Preço do diesel nos postos do Brasil volta a cair após programa de subsídios, aponta ANP – Notícias


RIO DE JANEIRO (Reuters) – Os preços do diesel nos postos do Brasil recuaram pela segunda semana consecutiva, apontaram dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), como resultado de um programa de subsídios ao combustível fóssil lançado pelo governo federal para atender demandas de caminhoneiros.

O valor médio do diesel nos postos brasileiros atingiu uma média de 3,434 reais por litro nesta semana, queda de 1,4 por cento em relação aos 3,482 reais por litro registrados uma semana antes, segundo pesquisa semanal da ANP.

Na semana passada, o combustível nos postos havia caído 9 por cento frente a um recorde no período anterior.

O programa de subvenção ao diesel surgiu como resultado de negociações para encerrar uma gigantesca greve realizada pelos caminhoneiros no fim de maio, que protestavam contra os altos preços do combustível, desabastecendo diversos pontos do país e impactando a economia.

O grande recuo nos preços, nas duas últimas semanas, foi possível devido a um corte administrado pela Petrobras em suas refinarias, depois que a estatal aderiu ao programa de subvenção, reduzindo e congelando os preços, contando que será ressarcida por possíveis prejuízos. Uma redução de tributos federais também foi realizada.

A gasolina, por sua vez, registrou média nos postos de 4,572 por cento nesta semana, queda de 0,7 sobre a semana anterior, quando foi vendida por 4,603 reais por litro, segundo a ANP.

A gasolina vem sofrendo recuos em meio a uma queda dos preços do barril do petróleo no mercado internacional, dentre outros fatores.

No caso da gasolina, a Petrobras permanece administrando reajustes quase que diários, seguindo indicadores internacionais, como o preço do barril do petróleo e o dólar, em busca de rentabilidade.

O etanol hidratado, concorrente da gasolina nas bombas, por sua vez, teve queda 1,14 por cento na semana, para 2,948 reais por litro, mostrou a pesquisa da ANP.

(Por Marta Nogueira)

Preço do diesel nos postos volta a cair após programa de subsídios, aponta ANP – 16/06/2018 – Mercado


​Os preços do diesel nos postos do Brasil recuaram pela segunda semana consecutiva, apontaram dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), como resultado de um programa de subsídios ao combustível fóssil lançado pelo governo federal para atender demandas de caminhoneiros.

O valor do diesel nos postos brasileiros atingiu uma média de R$ 3,434 por litro nesta semana, queda de 1,4% em relação aos R$ 3,482 por litro registrados uma semana antes, segundo pesquisa semanal da ANP.

Na semana passada, o combustível nos postos havia caído 9% frente a um recorde no período anterior.

O programa de subvenção ao diesel surgiu como resultado de negociações para encerrar uma gigantesca paralisação realizada pelos caminhoneiros no fim de maio, que protestavam contra os altos preços do combustível, desabastecendo diversos pontos do país e impactando a economia.

O grande recuo nos preços, nas duas últimas semanas, foi possível devido a um corte administrado pela Petrobras em suas refinarias, depois que a estatal aderiu ao programa de subvenção, reduzindo e congelando os preços, contando que será ressarcida por possíveis prejuízos. Uma redução de tributos federais também foi realizada.

A gasolina, por sua vez, registrou média nos postos de R$ 4,572 nesta semana, queda de 0,7% sobre a semana anterior, quando foi vendida por R$ 4,603 por litro, segundo a ANP.

A gasolina vem sofrendo recuos em meio a uma queda dos preços do barril do petróleo no mercado internacional, dentre outros fatores.

No caso da gasolina, a Petrobras permanece administrando reajustes quase que diários, seguindo indicadores internacionais, como o preço do barril do petróleo e o dólar, em busca de rentabilidade.

O etanol hidratado, concorrente da gasolina nas bombas, por sua vez, teve queda 1,14% na semana, para R$ 2,948 reais por litro, mostrou a pesquisa da ANP.

20% dos postos fiscalizados não baixam diesel – 16/06/2018 – Mercado


Cinco postos de combustíveis da capital, entre 25 fiscalizados ontem, não estavam cumprindo o desconto de R$ 0,46 no preço do litro do óleo diesel, e foram notificados pelo Procon-SP.

O governo reduziu o preço do diesel nas distribuidoras após a paralisação dos caminhoneiros, que parou o país e causou desabastecimento.

