‘Operação XP e Itaú deveria ser reprovada’, diz conselheira do Cade – Notícias


Voto vencido no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no julgamento da compra da XP pela Itaú, a conselheira Cristiane Alkmin defende que o Banco Central reprove ou imponha restrições mais duras do que as estipuladas pelo órgão antitruste na análise da operação. “Para ser coerente com o meu voto, considero que a operação deve ser reprovada. Se eu fosse o Ilan, eu vetaria”, afirmou.

Para a conselheira, os cinco maiores bancos em operação no País têm muito poder de mercado. Cristiane acredita que o Estado deve estimular – e não atrapalhar – a entrada de novos concorrentes, sobretudo as fintechs (startups voltadas para o mercado financeiro). Procurados, XP e Itaú preferiram não comentar.

O mercado bancário brasileiro é concentrado?

O ponto central é o problema do poder de mercado, não exatamente a concentração. Os cinco maiores bancos do Brasil detêm, aproximadamente, 85% dos depósitos bancários. O poder de mercado dos bancos se dá também de forma vertical, estão nos mercados de investimento, de crédito, de cartões de crédito, de seguradoras e, agora, de bureaus de crédito. E com o poder conglomeral, hoje há uma preocupação em relação ao montante de dados que têm acesso. A competição no setor bancário está vindo destes pequenos players que trazem tecnologias disruptivas, que estão de alguma maneira chacoalhando com o status quo daqueles elefantes, que têm estruturas mais pesadas.

A operação entre Itaú e XP atrapalha este processo?

Pode atrapalhar. Essa operação não vai acabar com o processo de desbancarização, mas pode atrasá-lo.

Em seu voto, a senhora sugeriu que a operação entre Itaú e XP seria uma carta branca para que outros bancos continuem comprando pequenas plataformas.

Se eu aceitar um caso em que o maior banco privado está comprando a maior corretora de plataforma aberta, que é a XP, que tem praticamente 50% do mercado, como vou evitar que outra instituição compre a segunda plataforma, que tem 10% ou 15% do mercado? Como o Cade falará não para essa operação? A plataforma da XP era, definitivamente, a maior, muito longe da segunda colocada. A razão da operação é que os clientes do Itaú estavam migrando para essa nova plataforma. E os clientes futuros do Itaú já não iriam para o Itaú, e sim para a plataforma. Então, no fundo, essa é uma operação em que o Itaú quis recomprar seus clientes.

O BC deve ser mais duro do que o Cade foi?

Não quero aqui confrontar ou pedir que o BC corrija um ato do Cade, não existe isso. Mas, para ser coerente com o meu voto, considero que a operação deve ser reprovada. O Itaú é um minoritário megapoderoso. Eu acho que seria uma ótima sinalização se o BC reprovasse essa operação, mas já seria uma boa sinalização a retirada da possibilidade de o Itaú ser o controlador. Talvez isso não trouxesse tanto risco para o processo de desbancarização. De qualquer forma, se eu fosse o (presidente do Banco Central) Ilan Goldfajn, como sinalização, eu vetaria essa operação. E diria que o BC estará de olho quando um dos cinco maiores bancos estiver comprando fintechs.

Mas seria função do BC fazer isso? O veto não devia ter ocorrido no Cade, mais indicado para colocar este tipo de freio?

Devia. Mas agora já temos um memorando que diz que as duas instituições (Cade e BC) podem agir na área de fusões de aquisições.

Então, o BC não está olhando somente o risco sistêmico.

As duas instituições analisam atos de concentração. Olhando agora, depois que o ato XP/Itaú foi aprovado pelo Cade, acho bom haver dois crivos, o do Cade e o do BC. O memorando (que estabelece trabalho conjunto dos órgãos para analisar atos de concentração) foi uma boa saída. Antigamente, olhávamos o BC apenas como uma autoridade monetária. Hoje, ele está muito dividido no papel de regulador e de autoridade monetária.

O Cade errou ao permitir que bancos se tornassem proprietários de credenciadoras de cartões?

