Crédito imobiliário deve ganhar força no Brasil em 18 meses, diz Moody’s – 18/06/2018 – Mercado


O financiamento imobiliário residencial deve ganhar força no Brasil nos próximos 12 a 18 meses, com um declínio gradual da inadimplência nas faixas de atraso iniciais e a classe média lentamente retornando a uma situação financeira mais sólida após a recessão econômica dos últimos anos. Incertezas políticas, no entanto, são um entrave. 

A avaliação é da agência de classificação de risco Moody’s em relatório divulgado nesta segunda-feira (18) sobre financiamento imobiliário em países emergentes (Brasil, México, Rússia, Turquia e África do Sul).

“O crescimento da classe média e da urbanização impulsionará a expansão do mercado de financiamento imobiliário nos principais mercados emergentes”, afirmou Antonio Tena, vice-presidente e analista sênior da Moody’s.

No Brasil, os financiamentos imobiliários com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) totalizaram R$ 4,11 bilhões em abril, aumento de 8,1% em relação a março e avanço 31,2% na comparação com igual mês do ano passado, de acordo com a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). No acumulado em 12 meses, porém, o montante financiado de R$ 45,25 bilhões ainda mostra pequeno recuo, de 0,3%, em relação aos 12 meses anteriores.  

Segundo a Moody’s, o mercado brasileiro de crédito imobiliário residencial se expandiu substancialmente nos últimos dez anos impulsionado pelo crescimento da classe média, baixas taxas de desemprego e maior renda disponível.

O relatório observa que, hoje, o desemprego brasileiro está em níveis altos, mas pondera que ele caiu para 12,2% em janeiro de 2018, de 13,7% em março de 2017.

“Ao mesmo tempo, os ganhos reais das famílias vêm crescendo desde junho de 2017 devido à recuperação econômica e à inflação em mínimas históricas”, diz a Moody’s. 

O estudo destaca também que vários mercados de habitação estão experimentando uma forte apreciação do preço dos imóveis, atribuída à alta inflação, mas o Brasil é a exceção, “dada a recente recessão em 2015 e 2016 e a subsequente deflação dos preços da habitação.”

Pesquisa Focus, do Banco Central, publicada também nesta segunda mostra que economistas veem inflação de 3,88% em 2018 e de 4,1% em 2019.

Segundo a Moody’s, outro recorde de baixa, dessa vez das taxas de juros em 2017, permitiram que bancos renegociassem condições com tomadores de crédito, um quadro que deve continuar apoiando o desempenho do financiamento imobiliário. 

Apesar da escalada do dólar ante o real nas últimas semanas, o mercado não alterou a visão de que a taxa básica de juros, a Selic, será mantida na atual mínima histórica de 6,5% ao ano após a reunião desta quarta (20) do Copom (Comitê de Política Monetária) e também até o fim do ano. A valorização da moeda americana, no entanto, pode elevar as taxas de juros futuros —referência para o financiamento imobiliário, em que são assumidos compromissos de longo prazo. 

Fatores demográficos também beneficiariam o crédito imobiliário no Brasil.

Segundo a agência, a taxa bruta de matrícula no ensino superior —um indicador das expectativas para o crescimento da classe média— mostra uma melhora clara em quase todos os países, especialmente na Turquia e no Brasil.

Um número maior de famílias na classe média teria mais acesso a crédito bancário para garantir os financiamentos de imóveis residenciais, aponta a agência. Na avaliação da Moody’s, muitas das pessoas que chegam à classe média têm acesso ao financiamento imobiliário pela primeira vez na vida.

“O Brasil ainda tem um déficit habitacional significativo de cerca de seis milhões de moradias, com a maioria da população vivendo em áreas urbanas. Para essas famílias, um financiamento representa a oportunidade de adquirir uma residência potencialmente por toda a vida, um incentivo para os mutuários se manterem em dia com seus pagamentos”, diz o relatório. 

Pesquisa da Fundação João Pinheiro mostrou que o gasto excessivo com aluguel (acima de 30% do orçamento familiar) é o fator que mais pressiona o atual déficit habitacional no Brasil.

A Moody’s diz ainda que a Turquia e, em menor medida, o Brasil estão mostrando uma taxa de aceleração rápida no número de autorizações de habitação, “um indicador prospectivo de uma oferta crescente de imóveis residenciais.”

