BC da China diz que riscos do mercado de títulos estão sob controle mas aumenta monitoramento – Notícias


XANGAI (Reuters) – O banco central da China afirmou nesta segunda-feira que os riscos em seu mercado de títulos são em geral controláveis e a taxa de calote não é alta, mas ainda assim montou uma unidade para monitorar o risco financeiro doméstico e internacional e estabilizar as expectativas do mercado.

Em um comunicado publicado em seu site, o Banco do Povo da China também afirmou que a liquidez do mercado financeiro é “razoável e estável”.

Uma jornada de três anos de desalavancagem está fazendo progressos, mas também elevou os custos de empréstimos e apertou o crédito, considerado com um dos fatores por trás de alguns defaults privados e responsável por afetar o investimento de governos locais.

Até 12 de junho, 12 empresas deram calote no pagamento de juros ou de principal de 19 títulos avaliados em um total de 17,4 bilhões de iuanes neste ano, de acordo com dados da Reuters.

(Reportagem de John Ruwitch e Li Zheng)

‘Minha dificuldade era aceitar ficar de fora do controle’, diz dono da Sapore sobre fusão – 17/06/2018 – Mercado


Foram seis meses de intensa negociação, mas na sexta-feira (15), a IMC (International Meal Company), dona das redes Viena e Frango Assado, e a Sapore, que produz refeições corporativas, assinaram o acordo para unir suas operações, conforme antecipou a Folha.
 
As duas empresas, de cara, percebiam que o negócio criaria valor para a operação de ambas, mas as dificuldades vieram em fechar o percentual que cada uma teria no novo negócio. Isso fica evidente no formato da operação. Daniel Mendez, empresário uruguaio dono da Sapore, queria ter participação de controle (50% mais uma ação), mas a atual administração e os acionistas da IMC não cederam a esse percentual.
 
O negócio é anunciado com Mendez ficando com 35% do capital da nova empresas e os acionistas da IMC, com 65%. No entanto, ao mesmo tempo será lançada, pela Sapore, uma oferta pública de aquisição de ações para 25% do capital da IMC, a um preço que envolve prêmio de 20% sobre a cotação atual da empresa em bolsa.

 

Se mais de 25% dos acionistas da IMC quiserem entregar seus papéis, haverá um rateio entre todos. Se menos de 25% dos acionistas concordarem, haverá uma operação de redução de capital da IMC.

Tudo isso foi pensado para que ao final do processo, Mendez tenha cerca de 42% da nova empresa, e não os 35% inicialmente divulgados, transformando-se no principal acionista da companhia. A conta dessa oferta por 25% pelas ações da IMC ficará com os atuais acionistas da empresa –a Sapore vai emitir uma dívida, calculada em R$ 387 milhões, que será depois abraçada pela IMC. Isso só foi possível porque a IMC era uma empresa sem endividamento relevante.
 
“Eu sempre fui dono da minha empresa, por isso a minha dificuldade em aceitar ficar de fora do controle”, afirma Mendez. “Mas no decorrer desse processo, eu entendi todo o aprendizado que existe para ser uma companhia aberta e todo o valor que isso tem. Por isso, concordei em ficar com os 42%”, diz o executivo.
 
Mendez será o presidente do conselho de administração da IMC. “Eu já exerço essa função na Sapore. Há mais um ano, convivo com uma gestão independente na empresa”, diz. Além dele, o conselho terá três indicados da Sapore e três da IMC.
 
Newton Maia, presidente da IMC, desde 2016, continuará no comando da nova empresa por um período de dois anos, ao lado da atual diretoria. A presença de Maia, responsável por uma reestruturação de muito sucesso na IMC, era uma exigência dos fundos que são acionistas da companhia.
 
Mendez e Maia avaliam que a convivência entre ambos será positiva. “A IMC nunca teve um conselho de perfil passivo. Nós sempre quisemos um envolvimento direto dessas pessoas no negócio”, diz. 
 
