Brasil seguirá dependente de caminhões por pelo menos 20 anos, diz FDC – Notícias


A matriz brasileira de transporte não deverá passar por significativa alteração nos próximos 20 anos mesmo que o governo federal consiga implementar todos os projetos já em andamento – como duplicações de rodovias e subconcessão de ferrovias como a Norte-Sul – e mantenha o estoque atual em infraestrutura. A constatação é da Fundação Dom Cabral (FDC), que lança nesta quinta-feira, 21, a Plataforma de Infraestrutura em Logística de Transportes (PILT), construída com base em dados públicos, de órgãos governamentais e de empresas parceiras, como Arteris, Grupo CCR e EcoRodovias.

O diagnóstico da FDC mostra ainda que, com o portfólio atual de projetos federais e se nada mais for proposto, o Brasil continuará dependente das rodovias e com um custo extremamente alto nesse modal até 2035. A instituição estima que o custo total do País com transporte tenha atingido R$ 166 bilhões em 2015 (ano usado como base para os cenários), com 70% desse montante consumido nas rodovias. Em 2035, esse custo subirá para R$ 233,3 bilhões, ao passo que a participação das rodovias nos custos se manterá praticamente igual, em 68%.

Caso os principais projetos federais nos setores de rodovias, portos, hidrovias e ferrovias saiam do papel até 2025 e nada mais seja feito até 2035, o custo logístico dos embarcadores de carga subirá quase R$ 130 bilhões. “E esse custo vai para algum lugar. Ou cai a margem das empresas, ou é repassado ao consumidor final”, afirma Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Logística, Infraestrutura e Supply Chain da FDC.

Como a crise recente com a greve dos caminhoneiros expôs, o Brasil precisa investimentos de longo prazo em ferrovias e hidrovias, as mais apropriadas para transportar determinados tipos de cargas por longas distâncias, defende a FDC.

Pelas contas da fundação, se 10% da carga transportada em rodovias (medidas em toneladas por quilômetro útil, TKU) for transferida para as ferrovias, haveria uma economia de custo de 2,4%, equivalente a R$ 4,85 bilhões em 2025 e R$ 5,6 bilhões em 2035. Se as hidrovias assumirem aquele papel, a economia de custo é maior ainda, de 4,5%, correspondendo a R$ 8,92 bilhões em 2025 e R$ 10,3 bilhões em 2035.

Porém, a FDC frisa que, no curto prazo, o planejamento público para o setor não pode deixar de lado as rodovias. “A concentração de fluxos de cargas não permite, de forma nenhuma, que o Brasil tome a decisão brusca de, de repente, partir para a ferrovia e a hidrovia e esquecer das rodovias para transporte de longa distância”, pontua Resende.

O especialista defende que o poder público tenha uma visão “estratégica, e não passional” sobre o modal rodoviário. “Ao planejarmos o curto prazo, não podemos romper o sistema rodoviário. Se rompermos, imediatamente teremos graves problemas, como vimos recentemente”, acrescenta.

Tabelar frete é ir contra ‘regra pétrea’ da economia, diz Fundação Dom Cabral – Notícias


Tabelar o frete rodoviário, como está sendo proposto pelo governo federal, é uma medida que vai contra a regra “pétrea” de oferta e demanda que rege a economia, avalia Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Logística, Infraestrutura e Supply Chain da Fundação Dom Cabral (FDC). “Acho que qualquer poder que quiser mediar uma discussão de tabela de frete corre o risco de mediar uma coisa que não dá fruto”, disse durante evento da FDC para lançar a Plataforma de Infraestrutura em Logística de Transportes (PILT).

Ainda na discussão sobre o frete, o especialista disse enxergar um “vácuo preocupante de intermediação técnica” no País. “A intervenção da instância suprema do Judiciário mediando situações desse tipo nos mostra a grande distorção institucional que o Brasil vive”, opina Resende.

Conforme dados da plataforma lançada nesta quinta-feira pela FDC, os embarcadores de carga deverão ver um aumento de cerca de R$ 130 bilhões de seus custos logísticos até 2035 – cenário que considera a implementação dos principais projetos federais nos setores de rodovias, portos, hidrovias e ferrovias até 2025 e a manutenção do estoque de infraestrutura existente.

