo de que não está mais iluminada”, disse Rick Meckler, sócio na Cherry Lane Investments.

A saída da GE do Dow é um testemunho de várias companhias que acumularam poderio elevado por décadas antes de se tornarem vítimas da evolução da economia. Algumas simplesmente desapareceram, enquanto outras encontraram novas formas de sobreviver. A lista inclui Eastman Kodak, Sears Roebuck, International Paper, Goodyear, Bethlehem Steel, Westinghouse e Chrysler.

Co-fundada pelo inventor Thomas Edison, a GE foi a maior companhia dos EUA em valor de mercado a partir de 1993, sendo superada em alguns momentos pela Microsoft, até que foi alcançada pela Exxon Mobil em 2005.

Com a entrada da Walgreens, o Dow vai refletir melhor a importância dos consumidores e do cuidado com a saúde na economia dos EUA, afirmou a S&P Dow Jones, em comunicado.

General Motors diz que tarifas nos EUA já elevam seus custos – Notícias


Detroit, Estados Unidos, 12 Jun 2018 (AFP) – As elevadas tarifas dos Estados Unidos sobre as importações de aço e alumínio aumentaram os gastos da General Motors (GM), mas a empresa ainda examina o impacto dessa decisão, afirmou nesta terça-feira (12) sua presidente-executiva Mary Barra.

“Notoriamente, queremos manter a rentabilidade nos nossos veículos. Estamos vendo o aumento dos custos”, disse.

“Estamos trabalhando para entender o impacto” das tarifas, pois indicou que há “inúmeros fatores no comércio, e a indústria do automóvel é um negócio muito complexo”.

Barra afirmou ainda que as negociações para atualizar o Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (Nafta, na sigla em inglês) não foram concluídas e deu a entender que o panorama é incerto.

Desde 1 de junho, o governo do presidente Donald Trump impôs tarifas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio provenientes de grandes parceiros, como União Europeia, Canadá e México – que começaram a executar medidas de represália.

Já a renegociação do Nafta está estagnada por exigências de Washington de que os automóveis fabricados em países-membros tenham maior quantidade de componentes americanos para ficarem isentos de tarifas.

Barra disse que, apesar da incerteza comercial, a GM não viu a necessidade de alterar suas previsões de longo prazo.

“No chegamos a uma posição na qual devemos mudar nossos planos”, disse.

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General diz que efetivo da Força Nacional é pequeno e que não há risco de militares cometerem erros – 27/05/2018 – Mercado


O secretário nacional de Segurança Pública, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, disse neste domingo (27) que a Força Nacional tem um efetivo pequeno para atuar na desobstrução de rodovias e afirmou não haver o mínimo risco de as Forças Armadas cometerem erros na operação para desmobilizar a paralisação de caminhoneiros em todo o país.

O presidente Michel Temer determinou que agentes das Forças Armadas e da Força Nacional desobstruíssem rodovias. Segundo a Polícia Rodoviária Federal informou na noite de sábado (26), ainda há 554 pontos de obstrução.

O governo fez duas reuniões de avaliação no sábado e fará outras duas neste domingo. A primeira, nesta manhã, com a presença de Temer.

“A Força Nacional é um contingente pequeno e que está distribuído. Não é um contingente que possa influir decisivamente em qualquer ação. […] Agora passamos um efetivo pequeno para auxiliar a Polícia Rodoviária Federal.”, afirmou Santos Cruz ao chegar para a reunião no Palácio do Planalto.

De acordo com o Ministério da Segurança Pública, a Força Nacional tem mais de 1.200 homens espalhados em 16 operações diferentes em 11 estados.

Houve envio de tropas para atuar especificamente na desobstrução de rodovias apenas para Minas Gerais, mas agentes de outras operações podem ser deslocados para atuar no auxílio das Polícias Militar e Rodoviária Federal, segundo o Ministério da Segurança Pública.

O general, que estava na Coreia do Sul, participa das reuniões pela primeira vez neste domingo, sétimo dia de paralisação dos caminhoneiros.

Para Santos Cruz, “não é questão nem de ver o certo ou o errado, é uma questão de regularizar, analisar com profundidade tudo aquilo que precisa”.

Questionado se o anúncio de greve dos petroleiros poderia representar um efeito cascata, o secretário nacional de Segurança Pública afirmou que é preciso evitar interesses partidários.

“Vejo que tem que tomar muito cuidado com exploração de gente que tem até interesses partidários. Tem que eliminar os interesses partidários e deixar somente os interesses profissionais. Se você ficar só com os interesses profissionais é até uma coisa boa a evolução, mas quando você coloca interesses partidários, aí começa a manchar aquilo que é o objetivo principal”, disse o secretário.

Sobre a atuação das Forças Armadas, o general disse não haver “o mínimo risco de cometer qualquer erro, de cometer qualquer coisa fora da lei, qualquer coisa que seja condenável do ponto de vista não só legal, da própria educação”.

“A base de tudo são interesses naturais, normais de categorias que estão pressionadas por suas necessidades, por seus interesses e isso precisa ser tratado. Enquanto você não desatar o nó da questão, o problema se arrasta e o trabalho na punição, vamos dizer assim, ou de Forças Armadas na escolta de comboios é feito de maneira normal para manter abastecimento sem nenhum conflito, sem nenhum choque, sem nada. Não existem dois lados nisso. Isso é simplesmente um problema que o Brasil está vivendo e vai ter que resolver”, disse Santos Cruz.