Por um período de três anos, para que essa gestão tenha a tranquilidade e a estabilidade necessárias, diz Mendez, o direito de voto de qualquer acionista da IMC será limitado a 15% das ações, mesmo que ele possua mais do que isso. A IMC, desde que o fundo Advent vendeu ações da empresa e reduziu sua fatia de 80% para 10%, em novembro do ano passado, não possui um controlador definido.
 
Os executivos não quiseram falar em números de sinergias estimadas para a junção das companhias. No mercado, primeiro se falou em R$ 150 milhões, mas nos últimos dias, esse número foi reduzido para entre R$ 50 milhões e R$ 90 milhões.
 
“Somos uma empresa com ações negociadas em bolsa e ainda não decidimos se vamos divulgar essa estimativa ao mercado”, afirma Maia. “Mas hoje o que podemos dizer é que conforme vamos conversando cada vez mais descobrimos novas possibilidades de sinergias”, diz o executivo.
 
As sinergias possíveis, diz Maia, são do ponto de vista de logística, distribuição e cozinhas inteligentes  —esse que seria um novo foco de desenvolvimento da IMC, mas que já funciona a pleno vapor na Sapore e será totalmente absorvido. Por outro lado, a Sapore poderá aprender com a IMC como potencializar seus negócios no varejo —no início deste ano, ela lançou a marca Yurban, uma espécie de loja de conveniência de comida fresca. Juntas, também pretendem ampliar a presença internacional.
 
Os executivos afirmam que, no momento, a empresa não prevê demissões. Os negócios, dizem, são distintos e complementares. “O time que faz compras hoje tem uma cabeça na IMC e outra na Sapore. Não podemos abrir mão disso nesse momento de integração”, diz Maia.

“Precisamos manter os diferenciais que levaram as empresas chegarem onde estão nesse momento. O que queremos é buscar as sinergias e fazer o negócio andar o mais rápido possível. Para isso, precisamos de gente”, afirma Mendez, destacando que a sua empresa cresceu muito em pessoal depois de servir as refeições na Copa e Olimpíada no Brasil e muitas dessas pessoas continuam por lá até hoje.

A operação ainda precisará ser aprovada pelos acionistas em assembleia e os executivos avaliam que a maioria deles já se mostrou favorável à operação. 

Eletrobras diz que adiamento de transferência de controle exigirá assembleia – Notícias


A Eletrobras esclareceu, por meio de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que a postergação da data originalmente prevista para a transferência do controle das distribuidoras (31/07/2018) e a nova data (26/10/2018) leva, consequentemente, à necessidade de realização de uma Assembleia de Acionistas para adequação do cronograma de privatização das empresas, conforme condições previstas no Edital de leilão.

Contudo, segundo o comunicado da Eletrobras, a Portaria 246 do Ministério de Minas e Energia (MME), que postergou a data visando a possibilitar que as distribuidoras possam continuar prestando serviços em prazos compatíveis com este novo calendário, não vincula a Assembleia de Acionistas à tomada de qualquer decisão, seja quanto à prorrogação da prestação do serviço ou liquidação, seja quanto a postergação do prazo de transferência do controle acionário das empresas de distribuição.

A Eletrobras lembrou que, conforme Fato Relevante de 01/06/2018, tramita no Congresso o Projeto de Lei 10.332, de 2018, enviado em regime de urgência constitucional, contendo dispositivos fundamentais para a decisão dos acionistas quanto a privatização ou liquidação das distribuidoras localizadas na Região Norte do País.

O cronograma originalmente previsto para a realização do leilão de privatização das distribuidoras era 30 de abril de 2018, com a transferência do controle acionário em até 90 dias da data de realização do leilão, ou seja, até 31/07/2018. A Eletrobras relembrou que, por motivos diversos, bem como pela complexidade do assunto, o leilão foi postergado, o que levou o MME a publicar a Portaria 246.

