Veja como ficam os juros ao consumidor com a Selic a 6,5% – 20/06/2018 – Mercado


Mesmo com a manutenção do juro básico (Selic) em 6,5% ao ano pode beneficiar o consumidor, a Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade) vê taxa média mensal de juros menor ao consumidor, em 7,08%. Na reunião passada, a estimativa era de 7,20% ao mês. 

Abaixo, veja simulações feitas pela Anefac para a Selic a 6,5% nas operações de crédito.

IMPACTO EM EMPRÉSTIMOS

Confira como ficam os juros ao consumidor com o juro básico a 6,5%

Compra de geladeira de R$ 1.500 em 12 parcelas

  Taxa mensal, em % Quantidade de parcelas    Valor da parcela, em R$ Valor final, em R$
Selic a 6,5% ao ano 5,86 12 177,54 2.130,54

Compra de veículo de R$ 40.000 em 60 meses

  Taxa mensal, em %  Quantidade de parcelas  Valor da parcela, em R$  Valor final, em R$ 
Selic a 6,5% ao ano  1,89 60 1.120,28

67.216,62

Uso de R$ 3.000 no rotativo do cartão de crédito por 30 dias

  Taxa mensal, em %    Valor dos juros, em R$ 
Selic a 6,5% ao ano   12,02 360,60

Uso de R$ 1.000 por 20 dias no cheque especial

  Taxa mensal, em % Valor dos juros, em R$
Selic a 6,5% ao ano 12,03 80,20

Trump promove diretora do Orçamento ao Departamento do Consumidor – Notícias


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pretende nomear Kathy Kraninger, diretora associada do Escritório de Administração e Orçamento (OMB, na sigla em inglês), para a agência de fiscalização dos direitos do consumidor.

Segundo a Casa Branca, Kathy vai levar “uma nova perspectiva e experiência necessária” para o Departamento de Proteção Financeira ao Consumidor.

O chefe do orçamento de Trump, Mick Mulvaney, divide o comando do OMB com o da agência desde o final de novembro. Fonte: Associated Press.

A bola já está rolando na Copada sobrevivência do consumidor – 13/06/2018 – Maria Inês Dolci


Matéria desta Folha, que comprova desinteresse recorde (53%) em relação à Copa, não surpreende. Os brasileiros estão maduros o suficiente para perceber que outra grande competição já começou a ser travada, e se acentuará tão logo termine a Copa do Mundo: a do esforço para chegar até as eleições, em outubro, com mínimas condições de sobrevivência e consumo.

A batalha do consumidor será para superar, no dia a dia, os efeitos do movimento de caminhoneiros, empresas e políticos; as ações dos especuladores no mercado do dólar, e o estresse que antecede a votação para presidente.

Até agora, a economia anêmica e o absurdo índice de desemprego impediram maior contaminação dos preços. Quem garante que isso continuará indefinidamente?

Produtos como óleo de soja, todos os derivados do trigo (farinha, pão, massas, biscoitos), açúcar, combustíveis, eletroeletrônicos, medicamentos e veículos são afetados, em maior ou menor grau, pela escalada do dólar.

Sem contar, é claro, as viagens ao exterior – a lazer, estudo ou negócios –, que em muitos casos não podem ser evitadas. Este ano, o dólar já subiu quase 20%, fruto de uma especulação criminosa e covarde, pois há reservas cambiais de sobra.

Frente a este pesadelo de uma noite de inverno, os consumidores devem ficar duplamente alertas. Têm de comparar cada preço e adiar compras menos urgentes, além de substituir produtos e serviços quando necessário e possível.

Essa postura é totalmente diferente daquela de ‘fiscais do Sarney’, em que o governo da época tentou terceirizar à população a responsabilidade pela manutenção de um tabelamento de preços natimorto. Também pagamos até hoje os custos de barbeiragens econômicas do governo anterior, como o adiamento dos reajustes dos combustíveis, a desoneração de algumas áreas da economia em detrimento de outras e cofres abertos sem lastro.