O Cade agiu de duas maneiras. Uma delas, aprovando atos de concentração que eu, como conselheira independente, não aprovaria. É o caso de Itaú com Mastercard. Acredito que este caso não deveria ter sido aprovado. Por outro lado, o Cade tem atuado por meio de acordos com as empresas de cartão. A atuação do BC junto ao Cade tem sido boa. Enquanto o BC pensa numa maneira estrutural para resolver o problema, o Cade faz acordos.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

ANP e Cade vão estudar mudanças no mercado de combustíveis – 15/06/2018 – Mercado


A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) instituíram grupo de trabalho para estudar a viabilidade de mudanças na estrutura do mercado de combustíveis no Brasil.

Em nota, as autarquias informam que o grupo terá com objetivo “analisar a estrutura do mercado de combustíveis, avaliar a implementação das medidas para repensar o setor de combustíveis e a possibilidade de adoção permanente das medidas regulatórias excepcionais apresentadas pela ANP”.

Propostas de mudanças regulatórias começaram a surgir a pós o início da paralisação dos caminhoneiros, que protestaram contra o alto preço do óleo diesel no país. No último dia 29, o Cade apresentou uma série de propostas para buscar a redução dos preços.

Entre elas, está o fim da atividade de frentista e a possibilidade de que usinas de etanol vendam diretamente aos postos. Esta última enfrenta grande resistência entre as distribuidoras, que alegam que o custo iria aumentar.

No período da paralisação, a ANP editou medidas temporárias, como autorizar distribuidoras a venderem produtos para postos de outras bandeiras e permitir o uso de 100% de biodiesel em postos, ao invés da mistura obrigatória de 10%.

“Também está no escopo do grupo a promoção da concorrência como instrumento para elevar a competitividade e a inovação na economia brasileira”, diz a nota conjunta. O grupo de trabalho terá 90 dias, prorrogáveis por mais 90, para apresentar sugestões.

A portaria que cria o grupo foi assinada nesta quinta (14) pelo diretor-geral da ANP, Décio Oddone, e pelo presidente do Cade, Alexandre Barreto. 

Em entrevista à Folha na terça (12), Oddone disse que a agência vai criar um sistema de monitoramento dos preços nos postos, a partir de informações produzidas pela própria revenda, que deve entrar em operação no próximo dia 20.

O sistema terá o objetivo de acompanhar o preço ao consumidor e avaliar se a subvenção de R$ 0,46 por litro de diesel concedida pelo governo para por fim à paralisação dos caminhoneiros está chegando às bombas.

Na primeira semana após o acordo, o preço médio do diesel estava apenas R$ 0,11 abaixo do praticado antes da paralisação. Em quatro estados e no Distrito Federal, ao contrário, os preços haviam subido no período.

Banco do Brasil Fecha Conta da Atlas e Associação de Criptomoedas Leva Caso ao Cade


A história completa sobre o caso (Foto: Shutterstock)

Assim como as exchanges brasileiras de criptomoedas, a Atlas também vem sofrendo pressão dos bancos. O Banco do Brasil não hesitou em fechar a sua conta corrente e o caso, além de parar no judiciário, deu início a uma batalha no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

A empresa, que é a mantenedora da ABCB (Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain), foi notificada da decisão do Banco do Brasil em 21 de maio. Além de informar a Atlas do encerramento de sua conta, o banco deu 30 dias para que o responsável pela fintech fosse até a agência devolver os cartões e cheques.

A Atlas, em contrapartida, moveu uma ação judicial. O processo judicial está tramitando na 5ª Vara Cível da comarca de São Paulo.

Apesar do juiz Gustavo Coube de Carvalho ter negado a tutela de urgência (uma espécie de pedido liminar) para que o banco não encerrasse a conta corrente da Atlas enquanto se discutia judicialmente o caso, a situação foi revertida por uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que concedeu a liminar.

A vitória foi divulgada no último dia 30 por meio de uma nota no Facebook do escritório Malgueiro Campos Advocacia, que representa a Atlas.