Porém, Paulo Resende destaca que essa elevação dos custos nos próximos 20 anos não irá, necessariamente, se reverter em alta do frete. “O frete é um preço final, é uma remuneração final. Você tem a formação dos custos e o frete. Entre o frete e a formação dos custos, você tem a margem, seja do autônomo ou das transportadoras. Se nós tivermos um olhar estratégico, uma das formas de melhorar a margem do caminhoneiro e do transportador é melhorar a infraestrutura brasileira”, conclui.

"Vender Criptomoedas é como Vender a Apple em 2001", diz CEO da eToro


Com a fachada da loja da Apple (Foto: Ashokboghani / Flickr)

Com mais de US $ 9 milhões levantados por ICOs desde o início do ano como criptomoedas vivem um boom semelhante ao da internet no fim dos anos 90. Pesquisadores ouvidos pela Business Insider relacionam o momento com a “bolha da internet”: grande parte dos projetos falham, mas eles são líderes para hoje, como Google e Amazon.

“Na minha visão de prazo longo, vender [empresas de] é hoje um fornecedor de maçã em 2001”, disse Yoni Assia, investidor de bitcoin e ethereum e CEO da eToro, plataforma de negociação que a opera de criptomoedas.

, uma escala dessa proporção “nunca existiu antes, nem mesmo na bolha da internet”. Assia exemplifica: um livro whitepaper e, facilmente, 100 mil milionários leem o documento. Se 1 mil colocam US $ 10 mil, um ICO já consegue $ 10 milhões

Nesse contexto, claro que há ceticismo. Para Assia, “95% das startups terminarão em nada”. A visão é semelhante a outros investidores, como Obi Nwosu, CEO da exchange de bitcoin Coinfloor.

Para ele, um dos 20 projetos mais procurados, serão as “dezenas de fornecedores aplicativos matadores”. Já Dominik Schiener, criador da criptomoeda IOTA, acreditou que menos de 10 dos mais de 1.400 projetos relacionados a novos empreendimentos ligados a [19659021] blockchain, que está entre as tecnologias mais promissoras para os negócios . This content is present in the middle of the world, in the middle content, and the different resources to the process. [19659022] produtos e serviços nessa área chegaram a US $ 9,2 bilhões em 2021, 10 vezes mais do que os US $ 945 milhões registrados no ano passado. Para 2018, uma projeção é de US $ 2,1 bilhões.

Leia também: Análise Técnica Bitcoin 21/06/18

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Problemas fiscais não vão guiar política do BCE, diz Villeroy de Galhau – Notícias


O Banco Central Europeu (BCE) não permitirá que problemas fiscais em países integrantes da zona do euro determinem como e quando a instituição começará a retirar os estímulos de sua política monetária, afirmou hoje François Villeroy de Galhau, dirigente do conselho do BCE.

Villeroy de Galhau, que também é presidente do BC da França, alertou que incertezas sobre políticas fiscais são um dos possíveis choques que ameaçam a perspectiva econômica da zona do euro. Ele destacou que o endividamento bruto de governos do bloco cresceu para cerca de 85% da produção econômica, de 65% antes da crise financeira global de 2007.

O BCE, no entanto, não irá definir o momento de reverter as compras de ativos de seu programa de relaxamento quantitativo (QE, pela sigla em inglês) com base em problemas fiscais de países-membros, disse.

“Não podemos compensar integralmente pela incerteza criada por outros formuladores de políticas; também não podemos contrabalançar seus efeitos de forma plena”, afirmou Villeroy de Galhau durante pronunciamento em Paris.

Villeroy de Galhau disse ainda estar confiante de que o BCE está na direção certa no que diz respeito à inflação e que a instituição fará o que for necessário para cumprir seu mandato de garantir a estabilidade dos preços. Fonte: Dow Jones Newswires.

Bithumb Hack não muda os fundamentos do Bitcoin, diz o fundador da Litecoin, Charlie Lee


O recente hack da principal troca de criptografia Bithumb “realmente não muda os fundamentos do Bitcoin” Litecoin (LTC) fundador Charlie Lee afirmou em uma entrevista com CNBC 20 de junho.

De acordo com Lee, a queda de preço é uma reação típica do mercado para as notícias sobre o hack, e "acontece o tempo todo, Porque as pessoas ficam com medo. De acordo com Lee, o hack de uma troca de criptografia não afeta Os fundamentos do Bitcoin (BTC) exatamente da mesma forma que um assalto a banco não devem afetar o preço do ouro : [19659003] “Se a troca não protege as moedas bem o suficiente e é hackeada, ela realmente não muda os fundamentos da moeda que eles estão protegendo.”