O órgão de defesa do consumidor realizou operação com o Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) e técnicos da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Uma multa poderá ser aplicada, mas dependerá de cálculo que tem variáveis como tamanho da empresa.

Segundo o Procon-SP, ao todo, 17 postos de combustíveis foram notificados.

Além do desconto no valor do diesel, as irregularidades constatadas foram a falta de informação de preços com destaque e em local visível ou falta de clareza na divulgação de promoções.

Às equipes do Ipem-SP coube checar a quantidade do combustível que sai da bomba para o tanque dos veículos.

Segundo balanço divulgado no fim do dia, a fiscalização vistoriou 17 postos e encontrou irregularidades em nove. Ao todo, 283 bombas foram fiscalizadas e 23 foram reprovadas.

Com diesel subsidiado, gasto com obras públicas deve ser o pior em 12 anos – Notícias


Os investimentos do governo federal (como obras públicas), que já são baixos, serão sacrificados e deverão registrar em 2018 o pior resultado em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos 12 anos.

Entre as razões, estão as concessões aos caminhoneiros, como subsídio ao diesel, e a desaceleração recente da economia.

Fontes internas do governo estimam que os gastos federais com investimentos deverão ficar perto de 0,6% do PIB, ou de R$ 40 bilhões, no fechamento do ano.

Se concretizado, o resultado será o menor da série histórica iniciada pelo Tesouro Nacional em 2007, representando mais uma trava para o crescimento do país.

Os números do Tesouro mostram que, em 2017, os investimentos do governo federal foram de 0,7% do PIB ou R$ 45,7 bilhões. Esse já foi o pior desempenho da série histórica, atrás apenas do registrado em 2007. Naquele ano, os investimentos representaram 0,8% do PIB ou R$ 21,8 bilhões.

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Os investimentos federais se traduzem em obras públicas, por exemplo, e são cruciais para o crescimento da economia. De um lado, eles ajudam o país a recompor a sua infraestrutura. De outro, aumentam a confiança dos empresários e incentivam os investimentos na área privada.

Veja os investimentos federais ano a ano*:

  • 2007: 0,8% do PIB (R$ 21,8 bi)
  • 2008: 0,9% do PIB (R$ 28,1 bi)
  • 2009: 1,0% do PIB (R$ 34,0 bi)
  • 2010: 1,2% do PIB (R$ 44,7 bi)
  • 2011: 1,2% do PIB (R$ 52,6 bi)
  • 2012: 1,2% do PIB (R$ 59,4 bi)
  • 2013: 1,2% do PIB (R$ 63,2 bi)
  • 2014: 1,3% do PIB (R$ 77,5 bi)
  • 2015: 0,9% do PIB (R$ 55,5 bi)
  • 2016: 1,0% do PIB (R$ 64,8 bi)
  • 2017: 0,7% do PIB (R$ 45,7 bi)*

Fonte: Tesouro Nacional

* Valores não atualizados pela inflação

Subsídio para o diesel reduz dinheiro para obras

Geralmente, em ano de eleições, como os candidatos querem agradar as suas bases nos estados, há uma aceleração nos desembolsos para a realização de obras, por exemplo.

No entanto, com a crise econômica e a promessa do governo de tirar R$ 9,5 bilhões do próprio bolso para subsidiar a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel nas refinarias, economistas ouvidos pelo UOL afirmam que o espaço para a realização de investimentos será praticamente zero.

Na prática, como as regras do Orçamento público são rígidas e o governo não tem opções para cortar gastos, o investimento, que não é obrigatório, acaba sacrificado.

“O Orçamento tem muitos gastos obrigatórios. Num governo fraco, as pressões são por mais populismo, como no caso do subsídio para combustíveis, e não por maiores investimentos. Nessa política, a postura do governo é a de cortar migalhas”, disse o especialista em contas públicas Raul Velloso.

“O investimento, que já era um preso na direção da cadeira elétrica, é destruído de vez”, afirmou Velloso.

Investimentos devem cair até dezembro

Nos quatro primeiros meses deste ano, os investimentos públicos federais somaram R$ 12,1 bilhões. Sem considerar a inflação, o valor representa uma alta de 48,3% na comparação com o total de R$ 8,1 bilhões registrado no mesmo período de 2017. Na comparação com o desempenho da economia, no entanto, os gastos passaram de 0,12% do PIB para 0,17% do PIB.