“Hoje conseguimos uma importante liminar no TJSP, em uma ação contra um banco que pretendeu encerrar a conta de um dos nossos clientes no segmento de criptomoedas. O relator concedeu a liminar negada em primeira instância (…)”, diz a postagem.

Apesar de o post não especificar quem era esse “cliente no segmento de criptomoedas”, a advogada Emília Malgueiro Campos, sócia do escritório, revelou ao Portal do Bitcoin se tratar do caso da Atlas contra o Banco do Brasil.

O caso não parou por aí. Como a Atlas é a principal responsável pela ABCB, ela usou a associação como mais uma forma de pressionar o banco estatal.

Fernando Furlan, o presidente da ABCB e ex-presidente do Cade, nove dias após a notificação da Atlas, afirmou que entraria com uma ação contra os bancos no Cade, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica. “Temos confiança de que se transforme em inquérito administrativo, que se tornará ação afirmativa com possível punição aos bancos”, disse Furlan na ocasião.

A Associação Brasileira de Criptomoedas e Blockchain entrou com o processo no dia 1º de junho. Assim como no processo judicial a Atlas requereu uma decisão liminar, a ABCB pediu ao Cade “a imediata concessão de medida preventiva” para que os bancos e demais instituições financeiras se abstenham de encerrar contas que possibilitem “o acesso  ao sistema financeiro as operadoras de criptomoedas (corretoras, exchanges, fintechs, etc.)”, bem como reabram imediatamente “todas as contas encerradas dessas operadoras do mercado de criptoativos”.

Além da medida preventiva, a associação requereu em especial que o Banco do Brasil seja condenado a pagar multa de 20% do valor de seu faturamento bruto no ano de 2017 em face da prática de condutas anticompetitivas.

A advogada Emília Malgueiro Campos, que também representa a ABCB, explicou ao Portal do Bitcoin que a Associação só teria legitimidade para atuar junto a Cade caso houvesse problema com alguma empresa associada: “Foi essa ação do Banco do Brasil que deu legitimidade para a associação poder se manifestar”.

A advogada esclareceu que apesar de existir duas associações (ABCB e ABCripto), a decisão do Cade vai abranger qualquer companhia do segmento de criptomoedas.

“Se o Cade entender que essa é uma medida efetivamente anticompetitiva, ele vai resolver o assunto para todo mundo – para quem é membro da associação e para quem não é membro da associação”.

Banco do Brasil na Justiça

A ação judicial começou com um pedido de liminar negado pelo juiz Gustavo Coube de Carvalho. Ele sustentou que o Banco do Brasil agiu dentro da legalidade ao cancelar unilateralmente o contrato de conta corrente e por esse motivo não vislumbrava “a probabilidade do direito”, um dos requisitos essenciais para que a tutela antecipada seja concedida.

“O contrato de conta corrente, via de regra, tem vigência indeterminada, podendo ser denunciado a qualquer tempo pelas partes, tendo, o banco, o dever de notificar o titular na forma regulada pela Resolução 2.747/2000 do Banco Central do Brasil, o que parece ter sido feito”.

Como a decisão liminar não é a resposta definitiva de um juiz como é a sentença; a pessoa que teve seu pedido negado pode levar a questão para ser analisada pelo tribunal que vincula diretamente o juízo que negou o pedido liminar, através de um recurso chamado agravo de instrumento e foi isso que fez a Altas nesse processo.

“A gente agravou para o tribunal (TJSP). No tribunal, o relator do agravo concedeu o efeito ativo do agravo (em outros termos, o relator além de suspender a decisão dada pelo juiz da 5ª Vara Civel do TJSP , concedeu a liminar que fora negada) e a tutela de urgência para manter a conta aberta” relata a Emília Campos.

A liminar foi concedida pelo TJSP sob a fundamentação de que, mesmo que os bancos não sejam obrigados a manter contas correntes de alguns clientes, não devem utilizar desse direito para exercer práticas abusivas anticoncorrenciais:

“Há indícios de rejeição orquestrada pelas instituições financeiras quanto às corretoras de criptomoedas com potenciais reflexos anticoncorrenciais, o que caracteriza o exercício abusivo do direito reconhecido pela jurisprudência (…)”.