O avanço do crédito imobiliário brasileiro esbarra na concessão de empréstimo à construção e na recuperação do setor. Enquanto o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 0,4% no primeiro trimestre, a construção civil recuou 0,6%.

O saldo de crédito para financiamento imobiliário a pessoas jurídicas com recursos direcionados caiu de R$ 38,6 bilhões em abril de 2017 para R$ 32,5 bilhões, segundo o BC.

Enquanto isso, o saldo para pessoas físicas passou de R$ 478,4 bilhões em abril de 2017 para R$ 510,4 bilhões em abril deste ano. E a taxas médias de juros recuou, de 13,7% para 10,8%.

A Moody’s espera um crescimento do PIB brasileiro de 2,5% para 2018 e de 2,7% em 2019, “um nível significativo de expansão diante da magnitude da última recessão econômica”, disse —e acima da projeção do Focus para 2018, de 1,76%.

O relatória da agência acrescenta, no entanto, que ainda há incertezas políticas precedendo as eleições de outubro.

“Embora exista um alto grau de consenso entre os líderes políticos de que a reforma previdenciária é necessária para salvaguardar a sustentabilidade fiscal, implementá-la poderia paralisar o crescimento econômico e o ritmo da recuperação financeira dentro da classe média”, afirma a Moody’s, acrescentanto que poderiam ser observadas ainda desaceleração no ritmo de investimentos corporativos e na criação de novos empregos.

Entre profissionais do setor de crédito imobiliário, o entendimento é de que a aprovação de tais reformas levaria a uma queda nas taxas de juros futuros e, consequentemente, a uma redução nos juros cobrados aos consumidores.
 
 

GE deve ser multada se não cumprir promessa de empregos franceses, diz governo – Notícias


PARIS (Reuters) – A companhia norte-americana General Electric deve ser multada se não criar o número de empregos na Alstom com que concordou quando comprou a subsidiária de energia Alstom em 2015, disse um porta-voz do governo francês neste domingo.

A GE se comprometeu com a criação de 1.000 novos empregos até o fim do ano, quando comprou o negócio de energia da Alstom em 2015, mas criou apenas 323 até o fim de abril, disse o Ministério das Finanças na semana passada.

O executivo-chefe da GE, John Flannery, informou esta semana o ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, que a meta agora estava “fora de alcance” devido a condições difíceis de mercado.

Le Maire pressionou a GE a “tomar todas as medidas necessárias, no melhor de suas habilidades, para cumprir” o acordo de 2015, segundo o qual a GE deve ser multada em 50.000 euros por cada emprego não criado.

“As punições devem servir de exemplo, 50.000 euros devem ser aplicados no fim do ano se a GE não se ativer a seus compromissos”, disse o porta-voz Benjamin Griveaux à televisão France 3.

“Quando você assume compromissos com o governo, você respeita”, acrescentou.

Trump deve participar na segunda-feira de reunião do conselho aeroespacial – Notícias


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve participar pela primeira vez nesta segunda-feira de uma reunião pública do principal conselho de política espacial da Casa Branca, destacando um compromisso pessoal com a exploração humana da lua e, eventualmente, com Marte.

A participação de Trump, de acordo com pessoas familiarizadas com os detalhes, tem como objetivo ajudar a impulsionar os esforços conjuntos de exploração do governo e da indústria aeroespacial.

Mas a vem ao mesmo tempo que o ex-presidente da Câmara dos Representantes Newt Gingrich e o general aposentado da Força Aérea Simon “Pete” Worden – dois partidários sinceros de empreendimentos no espaço – foram deixados de lado em um painel consultivo sobre o tema.

Ambos foram nomeados meses atrás para participar do painel, mas agora foram removidos da lista final de membros do conselho. Segundo fontes, questões jurídicas e comerciais prejudicaram o ingresso deles do grupo.

Gingrich, que informalmente assessorou a Casa Branca em uma ampla gama de tópicos, confirmou em um email no sábado que vai participar da próxima reunião do conselho espacial apenas “como cidadão público”, porque “meus advogados ficaram muito desconfortáveis com outro papel”. O ex-deputado confirmou que lhe foi oferecida uma posição mais oficial, que ele disse ter recusado.

O general Worden se recusou a comentar o assunto.

Um porta-voz do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, que é o presidente do conselho espacial, também não se pronunciou. Fonte: Dow Jones Newswires.