“No começo deste ano, os investimentos cresceram, mas devido ao grande represamento que aconteceu no ano passado por conta do elevado contingenciamento [corte de gastos promovido pelo governo para permitir a meta de economia para o ano]”, disse o economista Manoel Pires, coordenador do Observatório de Política Fiscal do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

“A tendência para o restante do ano é de queda. É possível que o investimento fique próximo do valor do ano passado, que foi um valor muito baixo”, afirmou Pires.

O economista disse que, na ausência de reformas que possam reduzir despesas obrigatórias, como a da Previdência, o governo vai cortar gastos “até onde for possível”. “Esse enredo está traçado para este e para o próximo ano”, afirmou.

Gastos no setor privado devem subir menos

A greve dos caminhoneiros também levou a uma queda nas projeções para os investimentos privados em 2018.

Depois dos protestos, os economistas que produzem o Boletim Macro, do Ibre/FGV, reduziram de 4,3% para 4% a estimativa para o crescimento da chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). No início do ano, a projeção era de uma alta de 5,4%.

O indicador representa a soma dos investimentos públicos e privados no país, que ficou perto de R$ 1,03 trilhão no ano passado. O valor representou 15,6% do PIB em 2017 e deve chegar perto de 16% este ano.

“Apesar de a nova projeção de crescimento, de 4%, ser pequena, deve ser a primeira alta após quatro anos de queda nos investimentos”, disse o pesquisador do Ibre Marcel Balassiano.

Na avaliação do economista, o maior impacto da greve foi no sentido de gerar incerteza. Menos confiantes, famílias consomem menos e empresas cortam investimentos.

“Já existia uma dúvida natural com as eleições. A greve trouxe incerteza”, afirmou.

Taxa anual de crescimento dos investimentos (FBCF = públicos + privados):

  • 2013: 5,8%
  • 2014: -4,2%
  • 2015: -13,9%
  • 2016: -10,3%
  • 2017: – 1,8%
  • 2018: 4,0%

Fonte: Projeções do Ibre/FGV

Governo diz atuar para que empresas ampliem gastos

O Ministério do Planejamento disse em nota que os investimentos, por se tratarem de despesas “menos rígidas”, estão mais sujeitos a “ajustes em período de restrições fiscais mais fortes, como o que ocorre atualmente”.

Mesmo nesse cenário, o Planejamento disse que o governo tem atuado para trazer mais eficiência para os investimentos em infraestrutura. Esses esforços, segundo o órgão, incluem a conclusão de obras já iniciadas e a retomada de outras que estavam paralisadas.

“Além disso, há atuação no sentido de tornar o setor privado protagonista no investimento em infraestrutura, com melhorias regulatórias e programas de parcerias em concessões”, disse o órgão, em nota.

Preço do diesel cai R$ 0,34 após acordo entre governo e caminhoneiros – Notícias


O preço médio do litro do óleo diesel nas bombas caiu R$ 0,34 (o que corresponde a 9%) após a greve dos caminheiros, segundo balanço divulgado neste sábado (9) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Na semana de 3 a 9 de junho, após a greve, o preço médio desse combustível foi de R$ 3,482. Na semana anterior, de 27 de maio a 2 de junho, quando ainda não havia acordo entre o governo federal e os caminhoneiros, o diesel custava R$ 3,828. Ao firmar acordo com os caminhoneiros, o governo federal previu redução de R$ 0,46 no preço do litro.

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Para obter o preço médio, a ANP pesquisou 2.855 postos em todo o Brasil. O menor valor foi registrado na Região Sul (R$ 3,312), enquanto o maior foi constatado na Região Centro-Oeste (R$ 3,695).

Nas distribuidoras, o preço médio do litro de óleo diesel caiu 8,5% na comparação entre as duas semanas, passado de R$ 3,446 para R$ 3,154.

Outros combustíveis

No mesmo período, o preço médio do litro de gasolina caiu 0,24%, passando de R$ 4,614 para R$ 4,603. Já o etanol aumentou 0,98%, de R$ 2,953 para R$ 2,982.