CEO da Ripple afirma que a Bitcoin está sob controle de um pequeno grupo de mineradores da China


Brad Garlinghouse, CEO da Ripple disse que “ Bitcoin é realmente controlado pela China”, falando na conferência Stifel Cross Sector Insight Conference de 2018 em Boston, informou o jornal TheStreet.com . 12 de junho.

Em uma entrevista recente com Stifel Tech Analyst Lee Simpson, Garlinghouse aprofundou em vários tópicos relacionados com tecnologia blockchain e o mundo da criptografia, e afirmou que o BTC está sob o controle de China dizendo:

“Vou contar uma outra história que é subnotificada, mas vale a pena prestar atenção. O Bitcoin é realmente controlado pela China. Existem quatro mineiros na China que controlam mais de 50% do Bitcoin. Como sabemos que a China não intervirá? Quantos países querem usar uma moeda controlada pela China? Simplesmente não vai acontecer. ”

Garlinghouse também compartilhou sua opinião sobre a tecnologia subjacente da BTC e da XRP, blockchain, argumentando que“ não atrapalhará os bancos ”, embora“ tenha um papel importante na a forma como o nosso sistema funciona ”, no entanto,“ é uma visão míope ”.

Falando sobre o XRP de Ripple, ele o descreveu como“ o melhor ativo digital para liquidação ”. Garlinghouse disse que "Bitcoin hoje leva 45 minutos para liquidar uma transação", enquanto XRP leva quatro segundos para resolver, afirmou.

Em fevereiro, plataforma de negociação BitMex lançou um relatório em Ripple e o token XRP , descobrindo que a estrutura do protocolo de consenso da Ripple sugere uma estrutura mais centralizada para sua moeda

Segundo o relatório, a equipe de pesquisa da BitMex realizou um teste interno com a tecnologia da Ripple. A equipe instalou e executou uma cópia do Rippled, o nó operado com o download de cinco chaves públicas do servidor do Ripple, todas atribuídas ao Ripple.com. Quatro das cinco chaves foram supostamente necessárias para apoiar uma proposta para que ela seja aceita. “Como todas as chaves foram baixadas do servidor Ripple.com”, diz o relatório, “a Ripple está essencialmente no controle total de mover o livro para a frente, então pode-se dizer que o sistema está centralizado.”

A novo estudo pela equipe da Universidade do Texas divulgado hoje, sugere que metade do preço BTC aumento em dezembro do ano passado foi explicitamente devido a Tether e emissor Bitfinex . O artigo descreve os padrões de transação, que mostram que o Tether era "usado para fornecer preços e manipular preços de criptomoedas". Afirma-se que as compras com o Tether foram "cronometradas após as desacelerações do mercado e resultaram em aumentos consideráveis ​​nos preços dos Bitcoins"

.

CEO da Ripple afirma que Bitcoin está sob o controle de pequeno grupo de mineradores da China


O CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, disse que “o Bitcoin é realmente controlado pela China”, falando na conferência Stifel Cross Sector Insight Conference 2018, em Boston, informou o jornal TheStreet.com em 12 de junho.

Em uma entrevista recente junto ao Stifel Tech Analyst Lee Simpson, Garlinghouse aprofundou vários tópicos relacionados à tecnologia blockchain e ao mundo da cripto, e afirmou que o BTC está sob o controle da China, dizendo:

“Vou contar uma outra história que não é noticiada, mas vale a pena prestar atenção. O Bitcoin é realmente controlado pela China. Existem quatro mineradoras na China que controlam mais de 50% do Bitcoin. Como sabemos que a China não intervirá? Quantos países querem usar uma moeda controlada pela China? Só não vai acontecer”.

Garlinghouse também compartilhou sua opinião sobre a tecnologia subjacente de BTC e XRP, blockchain, argumentando que “não vai disromper os bancos“, embora “ela desempenhe um papel importante na maneira como o sistema funciona”, no entanto, “é uma visão míope”.

Falando sobre o XRP da Ripple, ele o descreveu como “o melhor ativo digital para liquidação”. Garlinghouse disse que “o Bitcoin hoje leva 45 minutos para confirmar uma transação”, enquanto o XRP leva quatro segundos para ser liquidado, afirmou.