ENTREVISTA-Refino de petróleo terá mais competidores, diz coordenador de programa de Ciro; câmbio deve ter mais previsibilidade – Notícias


Por Iuri Dantas e Brad Haynes

SÃO PAULO (Reuters) – O programa de governo do principal pré-candidato de centro-esquerda nas eleições presidenciais deste ano, Ciro Gomes (PDT), prevê abertura do setor de refino de petróleo à concorrência, com alienação de ativos da Petrobras e permissão para que empresas privadas construam novas refinarias, bem como prevê que o BNDES volte a ter perfil de banco de fomento com taxa de juro mais barata.

Além disso, segundo o economista Nelson Marconi, coordenador do programa de governo de Ciro, a plataforma prevê uma atuação do Banco Central no mercado de câmbio que gere mais previsibilidade, em intervenções para que a cotação fique em torno de um determinado patamar, além de um rearranjo de receitas e despesas com o objetivo de reduzir rapidamente a dívida pública.

Os tópicos foram destacados à Reuters pelo coordenador de programa do pré-candidato, que vem despontando como a alternativa dos eleitores mais de esquerda em pesquisas quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso há mais de dois meses, fica fora dos cenários.

“˜Refino, pelo amor de Deus, não precisa ser monopólio da Petrobras, que não deixa ninguém entrar neste mercado”, afirmou na noite de terça-fera Marconi, de 53 anos, doutor em economia e professor da Fundação Getúlio Vargas.

“Do ponto de vista do refino, a gente quer absolutamente aumentar a competição… Você fica menos dependente de petróleo refinado importado”, acrescentou.

Prevista em lei desde 1997, a abertura do setor de refino nunca aconteceu na prática, levando a Petrobras a exercer um monopólio que define preços para todas as distribuidoras de combustíveis do país.

“A tecnologia que as refinarias usam na Petrobras está meio defasada”, disse Marconi. “Então tem que estimular de alguma forma o surgimento de outras refinarias com tecnologia que, inclusive, baixam os custos de produção.”

A Petrobras pretende vender 60 por cento de sua capacidade de refino no país e no fim de abril lançou o projeto de se desfazer de quatro unidades, para criar dois pólos de refino no Nordeste e Sul do país. A venda de ativos da estatal, porém, enfrenta protestos de petroleiros e foi alvo do Tribunal de Contas da União (TCU).

Marconi disse ainda que a proposta para uma nova política de preços da Petrobras não está fechada, mas adiantou como pressupostos a remuneração do capital e cobertura de custos, além da decisão de que a estatal não deve transferir para o consumidor as flutuações dos preços do petróleo e do câmbio no dia a dia.

A política de preços da Petrobras, com aumentos mais frequentes em linha com a cotação internacional do petróleo, foi apresentada pelo governo como uma forma de atrair investimentos para o setor, após forte intervenção estatal durante a gestão Dilma Rousseff. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) abriu consulta pública sobre os repasses ao consumidor, numa tentativa de regular o tema.

O alto preço do diesel foi o estopim de uma greve de caminhoneiros que durou 11 dias, em maio, e provocou desabastecimento no país todo. A crise levou o então presidente da empresa, Pedro Parente, a pedir demissão do cargo.

Maior estatal do país, a Petrobras pode impulsionar o crescimento econômico também via política de compras governamentais de produção local, citou ele, elencando também o setor de saúde como outro caminho para a iniciativa.

Ele também defendeu que as reservas de petróleo são ativo estratégico e devem ficar com a Petrobras e que contratos fora do modelo de partilha serão revistos e indenizados.

CÂMBIO

A forte turbulência no mercado cambial levou o dólar a um patamar “relativamente certo”, “ao redor de 3,80 reais”, na visão do economista, e um eventual governo Ciro buscaria dar mais previsibilidade sobre esse mercado com atuações do BC e criação de um fundo soberano para suavizar os fluxos comerciais.

“Sobre o tripé (econômico), os vértices podem não ser os mesmos… o câmbio não é mais tão flutuante”, disse Marconi, que na década de 1990 foi assessor econômico do Ministério da Administração e Reforma do Estado e depois coordenou a área de recursos humanos no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

“Tem que ter uma certa previsibilidade, tem que diminuir essa variância do câmbio.”