ANP credencia 35 empresa para receber subvenção pelo diesel – Notícias


Chegou a 35 o número de empresas importadoras e produtoras de óleo diesel que se inscreveram na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para receber a subvenção de R$ 0,30 pelo litro de combustível vendido. Entre elas, está a Petrobras, que aderiu ao programa na última segunda-feira (04); e pequenas refinarias – RioGrandense e Dax Oil Refino -; e a Flamma Óleo e Derivados, que tem a distribuição de derivados de petróleo como principal atividade.

A um dia do início da subvenção, que passou a valer nesta sexta-feira, sete empresas apresentaram suas documentações à agência reguladora para aderir ao programa. Fazem parte da listas as principais importadoras atuantes no mercado interno desde que a Petrobras passou a adotar a paridade internacional de preços, em 2016, e abriu espaço para novos comercializadores no País.

Governo publica regulamentação da subvenção econômica ao diesel – Notícias


SÃO PAULO (Reuters) – O governo brasileiro divulgou nesta sexta-feira a regulamentação da subvenção econômica à comercialização de óleo diesel aprovada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de acordo com despacho publicado no Diário Oficial da União.

A subvenção se segue aos protestos dos caminhoneiros contra a alta do combustível e tem por objetivo viabilizar reajustes mensais do produto sem que isso represente perda para a Petrobras ou companhias importadoras.

A petroleira anunciou nesta sexta-feira que seu Conselho aprovou a adesão da companhia à segunda fase do programa.

Conforme o despacho, poderá solicitar adesão à subvenção “o agente econômico autorizado pela ANP como refinador de petróleo, formulador de combustíveis, central de matéria-prima petroquímica ou importador, que produzam ou importem óleo diesel”.

Confira a íntegra na página do Diário Oficial da União: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?data=08/06/2018&jornal=515&pagina=168&totalArquivos=242

(Por José Roberto Gomes)

Como o pré-sal poderia ajudar o Brasil a usar menos diesel – Notícias


Com número recorde de empresas inscritas, mais uma área do pré-sal vai a leilão nesta quinta-feira (7). A 4ª rodada de partilha de produção colocou quatro campos em oferta, dois na bacia de Santos, dois na bacia de Campos, uma área de cerca de 4,2 mil km², o equivalente a três vezes o tamanho do município de São Paulo.

O aumento do preço do petróleo no mercado internacional e a alta produtividade das reservas brasileiras atraíram 16 petroleiras, entre as quais gigantes como Shell, Statoil e Exxon Mobil.

Um recurso do pré-sal que não é chamariz para essas multinacionais – o gás natural -, contudo, poderia ser aliado importante para o Brasil reduzir a dependência do diesel e aumentar a participação de fontes renováveis em sua matriz energética no médio e longo prazo.

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O gás natural está associado ao óleo nas áreas de exploração, dissolvido ou como uma capa sobre os reservatórios. O menos poluente entre os combustíveis fósseis, na Europa e nos Estados Unidos ele vem sendo cada vez mais usado como combustível de caminhões e de navios – neste último caso, como um caminho para que os países cumpram as metas de redução da emissão de gases poluentes pelo transporte marítimo.

No Brasil, o gás natural é usado para consumo doméstico, em setores industriais e nas usinas termelétricas. Ele também poderia ser aproveitado, entretanto, como combustível alternativo para os ônibus nas grandes metrópoles do país e para dar flexibilidade à geração eólica e solar – ou seja, como “backup” para fornecer energia quando essas fontes, que são intermitentes, não estivessem produzindo -, ressaltam especialistas ouvidos pela BBC Brasil.

Até 2026, justamente por causa da exploração do pré-sal, a oferta de gás natural na malha integrada de gasodutos do país deve crescer quase 40%, de 43 milhões de metros cúbicos por dia para 59 milhões, conforme as estimativas feitas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) com base nas reservas já conhecidas.

Apesar do aumento, a diversificação do uso do gás natural enfrenta obstáculos que vão desde a baixa demanda interna, que dificulta a criação de um mercado com preços que atraiam empresas para a exploração do combustível, à falta de infraestrutura de gasodutos para a distribuição.

Caminhões, gás liquefeito e os ‘corredores azuis’

“O desenvolvimento do pré-sal nos conduz a rápidos e materiais excedentes de gás natural”, diz Edmilson Moutinho dos Santos, professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP).