Como sofrimento pouco é bobagem, ficamos sabendo agora que há uma corrida maluca por cargos nas agências reguladoras. Imaginem o que ocorrerá devido à disputa política em agências encarregadas de arbitrar relações entre consumidores e empresas, em áreas como saúde, energia e telecomunicações.

Enfim, as notícias não são boas e enfraquecem o interesse no principal campeonato mundial de futebol. Dificilmente algum brasileiro não assistirá às partidas da seleção. Daí a reunir família, vizinhos e colegas para amplas comemorações vai uma grande distância. Estamos mais preocupados em sobreviver a este cruel 2018 .

A não ser que as conquistas da seleção brasileira de futebol sejam tão animadoras que mudem este estado de espírito. Torcemos por isso, porque mau humor não melhora economia nem política.

Renner: Consumidor está mais sensível a preços e evita juros – Notícias


Apesar da ligeira recuperação da economia, os consumidores ainda estão sensíveis a preços e evitando as compras com juros. A avaliação é de Laurence Gomes, diretor financeiro e de relações com investidores da Renner, em teleconferência com analistas nesta sexta-feira (9) sobre os resultados financeiros do quarto trimestre de 2017.

“O cliente está cauteloso e evitando o alongamento do prazo das compras para não pagar juros”, afirmou o executivo, ao comentar o desempenho do Cartão Renner. Entre os produtos financeiros, a receita do private label caiu 1,5% no trimestre, para R$ 87 milhões.

Gomes disse que a companhia pretende revitalizar o cartão próprio ao longo deste ano, fazendo alterações nas assistências e no seguro.

Lojas fechadas

Entre o quarto trimestre do ano passado e o início deste ano, a varejista encerrou as operações de cinco unidades das marcas Renner e Youcom. Segundo José Galló, diretor-presidente, esses estabelecimentos eram antigos e estavam com baixo rendimento.

“Foram fechadas lojas de rua e em shoppings. Não temos a intenção de fechar mais unidades neste ano. Foi a primeira vez que isso aconteceu na companhia e estamos monitorando a rentabilidade das lojas”, disse o executivo.

A expectativa da administração é de que os clientes dessas unidades sejam absorvidos por outras lojas das marcas que estão próximas.

Galló destacou que a empresa é bastante rígida para a abertura de lojas, exigindo uma Taxa Interna de Retorno (TIR) relativamente maior que o custo médio ponderado do capital (WACC, na sigla em inglês).

Margem bruta

A margem bruta da varejista deverá registrar uma expansão gradual ao longo deste ano, voltando a níveis observados em 2016, segundo Laurence Gomes.

De outubro a dezembro do ano passado, a empresa reportou margem bruta da operação de varejo em 57%, aumento de 1,2 ponto percentual em base anual. Em 2017, a margem ficou em 55,7%, estável na comparação com o ano anterior.

“Vislumbramos que 2018 seja mais favorável devido às condições econômicas. Acreditamos na continuidade da retomada da economia, que está sendo liderada pelo consumo. Além disso, o ambiente promocional deverá se estabilizar”, disse Gomes.

Para este ano, a varejista de vestuário trabalha com dólar médio de R$ 3,30.

Segundo José Galló, neste ano a Renner continuará investindo em melhorias para elevar a produtividade e ampliar a experiência multicanal dos consumidores. “Queremos capturar as tendências da moda e aumentar a interação com a área de compras para sermos mais assertivos nas coleções”.

Galló disse que a companhia está apostando pesado na integração entre as lojas física e a on-line, assim como outros operadores mundiais estão fazendo.

Na parte financeira, o executivo mencionou que a constituição da financeira do grupo no ano passado, a Realize, dará suporte importante para o negócio, pois possibilitará à rede ter mais agilidade e ofertar mais serviços à base de 6,7 milhões de cartões.