Considerando o recente hack, Lee afirmou que troca de criptografia agora estão explorando e aprendendo as maneiras de proteger melhor os fundos dos clientes. Conforme Lee, o processo está melhorando, mas ainda "há muito a melhorar".

Lee também enfatizou uma "mudança de paradigma para as finanças pessoais com o Bitcoin", significando que as pessoas precisam se acostumar a proteger suas moedas. muito melhor do que as finanças tradicionais. ”

Segundo Lee, apesar da queda de 60% a 70% no ano passado, o Bitcoin ainda está“ indo muito bem ”, alegando que sua rede se tornou muito mais forte nos últimos anos. Lee diz que o preço atual do Bitcoin parece estar "desarticulado do desenvolvimento real do Bitcoin", e sugere que o preço vai se recuperar e "subir de volta em breve".

Na entrevista, Lee também sugeriu que o mercado está atualmente em uma posição de urso, mas é difícil dizer quanto tempo vai durar – três a quatro anos, ou um dia:

“Eu estive neste espaço por sete a oito anos e já vi urso mercados duram de três a quatro anos. Assim, este poderia ser um mercado de três a quatro anos ou poderia se recuperar amanhã. ”

Em 19 de junho, o principal cripto de troca de criptografia da Coréia do Sul foi hackeado levando a perda de US $ 30 milhões em criptocorrência. A bolsa teve que suspender temporariamente todos os depósitos e pagamentos. De acordo com Coinmarketcap o volume de negócios de 24 horas da Bithumb caiu para cerca de US $ 236 milhões de US $ 374 milhões reportados em 19 de junho, movendo a troca da sexta para a sétima maior troca de criptografia por volume de comércio.

Tabela do frete encarece exportações e comida do brasileiro, diz estudo – Notícias


A adoção de uma tabela com valores mínimos para o frete no Brasil pode aumentar os preços dos alimentos nos supermercados e ameaçar as exportações de commodities (matérias-primas), dentre outros efeitos negativos. É o que diz uma análise do grupo de pesquisa em logística da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), da USP (Universidade de São Paulo).

A tabela é uma das exigências feitas pelos caminhoneiros na greve que paralisou o país por 11 dias no final de maio.

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Mas os preços mínimos podem prejudicar até mesmo os próprios motoristas autônomos, ao reduzir a procura pelos seus serviços, segundo Samuel da Silva Neto, um dos autores do estudo. “A tabela tenta resolver um problema criando outros que são ainda mais difíceis de solucionar”, disse.

A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) divulgou uma tabela em 30 de maio, que desagradou as empresas. Em 7 de junho, substituiu-a por outra, que, por sua vez, foi criticada pelos caminhoneiros. A segunda versão foi revogada e, segundo a agência, é a primeira que está valendo hoje. 

Aumento vai direto para o consumidor, diz pesquisador

O estudo da Esalq mostra que a ANTT não levou em conta diversos fatores importantes na definição dos custos do transporte rodoviário no país.

Um dos principais é a sazonalidade da produção do agronegócio. Ou seja, o quanto o volume de produtos a ser transportado varia ao longo do ano. Num mercado com preços livres, o valor do frete tende a subir no período de safra, quando há maior procura para transportar os produtos colhidos, e diminuir entre uma safra e outra, quando a procura cai.

A tabela do governo define fretes fixos para o ano todo e em preços acima do mercado. “Essa conta vai ser repassada para alguém”, disse Silva Neto. “No caso dos produtos vendidos no mercado interno, como alimentos, o repasse vai direto para o consumidor.”

Exportações brasileiras ficam menos competitivas

Como o Brasil é um grande produtor de matérias-primas, a tabela do frete deve afetar também as exportações. De acordo com o pesquisador, gastos com transporte têm forte peso no preço final dos produtos exportados. No caso do milho, por exemplo, o frete chega a representar quase 60% do preço final em alguns períodos do ano. Como a cotação das commodities é definida no mercado internacional, o produtor rural tem pouco espaço para absorver aumentos nesses custos.

“O Brasil acaba perdendo grande parte da vantagem competitiva que ele tem dentro da ‘porteira’ quando acontece uma mudança estrutural no custo do transporte”, disse o pesquisador.