“Trata-se de um gás difícil de monetizar, por questões logísticas, mas que representa uma oportunidade real de valorização no mercado doméstico, tornando nossa matriz energética muito mais sustentável e em linha com as demandas globais do século 21”, completa.

O especialista estuda o conceito de “corredores azuis”, rotas para veículos pesados, em expansão na Europa, que garantem autonomia para abastecimento de veículos movidos a GNC, gás natural veicular comprimido, ou GNL, gás liquefeito.

O uso do gás natural como combustível alternativo ganhou fôlego nos últimos dez anos, afirma Adriano Pires, sócio-diretor da Câmara Brasileira de Infraestrutura (CBIE), graças, em parte, à redução nos preços – reflexo, por sua vez, da exploração de gás de xisto (um tipo de gás “não convencional”, que não está atrelado às reservas de petróleo) nos EUA e da ampliação do uso da versão líquida do gás natural, o GNL, que não depende de gasoduto para ser transportado.

O GNL, aliás, vem sendo cada vez mais utilizado em navios, diante da pressão internacional para a fixação de metas mais agressivas pelo transporte marítimo para redução de emissão de gases poluentes.

“O gás natural é visto hoje como um caminho de transição para matrizes energéticas mais limpas, enquanto não se desenvolvem, por exemplo, as baterias que vão armazenar a produção por energia eólica”, ele acrescenta.

Ele não possui enxofre na composição e não gera fuligem quando queima, explica o professor de planejamento energético da Coppe-UFRJ Alexandre Szklo. “Não existe ‘queima limpa’ em combustível fóssil, mas a emissão de poluentes é menor.”

Coleta de lixo e ônibus urbano

Em uma de suas pesquisas, Moutinho, do Instituto de Energia e Ambiente da USP, simulou a troca de 30 caminhões de coleta de lixo a óleo diesel por GNV na cidade de Sorocaba, em São Paulo. Levando em conta as soluções tecnológicas já disponíveis no país, os resultados sinalizaram uma redução das emissões anuais de CO2 pela frota em 469 toneladas e a diminuição da emissão de poluentes como monóxido de carbono em mais de 95%.

Szklo, da Coppe-UFRJ, também vê potencial para substituição do diesel na frota de ônibus urbano, em áreas em que já exista malha de distribuição de gás, como a região Sudeste. Ele afirma que a alternativa já foi estudada na cidade do Rio de Janeiro, mas não foi para frente porque a mudança para o combustível a gás dificultaria a venda dos veículos no fim do seu ciclo de vida.

Depois de “aposentados”, os ônibus usados para transporte urbano na capital carioca são vendidos para cidades do interior – que, nesse caso, não teriam acesso à rede de distribuição de gás para abastecer.

“A questão do diesel é maior que uma bala de prata”, diz o especialista, que acha difícil que o combustível mais usado no Brasil seja largamente substituído no curto ou médio prazo.

O transporte de carga, por exemplo, movimenta em geral cargas pesadas, grandes volumes de produto com baixo valor agregado, como commodities. A margem de lucro, portanto, é pequena, e menor ainda para os caminhoneiros autônomos, responsáveis por 30% do total do frete. O espaço para investir em caminhões menos poluentes, portanto, é muito mais limitado.

Os navios que saem dos portos do país, por sua vez, também transportam produtos de baixo valor agregado – ou seja, é preciso ter volume para que o frete seja financeiramente rentável. Assim, à medida que os tanques para gás, maiores do que aqueles usados para o diesel, ocupariam espaço que poderia ser da soja ou minério de ferro, esse tipo de alternativa acaba se tornando menos atraente.

“O diesel é a nossa principal matriz energética. O Brasil consome mais diesel do que eletricidade”, destaca Szklo, para ilustrar o tamanho do desafio de reduzir de forma significativa a dependência do combustível que desencadeou a greve de caminhoneiros no último mês de maio.

O gás do pré-sal

De forma geral, parte do gás explorado no subsolo oceânico é reinjetada nos reservatórios, porque facilita a extração de óleo, uma parcela é consumida na plataforma, outra é perdida ou queimada e parte é disponibilizada para consumo.

No pré-sal, uma parcela maior do gás tem sido reinjetada porque faltam rotas de escoamento das plataformas “offshore”, no oceano, para a malha “onshore”, no continente, diz Szklo, da Coppe-UFRJ.