A varejista de vestuário espera abrir em torno de 70 lojas, mantendo o ritmo de aberturas de 2017. Do total, 25 a 30 lojas serão da Renner; no ano passado, foram 30.

A companhia também prevê abrir entre 10 e 15 unidades da Camicado e de 20 a 25 lojas da Youcom. Em 2017 foram abertas 13 Camicado e 25 Youcom.

Rodrigo Terpins reporta cinco tecnologias de pagamento que prometem melhorar a experiência digital do consumidor em 2018


No Brasil, o e-commerce é um dos setores varejistas que não para de crescer. Conforme dados do Ebit – que mede a reputação das lojas virtuais por meio de pesquisas com consumidores reais, gerando dados estratégicos e táticas para o mercado online – a movimentação no comércio eletrônico para 2017 foi estimada em R$ 48,8 bilhões, 10% a mais em relação a 2016. Todo esse crescimento e popularidade do comércio online, no entanto, também resulta em consumidores mais exigentes – o que obriga os varejistas a inovar, oferecer novas soluções, tecnologias e melhores experiências de consumo, destaca o empresário do ramo do varejo, Rodrigo Terpins.

Nesse contexto, o Portal IPNews – uma publicação da Comunicação Interativa, e referência em conteúdo jornalístico para os sistemas de Comunicação Convergente – listou cinco tecnologias de pagamento que prometem fazer sucesso em 2018 e melhorar a tão falada experiência do consumidor. Confira.

Pagamento recorrente em débito sem autenticação

Rodrigo Terpins explica que até pouco tempo no Brasil, apenas assinantes com cartões de crédito não precisavam fazer autenticação para realizar um pagamento. Já no caso dos cartões de débito, o consumidor era sempre direcionando para a página do banco emissor, onde ele precisava digitar sua senha e autorizar o pagamento. Isso, contudo, tornou-se um entrave para empresas que querem oferecer uma experiência de cobrança de mensalidades recorrentes “invisível” ao cliente, no débito – e, bem por isso, a modalidade de débito como forma de pagamento não estava sendo oferecida.

A Adyen – empresa líder em tecnologia para pagamentos que oferece uma Plataforma global única – pensando nisso, resolveu inovar e desenvolveu para seus clientes brasileiros, entre eles o Uber e a Netflix, a opção inédita de cadastrar pagamentos com cartão de débito sem que seja necessário a autenticação.

“Isso foi possível graças à plataforma tecnológica da empresa, que baseia suas estratégias de combate a fraudes no tratamento inteligente de um alto volume de dados”, escreveu o IPNews.

Pagamento por aplicativos

Atualmente, segundo dados globais da Adyen de outubro de 2017, cerca de 52% das compras online são feitas por dispositivos móveis – o que é uma boa oportunidade para os varejistas de alavancar suas lojas in-app. Essa tecnologia proporciona o consumidor a realizar o pagamento em uma plataforma acessível e intuitiva, reporta Rodrigo Terpins. E os varejistas que fazem uso dela já sairão na frente em 2018 e terão maiores chances de fidelização do cliente, ressaltou o Portal IPNews.

Atualização automática dos dados de cartões

Caso o consumidor perdesse ou tivesse o cartão roubado e precisasse cancelar a sua assinatura e emitir um novo cartão, tinha também que refazer seus cadastros em sites, apps e plataformas de e-commerce. Agora, contudo, a Adyen lançou uma nova tecnologia de atualização automática de dados, chamada de Account Updater, que simplifica esse processo, destaca Rodrigo Terpins.

“Ela elimina a necessidade de recadastramento dos dados de pagamento por parte do cliente. Agora, esse processo pode ser feito diretamente pelos e-commerces clientes da Adyen, que manterão as informações dos dados de cartão nas bandeiras Visa e Mastercard, sempre atualizadas. Isso evita o churn involuntário, interrupções ou atrasos na entrega de produtos e serviços para os consumidores, que muitas vezes têm suas assinaturas canceladas ou suspensas por falta de dados atualizados”, explicou o IPNews.