Da justiça para o Cade

A ação judicial individual da Atlas contra o BB, por exemplo, se abstém a “dizer o direito” naquele caso em si e não resolve o problema que envolve os bancos e as chamadas plataformas de inovações financeiras. Caso a decisão liminar seja convertida em algo definitivo, a solução será apenas entre os envolvidos naquele imbróglio.

Por outro lado, o procedimento levado ao Cade, explica Campos, irá resolver a questão em si, mesmo que o motivo tenha sido do cancelamento da conta corrente por parte do Banco do Brasil.

“O procedimento no Cade vai abranger todas as empresas do segmento e todos os bancos. Para evitar que qualquer banco faça o mesmo tipo de prática anticompetitiva contra qualquer empresa de segmento de criptomoeda”.

Assim como o judiciário terá de analisar a defesa por parte do Banco do Brasil, o próximo passo do Cade será também de ouvir a instituição financeira.

Procurado, o Banco do Brasil, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não foi notificado e que caso seja prestará esclarecimentos ao órgão responsável.

A fome dos bancos

“O mundo mudou. O dinheiro também”. O slogan da Atlas parece dizer muito sobre o interesse dos bancos no universo de moedas criptografadas. Isso é traduzido na sua voracidade.

Desde 2015, as instituições financeiras vêm cancelando as contas correntes de corretoras brasileiras que trabalham com moedas criptografadas, o que tem forçado as exchanges incorrerem em verdadeiras batalhas judiciais.

Em nota enviada pelo escritório Malgueiro Campos, a advogada relata que “a decisão do Banco do Brasil configura uma prática abusiva, uma vez que as plataformas de inovações financeiras, como as fintechs e as corretoras de criptomoedas, precisam do acesso ao sistema financeiro tradicional para sobreviverem.”

A prática, contudo, não tem ocorrido só no Brasil. Há dois meses, a corretora chilena Buda teve de recorrer ao Tribunal de Defesa de Livre Concorrência para que não tivesse usas contas correntes fechadas em cinco bancos diferentes.

 

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Cade autoriza distribuidoras de combustíveis a compartilhar equipamentos por 15 dias após greve – Notícias


SÃO PAULO (Reuters) – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou por unanimidade nesta terça-feira uma petição apresentada por Raízen, BR Distribuidora e Ipiranga, propondo medidas para acelerar a retomada da distribuição de combustíveis ao fim da greve de caminhoneiros.

O documento prevê que as distribuidoras compartilhem por até 15 dias equipamentos logísticos para normalizar o abastecimento de combustíveis o mais rapidamente, prazo que poderá ser encurtado caso a situação volte à normalidade antes do tempo estimado.

Motoristas autônomos iniciaram na segunda-feira passada um protesto nacional contra tributos que elevam o custo do diesel, bloqueando estradas e rodovias do país, em um movimento que se refletiu no abastecimento de alimentos e combustíveis.

O governo federal cedeu a uma série de reivindicações da categoria, mas ainda restavam pontos de concentração nesta terça-feira e os problemas de abastecimento estavam longe de ser resolvidos.

Inicialmente, a petição vale para Raízen, BR Distribuidora e Ipiranga, mas outras distribuidoras também poderão compartilhar equipamentos se notificarem o Cade. As empresas deverão seguir atuando de forma independente e estão proibidas de compartilhar informações sensíveis.

“Em situações normais, o compartilhamento de equipamentos logísticos pode gerar problemas concorrenciais. (…) permite que uma companhia tenha acesso a informações comerciais de outras, preços praticados, volumes vendidos”, disse o presidente do Cade, Alexandre Barreto.

Segundo ele, a ideia é que toda a cadeia de distribuição seja flexibilizada pelo prazo máximo de 15 dias.

“É um pedido excepcional, estranho à defesa da concorrência, mas circunstâncias excepcionais exigem medidas excepcionais”, afirmou o conselheiro João Paulo Resende durante a votação. “O dano que poderia ser causado por um retardamento do processo de abastecimento justifica completamente essa medida”, completou Resende.