Parte do problema de infraestrutura, dizem Giovani Machado e Marcos Frederico, superintendentes da diretoria de estudos do petróleo, gás e biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), se deve ao custo elevado para construir a rede de gasodutos com centenas de quilômetros que ligaria o mar ao continente.

Nos Estados Unidos e na Europa, como o gás é usado desde a década de 50 e 60 para calefação nas regiões mais frias, a malha de distribuição que passou a ser usada, por exemplo, para abastecer os caminhões, já estava disponível e “amortizada” – ou seja, os investimentos já haviam sido recuperados -, afirmam os especialistas.

Diante da capacidade limitada do setor público de gastar e da incerteza das empresas que exploram os reservatórios em relação à demanda – ou seja, se elas terão para quem vender o gás que eventualmente decidam explorar -, as vencedoras dos leilões do pré-sal têm pouco incentivo para ampliar a rede de distribuição.

“A infraestrutura não anda porque não tem demanda disposta a pagar por esse serviço”, destacam.

Os reservatórios do pré-sal têm uma proporção maior de gás em relação ao óleo do que os demais campos no país – o combustível, contudo, tem teor mais alto de contaminantes, como o CO2, que precisam ser isolados para que o gás seja comercializado.

Para concorrer com o GNL importado e com o gás barato que vem da Bolívia pelo gasoduto de 3,1 mil km inaugurado em 2010, o gás do pré-sal precisa ter um preço bem mais competitivo do que tem hoje, diz Larissa Resende, do Centro de Estudos de Energia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Energia).

Uma das soluções nesse sentido, ela exemplifica, seria a “ancoragem” em projetos de termelétricas a gás – grandes consumidoras, que garantiriam parte da demanda – e a estocagem subterrânea do combustível, para que ele ficasse mais próximo dos centros consumidores e reduzisse o impacto negativo das oscilações de demanda sobre os preços.

Em paralelo, ela acrescenta, o país precisa de mudanças regulatórias e de formulações de política energética voltadas para fomentar o mercado de gás. O chamado “PL do gás”, o projeto de lei 6407, de 2013, está parado no Congresso.

“Essa abundância de gás que a gente tem no pré-sal só vai ser aproveitada, inclusive como energia de transição para construir uma matriz energética mais limpa, se houver mercado. O Brasil corre o risco de perder uma oportunidade.”

O leilão desta quinta-feira

As últimas rodadas de leilões do pré-sal foram realizadas em outubro do ano passado, quatro anos depois da primeira.

Desde 2016, a Petrobras não precisa mais ser operadora única dos campos do pré-sal – uma lei de 2010 previa que a empresa deveria ter participação mínima de 30% na exploração de todos os blocos em operação.

Com a mudança, a estatal passou a ter direito de preferência sobre as áreas ofertadas. Ou seja, ela tem a prerrogativa de decidir antes do leilão se deseja ou não ser operadora e de confirmar esse interesse no dia do certame, caso a oferta vencedora feita pelas empresas que farão parte do consórcio esteja acima de sua capacidade financeira.

Na 4ª rodada, a Petrobras exerceu direito de preferência em três dos quatro campos em oferta – Dois Irmãos, Três Marias e Uirapuru -, com 30% de percentual mínimo de exploração requerido.

As vencedoras do leilão serão aquelas que oferecerem o maior excedente em óleo para a União. O regime, dito de partilha e instituído em 2010, é diferente do aplicado para as demais áreas produtoras de petróleo do país, o de concessão – que seleciona as empresas a partir dos valores de bônus que elas oferecem ao governo.

A 5ª rodada de leilões está prevista para o próximo mês de setembro e a 6ª, para o primeiro semestre de 2019.

Basta cavar para achar petróleo?

Pode faltar diesel em 30 dias se preço não for bom para importador, diz executivo – 07/06/2018 – Mercado Aberto


Há risco de faltar diesel entre 30 e 60 dias se o mecanismo de subsídio ao importado não ficar claro, ou caso a compra no exterior não seja vantajosa dado o controle de preços no país. 

O alerta é de um alto executivo de uma importante empresa do setor, que se manifestou sob a condição de anonimato. Eduardo Guardia, ministro da Fazenda, já havia afirmado que também haverá subvenção ao importador.

Quem importava eram as distribuidoras. Por que farão isso agora caso possa comprar a um preço menor aqui do que fora, pergunta-se o empresário ouvido pela coluna. 