Uma das distorções mais claras apontadas pelo estudo é a do setor de fertilizantes, que geralmente faz o caminho dos portos para o interior do país. Por ser uma trajetória de retorno, utilizando caminhões que anteriormente haviam transportado produtos do interior para os portos, o frete praticado hoje é mais barato. A tabela, portanto, teria um impacto ainda maior para o setor, de acordo com o estudo. Se o aumento nos custos se concretizar, os produtores rurais podem comprar menos fertilizantes, o que pode prejudicar o desempenho das lavouras.

O encarecimento tem o agravante de reduzir a competitividade do produto brasileiro lá fora justamente num momento delicado para o comércio mundial. Segundo analistas, a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China deve acabar respingando nas exportações do Brasil.

Caminhoneiro autônomo pode perder mercado

No longo prazo, a tabela do frete pode prejudicar os próprios caminhoneiros autônomos, que reivindicaram a tabela, aponta o estudo. Caso os preços fiquem de fato em patamares acima do mercado, as transportadoras podem decidir aumentar a sua frota própria e contratar caminhoneiros, em vez de usar os serviços de motoristas autônomos. Isso prejudicaria os autônomos na medida em que reduziria a procura pelos seus serviços.

Outro possível efeito da adoção da tabela, diz o estudo, é a “verticalização das operações de transporte nas diversas organizações”. Significa que uma empresa de um determinado setor, que costumava contratar transportadoras ou caminhoneiros autônomos, passaria a se encarregar do transporte. Uma usina, por exemplo, pode passar a transportar cana-de-açúcar, álcool e açúcar por conta própria.

Se a fiscalização da aplicação da tabela for frouxa, existe ainda o risco de se criar um mercado paralelo, no qual os caminhoneiros autônomos ofereçam preços mais baixos que os tabelados.

Ferrovias e hidrovias devem acompanhar aumento

O impacto do aumento do frete não ficaria restrito ao transporte rodoviário, disse Silva Neto. Outros modais, como ferrovias e hidrovias, também tendem a subir os preços.

“Imagine que você produz no Mato Grosso e tem duas opções para levar o produto até o porto de Santos (SP): uma é o transporte rodoviário direto até lá, a outra é a ferrovia”, disse. “Os dois modais competem entre si, e a ferrovia tende a ser mais barata. Mas, se o rodoviário subir o preço, o ferroviário também vai subir.”

Tabela desestimularia qualidade e produtividade

O tabelamento discutido pelo governo também é negativo, segundo Silva Neto, porque impede que haja preços diferentes dependendo da produtividade e da qualidade do serviço prestado pelo caminhoneiro.

Um autônomo que trabalha com um caminhão novo e faz entregas em uma velocidade maior receberá o mesmo frete que um caminhoneiro em um caminhão velho e que seja mais lento na prestação de serviço.

Medida é alvo de ação no STF

A medida provisória que instituiu a tabela do frete (MP 832/18) está sob análise do STF (Supremo Tribunal Federal), que vai decidir se ela é constitucional. 

Comida mundial está na mão de poucos, e agricultor fica pobre, diz estudo – Notícias


A concentração do mercado de alimentos nas mãos de poucas empresas está esmagando os rendimentos dos pequenos produtores rurais e trabalhadores do campo no mundo todo. Há casos em que a renda dos lavradores é tão baixa que eles chegam a passar fome. Ao mesmo tempo, os ganhos das gigantes do setor engordam.

É o que diz um estudo da ONG britânica Oxfam divulgado nesta quarta-feira (20).

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“A renda dos agricultores vem sendo arrochada de forma brutal, os baixos salários são generalizados e os direitos trabalhistas, negados a pessoas que trabalham para fornecer diferentes produtos a supermercados em todo o mundo”, afirma a diretora-executiva da ONG, Winnie Byanyima. 

Nossas pesquisas concluíram que a grande maioria tem dificuldades para alimentar adequadamente suas próprias famílias
Winnie Byanyima, diretora-executiva da Oxfam

Mercado está nas mãos de poucas empresas

O estudo aponta que a concentração do mercado se dá em diversas etapas da cadeia de alimentos. Quase 60% do fornecimento de insumos, como fertilizantes e agrotóxicos, é dominado por três multinacionais (Bayer/Monsanto, Dupont-Dow e ChemChina/Syngenta).

No comércio de commodities (matérias-primas) agrícolas, quatro empresas respondem por 70% da receita movimentada (ADM, Bunge, Cargill e Louis Dreyfus), e 50 fabricantes de alimentos abocanham metade de todas as vendas do setor, de acordo com a Oxfam.