Carteiras digitais

Além de cartões de crédito, débito e boleto, outra forma de pagamento que vem crescendo hoje em dia são as carteiras digitais. Um exemplo é o Pagar com Google, que permite que o consumidor faça compras com um único toque em dispositivos móveis que operem com Android ou em navegadores Chrome – ou seja, sem precisar inserir repetidamente as informações de pagamento ou endereço de entrega. Rodrigo Terpins ressalta que esses dados podem ficar armazenados em um perfil digital do usuário no sistema do Google.

Inteligência de dados

De acordo com o Portal IPNews, “os hábitos de pagamento são uma fonte valiosa de dados para aumentar conversão, melhorar experiência de compra e alavancar negócios”. “Inteligência em tratamento de dados é a chave para gerar mais conversões e, consequentemente, para que os consumidores tenham uma experiência melhor com suas transações aprovadas”, concluiu a publicação.

Website: http://www.rodrigoterpins.com.br

FGV: Confiança do consumidor alcança maior nível desde outubro de 2014 – Notícias


O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas (FGV) avançou em janeiro pelo sexto mês consecutivo. Com a variação de 0,4 ponto, para 88,8 pontos, o índice atingiu o maior nível desde outubro de 2014 (91,3), ficando 9,5 pontos acima de janeiro do ano passado.

Segundo relatório publicadopela FGV nesta quinta-feira, em janeiro, os consumidores melhoraram suas avaliações sobre a situação atual e acomodaram suas expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 1,8 ponto, para 76,6 pontos, mantendo a trajetória de alta pelo sexto mês consecutivo, atingindo o maior nível desde maio de 2015 (77 pontos). Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 0,6, para 97,6 pontos, interrompendo a sequência de quatro altas consecutivas observada nos meses anteriores.

Entre os quesitos que integram o ICC, a percepção dos consumidores com relação à situação econômica atual foi o que mais contribuiu para a evolução positiva em janeiro. O indicador que mede o grau de satisfação com a economia no momento avançou 2,3 pontos para 85 pontos, e atingiu o nível mais alto desde janeiro de 2015 (85,8). Já o indicador das perspectivas para a situação econômica nos seis meses seguintes recuou 1,1 ponto, para 115,7 pontos. após atingir o maior nível da série em dezembro de 2017 (116,8).

Em relação às finanças familiares, tanto as avaliações quanto as perspectivas futuras tornaram-se mais favoráveis, segundo o relatório. O indicador que mede a satisfação dos consumidores com a situação financeira no momento subiu 1,4 ponto, para 68,8 pontos, maior desde agosto de 2015 (69,8) e o indicador que trata do otimismo em relação às finanças pessoais nos próximos meses teve alta de 1,2 ponto. Entretanto, mesmo com uma recuperação na situação financeira, os consumidores se revelaram menos propensos a gastar, com queda de dois pontos no indicador que mede a disposição para compras de bens duráveis nos próximos meses.

O comportamento da confiança é bastante heterogêneo entre as quatro faixas de renda pesquisadas. Houve aumento da confiança das famílias com renda até R$ 2.100,00 e das famílias com renda entre R$ 4.800,00 e R$ 9.600,00, enquanto para as demais, a confiança registrou queda. A maior variação do índice ocorreu nas famílias com renda até R$ 2.100,00, em função de um avanço expressivo do indicador de percepção sobre a situação financeira atual.

“A confiança dos consumidores continuou avançando, mas desacelerou um pouco em janeiro, influenciada por uma divergência de opiniões sobre o cenário econômico para os próximos meses”, diz Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor, em comentário no relatório. “Embora a percepção sobre a situação financeira das famílias siga melhorando lentamente e a expectativa de inflação continue em queda, os consumidores continuam cautelosos em relação às compras de alto valor.”

A edição deste mês coletou informações de 1756 domicílios entre os dias 2 e 22 de janeiro.A próxima divulgação ocorrerá em 23 de fevereiro.