(Por Bruno Federowski)

Cade vê com “reserva” tabelamento de frete rodoviário definido em MP – Notícias


BRASÍLIA (Reuters) – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) vê com “extrema reserva” qualquer medida para tabelar ou criar referências para preços, disse nesta terça-feira o presidente do órgão antitruste, Alexandre Barreto de Souza, ao comentar a decisão do governo de estabelecer fretes mínimos para o transporte de cargas.

O frete mínimo rodoviário foi colocado em medida provisória para atender às reivindicações dos caminhoneiros, cujo movimento de paralisação afetou o abastecimento em todo o país.

“Pode gerar efeitos bastante nocivos para a economia”, disse Barreto a jornalistas, após participar de comissão geral do Congresso Nacional para discutir a situação dos combustíveis.

Barreto, porém, disse que o Cade vai analisar a medida antes de manifestar sua posição sobre o assunto ao Congresso.

O agronegócio do Brasil, um dos que mais utiliza o modal rodoviário, avaliou logo após a divulgação da proposta que o estabelecimento de preços mínimos para o frete de cargas é inconstitucional e tende a elevar os custos tanto para produtor quanto consumidor.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também considerou a medida provisória um “grande retrocesso”.

INVESTIGAÇÃO

O Cade também está realizando “procedimento preliminar de investigação” para apurar se houve participação de empresas e associações dos setores de transporte rodoviário na mobilização dos caminhoneiros.

“Procuramos saber se houve movimento coordenado das empresas ou das associações para coordenar o movimento de paralisação”, disse.

Segundo ele, as primeiras notificações começaram a ser emitidas na sexta-feira, e quem for acionado terá 15 dias para se manifestar.

O Cade divulgou ainda nesta terça-feira nove propostas para aumentar a concorrência no setor de combustíveis e, por consequência, reduzir os preços ao consumidor final.

“Apesar de o setor de combustíveis ser o principal alvo de denúncias de prática de cartel no Brasil, defende-se que nem todos os problemas desse mercado são provocados por condutas anticompetitivas”, disse o Cade, acrescentando que as propostas já estavam sendo maturadas e discutidas internamente há algum tempo.

Entre as propostas, o Cade sugere reavaliação da proibição de verticalização do setor de varejo de combustíveis; permitir que produtores de álcool vendam diretamente aos postos; permitir postos autosserviços; e repensar a forma de tributação do combustíveis e também a substituição tributária do ICMS.

“O que se espera é, de maneira realista, incentivar o debate social e democrático a respeito de alguns temas específicos, que podem favorecer a concorrência no setor”, disseram os pesquisadores responsáveis pelo estudo.

Barreto disse ainda que Cade e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) criarão, a partir desta terça-feira, grupo de trabalho conjunto para “repensar questões regulatórias no setor de combustíveis”.

(Por Leonardo Goy)

Cade aprova aquisição de ativos da Sabbá no PA pela Petrobras Distribuidora – Notícias


SÃO PAULO (Reuters) – A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a aquisição pela Petrobras Distribuidora de ativos da Petróleo Sabbá em Marabá (PA), conforme despacho no Diário Oficial da União desta terça-feira.

Controlada por Raízen (80 por cento) e IB Sabba (20 por cento), a Sabbá é uma distribuidora de combustíveis com atuação na região Norte e nos Estados do Maranhão, Piauí e Mato Grosso.

Segundo o Cade, a operação consiste na aquisição, pela Petrobras Distribuidora, da base de distribuição de combustíveis e do Terminal Ferroviário (benfeitorias, instalações e equipamentos) da Sabbá em Marabá.

O órgão antitruste destaca que a base de distribuição começou a ser construída pela Sabbá em agosto de 2015, estando localizada em um terreno da mineradora Vale, próximo ao eixo principal da Estrada de Ferro Carajás. A base foi concluída e entrou em operação em abril de 2017.

Em seu parecer, o Cade disse que “os efeitos decorrentes da operação são limitados à atuação das parte na região que abrange Marabá (PA) e gerará um pequeno incremento na capacidade de distribuição da Petrobras Distribuidora nesta região”.