Outra forma de conter a volatilidade cambial no Brasil seria reduzir os atrativos para o capital especulativo por meio de um menor diferencial da taxa de juros nacional em relação à internacional. Na avaliação de Marconi, o caminho mais indicado é adotar instrumentos conhecidos, como swap cambial, leilão de linha e uso de reservas e evitar medidas pouco usuais.

“A gente está buscando não usar controle de capitais, esse tipo de coisa, porque aí sim dá ruído no mercado”, afirmou. “A gente prefere que o BC faça intervenção.”

A solução para atingir um câmbio “competitivo” para exportadores seria um controle rígido das contas públicas e da dívida nacional, explicou o economista. “Nossa variável de ajuste vai ser o fiscal, tem que ser o fiscal, este modelo todo funciona se tiver o fiscal em ordem.”

Ainda na esfera do BC, o economista defende pessoalmente a adoção de duplo mandato, com meta de emprego e inflação, mas que o sistema de metas permita absorção mais racional de choques de preços. Isso poderia ocorrer, explica Marconi, alterando o horizonte de convergência da inflação para o objetivo e estabelecendo o alvo como a evolução acumulada em 12 ou 24 meses, em vez do ano calendário como é feito hoje.

BNDES

A equipe do pedetista também avalia que é preciso retomar a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), recentemente substituída pela Taxa de Longo Prazo (TLP) como referência nos empréstimos do BNDES, para estimular investimentos em infraestrutura, e reduzir o ritmo de desembolsos do banco de fomento para o Tesouro Nacional.

A TJLP é uma taxa de juros subsidiada e, assim, menor do que as praticadas pelos mercados. Já a nova TLP tem uma estrutura parecida com os juros de mercado, vinculada a títulos públicos atrelados à inflação, e foi uma medida adotada e bastante comemorada pelo governo do presidente Michel Temer.

“Colocar uma taxa de juros associada a um título da dívida, que oscila, para quem vai fazer investimento, não tem lógica”, afirmou Marconi.

Ele defendeu também que é preciso reduzir os repasses do BNDES ao Tesouro e que o banco capte recursos via debêntures e outro mecanismos para se sustentar. Só neste ano, o BNDES antecipará o pagamento de 130 bilhões de reais à União para ajudar no ajuste fiscal.

A candidatura Ciro representa uma iniciativa “progressista” e de “centro-esquerda”, afirma Marconi, ressaltando a importância de aprovar a reforma da Previdência, as mudanças fiscais e tributárias, ao mesmo tempo em que retoma investimentos públicos em áreas típicas de Estado, como educação e saneamento. No ano passado, foram comprometidos 357,4 bilhões de reais em subsídios no Orçamento.

FISCAL

Marconi explica que o eventual governo de Ciro faria um corte de despesas correntes e tributação de lucros e dividendos, além da criação de novo imposto sobre movimentação financeira para transações acima de um determinado valor, que ainda está sob estudo na campanha.

“A gente vai colocar um imposto sobre lucros e dividendos e reduzir a tributação na pessoa jurídica para compensar, mas provavelmente vai ter algum ganho líquido de arrecadação”, afirmou. “E a gente vai fazer algum imposto também sobre movimentação financeira, até reduzir a dívida e chegar num determinado patamar.”

Outra iniciativa será o corte dos subsídios no Orçamento federal em 15 por cento já em 2019, criando espaço para retomada de investimentos públicos na construção de escolas e saneamento básico. A área de logística e infraestrutura também deve receber aportes do poder público, mas em menor medida, uma vez que serão retomados projetos de concessão à iniciativa privada paralisados durante o governo Temer, disse Marconi.

Os mercados financeiros não veem Ciro com bons olhos, com avaliações de que ele poderia adotar medidas populistas e com pouca preocupação fiscal. Para Marconi, que mantém contato frequente com economistas do mercado, ao fortalecer a esfera produtiva, o mercado financeiro também será beneficiado.

“O Ciro é uma pessoa que tem experiência administrativa grande, foi governador (do Ceará), prefeito (de Fortaleza), ministro”, afirmou ele. “Tem experiência e nunca fez nenhuma loucura, pelo contrário”, acrescentou.

“Acho que (a visão sobre Ciro) tem mudado mais rápido em relação ao meio empresarial. Eles percebem que estamos falando o tempo todo que estamos defendendo eles”, disse. “Não estamos fazendo aqui uma revolução socialista, pelo contrário, queremos que gerem mais emprego.”