Na ponta final da cadeia, também há dominação de poucas empresas. Na União Europeia, por exemplo, apenas 10 redes de supermercados respondem por mais da metade de todas as vendas de alimentos no varejo.

As distorções são tão profundas, diz a ONG, que o executivo mais bem pago de um supermercado do Reino Unido recebe, em cinco dias, o mesmo valor que uma trabalhadora que colhe uvas na África do Sul ganhará na vida inteira.

‘Pressão implacável’ nos agricultores

Segundo a Oxfam, a concentração faz com que os supermercados tenham cada vez mais poder de impor os seus termos na negociação com os fornecedores. Por um lado, esse cenário é positivo para o consumidor, que tem acesso a mais produtos e a preços mais baixos. Mas, por outro, esse modelo exerce “uma pressão implacável nos fornecedores para reduzir custos”. 

Como há poucas empresas para as quais os produtores podem vender seus alimentos, eles acabam aceitando os termos das grandes redes.

O resultado é que os lavradores ganham fatias cada vez menores dos preços finais observados nos supermercados. A ONG analisou os preços de uma série de produtos em diversos países, como o suco de laranja do Brasil, o café da Colômbia, o cacau da Costa do Marfim e o chá na Índia.

O levantamento mostrou que, do preço final desses produtos nas prateleiras, 8,8% iam para os pequenos agricultores entre 1996 e 1998. Em 2015, a parcela caiu para 6,5%. Na contramão, a mordida das redes de supermercado nos preços das etiquetas aumentou de 43,5% para 48,3% no mesmo intervalo.

Trabalhador chega a passar fome, diz ONG

De acordo com a Oxfam, a disparidade no poder de negociação entre as partes está levando a uma série de práticas comerciais injustas. É o que acontece, por exemplo, quando supermercados mudam os termos dos contratos com produtores rurais por iniciativa própria, adiam pagamentos e cobram taxas para colocar produtos em suas prateleiras ou para punir os fornecedores por reclamações de clientes.

Outra prática comum entre as gigantes do setor de alimentos, segundo a ONG, é pagar aos produtores rurais preços que ficam abaixo do custo de produção, o que ameaça não só a atividade econômica como também a própria subsistência dos lavradores.

Em uma pesquisa realizada em 2017 com centenas de pequenos agricultores e trabalhadores da cadeia de fornecimento de alimentos para supermercados, a organização descobriu que a maioria havia passado fome recentemente.

Na África do Sul, por exemplo, mais de 90% das trabalhadoras entrevistadas em vinícolas disseram não ter tido alimento suficiente no mês anterior. Quase um terço afirmou que elas próprias ou um membro de suas famílias foram dormir com fome pelo menos uma vez naquele período.

Lavrador fica mais longe da ‘renda digna’

O esmagamento dos ganhos de quem produz comida deixa essas pessoas mais distantes de atingirem o que a ONG considera uma renda mínima digna, definida com a renda necessária para que todos os membros de uma família tenham “um padrão de vida decente”. Esse valor varia de país para país, conforme fatores como o poder de compra da moeda local.

No caso do Brasil, onde a renda digna ficaria em torno de R$ 1.316 por mês, o estudo analisou o mercado de suco de laranja. Concluiu que trabalhadores do setor, empregados em grandes plantações de laranja, por exemplo, ganham apenas 61% desse valor. Pequenos agricultores, que cultivam a própria terra, recebem ainda menos –58%.

A situação é ainda pior em países como a Índia, onde trabalhadores de fazendas ligadas ao chá recebem apenas 38% da renda considerada digna por lá, e no Quênia, onde esse número fica em torno de 40% entre empregados nas plantações de feijão verde.

Como reduzir os agrotóxicos da sua comida do dia a dia?

Em vídeo divulgado pelo Planalto, narrador diz que governo não tem como tabelar preços – Notícias


(Reuters) – Em vídeo divulgado pelo Palácio do Planalto nas redes sociais nesta quarta-feira, um narrador afirma que o governo não pode tabelar o preço dos produtos e, caso adotasse essa política, produtores poderiam deixar de comercializar.

O vídeo, de pouco menos de 2 minutos, foi apresentado em meio à discussão no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a legalidade da medida provisória editada pelo governo que instituiu o tabelamento do frete de transporte rodoviário de cargas.