“Além disso, as partes já compartilhavam, em parte, a base da Petrobras Distribuidora antes da presente operação, cuja unidade terá atuação específica para o abastecimento de locomotiva da Vale, após a operação”, concluiu o Cade.

(Por José Roberto Gomes)

Cade tem número recorde de acordos em 2017 – 06/02/2018 – Mercado Aberto


​​O número de acordos entre o Cade e investigados por condutas anticompetitivas em 2017 foi recorde, segundo a autarquia. Foram 70 termos de compromisso homologados, 29,6% a mais que em 2016.

Nesses acordos, pessoas ou empresas investigadas negociam a confissão da infração antes do julgamento e se comprometem a abandonar práticas irregulares.

Os documentos podem exigir o pagamento de indenização ao órgão a contribuição pecuniária, obrigatória em casos que envolvam cartéis, inferior ao valor da multa que poderia ser aplicada.

O número e os montantes das multas emitidas pelo Cade, porém, diminuíram no ano passado. Foram nove (contra 19 em 2016). As punições somaram R$ 129 milhões, menor valor desde 2012.

“As empresas preferiam litigar até o fim. Se perdiam, levavam a questão ao Judiciário. Quando passaram a ser condenadas, cresceram os acordos”, diz Bárbara Rosenberg, do BMA advogados.

Parte da alta de acordos está relacionada a casos que envolvem investigados na Lava Jato, diz Joyce Honda, do Cescon Barrieu.

A segunda maior contribuição do ano (de R$ 129,2 milhões) foi assinada por UTC Engenharia, Andrade Gutierrez e ex-executivos das empreiteiras, em ação que investigava irregularidades em licitações da Petrobras. A primeira foi firmada pela Siemens.

Vendas do setor óptico crescem 7,4%, mas não repõem perdas

O faturamento do setor óptico cresceu 7,4% em 2017, na comparação com o ano anterior, segundo a Abióptica (associação setorial).

As vendas totalizaram R$ 21,04 milhões. Foi o primeiro aumento desde 2015, o que, embora seja positivo, não compensa as perdas que ocorreram nos últimos anos, afirma Bento Alcoforado, presidente da entidade.

O setor teria de crescer quase 11% para voltar aos números de 2014.

“Ainda não temos uma projeção oficial, mas a tendência é que haja no mínimo uma manutenção desse ritmo de melhora, em torno de 7%, no primeiro semestre”, diz Alcoforado.

A GrandVision by Fototica deverá ter um aumento de dois dígitos neste ano, segundo o diretor-executivo da empresa, Stefan Nilsson.

O mercado voltou a ficar mais aquecido e nós já fechamos as nossas piores lojas, que eram deficitárias, afirma o executivo.

A empresa tem 105 unidades no país, quatro delas inauguradas em janeiro. Serão 40 novas franquias até o fim deste ano. Entre as praças que deverão receber operações estão Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.

CHEGOU A HORA​

Um investidor dos EUA, Neil Patel, levantou US$ 10 milhões (R$ 32,5 milhões) para fazer investimentos em empresas brasileiras que têm parte de sua estratégia em serviços conectados à internet.

Os negócios em que ele pretende aportar capital precisam já estar estruturados, com faturamento mensal acima de R$ 100 mil e atue nos setores de varejo, finanças ou educação, preferencialmente.

“Nós já conversamos com algumas empresas, temos uma equipe no Brasil para isso, afirma o executivo.”

O momento é o ideal para entrar no país, ele diz, porque ainda não se superou plenamente a recessão, e outros investidores ainda têm receio de aportar dinheiro aqui, o que torna os preços dos ativos mais atraentes.

“Essas crises são naturais, mas as boas companhias permanecem ativas mesmo depois desses momentos.”

TRATAMENTO ONCOLÓGICO

O hospital Santa Paula, na zona sul de São Paulo, vai ampliar a capacidade de seu centro oncológico neste ano.

O principal investimento é a compra de um equipamento utilizado para a realização de radiocirurgias.