Com diesel subsidiado, gasto com obras públicas deve ser o pior em 12 anos – Notícias


Os investimentos do governo federal (como obras públicas), que já são baixos, serão sacrificados e deverão registrar em 2018 o pior resultado em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos 12 anos.

Entre as razões, estão as concessões aos caminhoneiros, como subsídio ao diesel, e a desaceleração recente da economia.

Fontes internas do governo estimam que os gastos federais com investimentos deverão ficar perto de 0,6% do PIB, ou de R$ 40 bilhões, no fechamento do ano.

Se concretizado, o resultado será o menor da série histórica iniciada pelo Tesouro Nacional em 2007, representando mais uma trava para o crescimento do país.

Os números do Tesouro mostram que, em 2017, os investimentos do governo federal foram de 0,7% do PIB ou R$ 45,7 bilhões. Esse já foi o pior desempenho da série histórica, atrás apenas do registrado em 2007. Naquele ano, os investimentos representaram 0,8% do PIB ou R$ 21,8 bilhões.

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Os investimentos federais se traduzem em obras públicas, por exemplo, e são cruciais para o crescimento da economia. De um lado, eles ajudam o país a recompor a sua infraestrutura. De outro, aumentam a confiança dos empresários e incentivam os investimentos na área privada.

Veja os investimentos federais ano a ano*:

  • 2007: 0,8% do PIB (R$ 21,8 bi)
  • 2008: 0,9% do PIB (R$ 28,1 bi)
  • 2009: 1,0% do PIB (R$ 34,0 bi)
  • 2010: 1,2% do PIB (R$ 44,7 bi)
  • 2011: 1,2% do PIB (R$ 52,6 bi)
  • 2012: 1,2% do PIB (R$ 59,4 bi)
  • 2013: 1,2% do PIB (R$ 63,2 bi)
  • 2014: 1,3% do PIB (R$ 77,5 bi)
  • 2015: 0,9% do PIB (R$ 55,5 bi)
  • 2016: 1,0% do PIB (R$ 64,8 bi)
  • 2017: 0,7% do PIB (R$ 45,7 bi)*

Fonte: Tesouro Nacional

* Valores não atualizados pela inflação

Subsídio para o diesel reduz dinheiro para obras

Geralmente, em ano de eleições, como os candidatos querem agradar as suas bases nos estados, há uma aceleração nos desembolsos para a realização de obras, por exemplo.

No entanto, com a crise econômica e a promessa do governo de tirar R$ 9,5 bilhões do próprio bolso para subsidiar a redução de R$ 0,46 no preço do litro do diesel nas refinarias, economistas ouvidos pelo UOL afirmam que o espaço para a realização de investimentos será praticamente zero.

Na prática, como as regras do Orçamento público são rígidas e o governo não tem opções para cortar gastos, o investimento, que não é obrigatório, acaba sacrificado.

“O Orçamento tem muitos gastos obrigatórios. Num governo fraco, as pressões são por mais populismo, como no caso do subsídio para combustíveis, e não por maiores investimentos. Nessa política, a postura do governo é a de cortar migalhas”, disse o especialista em contas públicas Raul Velloso.

“O investimento, que já era um preso na direção da cadeira elétrica, é destruído de vez”, afirmou Velloso.

Investimentos devem cair até dezembro

Nos quatro primeiros meses deste ano, os investimentos públicos federais somaram R$ 12,1 bilhões. Sem considerar a inflação, o valor representa uma alta de 48,3% na comparação com o total de R$ 8,1 bilhões registrado no mesmo período de 2017. Na comparação com o desempenho da economia, no entanto, os gastos passaram de 0,12% do PIB para 0,17% do PIB.

“No começo deste ano, os investimentos cresceram, mas devido ao grande represamento que aconteceu no ano passado por conta do elevado contingenciamento [corte de gastos promovido pelo governo para permitir a meta de economia para o ano]”, disse o economista Manoel Pires, coordenador do Observatório de Política Fiscal do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

“A tendência para o restante do ano é de queda. É possível que o investimento fique próximo do valor do ano passado, que foi um valor muito baixo”, afirmou Pires.

O economista disse que, na ausência de reformas que possam reduzir despesas obrigatórias, como a da Previdência, o governo vai cortar gastos “até onde for possível”. “Esse enredo está traçado para este e para o próximo ano”, afirmou.

Gastos no setor privado devem subir menos

A greve dos caminhoneiros também levou a uma queda nas projeções para os investimentos privados em 2018.