A edição da MP pelo presidente Michel Temer foi uma das concessões do governo para colocar fim na greve dos caminhoneiros que parou o país por 11 dias.

“Também tem aquela coisa, né, não dá para o governo controlar tudo. Tem preço que depende do que acontece lá fora… ‘Ah, mas o governo podia tabelar os preços’. Tá louco! Não é assim que as coisas funcionam. Se o governo congela o preço, o produtor pode se recusar a vender ou parar de produzir”, afirma o protagonista do vídeo.

O ator diz ainda que, se o governo resolver bancar a diferença de um determinado produto, a verba sairá da “grana dos impostos”. “O governo não está com dinheiro sobrando, pelo contrário, está faltando”, alerta. Ele cita ainda que já tentaram fazer um tabelamento no passado e que não deu certo. “Esse tipo de política pode ter péssimas consequências”, completa.

O narrador sustenta ainda na peça que há produtos que têm seus preços regulados internacionalmente e que eles não tem relação com a atuação do governo.

A edição da MP com o tabelamento do frete e a discussão sobre a política de preços de combustíveis da Petrobras gerou forte reação dos mercados financeiros e de importantes economistas, que viram a medida como uma possibilidade de controle mais amplo dos preços pelo governo.

(Por Ricardo Brito)

John McAfee diz não no Twitter que não vai Mais Recomendar ICOs após Ameaças de Reguladores


John McAfee / Flickr

O investidor e o entusiasta de criptomo John McAfee disse que não voltam a a promover as Ofertas Iniciais de Moedas (ICO, em inglês) em sua conta no Twitter . Publicada na rede social, and the flag of the Commission of Títulos and Câmbios of States (SEC),

Por meio de um tuíte, McAfee disse que “Imposto sobre as atividades da empresa”, da ICO. “Todos os que operam com ICOs podem ser presos. Devido às ameaças da SEC, não estou mais trabalhando com organizações internacionais de produtos de base, nem as estou recomendando, e todas as organizações de produtos de base podem esperar pela prisão. É injusto, mas é realidade. Estou escrevendo um artigo sobre uma alternativa equivalente às ICOs, que a SEC não pode tocar. Por favor, tenha paciência.

– John McAfee (@officialmcafee) 19 de junho de 2018

O investidor disse, que está de pé, um que é de um sobre o que é estatal?

De acordo com anúncio divulgado pela Comissão em novembro do ano passado, pessoas influentes que utilizam suas contas em redes sociais para fazer investimentos em ICOs categorizados como títulos estariam sujeitos às penas das leis antifraude. dos EUA.

Em publicação publicada na CCN, a McAfee informou que cobra US $ 500 mil por divulgação de um projeto de ICO, e US $ 100 mil por resposta. Em seu site, entretanto, o investidor está cobrando US $ 105 mil pela divulgação na plataforma.

McAfee disse em sua conta que, “obviamente, as pessoas que pena essa vale. Estatisticamente, cada unidade gera em torno de US $ 6 milhões para os clientes – um retorno de 600%. ”

McAfee já recomendou investimento em uma ICO que causou grandes problemas a financiadores, após o projeto ser inteiramente plagiado . A McAfee ignorou como ameaças e voltou a publicar sobre o ICO no seu Twitter, onde divulgou o documentário.

O entusiasta da tecnologia para concorrer à presidência dos Estados Unidos em 2020 pelo Partido Libertário, ou por uma legenda própria. McAfee já tinha concorrido nas disputas internas entre os libertários em 2016, mas perdeu para Gary Johnson [1965903]

também: Sexta Maior Bolsa de Criptomoedas é Hackeada e Perde US $ 30 Milhões ; Usuários Serão Reembolsados ​​

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Demanda por voos domésticos no Brasil sobe 3,9% em maio, diz Abear – Notícias


SÃO PAULO (Reuters) – A demanda por voos domésticos no Brasil em maio aumentou 3,9 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

A oferta de voos domésticos subiu 5,22 por cento na mesma base de comparação.

Segundo a Abear, o resultado do mês passado foi influenciado pela greve de caminhoneiros, que levou ao cancelamento de alguns voos, afetou a demanda como um todo e levou ainda à reprogramação de viagens que já estavam marcadas.

“Estes elementos causaram o descompasso entre o que foi ofertado, que é previamente dimensionado, e o que foi efetivamente utilizado”, disse a associação em comunicado.

(Por Flavia Bohone)