O intervalo entre o momento em que se faz a ordem de compra internacional e a chegada do produto é de cerca de um mês.

Outra mudança prevista é a criação de um preço de referência do diesel no Brasil—cada vez que estiver abaixo desse patamar, haverá uma taxação extra sobre o importado.

Há, de fato, chance de faltar combustível, diz Adriano Pires, do Cbie (Centro Brasileiro de Infraestrutura).
“Existe o risco, isso vai depender do preço de referência e do mecanismo dele, se será um para cada região ou para o país inteiro.”

A decisão sobre o preço de referência deverá se tornar pública nesta quinta-feira (7). 

O volume de diesel importado em 2017 foi o equivalente a 23% do consumo, segundo a ANP. O tema foi tratado em uma reunião no Ministério de Minas e Energia na sexta-feira passada (1º).

 

Ver o que é… Setores do empresariado agrícola foram os mais explícitos no apoio aos caminhoneiros, por enxergarem ganhos em potencial com a redução do preço do diesel ao consumidor final.

…bom pra tosse Com o tabelamento do frete, porém, sentindo-se prejudicados pela alta dos custos, tornaram-se os críticos mais azedos às medidas, dizem executivos de outras indústrias.

 

Um em cada quatro usou rotativo do cartão, diz SPC

Mais de 25% dos consumidores brasileiros utilizou o rotativo do cartão no mês de abril, segundo o SPC Brasil e a CNDL (confederação de lojistas).

A modalidade registrou 334,5% de juros ao ano em maio, uma das maiores taxas do mercado.

Cerca de 60% das operações realizadas com esse meio de pagamento foram compras em supermercados, seguidas de gastos com remédios (43%) e combustíveis (36%).

É preocupante o uso de cartões para despesas do dia a dia, diz Marcela Kawauti, economista-chefe do birô. 

“O controle de gastos é mais difícil quando se faz várias compras pequenas com frequência. O pagamento, nesse caso, deveria ser à vista.” 

As novas regras para o rotativo, que entraram em vigor em 1º de junho, não devem afetar o recurso a esse tipo de empréstimo, afirma.

“Não há nada nas normas que faça o consumidor controlar sua fatura, por isso não deve haver redução expressiva do número de usuários”.

 

Por menos livre escolha

Permitir que consumidores tenham sempre o direito de escolher em qual oficina preferem consertar seu carro após é um dos maiores obstáculos à expansão dos seguros simplificados, afirma Murilo Riedel, presidente da HDI.

Entram nessa categoria produtos que oferecem apenas cobertura contra roubo ou que permitem o uso de autopeças não fabricadas por montadoras.

“Somos obrigados por lei [a oferecer livre escolha]. Isso se torna um empecilho para oferecermos soluções mais baratas ”, afirma o executivo.

“Algumas oficinas dizem que não trabalham com peças que não sejam das montadoras, por exemplo. No final, coloca-se uma peça original mais cara e a lógica do produto simplificado é quebrada.”

 

Consolidação química

O mercado de aquisições no setor químico deverá continuar aquecido em 2018, mas o ciclo de megatransações dos últimos anos se encerrou, segundo a consultoria A.T. Kearney.

Cerca de 61% dos executivos e investidores ouvidos pela empresa globalmente  afirmam que o número de compras deverá ser maior que em 2017, diz François Santos, sócio da companhia no Brasil.

“Sobraram poucos alvos com valor acima de US$ 10 bilhões. Um deles está justamente no Brasil [a Braskem, avaliada em US$ 11,4 bilhões]”, afirma.

“As grandes fusões recentes forçaram alguns desinvestimentos, que ainda vão gerar negócios.”

A tendência é de estabilidade no número de transações deste ano em relação a 2017, com cerca de 600 aquisições, segundo Alessandro Ribeiro, sócio da consultoria PwC.

“Há muito espaço no mercado brasileiro [para consolidação], sobretudo em plásticos e fertilizantes.”

 

Acelera A Ambev lançará um programa para startups, empreendedores e pesquisadores. Um projeto será escolhido como piloto.

Moeda… A Mosaico Digital Assets, de ativos digitais (criptomoedas, entre outros) vai investir R$ 20 milhões nos próximos doze meses. 

…digital O aporte irá para projetos como um centro de treinamento e pesquisa de tecnologia blockchain e uma corretora de criptomoedas.