Em fevereiro, a plataforma de negociação BitMex divulgou um relatório sobre a Ripple e seu token XRP, descobrindo que a estrutura do protocolo de consenso da Ripple sugere uma estrutura mais centralizada em sua moeda.

De acordo com o relatório, a equipe de pesquisa da BitMex realizou um teste interno com a tecnologia da Ripple. A equipe instalou e executou uma cópia do Rippled, o nó operado com o download de cinco chaves públicas do servidor do Ripple, todas atribuídas ao Ripple.com. Quatro das cinco chaves foram supostamente necessárias para apoiar uma proposta para que ela seja aceita. “Como todas as chaves foram baixadas do servidor Ripple.com”, diz o relatório, “a Ripple está essencialmente no controle total de mover o livro-razão para a frente, portanto, pode-se dizer que o sistema está centralizado”.

Um novo estudo da equipe da Universidade do Texas, divulgado hoje, sugere que metade do aumento do preço do BTC em dezembro do ano passado foi explicitamente devido ao Tether e ao emissor Bitfinex. O artigo descreve os padrões de transação, que mostram que o Tether foi “usado para fornecer suporte de preço e manipular os preços de criptomoedas”. Afirma-se que as compras com o Tether foram “cronometradas após desacelerações do mercado e resultaram em aumentos consideráveis nos preços do Bitcoin”.



Após greve de caminhoneiros, economia retoma crescimento com inflação sob controle, diz Guardia – Notícias


SÃO PAULO (Reuters) – O país retomou a trajetória de crescimento e mantém a inflação sob controle após os 11 dias de paralisação dos caminhoneiros no fim de maio, mas o governo pode reduzir sua projeção oficial de expansão do PIB ao revisar os parâmetros do Orçamento, admitiu o ministro da Fazenda Eduardo Guardia nesta segunda-feira.

“A gente revê a previsão (de crescimento) a cada dois meses quando divulga a programação orçamentária e financeira”, disse o ministro. Indagado especificamente se a revisão poderia ser para baixo, Guardia disse: “pode”.

A revisão dos chamados parâmetros orçamentários inclui previsão de crescimento da economia, variação da inflação, coleta de impostos entre outros dados, explicou o ministro.

“O processo de revisão é contínuo, a cada dois meses temos uma grade de parâmetros atualizada e levamos em consideração as informações disponíveis”, disse Guardia.

No fim do mês passado, o governo reconheceu que o comportamento da economia estava aquém do que se esperava no início do ano e baixou de 3 por cento para 2,5 por cento a projeção para o crescimento deste ano.

A economia brasileira acelerou avançando 0,4 por cento no primeiro trimestre sobre os três meses anteriores, em linha com estimativas do mercado. Mas o ritmo perdeu força e não se repetirá nos próximos trimestres, segundo o ministro do Planejamento, Esteves Colnago.

Na avaliação de economistas do mercado consultados pelo Banco Central todas as semanas no boletim Focus, a expansãoda economia será inferior a 2 por cento neste ano.

“A economia está crescendo há cinco trimestres consecutivos” e retomou sua trajetória de expansão após a paralisação dos caminhoneiros, que causou desabastecimentos e perdas econômicas, segundo o ministro.

O desempenho do segundo trimestre se tornou mais difícilde prever após os 11 dias de paralisação dos caminhoneiros,que causou desabastecimento para a indústria e de produtos básicos para o consumidor, além de gerar perdas estimadas de mais de 5 bilhões de reais na agropecuária.

A questão foi solucionada com medidas com custo de 13,5 bilhões de reais, levantando ainda dúvidas sobre a sustentabilidade das contas do governo.

“Não há dúvida de que a greve teve prejuízos, a greve paralisou o país durante 10 dias, tivemos desabastecimento, afetou diversos setores da economia, inclusive a atividade dos próprios caminhoneiros”, disse Guardia.