Depois dos protestos, os economistas que produzem o Boletim Macro, do Ibre/FGV, reduziram de 4,3% para 4% a estimativa para o crescimento da chamada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). No início do ano, a projeção era de uma alta de 5,4%.

O indicador representa a soma dos investimentos públicos e privados no país, que ficou perto de R$ 1,03 trilhão no ano passado. O valor representou 15,6% do PIB em 2017 e deve chegar perto de 16% este ano.

“Apesar de a nova projeção de crescimento, de 4%, ser pequena, deve ser a primeira alta após quatro anos de queda nos investimentos”, disse o pesquisador do Ibre Marcel Balassiano.

Na avaliação do economista, o maior impacto da greve foi no sentido de gerar incerteza. Menos confiantes, famílias consomem menos e empresas cortam investimentos.

“Já existia uma dúvida natural com as eleições. A greve trouxe incerteza”, afirmou.

Taxa anual de crescimento dos investimentos (FBCF = públicos + privados):

  • 2013: 5,8%
  • 2014: -4,2%
  • 2015: -13,9%
  • 2016: -10,3%
  • 2017: – 1,8%
  • 2018: 4,0%

Fonte: Projeções do Ibre/FGV

Governo diz atuar para que empresas ampliem gastos

O Ministério do Planejamento disse em nota que os investimentos, por se tratarem de despesas “menos rígidas”, estão mais sujeitos a “ajustes em período de restrições fiscais mais fortes, como o que ocorre atualmente”.

Mesmo nesse cenário, o Planejamento disse que o governo tem atuado para trazer mais eficiência para os investimentos em infraestrutura. Esses esforços, segundo o órgão, incluem a conclusão de obras já iniciadas e a retomada de outras que estavam paralisadas.

“Além disso, há atuação no sentido de tornar o setor privado protagonista no investimento em infraestrutura, com melhorias regulatórias e programas de parcerias em concessões”, disse o órgão, em nota.

Pedro Parente deve assumir presidência executiva da BRF nesta quinta – 13/06/2018 – Mercado


O executivo Pedro Parente pode assumir nesta quinta-feira (14) a presidência executiva da BRF, gigante de alimentos formada pela fusão de Sadia e Perdigão.

Parente deixou recentemente o comando da Petrobras, por não concordar com a intervenção do governo nos preços praticados da empresa, após a greve dos caminhoneiros.

Nesta quinta (14), o conselho de administração da BRF tem uma reunião extraordinária para discutir a nova estrutura de comando da companhia e a escolha do diretor-presidente.

Parente, que já preside o colegiado, é o favorito para o cargo de principal executivo, mas sua indicação não é dada como 100% certa, segundo fontes próximas à empresa.

Ainda haverá uma discussão no conselho sobre a remuneração do executivo e sobre quem ocupará a função de chairman, já que Parente não pode ficar com os dois cargos.

Parente chegou ao conselho BRF no fim de abril no lugar de Abilio Diniz, com a função de colocar um fim na disputa entre o empresário e os fundo de pensão Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil), principais acionistas da companhia.

O nome de Parente agrada os investidores, porque o executivo é conhecido por ser um bom gestor de crise. Foi o responsável por conduzir o apagão de energia elétrica no governo FHC e, recentemente, por recuperar a Petrobras após o escândalo da Operação Lava Jato.

Sua missão na BRF, no entanto, não será fácil. A gigante de alimentos amarga prejuízos provocados pela má gestão dos antigos administradores, pelas investigações da Operação Carne Fraca e pela disputa entre os principais acionistas.

PIB deve cair com paralisação de caminhoneiros, diz presidente da Fiesp – 11/06/2018 – Mercado


O efeito da paralisação dos caminhoneiros sobre a indústria ainda não foi quantificado, segundo o presidente interino da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), José Roriz Coelho, mas deve vir com a redução do PIB neste ano.

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, esteve em reunião com Coelho na tarde desta segunda-feira (11) para tratar de assuntos como a paralisação dos caminhoneiros e a carga tributária sobre a indústria. 
 

Presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), Coelho assumiu a presidência na semana passada, após Paulo Skaf sair para concorrer às eleições deste ano.

Segundo o presidente interino da entidade, o PIB deste ano não deve ultrapassar um crescimento de 2%, e a perspectiva mais realista é que fique em torno de 1,5%.