 

com Felipe Gutierrez, Igor Utsumi, Ivan Martínez-Vargas e Diana Lott

Marco Aurélio manda ao STJ ação de importadora por subsídio de diesel – Notícias


O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu encaminhar nesta quarta-feira, 6, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) uma ação da Brasil China Importadora e Distribuidora, que solicita a concessão de liminar (decisão provisória) para garantir subsídio de R$ 0,30 por litro de óleo diesel comercializado a partir do dia 30 de maio. O objetivo, de acordo com a empresa, é igualar as condições de concorrência das importadoras com a Petrobras.

A importadora requer ainda que, caso não seja possível aplicar o subsídio, seja afastado o da Petrobras, “impedindo-a de obter compensação do governo federal por vender abaixo do preço de mercado”. A empresa concorre diretamente com a estatal na venda de combustíveis no País.

A empresa entrou com um mandado de segurança no STF, mas o ministro Marco Aurélio Mello acabou declinando competência e encaminhando o caso ao STJ.

Em sua decisão, Marco Aurélio apontou que cabe ao STF analisar mandados de segurança que questionam atos dos seguintes cargos e instituições: presidente da República, mesa do Senado ou da Câmara, procurador-geral da República, Tribunal de Contas da União (TCU) e o próprio Supremo.

“Desse rol não faz parte Ministro de Estado, cujos atos, a teor do artigo 105, inciso I, alínea “b”, da Lei Maior, devem ser impugnados mediante ação mandamental a ser processada e julgada, originariamente, pelo Superior Tribunal de Justiça. Ante o quadro, declino da competência para o mencionado Tribunal”, determinou Marco Aurélio Mello.

A ação da importadora, que aponta supostas ilegalidades relativas à política de preços da Petrobras, tem como alvos os ministros da Fazenda, Eduardo Guardia, e de Minas e Energia, Moreira Franco.

Aumentos

Os sucessivos aumentos do diesel desde o ano passado foram o motivo da paralisação dos caminhoneiros por 11 dias, o que gerou desabastecimento de mercadorias, alimentos e energia. Após três dias do início da paralisação a Petrobrás anunciou uma redução de 10% nos preços do óleo diesel na refinaria e um congelamento desses preços por 15 dias.

Numa tentativa de evitar que a greve dos caminhoneiros entrasse em sua segunda semana, o governo cedeu ainda mais às reivindicações dos motoristas e aumentou o subsídio ao preço do diesel, em uma conta que alcança R$ 13,5 bilhões aos cofres públicos.

Em pronunciamento na TV, o presidente Michel Temer anunciou a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel por 60 dias – valor próximo do pedido que citava valores entre R$ 0,40 e R$ 0,60. De acordo com o presidente, a partir daí, o diesel terá apenas reajustes mensais, decisão que visa a dar “previsibilidade” aos motoristas.

“É evidente que referido desconto foi concedido à revelia da Diretoria da Petrobras, através de manifesta ingerência política do governo federal, acionista majoritário, na política interna da estatal”, diz a empresa.

Na avaliação da importadora, o subsídio “foi disfarçadamente concedido de forma a beneficiar apenas a Petrobras”, o que colocou outras importadoras “em franca desvantagem, sendo, portanto, ilegal e inconstitucional”.

“A impetrante, portanto, vem sendo forçada a competir com empresa estatal que goza de subsídio exclusivo pago pelos cofres públicos e que não lhe é igualmente aplicável, em clara violação à ordem econômica, tudo em decorrência de ato coator praticado pelos impetrados.”

A importadora contesta ainda que a estatal será integralmente ressarcida, o que criará “uma condição de concorrência muito mais favorável à estatal”. A empresa também critica o fato de que a Petrobras irá praticar preço abaixo do mercado “e mesmo assim o governo federal irá bancar suas perdas, impedindo seus prejuízos”.

“Ao conceder a subvenção econômica ao óleo diesel, o governo federal, que poderia colocar a Petrobras e os importadores de combustíveis em um mesmo patamar, acabou por ampliar a condição de vantagem da Petrobras, colocando os importadores em situação bastante prejudicial, já que a subvenção, até o dia 07 de junho, será dada apenas à Petrobrás.”

A reportagem entrou em contato com a Petrobras e com a Advocacia-Geral da União (AGU), mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.