“O que a gente tem que discutir agora é qual é o impactodisso e eu vi muitos números que me parecem excessivos.”

INFLAÇÃO E META

Falando a jornalistas em São Paulo, o ministro disse que é “descabido” fazer comentários sobre mudanças na meta de inflação antes da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), prevista para a última semana do mês.

Composto por Guardia, o presidente do Banco Central, IlanGoldfajn, e o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, o CMNdecidirá a meta de inflação de 2021 na reunião deste mês.

Segundo Guardia, a alta de preços influenciada pela falta deprodutos que não chegaram ao consumidor pela paralisação nas estradas tende a não contaminar a economia por muito tempo.

“No momento da greve você teve desabastecimento e preçossubiram, refletindo a falta da disponibilidade desses bens. Namedida que a economia volta a funcionar, os preços voltam à suanormalidade”, afirmou.

(Por Laís Martins; Texto de Iuri Dantas; Edição de ClaudiaViolante e Aluísio Alves)

Controle de preços dos combustíveis abre divergência na ANP – 08/06/2018 – Mercado


Defendida pelo diretor-geral da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Décio Oddone, a proposta de estudar prazos mínimos para os reajustes dos combustíveis gerou resistências dentro da própria agência.

A Folha apurou que, embora a decisão de chamar a consulta pública sobre o tema tenha sido referendada por toda a diretoria em reunião realizada na segunda-feira (4), parte do quadro do órgão regulador discorda da proposta.

A avaliação é que não seria papel da agência atuar sobre os preços dos combustíveis —hoje definidos pela Petrobras com base em reajuste diário em alinhamento com o mercado internacional.

A proposta de estudar prazos mínimos para reajustes foi anunciada pela ANP na terça (5). Em discurso de abertura da quarta rodada de licitações do pré-sal, nesta quinta (7), Oddone disse que a decisão foi tomada no fim de semana.

 

A possibilidade de uma tomada de contribuições com a sociedade foi sugerida pelo procurador-geral da agência, Evandro Pereira Caldas. Na segunda (4), o diretor-geral da ANP se reuniu com o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, para comunicar a decisão.

“Foi uma comunicação, não um pedido de autorização”, disse o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, também em discurso no leilão.

A avaliação do governo Michel Temer é que, ao transferir o debate para a ANP, se livra de questionamentos sobre interferência política na Petrobras.

A Folha ouviu de quadros da agência, porém, que a ANP extrapola seu papel ao interferir nas decisões de reajustes das empresas, mesmo limitando-se a definir prazos.

Oddone disse que a atuação da agência é necessária. “Vamos discutir se há conveniência nisso [no prazo de reajustes]”, disse. “Não podemos nos omitir.”

Subvenção para baixar diesel limita reembolso a R$ 0,30

As divergências não se limitam à proposta de limitar prazo de reajustes, mas também ao programa de subvenções federais para baratear o preço do diesel, uma das promessas de Temer para encerrar a paralisação dos caminhoneiros.

As regras da subvenção foram aprovadas na mesma reunião de segunda (4), com abstenção do diretor Cesário Cecchi, segundo a ata da ANP. Procurado, ele não quis comentar o assunto.

O decreto de subvenção foi publicado no Diário Oficial da União nesta quinta (7). O texto estabelece os preços de comercialização para a distribuidora, já subvencionado, e o preço de referência, que é o valor que acompanha as cotações internacionais.

No Sudeste, no Centro-Oeste e no Distrito Federal, por exemplo, o preço de referência é de R$ 2,4055 por litro.

Mas o preço de venda das empresas que aderirem terá de ser R$ 2,1055. A diferença entre os dois será ressarcida pela agência com recursos do Tesouro Nacional.

O decreto, porém, cria um risco para as empresas que aderirem ao programa, pois limita o ressarcimento em R$ 0,30 por litro. Caso o petróleo ou o câmbio subam demais, a diferença será compensada no primeiro reajuste permitido, em agosto.

Segundo a ANP, Petrobras e 27 empresas solicitaram adesão ao programa.