“Qualquer número agora é prematuro, mas o PIB que se imaginava de até 3% dificilmente será atingido.”

Coelho também se posicionou contra a nova tabela de fretes do governo, uma das medidas cedidas aos caminhoneiros.

“Hoje o tabelamento dos fretes vai ser um problema para as empresas enviarem seus produtos. Quem paga essa conta é o consumidor final”, disse. 

“Somos contra qualquer tabelamento, estamos voltando ao Brasil de 40 anos atrás.”

Coelho afirma que, passado o calor do momento, os problemas que ficaram são piores do que os que já havia antes das manifestações nas estradas.

“Precisamos corrigir alguns excessos que foram negociados e que são impraticáveis pelas empresas.”

No encontro com Coelho, o ministro da Fazenda não se posicionou sobre como será a revisão da tabela de frete, discutida entre o governo Temer, o setor produtivo e representantes dos caminhoneiros.

Mais cedo, Guardia afirmou a jornalistas que “a economia voltou ao normal, após desabastecimentos e perdas causadas pela paralisação de caminhoneiros”. Segundo Guardia, o país está retomando a trajetória de crescimento, mas precisa que as reformas continuem para atingir um desempenho sustentável”. 

Segundo Guardia, a alta de preços influenciada pela falta de produtos que não conseguiam chegar ao consumidor pela paralisação nas estradas tende a não contaminar a economia por muito tempo.

O ministro admite que a paralisação gerou prejuízos, porém diz ter visto exageros.  “O que a gente tem que discutir agora é qual é o impacto disso e eu vi muitos números que me parecem excessivos.”

Ferramentas monetárias atuais "inadequadas", o Fed deve considerar a moeda digital


A ex-presidente da Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) disse que acha que a Reserva Federal (Fed) precisa considerar seriamente a emissão de uma moeda digital emitida pelo banco central ( CBDC ) em um editorial de 8 de junho publicado em Yahoo! Em seu artigo, a ex-presidente da FDIC, Sheila Bair, observou que “os últimos 10 anos são uma prova positiva de que as ferramentas monetárias atuais são inadequadas para estimular um crescimento econômico amplo”, acrescentando: [19659003“Ossuperricosficarammuitomaisricosenquantoaclassemédialutou”

Bair primeiro atravessa criptomoedas como Bitcoin (BTC) como uma forma de melhorar as ferramentas monetárias atuais, observando que “ infelizmente para M. Nakamoto [sic, anonymous creator of BTC]o bitcoin falhou miseravelmente como método de pagamento. ”

Bair continua descrevendo uma moeda digital hipotética, a FedCoin, que seria emitida e apoiada pelo Federal Reserve. Como o FedCoin seria impresso pelo Fed, ele resolveria os problemas das corridas bancárias em épocas de estresse financeiro, já que “por definição, [the Fed] sempre pode compensar as obrigações financeiras”. Segundo Bair, o FedCoin poderia eliminar o problema. necessidade de contas correntes e, portanto, os custos para mantê-las, bem como reduzir taxas de intercâmbio cobradas por bancos e cartões de crédito para pequenas empresas.

No entanto, Bair observa que uma “grande mudança de contas bancárias para CBDC poderia ter severamente negativo Explicando ainda mais, Bair escreve que os varejistas poderiam se sentir tão atraídos pelo custo mais baixo de usar as CBDCs que poderiam “provocar um tipo diferente de corrida aos bancos, a moeda fiduciária migrou rapidamente de contas de depósito para moedas digitais. ”

No entanto, Bair escreve que, embora esse novo tipo de banco fosse“ muito ruim para o sistema bancário, mas também para o Fed, cujo monopólio de emissão de moeda seria ameaçado, o Fed ainda "precisa levar a sério agora sobre a avaliação dos méritos relativos de emissão de sua própria moeda digital":

"Se ele não ficar à frente desta tecnologia, não só poderia ser bancário interrompido – mas o próprio Fed também poderia estar em risco. ”

Países em todo o mundo começaram a investigar CBDCs também: no final de maio, o Bank of England publicou um documento de trabalho ] sobre as moedas digitais emitidas pelo banco central, e na semana passada, o banco central da Tailândia revelou que estava considerando emitir sua própria criptomoeda

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Ferramentas monetárias atuais “inadequadas”, Fed deve considerar a moeda digital


A ex-presidente do Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) disse que acha que o Federal Reserve (Fed) precisa considerar seriamente a emissão de uma moeda digital emitida pelo banco central (CBDC, na sigla em inglês) em um editorial de 8 de junho publicado no Yahoo! Finance.