Estão em andamento obras no prédio onde são realizados os tratamentos contra o câncer para que se aumente a ala destinada a quimioterapia.

“Fazemos 400 sessões por mês e vamos para 750 em fevereiro”, diz o presidente, George Schahin.

Os aportes previstos somam cerca de R$ 20 milhões.

“O novo aparelho é um acelerador linear. Já possuímos um no hospital, mas o que entrará em operação no segundo semestre vai realizar o mesmo tratamento em 20% menos tempo”, afirma o executivo.

A máquina utilizada atualmente receberá em abril um software que deverá aumentar sua velocidade.

R$ 414 milhões

foi a receita bruta da empresa no ano passado

750

é o número de médicos

950

é o total de funcionários

200

é a quantidade atual de leitos do hospital

Aquisição A holding Encontre Sua Franquia comprou o controle da AcquaZero, de lavagem de veículos, cujo faturamento foi de R$ 63 milhões em 2017. O valor da transação não foi revelado, diz Henrique Mol, sócio-diretor do grupo.

Folia… A venda de bebidas energéticas no feriado de Carnaval deverá ter a maior variação em relação ao mesmo período de 2017, segundo as redes varejistas Extra e Pão de Açúcar. A estimativa é de aumento de 30%.

…líquida O menor crescimento previsto é para a comercialização de cervejas, estimado em 5%. A categoria de bebidas como um todo deverá ter crescimento de aproximadamente 10%, de acordo com o grupo varejista.

Cade recomenda aprovação de compra da Itambé sem restrições


Leite

SÃO PAULO – A superintendência do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) publicou um despacho nesta segunda-feira (29) recomendando a aprovação sem restrições da compra pela Itambé pela multinacional francesa Lactalis.

Em 15 de janeiro, o Grupo Lactalis ficou impedido temporariamente impedido de administrar a Itambé Alimentos, conforme decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. O veredito é de que o grupo francês deve se manter fora das decisões da empresa brasileira até que esteja concluída a arbitragem que está em curso entre o grupo mexicano Lala SAB de CV e a Lactalis na Câmara de Comércio Brasil-Canadá.

Em dezembro, a Cooperativa Central dos Produtores de Minas Gerais vendeu de 100% da Itambé ao Lactalis por cerca de US$ 600 milhões. Na ocasião, a Justiça reconheceu a validade do acordo de aquisição da empresa brasileira.  

A Vigor, que tinha 50% de participação na empresa até a cooperativa exercer seu poder de compra, questionou a transação e a venda para o grupo francês foi suspensa temporariamente por uma liminar em 18 de dezembro. 

A empresa brasileira afirma que a cooperativa rompeu acordo de acionistas, mas a Justiça de São Paulo validou a aquisição pela Lactalis. 

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Cade aprova compra do Hospital Cruzeiro do Sul pela NotreDame – Notícias


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a compra do Hospital Cruzeiro do Sul, de Osasco (SP), pela NotreDame Intermédica.

A decisão está no “Diário Oficial da União” (DOU) desta segunda-feira (29).

Apesar de haver concentração nos mercados analisados – o de hospitais em Osasco e o de planos de saúde, o Cade entendeu que “há concorrentes com desempenhos relevantes em ambos os mercados” e, por isso, aprovou o negócio.

Cade aprova compra do Grupo Cruzeiro do Sul por operadora de planos de saúde Intermédica – Notícias


SÃO PAULO (Reuters) – A Superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições a compra da totalidade do capital social do Grupo Cruzeiro do Sul pela operadora de planos de saúde Intermédica, conforme despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira.

A autarquia avalia que a operação “não indica que as partes serão capazes de exercer poder de mercado” em planos de saúde coletivos nas cidades de Itapevi, Carapicuíba, Jandira e Osasco, na região metropolitana de São Paulo.

Ainda segundo o parecer, a análise do Cade apurou que há concorrentes com desempenhos relevantes nesses mercados e aptas a reagir em caso de eventual tentativa unilateral de poder de mercado.

(Por Gabriela Mello)