A Folha apurou que a estatal considera que os valores são confortáveis e é pequeno o risco de que a subvenção ultrapasse o R$ 0,30 por litro.

Iq Option – Planilha para controle de operações




Uma planilha para você controlar de forma simples os seus trades diários e poder obter maior controle e consistência no mercado. Se você ainda não utiliza a …

‘A Venezuela começou assim’, dizem distribuidoras de combustíveis sobre controle de preços – 05/06/2018 – Mercado


As distribuidoras de combustíveis dizem desconhecer base legal para o controle de preços nos postos e criticaram declarações sobre o uso de força policial para garantir que o repasse dos descontos prometido pelo governo chegue de forma integral às bombas.

“A Venezuela começou assim”, disse Leonardo Gadotti, presidente da Plural, entidade que representa o setor de distribuição, em entrevista nesta terça (5), criticando a ameaça de uso de força e o tabelamento de preços.

Gadotti disse que as distribuidoras já estão repassando os descontos recebidos, mas que a comunicação do governo “não é coerente” ao prometer o repasse de R$ 0,46 neste momento, já que a mistura vendida nos postos tem 10% de biodiesel, que não tem desconto.

Assim, disse ele, o repasse dos descontos ao preço final chegaria, no máximo, a R$ 0,41. “Os R$ 0,46 que foram divulgados não chegam às bombas por si só”, disse o executivo. “Não é um discurso coerente e está colocando a população contra o negócio de distribuição de combustíveis”, completou.

Segundo Gadotti, para chegar ao valor prometido pelo governo, é preciso que os estados reduzam a cobrança de ICMS, que é cobrado sobre um preço de referência calculado pelas secretarias de Fazenda a cada 15 dias.

Até o momento, apenas São Paulo e Espírito Santo reduziram o preço de referência. Assim, os consumidores paulistas já podem ter desconto de R$ 0,46. Os capixabas terão R$ 0,47, diz a Plural. No restante, o repasse fica, no máximo, em R$ 0,41 por litro.

As empresas do setor alertam ainda para risco de alta nos custa de distribuição, com o estabelecimento de uma tabela de fretes. O transporte é feito por transportadoras contratadas, que terão menor custo com diesel mas poderão cobrar o frete tabelado.

Gadotti defendeu a política de preços da Petrobras, alegando que manter os valores alinhados às cotações internacionais é essencial para atrair investimentos e garantir previsibilidade para os investidores.

Enel vence Iberdrola em disputa pelo controle da Eletropaulo – Notícias


Rio de Janeiro, 30 mai (EFE).- A italiana Enel venceu nesta quarta-feira o controle da Eletropaulo ao apresentar uma oferta muito superior a da Neoenergia, subsidiária da espanhola Iberdrola, que também tinha interesse de adquirir a empresa brasileira.

Em nota, a Eletropaulo informou que a Enel ofereceu R$ 45,22 por ação, já a Iberdrola fez uma proposta de R$ 39,53 por ação. A empresa brasileira explicou que a proposta da Enel só será registrada no leilão que será realizado na próxima segunda-feira.

A proposta da Enel pode representar um desembolso de R$ 3,71 bilhões caso a companhia italiana adquira metade das ações da Eletropaulo, o suficiente para controlar a empresa.

A Oferta Pública de Ações (OPA) da Enel prevê que a empresa possa adquirir o controle acionário da Eletropaulo no leilão que será realizado na segunda-feira na Bolsa de Valores de São Paulo. Caso todos os acionistas optem por vender seus papéis à companhia italiana, o custo da operação sobe para R$ 7,56 bilhões.

A apresentação das últimas ofertas representa o fim do duelo entre duas das maiores empresas de energia da Europa pelo controle de uma das mais importantes distribuidoras do Brasil.

A proposta de leilão pelo controle da Eletropaulo ocorreu depois de a AES, maior acionista da companhia junto com o BNDES, anunciasse o interesse de vender sua participação na empresa.