Em seu artigo, a ex-presidente do FDIC, Sheila Bair, observou que “os últimos dez anos são uma prova positiva de que as atuais ferramentas monetárias são insuficientemente inadequadas para estimular o crescimento econômico de base ampla”, acrescentando:

“Os super-ricos ficaram muito mais ricos, enquanto a classe média está penando”.

Bair primeiro menciona criptomoedas como Bitcoin (BTC) como uma maneira de melhorar as ferramentas monetárias atuais, observando que “infelizmente para M. Nakamoto [sic, criador anônimo do BTC], o bitcoin falhou miseravelmente como um método de pagamento”.

Bair, em seguida, passa a descrever uma moeda digital hipotética, o FedCoin, que seria emitida e apoiada pelo Federal Reserve. Como o FedCoin seria impresso pelo Fed, resolveria os problemas de corridas bancárias em tempos de estresse financeiro, já que “por definição, o Fed sempre pode cumprir as obrigações financeiras”. Segundo Bair, o FedCoin poderia eliminar a necessidade de contas correntes e, portanto, os custos para mantê-las, bem como reduzir as taxas de casa de câmbio cobradas pelos bancos e cartões de crédito para pequenas empresas.

No entanto, Bair observa que uma “grande mudança de contas bancárias para CBDC poderia ter consequências negativas severas para a disponibilidade de crédito, dada a dependência dos bancos em depósitos para financiar empréstimos”.

Explicando ainda mais, Bair escreve que os varejistas poderiam se sentir tão atraídos pelo custo menor de usar as CBDCs que poderiam “provocar um tipo diferente de corrida aos bancos, já que a moeda fiduciária migrou rapidamente das contas de depósito para moedas digitais”.

No entanto, Bair escreve que, embora esse novo tipo de banco fosse “muito ruim para o sistema bancário, mas também para o Fed”, cujo monopólio de emissão de moeda seria ameaçado, o Fed ainda “precisa se preocupar agora em avaliar o méritos relativos de emitir sua própria moeda digital”:

“Se ele não se manter à frente dessa tecnologia, não só o setor bancário poderá ser disrompido — mas o próprio Fed também poderá estar em risco”.

Países de todo o mundo também começaram a investigar os CBDCs: no final de maio, o Banco da Inglaterra emitiu um documento de trabalho sobre moedas digitais emitidas pelos bancos centrais e, na semana passada, o banco central da Tailândia revelou que estava considerando emitir sua própria criptomoeda.



Bitcoin deve desafiar tendência de baixa em 'próximo par de dias', diz assessor da Fundstrat


Robert Sluymer da Global Advisors da Fundstrat conversou com CNBC na quinta-feira, 7 de junho, sobre sua opinião de que Bitcoin (BTC) está pronto para uma ruptura de preços no futuro próximo. 19659002] Durante uma explicação sobre o preço do Bitcoin, Sluymer disse que acredita que há “alguns níveis muito importantes chegando para o Bitcoin literalmente nos próximos dias”. Mesmo que o preço do Bitcoin tivesse falhado para fazer o esperado rali em maio – um previsto por Tom Lee da Fundstrat – Sluymer observa que a tendência de longo prazo do Bitcoin ainda está "tecnicamente em alta", com US $ 9.500 como seu nível crítico.

De acordo com Sluymer, Bitcoin está agora definido para “desafiar sua tendência de baixa:”

“Quando pensamos sobre o que é preciso para transformar uma segurança, um mercado, uma criptografia, primeiro precisa ser inferior, então é necessário reverter essa tendência de alta ou tendência de baixa, e então precisa transformar essa tendência positiva. Então, temos o primeiro passo. ”

Sluymer notou que há“ muitos ursos técnicos por aí ”que estão prevendo preços tão baixos quanto US $ 5.000 ou US $ 3.000, mas Sluymer acredita que o Bitcoin se recuperará se passar o nível de $ 7.800

Apesar do rally fracassado, Tom Lee declarou em maio que ele ainda mantém sua previsão de Bitcoin atingindo $ 25.000 até o final do ano.

em torno de $ 7,592 quase 1,5 por cento durante um período de 24 horas para pressionar o tempo.